sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Tome Ciência: Os jovens campeões da ciência

Programa de televisão reúne grupo representativo de medalhistas em olimpíadas científicas

(JC) De 21 a 27 de dezembro, o programa de televisão Tome Ciência exibirá o debate "Os jovens campeões da ciência". Medalha de ouro de brasileiro nas olimpíadas, seja qual for o esporte, produz uma enorme repercussão, com direito a foto na primeira página do jornal. A notícia que quase não sai nos jornais - ou sai escondidinha - é a quantidade de medalhas brasileiras em olimpíadas científicas para jovens. E não são poucas as medalhas e títulos.

O Brasil já participa em 10 disciplinas, sem falar que temos 12 nacionais - consideradas sempre como um estímulo para despertar talentos científicos. Se sabidamente temos deficiências educacionais, quem seriam estão esses gênios? Como são vistos pelos colegas - especialmente nos casos de física e matemática? E será que se transformam depois em cientistas. O programa reuniu um grupo representativo desses medalhistas de vários níveis educacionais. Em cena, 56 medalhas de ouro, prata e bronze.

Participantes:
Nicolau Corção Saldanha ganhou a primeira medalha de ouro brasileira na Olimpíada Internacional Matemática de 1981, um anos depois de, 16 de idade, conseguir a medalha de ouro do Brasil. Fez doutorado nos Estados Unidos e atualmente é professor do Departamento de Matemática da PUC-Rio e ajudou a coordenar várias das olimpíadas nacionais.

Ivan Tadeu Antunes Filho ganhou a primeira medalha 10 anos de idade. Depois ganhou outras 35 em olimpíadas nacionais e mais 10 em competições internacionais, entre elas, a Olimpíada Internacional de Física de 2012. Foi admitido na graduação do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, o famoso MIT.

Daniel Santana Rocha ganhou a primeira medalha de prata, aos 11 anos, na Olimpíada Brasileira de Matemática. Depois ganhou a de bronze e a de ouro, ainda no nível fundamental. Atualmente cursa ensino médio no Colégio Estadual Engenheiro Bernardo Sayão e, com uma autorização especial, já faz pós-graduação de matemática no Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada - o IMPA.

Bruna Malvar Castello Branco conquistou sua primeira medalha aos 12, quando foi ouro na Olimpíada Brasileira de Matemática. Já conquistou 3 medalhas de ouro, 3 de prata e uma menção honrosa em olimpíadas científicas. Está terminando o curso fundamental no Colégio Militar do Rio de Janeiro, um colégio público como o do Daniel.

Apresentado pelo jornalista André Motta Lima, o programa conta com a participação de um Conselho Científico integrado pelas entidades vinculadas à Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência - SBPC, permitindo que cientistas de várias especialidades debatam temas da atualidade. Os debates são exibidos em diversas emissoras com variadas alternativas de horários. A programação pode ser conferida pelo site do programa: www.tomeciencia.com.br.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

35ª edição da Olimpíada Brasileira de Matemática divulga vencedores

A competição reuniu este ano mais de 200 mil jovens estudantes e seus professores. Os vencedores concorrem a vagas para representar o país em competições internacionais

(JC) A Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM), organizada pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) e pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) divulgou nesta quarta-feira (18) o resultado da 35ª edição da competição. A relação dos estudantes premiados pode ser consultada no site oficial do evento (www.obm.org.br).

A competição, realizada em três fases, contou este ano com a participação de mais de 4 mil escolas da rede pública e privada de ensino e 155 instituições de ensino superior de todo o país, o que implicou na participação efetiva de mais de 200 mil jovens estudantes e seus professores.

Ao todo foram 266 estudantes premiados, sendo 82 do nível 1 (6º e 7º anos do ensino fundamental), 71 do nível 2 (8º e 9º anos do ensino fundamental), 61 do nível 3 (ensino médio) e 52 estudantes do nível universitário. Os vencedores de medalhas de ouro, prata e bronze serão convidados a participar da 17ª Semana Olímpica, em janeiro próximo, evento que dá início ao processo de seleção para concorrer a vagas nas equipes olímpicas que representam o país em competições internacionais. Os estudantes que conquistaram menção honrosa receberão o prêmio enviado pela Secretaria da OBM, além de serem contemplados no processo seletivo.

Todos os participantes da OBM podem ter acesso aos cursos gratuitos de matemática dos Polos Olímpicos de Treinamento Intensivo (Poti).

De acordo com o coordenador geral da competição, professor Carlos Gustavo Moreira, pode-se afirmar que a Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) tem tido sucesso marcante em seus objetivos de difusão da matemática, de influência significativa na melhoria do ensino, de descoberta e estímulo de grandes talentos, assim como na conquista de uma posição de destaque internacional para o país em competições internacionais da área para alunos do ensino fundamental, médio e universitário.

Criada em 1979, a Olimpíada Brasileira de Matemática conta atualmente com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis), do Ministério de Educação (MEC) por intermédio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Matemática (INCT-Mat).

Para outras informações visite: www.obm.org.br

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Professores comentam como melhorar a nota de ciências no PISA



(Mercado da Comunicação) Com a divulgação do resultado do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) 2012, foi revelado o desempenho dos alunos brasileiros nas provas de matemática, leitura e ciências. O pior resultado do Brasil foi o 59º lugar em ciências em um ranking de 65 países. Em 2009, ocupava, na mesma matéria, a 53ª posição.

Para o astrônomo João Batista Garcia Canalle, coordenador da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) e professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), para melhorar a colocação do Brasil no ranking é preciso valorizar a profissão no país. “As escolas devem ter docentes de todas as disciplinas. A autoridade em sala deve ser restaurada e o professor deve ter salário digno.”

De acordo com o professor Rubens Oda, coordenador da Olimpíada Brasileira de Biologia (OBB), os alunos na primeira infância se interessam por ciências ao estudar animais e plantas. Já nos anos finais dos ensinos fundamental e médio, a matéria se transforma em Biologia, Química e Física, surgindo assim o desinteresse. “Essa transformação se dá pela forma medieval de ensinar e pela fragmentação de conteúdos que parecem ser desconectados da vida cotidiana do estudante.”

- Como será a sala de aula nos próximos anos? Será que não é hora de trazermos a tecnologia para os cursos? O professor não pode se acomodar. Os ‘professorssauros’ estão fadados à extinção! Uma mudança na atuação e a extensão da sala de aula à casa do aluno são realidades da educação mundial – afirma Oda.

Para os estudantes terem motivação em aprender é necessária a experimentação, é o que ressalta João Canalle. Ele afirma ainda que quando o educador provê uma demonstração de maneira prática, ou seja, uma atividade lúdica que “vai além do quadro negro”, os jovens prestam mais atenção. “Nosso ensino é puramente livresco. O docente não sabe passar o conteúdo com ajuda de laboratórios quando os tem. Não sabe improvisar um experimento ou demonstração.”

- As olimpíadas científicas mostraram aos professores que há muito de experimental e prático. E isso tudo pode ser explorado em sala de aula, desde que se conheça, com certa profundidade, os conteúdos a serem ensinados. Essas iniciativas tentam levar para os professores conhecimentos, técnicas de ensino e informações. Torna assim a aprendizagem demonstrativa e divertida. – enfatiza Canalle.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Estudantes vão representar o Brasil em olimpíada de ciências na Índia

Grupo formado por seis alunos vai embarcar neste sábado (30). Competição terá prova em teste, dissertativa e parte prática.



(G1) Seis adolescentes vão representar o Brasil na 10ª Olimpíada Internacional de Ciências Júnior (International Junior Science Olympiad, ISJO, na sigla em inglês) que ocorre em Pune, na Índia, de 3 a 12 de dezembro, e contará com a participação de 40 países. O embarque da delegação brasileira será neste sábado (30).

A competição reúne jovens de todo o mundo com até 15 anos de idade, porém os conteúdos cobrados são de níveis de ensino mais altos do que eles cursam. Da equipe do Brasil, quatro alunos são do Estado de São Paulo: Matheus Henrique de Almeida Camacho, Leonardo Henrique Martins, Marina Maciel Ansanelli (a caçula do grupo, a única com 14 anos, o restante tem 15) e Letícia Pereira Souza que mora em Pindamonhangaba, no Vale do Paraíba. Há um representante do Ceará (Fortaleza), Lucca Morais de Arruda Siaudzionis, e outro de Alagoas (Maceió), José Rodolfo de Farias Neto.

Para chegar à equipe internacional, os brasileiros encararam várias provas como seletiva. Na última etapa, havia 200 candidatos, entre os quais os seis foram escolhidos. A concorrência acirrada deve se manter na Índia, onde eles vão participar de três dias seguidos de competições com alunos do mundo todo.

No primeiro dia há uma prova com 30 testes de química, física e biologia; no segundo uma prova dissertativa dessas disciplinas; e no terceiro e último há a etapa experimental. Nesta última fase, os adolescentes, divididos em dois trios, cumprem missões práticas. Como as provas são montadas pelo país-sede da competição, é possível que elas cobrem conhecimento sobre características locais como vegetação ou animais.

O Brasil participa da ISJO desde 2004. No ano passado, quando a competição foi realizada no Irã, o time brasileiro voltou para casa com seis medalhas. Também ficou em primeiro lugar na fase experimental.

"A expectativa é de que a equipe faça um excelente papel. Fizemos uma semana de treinamento intensivo, e eles foram muito bem nos simulados. Vamos disputar com países como China, Rússia, Coreia que têm níveis de ensino altíssimos e o Brasil tem conseguido competir à altura. Temos grandes chances de fazer bonito lá fora, e mostrar que o Brasil não é só o país do futebol", afirma Ronaldo Fogo, coordenador das turmas olímpicas de física do Objetivo.

O veterano da turma é Matheus Camacho, aluno do 9º do ensino fundamental do Colégio Objetivo, que disputou a ISJO no ano passado no Irã e levou medalha de prata na prova teórica e ouro na prática. "A equipe deste ano também está muito boa, vai ser legal, não costumo ficar muito nervoso, também vou ter a missão de passar calma para o grupo", diz.

Outro expert na equipe brasileira é Lucca, de Fortaleza, que já tem no currículo três medalhas de competições internacionais. Uma conquistada em Moçambique e duas na Argentina. "Estou um pouco ansioso, mas o time está bem preparado."

Rodolfo admite a ansiedade e a tensão perante os competidores asiáticos que tradicionalmente são excelentes em ciências exatas, mas afirma estar otimista por um bom desempenho brasileiro. O grande incentivador de Rodolfo, é seu pai, o professor de química José Rodolfo de Farias Filho, de 47 anos, vai acompanhar a equipe na viagem para a Índia.

Primeiro voo
Letícia e Leonardo farão neste sábado o primeiro voo de suas vidas, e por isso, tentam controlar a ansiedade. "Estou animada, esta vai ser uma oportunidade única", diz Letícia, que começou a participar de olimpíadas há três anos.

"Acho que a alimentação vai mudar bastante, veremos arquitetura, construções e costumes muito diferentes, vai ser interessante essa troca de cultura. Vai dar para conhecer gente de todo mundo", afirma Leonardo, aluno do Objetivo e bolsista do Ismart. Também vai ser sua estreia em competições internacionais - ele possui pelo menos 15 medalhas em olimpíadas, mas ainda não tinha tido a chance de disputar fora do Brasil.

"As olimpíadas trazem novos desafios, eu gosto de estudar e os conteúdos são mais avançados e instigantes. Fico com mais vontade de entender. Além disso nas competições dá para conhecer pessoas novas com interesses parecidos", diz Leonardo.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Olimpíada Brasileira de Matemática publica mais um número da revista Eureka!

A publicação é distribuída às instituições que participam da competição e também pode ser obtida sem custo pela internet

(JC) A Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) publicou nesta terça-feira (5), o número 37 da revista Eureka!. A publicação é de distribuição gratuita para as instituições participantes na competição e pode ser consultada livremente pela internet.

Editada semestralmente, a revista tem como finalidade principal ampliar o acesso dos estudantes e professores a material teórico de qualidade, voltado especificamente para competições de matemática, além de preencher a escassez de publicações semelhantes em língua portuguesa.

Segundo o editor-chefe da revista, professor Carlos Gustavo Moreira, "O objetivo é proporcionar material de treinamento de alto nível para que professores e alunos de todo o país possam se preparar para a OBM e para outras olimpíadas de matemática, além de manter a comunidade olímpica atualizada sobre as várias olimpíadas internacionais nas quais o Brasil participa".

Nesta edição a revista traz enunciados de provas internacionais e os resultados obtidos pelas equipes brasileiras, artigos de matemática olímpica, seção de problemas propostos, soluções de problemas publicados em números anteriores, além de incluir as colaborações enviadas por seus leitores.

Além da versão impressa, a revista está também disponível de forma gratuita no site da Olimpíada Brasileira de Matemática (www.obm.org.br), onde é possível ter acesso a todos os números editados até hoje.

Sobre a Olimpíada Brasileira de Matemática
A OBM é uma competição realizada desde 1979, cujos objetivos são estimular o estudo da matemática, contribuir para a melhoria do ensino no país, identificar e apoiar estudantes com talento para a pesquisa científica e selecionar e preparar as equipes brasileiras que participam das diversas competições internacionais de matemática, onde competem os melhores estudantes de cada país na área.

O projeto é uma iniciativa conjunta do Instituto Nacional de Matemática Pura Aplicada (IMPA), da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) e conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis), do Ministério de Educação (MEC) por intermédio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Matemática (INCT-Mat).

Mais informações podem ser obtidas em: www.obm.org.br

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Brasil bate recorde com três ouros em Olimpíada de Astronomia na Bolívia

É a 1ª vez que um país conquista três medalhas de ouro na mesma edição


(Terra) O Brasil conquistou três medalhas de ouro, uma de prata e uma de bronze na Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (V OLAA) 2013. Essa é a primeira vez que um país conquista três medalhas de ouro em uma mesma edição. O evento aconteceu esta semana na cidade de Cochabamba, na Bolívia, e reuniu estudantes do ensino médio da Argentina, do Brasil, da Bolívia, do Chile, da Colômbia, do Uruguai, do Paraguai e do México.

Os medalhistas de ouro foram Andrei Michel Sontag (Cândido Rondon, PR), Rubens Martins Bezerra Farias (Fortaleza, CE) e Weslley de Vasconcelos Rodrigues da Silva (Teresina, PI). A prata ficou com Ana Letícia dos Santos (Curitiba, PR). O bronze foi de Marton Paulo dos Santos Silva (Recife, PE).

Além disso, o estudante do Piauí, que foi ouro na OLAA no ano passado, ainda ganhou o prêmio de melhor companheiro de equipe, o paranaense fez a melhor prova observacional e o cearense fez a melhor prova em grupo. Com essa conquista, o Brasil já soma, até hoje, 13 medalhas de ouro, nove de prata e quatro de bronze.

A olimpíada foi dividida em três etapas: teoria, prática e reconhecimento do céu. A primeira, em duas partes, individual e em grupo, mesclando as delegações. Os estudantes ainda participaram de uma competição de lançamento de foguetes, construídos com garrafas pets, em grupos multinacionais. As últimas avaliações foram individuais e exigiram o reconhecimento do céu real e o manuseio de telescópio.

Para João Batista Garcia Canalle, coordenador nacional da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), a iniciativa promoveu a integração entre os países da América Latina, além de um intercâmbio cultural e de conhecimento entre alunos e professores. “O evento fomenta a união entre educadores e astrônomos. Desejamos popularizar a astronomia e a astronáutica não só no Brasil, mas também em países vizinhos”, disse ele.

Treinamento
Antes de viajarem à Bolívia, os estudantes da delegação brasileira participaram de dois treinamentos intensivos com astrônomos e acadêmicos na cidade de Passa Quatro, em Minas Gerais. O curso ainda contou com um planetário inflável da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Os instrutores envolvidos no projeto foram: Gustavo Rojas, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar); Eugênio Reis, do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST); e Julio Klafke, da Universidade Paulista (Unip), além do coordenador da OBA.
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E mais:
Da escola pública a Harvard: olimpíadas mudam destinos de campeões (infográfico Terra)

Cadeirante supera desafio e ingressa no ensino superior


(Diário do Nordeste) O estudante Ricardo Oliveira, 24 anos, cadeirante, portador de amiotrofia espinhal e colecionador de quatro medalhas de ouro e uma de prata na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), há três meses realiza um novo sonho: cursar o ensino superior. O aluno campeão é um exemplo de superação e um incansável batalhador, apesar de enormes dificuldades que a vida lhe impõe.

Matriculado no curso de Mecatrônica Industrial, no campus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFCE) nesta cidade, na região Centro-Sul do Ceará, Ricardo Oliveira vivencia uma nova etapa nos estudos e já quer se preparar para um curso de mestrado em Matemática. A sua história de vida é um exemplo para tantos outros que têm condições de estudar, mas não valorizam a oportunidade.

Ricardo Oliveira ficou conhecido nacionalmente quando em 2006, recebeu a terceira medalha de ouro da 4ª Obmep, no Rio de Janeiro, das mãos do então presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva. O fato repercutiu em todo o país e despertou a atenção da mídia regional e das autoridades do município de Várzea Alegre para a história de vida do medalhista.

Apoio
Graças ao apoio da secretaria de Educação do município de Várzea Alegre, Ricardo Oliveira conseguiu concluir o Ensino Fundamental e Médio, quando passou a morar na cidade, em uma casa alugada pela Prefeitura. "O meu sonho inicial era concluir o 9º ano e depois veio o desafio do Ensino Médio", lembra Ricardo Oliveira. "Não imaginava cursar uma Faculdade, mas veio a oportunidade aqui em Cedro porque não tenho condições de morar em outro Estado ou cidade mais distante".

Depois de obter aprovação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), Ricardo Oliveira matriculou-se no campus do IFCE em Cedro. As aulas deveriam ter começado em fevereiro deste ano, mas por causa de paralisações foram adiadas para julho.

A decisão de cursar uma faculdade trouxe mudanças para a família. Não dava para Ricardo Oliveira viajar todos os dias entre Várzea e Cedro, um percurso de 40 quilômetros de ida e volta. "Vir todos os dias era cansativo, não iria suportar", disse. A família conseguiu adquirir uma casa pequena, instalada ao lado do IFCE. "Foi uma decisão em conjunto, mas não havia outra opção", avalia Ricardo Oliveira.

Todas as noites, o pai, Joaquim Oliveira, conduz o filho em uma cadeira de rodas para a sala de aula. Ricardo Oliveira precisa de um profissional cuidador e o desejo da família era que o pai fosse contratado pelo IFCE, por ter experiência com o filho. Provisoriamente, Oliveira trabalha em um depósito de material de construção.

Motivado
Em três meses de aula, Ricardo Oliveira mostra-se satisfeito. "Está tudo como desejava", diz. "Não é cansativo". A turma de 25 alunos e os professores têm carinho especial pelo colega. É um aluno dedicado. Em casa, prefere ficar no chão, sentado, estudando em um notebook. As mãos e os dedos tortos e a dificuldade em segurar caderno, livro e uma caneta é superada por esforço e muita força de vontade.

O professor do IFCE, Antonio Almir Bezerra, em recente visita à casa de Ricardo Oliveira já o orienta sobre a escolha de disciplina e de temas para o Programa de Iniciação Científica e Mestrado (PICME) para alunos que obtiveram medalha na OBMEP. "Sempre estou sonhando e desejo continuar estudando", reafirma Oliveira. "Quero seguir em frente, dar o melhor de mim e aproveitar a oportunidade. Mesmo com dificuldades, a gente pode vencer na vida".

Ricardo Oliveira lamenta que jovens não aproveitem o tempo disponível e tenham desinteresse pelos estudos. "Muitos só querem saber de forró e depois vão reclamar da vida", disse. "Estudar é difícil, cansativo, mas deve ser encarado com alegria".

A mãe de Ricardo, Francisca Antonia de Oliveira, é dedicada às tarefas domésticas e ao cuidado com o filho. Faz tudo com muito amor e é incansável. "É uma alegria vê-lo na faculdade", disse. "Se não fosse o apoio que ele teve da Prefeitura de Várzea Alegre, do ex-prefeito Zé Hélder, ainda estaria no sítio Vacaria", salienta.

Vitórias
As dificuldades são vencidas com trabalho e resignação entre a família, Ricardo, os pais, e o irmão Romildo Oliveira da Silva, 20 anos, que neste fim de semana faz provas do Enem. Ele pretende fazer curso superior na área de computação. Neste ano, ele concluiu o curso técnico em Informática no IFCE de Cedro.

A diferença de idade entre Ricardo e Romildo é de quatro anos. No começo da aprendizagem, Ricardo recebeu apoio do irmão mais jovem, que levava tarefas da escola para casa para ser resolvida.

"Fizemos uma parceria que deu certo e estou feliz e orgulhoso por ter tido a chance de ensinar e ajudar o meu irmão no começo de sua aprendizagem. Foi gratificante", disse Romildo.

Hoje os dois mantêm certo distanciamento e cada um segue o seu caminho na aprendizagem. Enquanto Ricardo começa cursar o nível superior, Romildo enfrenta a ansiedade e o desafio das provas do Enem. "Meu sonho é fazer faculdade na área de Informática e ser professor", disse. Certamente, será uma questão de tempo.

Além das medalhas da OBMEP, Ricardo Oliveira conquistou premiação na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica durante o Ensino Fundamental e Médio. Foram cinco medalhas de ouro e uma de prata. "Os alunos que se esforçam conquistam o seu espaço, conseguem êxito e cada um tem o seu talento que precisa ser explorado", disse Ricardo Oliveira. Na parede da casa, em Cedro, quadros com preitos de gratidão ao aluno vencedor, exemplo nacional de superação: ´Prêmio Personalidade Cenecista 2008´, ´Comenda Padre Vieira´, e ´Diploma de Honra ao Mérito da Prefeitura Municipal de Várzea Alegre.

Na parede da casa, em Cedro, quadros com preitos de gratidão ao aluno vencedor, exemplo nacional de superação: ´Prêmio Personalidade Cenecista 2008´, ´Comenda Padre Vieira´, e ´Diploma de Honra ao Mérito da Prefeitura Municipal de Várzea Alegre´.

Ele já realizou mais de 40 palestras. "Os alunos prestam atenção, ficam empolgados e percebem que as dificuldades que eles enfrentam são mínimas", diz Ricardo Oliveira.

Aluno acumula quadro com medalhas de ouro
A história do estudante campeão que acumula cinco medalhas de ouro e duas de prata da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) começou no sítio Vacaria, distrito de Ibicatu, zona rural de Várzea Alegre. Ricardo Oliveira nasceu com uma doença rara, amiotrofia espinhal, que limita sua locomoção. Por isso, permaneceu em casa por vários anos. Inicialmente, foi alfabetizado pela mãe, de quem recebeu as primeiras noções de português e matemática.

Em decorrência da doença do filho, a família mudou-se para São Paulo para buscar tratamento de saúde no Hospital das Clínicas. Na época, Ricardo tinha quatro anos. Lá, nasceu o segundo filho, Romildo da Silva. Após um período de assistência médica e diagnóstico da doença, o casal trouxe os dois filhos de volta a Várzea Alegre.

Retornaram para o sítio Vacaria. Aos quatro anos, Ricardo já estava alfabetizado pela mãe, que era professora das séries iniciais do Ensino Fundamental, mas permanecia estudando em casa, pois havia dificuldades para levá-lo até a escola. Romildo também foi alfabetizado pela mãe, mas logo foi matriculado na Escola de Ensino Fundamental Joaquim Alves de Oliveira, onde passou a frequentar a 2ª série do Ensino Fundamental.

"Comecei tarde, estudando em casa com minha mãe, as primeiras lições", recorda Ricardo Oliveira. Em 2005, Ricardo Oliveira foi descoberto pela Secretaria de Educação do Município, que realizava um programa de inclusão educacional. Fez prova de validação e mostrou-se apto a ingressar no 6º ano (antiga 5ª série).

Em 2006, obteve a primeira medalha de ouro na Obmep. A conquista foi repetida nos anos seguintes até 2009, quando concluiu o Ensino Fundamental na Escola Maria Afonsina, na cidade de Várzea Alegre.

Em 2010 e 2011, no Ensino Médio, obteve duas medalhas de prata e em 2012, a última de ouro. Acumula, portanto, cinco medalhas de ouro e duas de prata. A conquista exigiu esforço, foi pesada, mas os frutos são leves e lhe trazem alegria.

A escola ficava perto da casa dele, na localidade de Vacaria. Ricardo ia todos os dias levado pelo pai, o agricultor Joaquim Oliveira, em um carrinho de mão, daqueles usados em serviços da construção civil. Foram dias de dificuldade.

O campeão dos números e da vida também é palestrante e fala para alunos das escolas do Ceará sobre superação de vida e outros temas motivacionais. O ciclo de palestra ocorre ao longo do ano, por iniciativa do governo do Estado do Ceará.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Estudante de São Vicente, SP, ganha a Olimpíada Brasileira de Astronomia

João Paulo Santos Gomes, de 13 anos, não tinha interesse pela matéria. Jovem que quer ser enxadrista no futuro trouxe título inédito para a cidade.


(G1) A medalha de ouro da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) foi para um estudante de São Vicente, no litoral de São Paulo. Dedicado aos estudos, o garoto João Paulo Santos Gomes, de 13 anos, mora em um bairro carente da cidade e fez a prova sem pretensão de ganhar. A conquista inesperada foi uma vitória para a escola e para a cidade.

O campeão descobriu que era bom em Astronomia apenas quando ganhou a competição. Ele frequenta o 8º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Doutor Mário Covas Júnior, na Área Continental de São Vicente, e sempre gostou de estudar, principalmente temas relacionados a exatas, mas nunca teve interesse específico por Astronomia.

Durante uma aula de Ciências, a professora começou a passar para a turma do 8º ano exercícios daquela disciplina pouco conhecida. Em uma semana, os alunos aprenderam mais sobre o sistema solar e a fazer exercícios de cálculos envolvendo o espaço. “Coisas sobre foguete, constelação. Ela pediu também para o pessoal olhar em casa o céu”, conta João Paulo. Em seguida, a professora decidiu inscrever os alunos mais interessados na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA).

João Paulo e os amigos decidiram encarar o desafio. A prova foi em maio deste ano e contou com questões dissertativas e de múltipla escolha. Os alunos tinham, no mínimo, 2h30 para terminar o exame. Segundo João Paulo, havia várias questões sobre matemática e raciocínio.

Em outubro, a escola recebeu a notícia de que João Paulo tinha conquistado a medalha de ouro da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) no nível 2, destinado a alunos do 8º e 9º ano do Ensino Fundamental. “A gente recebeu um e-mail. Foi um susto. É a primeira vez na história vicentina que isso acontece”, vibrou a assistente de direção da escola, Ana Cristina Roberto Homsi.

O menino também ficou muito contente com o resultado que, para ele, foi inesperado. “Eu não estava muito interessado em fazer a prova, mas eu acabei fazendo. Eu não estudei muito, só prestei atenção no que ela dizia. Quando eu olhei a prova, eu achei divertida. Tudo que ela passou caiu na prova”, conta ele.

Para Cristina, o resultado foi fruto do empenho de João Paulo, que já era reconhecido por ser um bom aluno na escola. Ele já conquistou diversas medalhas e troféus em campeonatos regionais e brasileiros, como o bronze na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) em 2012. “A gente procura encontrar alunos que se empenham, buscam, um diferencial porque é difícil. A maioria só quer zoar, tirar nota”, afirmou. Além disso, ela diz que as pessoas não acreditam que em uma escola pública irá sair um campeão de olimpíada de astronomia. “Existe um estigma que aluno de escola pública, que infelizmente vive em um bairro pobre, não conquista. Eu saí de escola pública, muitos professores também. Estar em uma escola pública não quer dizer que você não tenha futuro e ele está provando isso”, disse assistente de direção da escola.

O prefeito de São Vicente, Luis Claudio Billi, fez questão de entregar a medalha ao aluno, junto com o certificado e uma luneta. Mas a festa foi grande não apenas na escola. A mãe dele, Alessandra Santos, de 41 anos, não acreditou quando soube da notícia. “Eu fiquei em choque. Quando ele era bebezinho, eu o colocava na janela e falava para ele dar bom dia para o sol. E em lua cheia a gente ia ver. Eu me espantei, fiquei muito surpresa, até agora a ficha ainda não caiu”, conta a mãe do menino. Ela diz que o filho já recebeu medalhas pelos títulos em Olimpíadas de Matemática, mas que não conhecia o potencial dele para Astronomia. “Ele estuda muito no computador. Mas ele não é de ficar com a cara enfiada nos livros. É o que me espanta também”, disse ela.

A paixão de João Paulo é o xadrez. O estudante faz parte do Projeto Lindo Lance, realizado pela Secretaria de Educação, que tem como objetivo desenvolver a criatividade, o raciocínio, a imaginação e estimular o respeito ao próximo por meio do xadrez. Ele é destaque da cidade nessa modalidade e treina duas vezes por semana na escola. Se depender do jovem, ele dará 'xeque-mate' para matemática e para a astronomia e irá para se dedicar ao xadrez no futuro.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Medalhistas Olímpicos de Astronomia e Astrofísica Visitam Estande da AEB


(AEB/Brazilian Space) A equipe brasileira que conquistou cinco medalhas na Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica, em agosto último, na Grécia, visitou, nesta terça-feira (22), o estande da Agência Espacial Brasileira (AEB) no pavilhão que abriga as atividades da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), em Brasília (DF).

Após participarem da abertura oficial da 10ª edição da Semana os estudantes Daniel Mitsutani e Luís Fernando Valle, ambos de São Paulo e medalhistas de prata, e Fábio Kenji Arai e Allan dos Santos Costa, os dois também paulistas, e Larissa Fernandes de Aquino, de Pernambuco, ganhadores de medalhas de bronze, foram recebidos pelo presidente da AEB, José Raimundo Braga Coelho.

Ele parabenizou o desempenho dos estudantes na competição e se disse orgulhoso em receber a visita da equipe no estande da Agência. “E muito importante recepcionar jovens interessados pelos estudos espaciais. São exemplos como o de vocês que nos ajudam a despertar cada vez mais nas pessoas o interesse pela astronomia”. O presidente desejou ainda que o empenho dos jovens “seja motivo de inspiração e estímulo para outros estudantes ingressarem na área cientifica”.

A estudante Larissa Fernandes de Aquino, de 18 anos, pretende iniciar o curso superior de Física em 2014. Ela disse ser seu objetivo dar continuidade aos estudos na área espacial. “Sempre tive bastante interesse em temas relacionados ao espaço. Participar de competições como a olimpíada internacional de astronomia e astrofísica e iniciar a faculdade de Física é apenas o começo da carreira que quero seguir”, destacou a estudante.

Antes de participarem da olimpíada internacional, os candidatos precisaram obter excelente pontuação na prova da Olimpíada Brasileira de Astronomia e de Astronáutica (OBA). Também foi preciso participar de etapas seletivas e conquistar boa classificação. Depois de todo esse processo, os finalistas ainda passaram por um treinamento intensivo com astrônomos profissionais. A próxima edição da competição internacional está prevista para ocorrer em agosto do próximo ano na cidade de Suceava, na Romênia.
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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Piauiense é bicampeão em Olimpíada de Astronomia e Astronáutica na Bolívia

Weslley representou o país juntamente com quatro estudantes, sendo dois de Pernambuco, um do Paraná e um do Ceará.


(Portal O Dia.com) O estudante do Instituto Federal do Piauí (Ifpi), Weslley de Vasconcelos Rodrigues, foi bicampeão na V Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA). O resultado foi divulgado na quarta-feira, 23, em Cochabamba (Bolívia), sede da competição.

No ano passado, Weslley conquistou medalha de ouro na mesma competição, que ocorreu em Barranquilla (Colômbia). Nas duas edições, o piauiense esteve acompanhado do seu orientador, professor Leudimar Uchôa, que participou de toda a preparação do medalhista.

A OLAA 2013 foi dividida em três etapas: teoria, prática e reconhecimento do céu. A primeira foi dividida em duas partes, individual e em grupo, mesclando as delegações. Os estudantes ainda participaram de uma competição de lançamento de foguetes, construídos com garrafas pets. As últimas avaliações foram individuais e exigiram o reconhecimento do céu real e o manuseio de telescópio.

Weslley representou o país juntamente com quatro estudantes, sendo dois de Pernambuco, um do Paraná e um do Ceará. Ele também foi premiado com um telescópio de pequeno porte, conhecido como "Galileoscopio", por ter sido considerado, dentre outros 39 estudantes, o mais companheiro e carismático.

MCTI tem chamada aberta para propostas de Olimpíadas Científicas

Projetos aprovados serão financiados com mais de três milhões de reais

(JC) O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por intermédio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq e da Secretária de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social - SECIS, abriu chamada para selecionar propostas de Olimpíadas Científicas de âmbito nacional para apoio financeiro. O projeto deve, por meio da sua realização como instrumento de melhoria dos ensinos fundamental e médio, identificar jovens talentosos que podem ser estimulados a seguir carreiras técnico-científicas.

As propostas devem ser acompanhadas de arquivo contendo o projeto e devem ser encaminhadas ao CNPq exclusivamente via Internet, utilizando-se do Formulário de Propostas online, disponível na Plataforma Carlos Chagas até 9 de novembro. Os projetos aprovados serão financiados com recursos no valor global estimado de R$ 3.460.000,00 (três milhões e quatrocentos e sessenta mil reais).

Mais informações pelo e-mail suporte@cnpq.br ou pelo telefone 0800 61 9697. Acesse o edital em: http://www.jornaldaciencia.org.br/links/Chamada45_2013.pdf

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Curitibana está entre os cinco brasileiros a disputar a Olimpíada de Astronomia e Astronáutica

(Paranashop) O Espaço é para o homem moderno o que foram os oceanos para os desbravadores dos séculos passados: um lugar ainda desconhecido, mas que pode trazer riquezas extraordinárias para quem estiver apto a desbravá-lo. É pensando nisso, que cinco estudantes brasileiros foram além dos muros escolares e participarão, entre os dias 19 e 23 outubro, em Cochabamba, na Bolívia, da5ª Olimpíada Latinoamericana de Astronomia e Astronáutica (OLAA). Entre eles está a curitibana, ex-aluna do Colégio Positivo e, atualmente, aluna do Curso Positivo, Ana Letícia de Lima Santos, que foi selecionada para integrar a equipe brasileira que irá para a OLAA.

Ana Letícia conquistou uma vaga devido aos resultados que obteve na 15ª edição da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), realizada em maio de 2012. Na competição nacional, a aluna ficou em primeiro lugar na categoria nível 1, com a nota de 8.9 na prova. “As aulas preparatórias semanais de Astronomia, oferecidas pelo Colégio Positivo em preparação para a OBA, assim como a dedicação e o apoio dos professores, somada à minha dedicação com estudos diários, foram fundamentais para que eu fosse selecionada para a equipe brasileira da OLAA”, afirma a estudante, que enquanto estudava no Colégio Positivo na 1ª e 2ª série do Ensino Médio, ainda conciliava os estudos no projeto Força Total, por meio do qual os alunos Ensino Médio do Colégio Positivo assistem a aulas de Física, Química e Matemática com professores do Curso Positivo.

“Acredito que o sucesso da Ana depende muito do empenho dela e do trabalho realizado pelo Positivo em todos os níveis e séries por onde passou e ainda estuda. Dificilmente um aluno consegue ter tanto sucesso e ser tão brilhante, como a Ana, se não tiver uma boa base, equilíbrio, muita determinação, disciplina e apoio da família. Por ser uma excelente aluna, Ana ganhou uma bolsa integral para cursar o Terceirão no Curso Positivo e ainda fazer um curso preparatório para o Instituto Tecnológico de Astronáutica (ITA)”, comenta Alceu Gnoatto, diretor do Curso Positivo. Segundo Gnoatto, Ana Letícia participou ainda da Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM), em que foi aprovada na 1ª fase e em primeiro lugar entre todos os alunos do Ensino Médio do Colégio Positivo e Curso Positivo, conseguindo 19 acertos em 25 questões.

Além de garantir a participação na OLAA, os resultados de Ana Letícia na OBA também oportunizaram sua presença na VIII Jornada Espacial Brasileira, evento realizado em 2012, em São Paulo. “A Ana Letícia é uma excelente aluna, preocupada em ampliar sua leitura de mundo e interessada em utilizar suas habilidades em prol do desenvolvimento da sociedade. Participar de competições de alto nível como a OBA e a OLAA permite a ela colocar seu conhecimento em prática, testar e expandir seus limites. A experiência nestas competições, ainda na adolescência, traz a ela um diferencial competitivo para a futura vida profissional”, avalia o diretor-geral do Colégio Positivo, professor Celso Hartmann.

Segundo ele, ainda, investir em cursos e competições de astronáutica pode estimular a formação de pesquisadores de qualidade, que auxiliam no desenvolvimento do país. “Conhecimento é básico, não há como ter sucesso sem ter construído conhecimento de qualidade, abrangente, durante toda a vida escolar. Entretanto, ter controle emocional para fazer frente às dificuldades impostas, determinação para sobrepujar os desafios são essenciais para conquistar os primeiros lugares em concursos de alto nível, sejam as principais olimpíadas do conhecimento ou os principais concursos vestibulares”, afirma.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente na SNCT

Projeto realiza atividades em Brasília e Rio de Janeiro

(JC) A Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (OBSMA), projeto educativo da Fiocruz, vai participar da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia de 2013 em duas capitais brasileiras simultaneamente: Brasília e Rio de Janeiro.

As cidades irão receber a Mostra Olímpica, que traz uma compilação dos trabalhos premiados na última edição da Olimpíada. Um vídeo com um resumo dos projetos e banners com os destaques nacionais da 6ª OBSMA estarão expostos na área externa do Museu da Vida (Rio de Janeiro) e no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade (Brasília) de 21 a 25 de outubro. No Rio de Janeiro as atividades acontecem de 9h às 16h30 e em Brasília, de 9h às 18h, com entrada franca em ambas as cidades.

Na capital federal haverá ainda o lançamento da sétima edição da Olimpíada, na tarde da quarta-feira, dia 23. A coordenadora nacional da OBSMA, Cristina Araripe e a coordenadora da regional Centro-Oeste, Luciana Sepúlveda, estarão presentes no evento, que terá apresentações culturais e contará com a presença de ex-participantes da Olimpíada vindos do Distrito Federal .

A Mostra Olímpica é realizada com o apoio do CNPq e já esteve em Recife no mês de julho, durante a 65ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. O vídeo com os projetos premiados e os banners olímpicos ficaram expostos na Fiocruz Pernambuco, com visitação gratuita.

Sobre a Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente
A Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (OBSMA) é um projeto educativo criado em 2001 pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). A OBSMA tem abrangência nacional e a cada dois anos recebe, avalia e divulga atividades desenvolvidas por professores e alunos em sala de aula. A Olimpíada contempla os projetos realizados por alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e do 1º ao 4º ano do Ensino Médio - incluindo os ensinos profissionalizante e de jovens e adultos (EJA) -, nas modalidades Produção Audiovisual, Produção de Texto e Projeto de Ciências.

A OBSMA busca incentivar a realização de trabalhos que contribuam para a melhoria das condições ambientais e de saúde no Brasil, além de possibilitar que o conhecimento científico se torne próximo do cotidiano escolar e que as atividades pedagógicas de professores e escolas ganhem visibilidade. Estão entre os objetivos da OBSMA: (1) incentivar a realização de atividades interdisciplinares relacionadas à saúde, ao meio ambiente e à qualidade de vida, nas escolas brasileiras de educação básica e (2) conhecer, valorizar e divulgar estas atividades.

Contabilizando cerca de quatro mil projetos inscritos em todas as edições, a Olimpíada já recebeu trabalhos que chamaram a atenção para temas como preservação de recursos hídricos, problemas gerados pelo lixo, malefícios causados por agrotóxicos, entre outros, expressos em poesias, documentários, cordéis, pesquisas de campo, reportagens e projetos de reciclagem.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Olimpíada de História define vencedores

Campinas recebe a última fase as competição neste fim de semana

(JC) Realizada no próximo sábado e domingo (19 e 20), em Campinas, a última fase da 5ª Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB), realizada pelo Departamento de História do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp, reunirá cerca de duas mil pessoas. Todos os estados estão representados entre as 301 equipes convocadas para a etapa presencial. A programação inclui - além de prova dissertativa para os estudantes - palestra para os professores, cerimônia de premiação e confraternização com show de rock. Vencedores serão conhecidos no domingo, no Ginásio do Guarani.

Todas as equipes finalistas serão premiadas com medalhas de ouro (15), prata (25), bronze (35) e honra (226). Além das medalhas, cada membro da equipe (estudantes e professores) será contemplado com certificado de participação. As escolas também serão homenageadas com troféu referente à premiação conquistada pelas 35 equipes mais bem classificadas.

No sábado (20), a programação acontece no campus da Unicamp, em Barão Geraldo. No período das 9 às 12 horas, enquanto os estudantes realizam a prova dissertativa da última fase no pavilhão do Prédio Básico 2, os professores participam de palestra com a Comissão Organizadora da ONHB, no Centro de Convenções. A partir do meio dia, as equipes poderão realizar a tradicional foto oficial, registrando a participação no evento.

A aguardada cerimônia de premiação será realizada a partir das 8 horas do domingo (20), no ginásio do Guarani Futebol Clube, no Jardim Guarani. Após o congraçamento das equipes, haverá a confraternização com lanche e show de rock.

Reconhecimento
A Olimpíada Nacional em História do Brasil chega à sua quinta edição, tendo se consolidado no calendário anual das escolas brasileiras, públicas e privadas. Cristina Meneguello, que é historiadora do IFCH e coordenadora da ONHB, diz que a competição tem sido aguardada com ansiedade por estudantes e professores, a cada ano. "A ONHB traz à atenção temas originais e pouco estudados. Isso quer dizer que, no limite, a Olimpíada começa a impactar também no currículo das escolas", afirma. Para Cristina, as equipes finalistas já podem ser consideradas vitoriosas, pois chegaram à última etapa da competição tendo disputado a vaga com milhares de concorrentes. "A participação nas diferentes fases da Olimpíada proporciona uma experiência de aprendizagem e de companheirismo entre os colegas e seus professores. De certo modo, todos ganham ao participar".

Fase final da Olimpíada Brasileira de Matemática acontece neste fim de semana

Vencedores concorrem a vagas para representar o país em competições internacionais de matemática

(JC) Estudantes de todo o país participam da terceira e última fase da 35ª Olimpíada Brasileira de Matemática, a OBM, que acontece neste fim de semana. Os vencedores poderão participar do processo de seleção para conquistar as vagas para representar o país em competições internacionais de matemática.

A primeira fase da OBM foi realizada em junho reunindo 200 mil estudantes. Os concorrentes da terceira fase foram classificados dentre os mais de 17 mil estudantes que participaram da segunda etapa realizada em setembro. As provas da fase final serão aplicadas neste sábado (19) e domingo (20), a partir das 14h00 (horário de Brasília), nos centros de aplicação em todo o país. A lista de locais de prova pode ser consultada no site da OBM (www.obm.org.br)

Provas sábado e domingo
Os estudantes do nível 1 (6º e 7º ano do ensino fundamental) terão uma prova discursiva contendo cinco questões a ser resolvidas em um tempo máximo de quatro horas e meia a ser realizada no sábado (19). O nível 2 (8º e 9º ano do ensino fundamental), nível 3 (ensino médio) e o nível universitário (estudantes de graduação) farão duas provas discursivas realizadas nos dias sábado (19) e domingo (20) com três problemas em cada dia que devem ser resolvidas no prazo máximo de quatro horas e meia em cada dia. A lista com os vencedores da olimpíada será publicada em dezembro no site da competição.

Prêmios
Os participantes concorrem a medalhas de ouro, prata, bronze e menções honrosas. Os medalhistas da OBM serão convidados a participar da 17ª Semana Olímpica, em janeiro de 2014, evento que dará início ao processo de seleção para representar o país em competições internacionais de matemática.

Sobre a olimpíada
A OBM é uma competição realizada desde 1979, cujos objetivos são estimular o estudo da matemática, contribuir para a melhoria do ensino no país, identificar e apoiar estudantes com talento para a pesquisa científica e selecionar e preparar as equipes brasileiras que participam das diversas competições internacionais de matemática, onde competem os melhores estudantes de cada país na área.

O projeto é uma iniciativa conjunta do Instituto Nacional de Matemática Pura Aplicada (IMPA), da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) e conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis), do Ministério de Educação (MEC) por intermédio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Matemática (INCT-Mat).

Para outras informações relacionadas com a competição, consulte: www.obm.org.br

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Aluno de PG recebe Prêmio Nacional de Astronomia e Astronáutica


(Ponta Grossa) O aluno Gabriel Philippini Ferreira Borges, do oitavo ano do Ensino Fundamental do Colégio Marista Pio XII, recebeu o certificado e a medalha de ouro da Olimpiada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). Gabriel foi o vencedor no nível 3, para alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental. Com o objetivo de incentivar o estudo de Ciências, a competição consistiu em provas realizadas em todo o país nas escolas públicas e privadas participantes, com questões de astronomia, astronáutica e energia de diferentes graus de conhecimento, para crianças e jovens de todas as séries dos Ensinos Fundamental e Médio.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Treze alunos do Colégio de Aplicação são premiados em Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica

(Diário de Pernambuco) Treze alunos do Colégio de Aplicação, da Universidade Federal de Pernambuco, foram premiados com medalhas de ouro, prata e bronze na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) 2013. Quatro estudantes também receberam medalha de bronze na Mostra Brasileira de Foguetes (Mobfog 2013).

A OBA é uma iniciativa da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), da Agência Espacial Brasileira (AEB) e da Eletrobrás Furnas. A Mobfog é um evento vinculado à OBA pelo qual os alunos são incentivados a produzir e testar foguetes com diversos tipos de propulsão. No Colégio de Aplicação, as atividades são organizadas pela professora Marta Bibiano, de Física.

Receberam medalha de ouro os alunos: Ariovaldo Capuano Neto e Matheus Leite Queiroz Nunes. A medalha de prata foi entregue a: Fernanda de Brito Freire do Nascimento, Aline Maria Tenório Gouveia, Gabriel Leite Queiroz Nunes, Matheus Frederico Assis Oliveira, Lucas Oliveira Maggi, Marcelo Henrique Simões Silva e Pedro Filipe Medeiros Gomes. Os agraciados com a medalha de bronze foram: Gabriel Almeida Schneider, Beatriz de Brito Pontes, Bruno de Souza Leão Torres e Yuri Silva Coelho.

Diante dos resultados obtidos na XVI OBA, os alunos os alunos Bruno de Souza Leão Torres e Pedro Filipe Medeiros Gomes foram pré-selecionados para participarem do processo de seleção de duas equipes de cinco alunos cada que representarão o Brasil na International Olympiad of Astronomy and Astrophysics (IOAA) e na Olimpíada Latino Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA), ambas em 2014.

A equipe premiada com medalha de bronze na MOBFOG 2013 era formada por: Ariovaldo Capuano Neto, Gabriel Leite Queiroz Nunes, Matheus Leite Queiroz Nunes e Sofia Martins de Barros.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Floresta é palco de Olimpíada

V Olimpíada de Ciências na Floresta Nacional de Caxiuanã faz parte das comemorações pelo aniversário de 20 anos da Estação Científica do Museu da Amazônia

(JC) Para chegar à Floresta Nacional de Caxiuanã, saindo de Belém do Pará, são aproximadamente 16 horas navegando por rios da Amazônia. A viagem permite o desbravar de um mundo que a maioria dos paraenses sequer nem ouve falar; o que torna o conhecimento sobre a Flona ainda mais raro. Caxiuanã abriga a Estação Científica Ferreira Penna (ECFPn), base de pesquisas do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG). A viagem até a Estação é longa e cansativa, mas isto passa despercebido quando se chega ao destino e se tem a certeza de estar no coração da Amazônia.

Nesse começo de outubro uma centena de meninos e meninas, que compõem as populações ribeirinhas dos municípios de Melgaço e Portel, no arquipélago do Marajó, se concentra na Estação Científica Ferreira Penna para participarem da V Olimpíada de Ciências na Floresta Nacional de Caxiuanã. Em sua maioria crianças, estes estudantes ficam durante uma semana fascinada e entusiasmada com o aprender de ensinamentos que irão levar para toda a vida e os ajudam na construção de suas identidades.

Em 2013 a Olimpíada de Ciências tem como tema "Ciência, saúde e esporte", o mesmo da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), onde o Museu Goeldi é vinculado. O evento teve inicio na última sexta-feira, 4 e segue até o próximo dia 10 transformando a vida dos participantes por meio de oficinas e práticas esportivas.

As oficinas da Olimpíada são ministradas por pesquisadores e técnicos das variadas áreas de pesquisa do Museu Goeldi, a instituição de pesquisa mais antiga da Amazônia e de outras instituições de ensino e pesquisa, como a Universidade Federal do Pará e a Universidade do Estado do Pará.

Este ano o evento reúne cerca de 130 estudantes marajoaras, que estão alojados na Estação Ferreira Penna junto com alguns de seus professores e do toda a equipe do Museu Goeldi e de voluntários que não medem esforços para a tarefa árdua, porém não menos gratificante que é despertar do interesse das comunidades locais pela ciência.

Por falar em 2013, a V Olímpiada de Ciências faz parte da programação que foi preparada para comemorar os 20 anos da Estação Científica do Museu Goeldi que através de profissionais qualificados trabalham incansavelmente em prol do melhor conhecimento e preservação da Floresta Amazônica.

Os estudantes - em sua maioria crianças e adolescentes, são naturais do município de Melgaço, e do município vizinho, Portel. Na companhia de seus professores, chegaram todos juntos, em comitiva, à base do Museu Goeldi, que durante os dias do evento oferece além do alojamento, alimentação. Em 2013, mais uma vez, a Olimpíada contou com apoio financeiro das Prefeituras de Melgaço e Portel e de empresas parceiras para arcar com os gastos das refeições.

Incentivo ao esporte, melhoria à vida - Fazendo jus à temática a Olimpíada fomenta a competição esportiva de forma saudável entre as crianças. Voluntários, oficiais do Corpo de Bombeiros do Pará e educadores físicos contribuem na aplicação de atividades que além de ensinar sobre o melhor funcionamento do corpo humano, propiciam a um hábito de vida mais saudável.

Mauro Silva é educador físico há 12 anos e pela primeira vez está em Caxiuanã como voluntário da Olimpíada de Ciências. Ao lado de João Nunes, estudante de Química da UFPA, os dois ministram a oficina "Investigando os benefícios de praticar esportes". A oficina tem como objetivo mostrar para os estudantes a importância para a saúde e o bem-estar de toda e qualquer atividade esportiva.

"A capoeira, por exemplo, exige de seu jogador disciplina. Ele tem que respeitar o companheiro e saber esperar a sua vez", diz João Nunes. Segundo ele essa 'disciplina' é fundamental não só no jogo, mas no dia-a-dia de cada um. Respeito pelo próximo é fundamental em qualquer situação e o esporte tem o poder de transmitir isso para as pessoas.

Cada esporte tem suas regras para serem cumpridas, assim como há regras impostas pela sociedade para o melhor convívio das pessoas. Mauro Silva revela que quem aprende a respeitar essas regras através do esporte, consequentemente muda sua postura em relação à vida.

Além de ministrar a oficina, Mauro Silva também auxilia nas competições que são promovidas na Olimpíada. O educador disse à reportagem que os participantes acabam sendo muito competitivos, querendo sempre a vitória. Seu trabalho surge para atenuar essa competitividade, favorecendo a integração entre os participantes de forma pacífica, vendo o adversário como outro competidor e não como inimigo. A V Olimpíada de Ciências na Floresta Nacional de Caxiuanã têm competições de casquinhagem - canoas pequenas, queimada - jogo de quadra em que dois times tentam eliminar os integrantes adversários com uma bola, futebol e salto ornamental.

Ao final da oficina "Investigando os benefícios de praticar esportes", os estudantes irão expor cartazes confeccionados por eles próprios onde apresentarão que benefícios são esses, descobertos ao longo das palestras e conversas como seus instrutores.

O esporte como integrador social - O que muito se observa analisando os meninos e meninas marajoaras é a timidez que torna o contato com o outro difícil. Falar em público então é um ato que pouquíssimos dominam.

Darielma Freitas tem 22 anos e cursa o ensino fundamental. Para ele o esporte ajuda a quebrar barreiras e permite a possibilidade de interagir, se relacionar com o outro; trocando experiências, conhecendo novidades, fazendo amizade. A jovem conta estar muito contente em conhecer a Estação do Museu Goeldi, que segundo ela é um espaço preservado, com muitas árvores de pé. Na fala de Darielma nota-se a simplicidade e quiçá a falta de informação, mas também a preocupação com a preservação do meio ambiente, que inclusive, em Portel, onde ela reside, tem sido cada vez mais devastado.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Brasil vence a Olimpíada Ibero-Americana de Matemática no Panamá

País levou uma medalha de ouro e três de prata e ficou em primeiro lugar na classificação geral

(JC) O Brasil conquistou o primeiro lugar na 28ª Olimpíada Ibero-Americana de Matemática (OIM). Quatro estudantes brasileiros ganharam medalhas de ouro e prata na competição, que encerrou nesta sexta-feira (27), na capital do Panamá. O evento contou com a participação de 78 jovens com idades que variam entre 13e 18 anos de 20 países de América Latina, Portugal e Espanha.

Rodrigo Sanches Ângelo (SP) foi o grande destaque da equipe brasileira conquistando a medalha de ouro com a pontuação máxima da prova, 42 pontos. Os estudantes Franco Matheus de Alencar Severo (RJ), Victor Oliveira Reis (PE) e Rafael Kazuhiro Miyazaki (SP) obtiveram a prata com 41, 40 e 35 pontos respectivamente.

Com este resultado a equipe brasileira garantiu, por segundo ano consecutivo, a primeira posição na classificação geral por países, com ­­­­­158 pontos, seguido pela equipe de Portugal que obteve 154 pontos e México com 153 pontos. O time brasileiro foi liderado pelos professores Eduardo Wagner, do Rio de Janeiro (RJ) e Pablo Rodrigo Ganassim, de São Paulo (SP).

As provas foram realizadas de forma individual nos dias 24 e 25 de setembro contendo problemas que abrangem as disciplinas de álgebra, teoria dos números, geometria e combinatória. Foram três problemas a cada dia, com valor de sete pontos cada, aplicados em quatro horas e meia.

As questões da prova foram selecionadas pelo Júri Internacional, formado pelos chefes das delegações. Os professores tiveram como base o banco de problemas proposto pelos países participantes. A resolução das questões apresentadas exige dos competidores criatividade, engenho e habilidade em matemática.

Com o propósito de promover a integração e o intercâmbio de experiências entre os participantes, a olimpíada incluiu também a realização de uma prova por equipes, atividade de caráter lúdico, onde os competidores se misturam formando novas equipes que competem entre si num ambiente de descontração e amizade. Além desta atividade, os estudantes tiveram a oportunidade de conhecer aspectos históricos e culturais do país organizador.

Sobre a competição
A Olimpíada Ibero-Americana de Matemática é a competição mais importante da área para os países da região. Trata-se de uma atividade de popularização da ciência, onde os estudantes participantes têm a oportunidade de demonstrar suas aptidões e potencial na disciplina. Além do Brasil, participaram do evento este ano as delegações da Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Espanha, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Portugal, Porto Rico, Uruguai e Venezuela. Cuba e República Dominicana não enviaram competidores.

O Brasil é o país com maior número de medalhas conquistadas na competição até hoje. Desde 1985, ano em que o país iniciou a participação no evento, seus representantes conquistaram um total de 101 medalhas, sendo 51 de ouro, 39 de prata e 11 de bronze.

Próxima edição
A 29ª edição da OIM terá como sede Honduras. Como pré-requisito para participar do evento os competidores precisam ter no máximo 18 anos de idade e não podem ter participado da competição em duas edições anteriores.

Os estudantes interessados em formar parte da equipe verde e amarela devem primeiro participar da Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM), competição que ocorre anualmente nas escolas públicas e privadas em todo o país. Após ter sido premiado no certame, os estudantes passam por um intenso processo de seleção, que considera a colocação conquistada na disputa nacional, além dos resultados obtidos em cinco provas seletivas e de listas de exercícios que são resolvidas ao longo de seis meses. Os quatro estudantes mais bem colocados, e que satisfazem as exigências do regulamento da olimpíada, conquistam as vagas.

A Olimpíada Brasileira de Matemática, que neste ano reuniu mais de 200 mil participantes, é um projeto conjunto do Instituto Nacional de Matemática Pura Aplicada (Impa) e da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), que visa estimular o estudo da matemática, contribuir para a melhoria do ensino no país, identificar e apoiar estudantes com talento para a pesquisa científica e selecionar e preparar as equipes brasileiras que participam das diversas competições internacionais de matemática.

A iniciativa conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis), do Ministério de Educação (MEC) por intermédio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Matemática (INCT-Mat).

Para outras informações, acesse: www.obm.org.br
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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Brasileiros disputam no Panamá a Olimpíada Ibero-Americana de Matemática

A competição reunirá representantes de 22 países

(JC) O Brasil disputará, a partir deste domingo (22), a 28ª Olimpíada Ibero-Americana de Matemática, no Panamá. A competição reunirá representantes de 22 países. O time brasileiro será formado por quatro estudantes que foram bem classificados na Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM). Os representantes do país são Franco Matheus Severo (RJ), Rafael Kazuhiro Miyazaki (SP), Rodrigo Sanches Ângelo (SP) e Victor Reis (PE).

Eles serão acompanhados pelos professores Pablo Ganassim (SP) e Eduardo Wagner (RJ), que será o líder da delegação. Segundo Wagner, o país tem polos de excelência em ensino de matemática, mas no geral a disciplina é ministrada de forma deficiente.

"O Brasil está bem no ensino de matemática, em nível de excelência. Mas o ensino para a população, o básico, está muito mal. Nós temos grandes matemáticos, no nível dos melhores do mundo, mas são poucos. É preciso melhorar o conteúdo dos professores. Se eles não conhecem bem a matéria, não tem como ensinar. E não há metodologia que salve isso", disse Wagner.

De acordo com ele, o Brasil vem se sobressaindo nos últimos anos na Olimpíada Ibero-Americana de Matemática. "Estamos sempre entre os primeiros, mas nos últimos anos temos sido ultrapassados pelo Peru, país que tem investido muito em educação".

O jovem Victor Reis, de 16 anos, ficou em sétimo lugar na OBM de 2012, ganhando medalha de prata. Ele passou no vestibular e vai cursar engenharia da computação na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Ele reconhece que a disciplina da matemática não é bem ensinada nas escolas brasileiras. "Hoje em dia se ensina muito a memorizar coisas, fórmulas, decorebas, e não se incentiva a raciocinar. O ensino é muito focado no vestibular e não na matemática em si", disse o estudante.

O grupo brasileiro conquistou este ano três medalhas de prata e uma de bronze na Olimpíada Internacional de Matemática (IMO, na sigla em inglês), que ocorreu na Colômbia. O Brasil ficou em 28º lugar, entre 97 países participantes.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

O impacto das olimpíadas científicas

Educadores consideram a influência dessas competições bastante positiva não só para alunos, como para professores e escolas

(JC) Os resultados positivos alcançados por estudantes brasileiros em olimpíadas científicas nacionais e internacionais confirmam a importância desses eventos não só para os alunos, mas para professores e escolas. De acordo com especialistas, essas competições promovem uma dedicação maior aos estudos e podem influenciar os jovens, no futuro, a seguirem carreiras na área científica.

Para João Batista Garcia Canalle, professor adjunto da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e coordenador da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) desde 1998, se alguém decide participar de uma olimpíada de forma voluntária, como é o caso da OBA, então o participante se prepara para a prova, pois pretende ganhar uma medalha. "Isso mostra que, se estudou mais do que faria sem a presença da olimpíada, então, já estamos causando um impacto sobre ele, pois estudou mais, e isso é o que mais queremos que os alunos façam. E veja que estudaram mais por livre e espontânea vontade, e é assim que mais se aprende", analisa.

No caso dos professores, Canalle afirma que a OBA também influencia de forma positiva. "Para preparar ou ajudar os alunos a se prepararem, o professor precisa estudar um pouco mais. Neste processo ele está sendo induzido pela olimpíada a se capacitar, e, logo, isso é outro impacto da OBA sobre esses professores", resume.

A escola não fica de fora nesse processo e também é beneficiada. No caso da OBA, este ano 20 mil lunetas foram compradas com a ajuda do CNPq para serem distribuídas entre as escolas participantes. De acordo com Canalle, é um incentivo para essas escolas onde há pelo menos um professor interessado em astronomia e em proporcionar aos seus alunos a oportunidade de participarem da olimpíada. "Com isso, estamos causando um impacto sobre o acervo de materiais didáticos da escola, pois além da luneta estamos enviando livros, planisférios, revistas, cds, dvds etc, e creio quesomos a única olimpíada que faz isso em grande escala", argumenta o professor. Ele revela ainda que estudos estatísticos realizados pela coordenação da olimpíada mostram que quanto mais vezes a escola participa da OBA melhores são as notas dos seus alunos. "Isso comprova que estamos causando um impacto sobre a capacitação de todos daquela escola", conclui Canalle.

Bons exemplos - A 8ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) deste ano premiou mais de 140 alunos. Já na 20ª Competição de Matemática para Estudantes Universitários, realizada na Bulgária, os brasileiros somaram 14 medalhas, sendo uma de ouro, 11 de prata e duas de bronze. A delegação brasileira conquistou quatro medalhas de bronze na sétima edição da Olimpíada Ibero-Americana de Biologia (Oiab), realizada na Argentina. E em outra competição internacional, a Olimpíada de Matemática da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, organizada em Maputo (Moçambique), o Brasil ficou, pelo terceiro ano consecutivo, com a primeira posição geral. A delegação brasileira conquistou uma medalha de ouro e três de prata.

Professor do Departamento de Ciências Aplicadas à Educação, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e membro do GAME - Grupo de Avaliação e Medidas Educacionais, José Francisco Soares adota a seguinte hipótese explicativa para os impactos positivos das olimpíadas científicas: "qualquer envolvimento da escola em algo pedagogicamente relevante produz resultados", afirma ele.

No estudo intitulado "O impacto da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) no desempenho dos alunos na Prova Brasil", Soares constatou os resultados positivos dessa competição para os alunos premiados e também para os demais estudantes da escola participante. "No caso das escolas, observamos que o efeito da Obmep pode ser devido ao fato de que uma escola que é capaz de se organizar para participar efetivamente da olimpíada tenha um projeto mais sólido e efetivo de ensino de matemática, o que, por sua vez, enseja um melhor desempenho de todos os seus alunos nos testes de matemática da Prova Brasil", diz o estudo.

O relatório final da pesquisa recomenda que as escalas usadas para avaliar o aprendizado em matemática, tanto na Obmep quanto na Prova Brasil, sejam mais bem conhecidas e aplicadas nas políticas educacionais do país. "Sobretudo se considerarmos que os seus responsáveis são os melhores matemáticos brasileiros, esse conhecimento é útil e urgente", afirma Soares.

Medalhas - Mesmo quando o importante é competir, ganhar medalhas é sempre a recompensa do esforço, um reconhecimento da superação. Anualmente, a OBA distribui 34 mil medalhas aos cerca de 800 mil participantes. "Quem ganha uma medalha jamais se esquece disso, seus professores têm orgulho dos seus alunos medalhistas, seus pais também, a escola também, a comunidade como um todo acaba vibrando com as medalhas recebidas por seus alunos. E motivação é fundamental para aprendizagem", opina Canalle.

Para Canalle, certamente muitos destes alunos medalhistas da OBA decidir-se-ão por seguir seus estudos com muito mais dedicação, e muitos deles poderão seguir pelas carreiras das ciências exatas e alguns poderão se dedicar à Astronomia ou à Astronáutica. "Mas mesmo que sigam para outras profissões quaisquer, certamente serão mais conscientes sobre a importância de se estudar os planetas, estrelas, o universo como um todo".

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Brasil conquista medalhas em olimpíada de biologia na Argentina

(Mercado da Comunicação) A delegação brasileira conquistou quatro medalhas de bronze na sétima edição da Olimpíada Ibero-Americana de Biologia (OIAB). A competição, que terminou nesse sábado, foi realizada na cidade de Rio Cuarto, na Argentina. Nossos medalhistas foram os estudantes Alexandre Chaves Fernandes (Natal, RN), Lucas Medeiros Lopes (Fortaleza, CE), Lucas Henrique Rodrigues de Almeida (Barbacena, MG) e Eduardo Cesar Diniz Macedo (Fortaleza, CE).

Os alunos fizeram provas teóricas e práticas na OIAB que segue o mesmo modelo da olimpíada internacional. O desempenho da delegação foi melhor nas provas teóricas. “Avalio como satisfatória a participação dos estudantes brasileiros, uma vez que todos ganharam medalhas.”, disse o professor José Carlos Pelielo, um dos líderes da equipe.

O encontro contou com estudantes da Argentina, da Espanha, do México, de Portugal, da Costa Rica, do Equador, de El Salvador, do Peru e da Bolívia, além do Brasil. Segundo o regulamento, cada equipe tinha o direito de levar até quatro alunos. A próxima edição da olimpíada será no México, de 07 a 13 de setembro de 2014. “E, além do conteúdo teórico, as provas práticas da OIAB 2014 vão exigir dos candidatos bons conhecimentos em ecologia, biologia celular e molecular e anatomia e fisiologia vegetal”, diz Pelielo.

Como participar
Para competir na OIAB ou na Olimpíada Internacional de Biologia (IBO, na sigla em inglês), o aluno deve antes participar da olimpíada nacional de biologia em seu país. Eles devem ainda ter no máximo 19 anos e não estar cursando faculdade.

Esse ano, a OBB reuniu 70 mil jovens. No intuito de preparar os estudantes para as competições no exterior, a Associação Nacional de Biossegurança (ANBio), responsável pela iniciativa no país, promoveu um treinamento intensivo com os dez primeiros colocados da olimpíada brasileira. Eles assistiram às aulas em laboratórios da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) e do Instituto de Tecnologia ORT.

Organização
A Olimpíada Ibero-Americana de Biologia surgiu há sete anos. Foi fundada pelo Brasil, México, Argentina e Espanha com o intuito de aproximar as nações ibero-americanas. Além dos idiomas (português e espanhol), os países têm muitas características em comum.

A OIAB segue o mesmo modelo da olimpíada internacional. Neste ano, foram duas provas teóricas e três provas práticas com os temas: Biodiversidade e Conservação, Ecologia e Ambiente e Genética e Evolução. Além disso, os alunos também participaram de um Rally (gincana) que visa aumentar o intercâmbio entre os participantes.

Mais informações: http://www.anbiojovem.org.br/
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Matéria similar na Agência Fapesp

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Estudante do IFPI vai participar de Olimpíada de Astronomia na Bolívia

(PortalAZ) Aluno do curso técnico em Contabilidade do Instituto Federal do Piauí, Weslley de Vasconcelos Rodrigues se prepara para representar novamente o Brasil na V Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA), que ocorrerá de 19 a 24 de outubro, em Cochabamba, na Bolívia.

Medalhista de ouro na última edição da OLAA, realizada em 2012, Weslley representará o país juntamente com quatro estudantes, sendo dois de Pernambuco, um do Paraná e um do Ceará. O piauiense está sendo treinado pelo professor de Física do IFPI, Leudimar Uchôa.

Nos últimos dias, Weslley de Vasconcelos intensificou a preparação para a competição e, com auxílio de outros estudantes do curso de Física, passou a treinar observações celestes noturnas com o manuseio do telescópio Celestron.

Dentre outras atividades, Weslley vai trabalhar lançamentos de foguetes e terá aulas presenciais no próprio Instituto. "Nessa reta final, estamos intensificando a preparação com o objetivo de obter excelentes resultados na Olimpíada”, disse Leudimar Uchôa.
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Matéria similar no G1

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Prova da 2ª fase da Obmep 2013 será neste sábado

As provas serão realizadas em mais de nove mil Centros de Aplicação distribuídos em todos os estados do país

(JC) Os mais de 950 mil alunos, de 42.476 escolas, classificados na primeira fase da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep 2013) estão aptos a fazer a prova neste sábado (14). A lista dos selecionados e os locais dos exames podem ser conferidos no site: www.obmep.org.br.

As provas serão realizadas às 14h30 (horário de Brasília) em mais de nove mil Centros de Aplicação distribuídos em todos os estados do país. Os estudantes que tiveram o melhor desempenho na primeira etapa participam da segunda fase da competição. São aproximadamente 590 mil alunos do ensino fundamental (níveis 1 e 2) e 367 mil do ensino médio (nível 3).

As escolas que não receberam o cartão confirmando a participação de cada aluno classificado devem entrar em contato com a Obmep pelo telefone (21) 2529 5084 ou pelo e-mail: contato@obmep.org.br.

Com 20 questões objetivas, as provas da primeira fase, aplicadas em 4 de junho, foram corrigidas pelos próprios professores de matemática das escolas inscritas. Já as provas da segunda etapa serão avaliadas por comitês escolhidos pela coordenação da olimpíada. O exame é composto por seis questões discursivas, nas quais os alunos devem explicar e exibir os cálculos e o raciocínio empregado.

Dados
Mais de 18 milhões de alunos participaram da primeira etapa da olimpíada, que registrou recorde de estabelecimentos de ensino envolvidos, com mais de 47 mil escolas de 99,35% dos municípios brasileiros. Classificaram-se para a segunda etapa da Obmep em torno de 5% de alunos de cada escola com maior pontuação.

Confira a distribuição (aproximada) dos alunos classificados para a 2ª fase: Acre (4.443), Alagoas (18.792), Amazonas (20.199), Amapá (4.683), Bahia (77.892), Ceará (49.255), Distrito Federal (12.445), Espírito Santo (17.671), Goiás (31.727), Maranhão (36.655), Minas Gerais (110.180), Mato Grosso do Sul (15.894), Mato Grosso (19.784), Pará (46.797), Paraíba (20.918), Pernambuco (50.083), Piauí (22.581), Paraná (57.126), Rio de Janeiro (47.218), Rio Grande do Norte (18.042), Rondônia (7.341), Roraima (3.357), Rio Grande do Sul (40.807), Santa Catarina (27.601), Sergipe (7.583), São Paulo (174.538), Tocantins (11.251).

Sobre a olimpíada
Iniciada em 2005, a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas é uma atividade do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa) que tem por objetivo incentivar o estudo da matemática e revelar talentos. É promovida pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação (MCTI) e pelo Ministério da Educação (MEC), com apoio da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM).

O resultado dos premiados da Obmep 2013, com medalhas de ouro, prata e bronze, além de menções honrosas, será divulgado no dia 29 de novembro, no site da olimpíada.

Para esta edição, seis mil medalhistas serão convidados a participar do Programa de Bolsas de Iniciação Científica Jr (PIC) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI). Outros 46.200 estudantes serão contemplados com certificados de menção honrosa.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

A 2 meses do Enem, medalhistas de olimpíadas dão dicas para o exame

Estudantes que representam o Brasil em torneios também farão a prova. Veja como eles se preparam para o exame que o MEC aplica em outubro.


(G1) Eles são conhecidos pelas altas notas nas disciplinas tradicionalmente mais difíceis do ensino médio. Craques em física, matemática e química, Fábio Arai, Tainá Sá, Luis Fernando Valle e Liara Guinsberg são alguns dos adolescentes que representam o Brasil em olimpíadas internacionais do conhecimento e colecionam medalhas no currículo. Acostumados a maratonas intensas de estudos fora do horário regular de aula, e a provas internacionais específicas e de alto nível, os jovens agora estudam para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Faltam dois meses para a prova que vai reunir 7,1 milhões de estudantes.

O Enem será nos dias 26 e 27 de outubro. Em entrevista ao G1, os adolescentes compartilharam seus truques de estudo e deram dicas para quem também vai fazer o exame. Veja abaixo as sugestões dos medalhistas para o Enem 2013:

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Brasil na Olimpíada de Biologia na Argentina

Evento se realiza até o dia 7 de setembro e conta com estudantes de Minas Gerais, Ceará e Rio Grande do Norte

(JC) A delegação brasileira viaja essa semana em busca de mais uma medalha de ouro na sétima edição da Olimpíada Ibero-Americana de Biologia (OIAB). Na competição, o país será representado pelos estudantes Alexandre Chaves Fernandes (Natal, RN), Lucas Medeiros Lopes (Fortaleza, CE), Lucas Henrique Rodrigues de Almeida (Barbacena, MG) e Eduardo Cesar Diniz Macedo (Fortaleza, CE). O evento acontece até o dia 7 de setembro, na cidade de Rio Cuarto, na Argentina.

A olimpíada vai contar com estudantes de 10 países de línguas portuguesa e espanhola. Cada equipe tem o direito de levar até quatro alunos. Para participar da OIAB ou da Olimpíada Internacional de Biologia (IBO, na sigla em inglês), o aluno deve antes participar da olimpíada nacional de biologia em seu país, além de ter no máximo 19 anos e não estar cursando uma faculdade. No Brasil, temos a Olimpíada Brasileira de Biologia (OBB) que é aberta para escolas públicas e particulares (http://www.anbiojovem.org.br).

A OIAB segue o mesmo modelo da olimpíada internacional. Neste ano, serão duas provas teóricas e três provas práticas com os temas: Biodiversidade e Conservação, Ecologia e Ambiente e Genética e Evolução.

Treinamento
Antes de viajar para a Argentina, os jovens passaram por um treinamento intensivo. A programação foi organizada pela Associação Nacional de Biossegurança (ANBio). Entre as diversas atividades, eles assistiram a aulas em laboratórios da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) e do Instituto de Tecnologia ORT.

Organização
A Olimpíada Ibero-Americana de Biologia surgiu há seis anos. Foi fundada pelo Brasil, México, Argentina e Espanha com o intuito de aproximar as nações ibero-americanas. Além dos idiomas (português e espanhol), os países têm muitas características em comum. "O intercâmbio de materiais e práticas de ensino de biologia é fundamental para que cresçamos juntos. E, a cada ano, novos países vêm se integrando, tornando o evento ainda mais grandioso", diz Rubens Oda, coordenador da Olimpíada Brasileira de Biologia (OBB) e um dos líderes da equipe na competição.

Site da OIAB 2013: http://oab.org.ar/oiab2013/

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Prefeito de Gurupi recebe visita de alunos Adventistas

Os alunos gurupienses representarão a cidade em nível nacional, com o projeto “Foguete”, desenvolvido em sala de aula e vencedor no âmbito municipal, da rede particular de ensino


(Surgiu) Na manhã desta segunda-feira (02/09) o Prefeito de Gurupi, Laurez Moreira (PSB) recebeu em seu gabinete o diretor da Escola Adventista de Gurupi, Alfeu Machado, que estava acompanhado por alunos do segundo ano de ensino médio e da professora de biólogia Elyka Pereira.

A visita ao gabinete do prefeito visou falar sobre os avanços em que a escola tem adquirido ao longo tempo e apresentar os alunos que irão participar das Olimpíadas da Astronomia Astronáutica, que acontecerá na cidade do Rio de Janeiro, entre os dias 31 de outubro e 04 de novembro.

Os alunos gurupienses representarão a cidade em nível nacional, com o projeto “Foguete”, desenvolvido em sala de aula e vencedor no âmbito municipal, da rede particular de ensino. O lançamento desse projeto na cidade carioca dará oportunidades os alunos de participarem das Olimpíadas Internacionais, que qualificam os melhores projetos, dando a eles como prêmios medalhas, troféus e uma bolsa de estudo a cada competidor.

O prefeito Laurez presenteou os visitantes com uma revista e um documentário produzidos pela Secretaria de Comunicação de Gurupi, que mostra as potencialidades da cidade, que será apresentado durante o evento no Estado do Rio de Janeiro. Na ocasião, Laurez falou da importância da participação dos alunos neste evento educacional e científico, levando o nome da cidade para todo país. “Para nós de Gurupi é um presente que muito nos orgulha, ver que em nossa cidade tem alunos capazes de desenvolver um projeto de grande importância. Em breve teremos grandes homens e mulheres em destaque no país ou até mesmo no mundo. Desejo a todos muita sorte e que cada um de vocês leve nossa mensagem de alegria e divulgue o quanto é bom viver em nossa cidade. Meus parabéns e que tudo possa dar certo”, declarou o prefeito.

O Secretário de Educação, Eurípedes Cunha, falou da importância do título para Gurupi. “A educação, seja ela de cunho público ou particular, tem o mesmo sentimento que é o de ensinar para a vida. A escola Adventista mais uma vez sai na frente pela qualidade de ensino que sempre primou. Meus parabéns aos professores, alunos e todos os funcionários da escola que cooperaram para o título”, disse Eurípedes Cunha.

O Direto da Escola Adventista, Alfeu Machado, destacou que a unidade escolar tem superado os desafios. “É bastante comum se ver dizer que nesta região os avanços são tardios, mas para contrariar quem pense e age dessa maneira, nossos alunos da Escola Adventista mostraram que são capazes de se tornarem grandes pesquisadores astronômicos. Nosso principal objetivo é mostrar que temos jovens bem promissores com ideias prontas para serem exploradas”, enfatizou o diretor.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Raupp destaca potencial da Obmep no interior do país

Em Minas Gerais, ministro da Ciência conheceu a escola que teve 26 alunos dentre os premiados na Olimpíada Brasileira de Matemática

(JC) Alunos da cidade de Dores do Turvo (MG) viveram um dia diferente e de festa nesta sexta-feira (23). A rotina de aulas foi interrompida com palestra, homenagens e a visita do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp. Também prestigiaram a programação, preparada pela direção da Escola Estadual Terezinha Pereira, o diretor do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), César Camacho, e o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC), Jorge Almeida Guimarães, entre outros dirigentes do instituto e da área de educação.

O grupo foi ao município - situado no interior de Minas Gerais e a mais de 200 quilômetros da capital - conhecer o trabalho realizado na escola que teve 26 alunos premiados na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), no ano passado. Desse total, foram 11menções honrosas e 15 medalhas.

Duas das três medalhas de ouro foram conquistadas pelos estudantes DávilaMeireiles e Evandro Silva, de regiões rurais de Dores do Turvo, parabenizados pelo ministro Raupp pelo resultado. "A Obmep é um instrumento fundamental para se detectar talentos e fato de termos campeões aqui da área rural é muito significativo. Queremos atingir todos os rincões do país", afirmou.

O titular do MCTI também destacou a importância do trabalho comunitário. "O que surpreende nessas cidades pequenas é exatamente o envolvimento da comunidade, quando essa participação acontece o sucesso é garantido", comentou. Desde 2005, a escola, a única da cidade do 6º ao 9º ano e do ensino médio, conquistou 133 premiações, somando 34 medalhas.

Destaque nacional
Na avaliação do diretor do Impa, César Camacho, o fenômeno verificado na cidade é "considerado algo excepcional", ao se levar em conta a participação na olimpíada de quase 20 milhões de estudantes. "Uma escola de 500 alunos ter recebido 15 medalhas é espetacular. É o melhor desempenho do país", disse. "Isso significa que a escola fez algo diferente e nós precisamos conhecer", frisou.

César Camacho ressaltou ainda o desempenho dos estudantes do estado mineiro. "Em termos per capita, também é o melhor do país, inclusive supera o de São Paulo, que tem participação 50% maior", informou. "O desempenho de Minas Gerais é caracterizado por um desempenho mais uniforme em todo o estado, com exceção do Vale do Jequitinhonha, em que precisamos fazer um esforço adicional para que o desempenho seja melhor."

No início das atividades do dia, os estudantes acompanharam uma palestra motivadora com o professor de matemática Luciano Monteiro de Castro, que falou sobre as oportunidades oferecidas pelo Impa para quem pretende dar continuidade aos estudos e participar de competições internacionais.

Em seguida, alunos premiados pela Obmep ou que tiveram bom desempenho nas provas e ex-alunos da escola puderam participar de reunião com o ministro do MCTI. No encontro descontraído - que lotou uma das salas da unidade de ensino - os estudantes puderam trocar experiências e informações e ouvir das autoridades presentes um pouco sobre suas carreiras.

"Meu interesse pela matemática começou desde o ginásio, quando tive um excelente professor", revelou Raupp. "Meu pai, que gostava muito da matemática, também cobrava muito dos filhos em casa, tanto que tenho dois irmãos engenheiros", comentou o ministro, que foi professor de matemática e cursou física na universidade.

Relato
Ele também acompanhou atento o relato dos alunos que falaram de suas experiências. Como o jovem Fernando Moreira Ribeiro, primeiro aluno da escola a receber menção honrosa, em 2005. "Ele foi o único que até hoje acertou todas as 20 questões na primeira fase da olimpíada", lembrou o professor Geraldo Amintas, um dos principais responsáveis pelo treinamentos dos estudantes para a competição.

Fernando falou sobre a importância do aprendizado recebido durante os 11 anos que estudou na instituição. Aos 24 anos, ele é formado em engenharia de controle e automação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e acaba de passar num concurso público das Centrais Elétricas de Minas Gerais (Cemig).

Neste ano, o jovem é o padrinho de um programa de incentivo oferecido pela direção da escola, pelo qual ex-alunos são convidados a oferecer premiações aos estudantes classificados para a segunde fase da Obmep, "Quando era mais novo sonhava em entrar para a universidade. A base que a escola me ofereceu mostrou que isso é possível.", declarou. "Hoje que isso é realidade posso voltar e servir de exemplo. É realmente muito gratificante."
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E mais:
Alunos vencedores da Olimpíada Brasileira de Matemática recebem premiação no DF (Agência Brasil)

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Estudante gaúcho é premiado em olimpíada internacional de matemática na Europa

Acadêmico do quarto semestre de Ciências da Computação da UFRGS, Daniel Bossle ganhou medalha de prata na Bulgária


(Zero Hora / ClicRBS) Ainda aluno da 5ª série do Colégio Militar de Porto Alegre, o estudante Daniel Bossle foi convidado por um professor para competir em uma olimpíada de matemática. Sem saber bem o que dizer, perguntou: "Quando é?". "Amanhã", respondeu o mestre. Mesmo em cima da hora, o jovem aceitou o convite.

Anos depois, terminado o Ensino Médio, Daniel acumulava três medalhas na Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) e outras quatro na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). As premiações resultaram em um convite para participar da 20ª Competição Internacional de Matemática para Estudantes Universitários (IMC, na sigla em inglês), em Blagoevgrad, na Bulgária, onde ele conquistou uma medalha de prata em sua primeira premiação de nível universitário.

— Não ganhei nada naquela olimpíada de 2005. Mas percebi que precisaria me preparar mais se quisesse competir em outras — revela o estudante, hoje com 18 anos.

Neste ano, 16 brasileiros foram à 20ª edição do evento
Aluno do quarto semestre do curso de Ciências da Computação da UFRGS, Daniel é bolsista do Programa de Iniciação Científica e Mestrado (Picme), no qual recebe orientação do professor do Instituto de Matemática Artur Oscar Lopes.

— Estou fazendo cadeiras na Matemática, mas ainda não sei em que tipo de pesquisa vou me engajar. De qualquer modo, são disciplinas que vão me ajudar bastante no campo da computação.

A IMC teve a participação de outros 16 estudantes brasileiros, representando o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), o Instituto Militar de Engenharia (IME), a Universidade de Campinas (Unicamp), a Universidade de São Paulo (USP) e as universidades federais do Rio de Janeiro (UFRJ) e de Minas Gerais (UFMG).

Como foi a prova
Daniel fez duas provas na Bulgária. Nos dois dias, os estudantes tiveram cinco horas para responder a cinco questões. Cada uma valia 10 pontos, concedidos conforme as etapas de raciocínio matemático desenvolvidas.

— Neste ano, a prova foi mais difícil do que o normal. Era comum que ao menos uma das questões fosse de nível mais simples, o que não ocorreu desta vez — avalia Daniel.

A IMC é organizada pela University College of London e, neste ano, reuniu 321 estudantes de 72 instituições, como Cambridge, École Polytechnique, Instituto Max Planck, Instituto Technion, MIT, Oxford, Universidade Complutense de Madri e Universidade de Moscou. O Brasil participa da competição desde 2003 — único ano em que o Rio Grande do Sul havia enviado representante —, conquistando, desde então, um total de 113 medalhas. Nesta edição, foram 14 medalhas conquistadas pelos brasileiros, incluindo uma de ouro, do estudante Henrique Fiuza do Nascimento, do ITA.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Brasil ganha cinco medalhas na Olimpíada de Astronomia


(Terra) A equipe brasileira obteve duas medalhas de prata e três de bronze na Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA, na sigla em inglês), em Vólos, na Grécia.

Levaram prata Daniel Mitsutani (São Paulo) e Luís Fernando Valle (Guarulhos). Os bronzes foram para Fábio Kenji Arai (São Paulo), Allan dos Santos Costa (Bauru) e Larissa Fernandes de Aquino (Recife). Os líderes foram os professores Eugênio Reis (Museu de Astronomia e Ciências Afins - Mast) e Gustavo Rojas (Universidade Federal de São Carlos - UFSCar).

"As medalhas também mostram nossa evolução em eventos de conhecimento no exterior e a necessidade de mais investimentos na educação para que o País possa se destacar cada vez mais no campo científico", diz o professor João Canalle, coordenador nacional da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA).
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E mais:
Pernambucana conquista o bronze em Olimpíada de Astronomia (G1)
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