segunda-feira, 11 de novembro de 2013
OBA - Notícias e premiações
Alunos comemoram conquistas em Olimpíada de Astronomia (G1 - com vídeo)
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Aluna de Nova Veneza é premiada em concurso de astronomia e astronáutica (Engeplus)
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Alunos da rede municipal são premiados na Olimpíada de Astronomia e Astronáutica (Jornal Pequeno)
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Alunos do município recebem medalhas da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (Diário de Guarapuava)
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Estudantes ganham medalhas em olimpíada de astronomia (Jornal Panorama)
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Alunos do Anglo "voam" alto em Olimpíada de Astronomia e Astronáutica (Itu.com.br)
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Olimpíada Brasileira de Matemática publica mais um número da revista Eureka!
A publicação é distribuída às instituições que participam da competição e também pode ser obtida sem custo pela internet
(JC) A Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) publicou nesta terça-feira (5), o número 37 da revista Eureka!. A publicação é de distribuição gratuita para as instituições participantes na competição e pode ser consultada livremente pela internet.
Editada semestralmente, a revista tem como finalidade principal ampliar o acesso dos estudantes e professores a material teórico de qualidade, voltado especificamente para competições de matemática, além de preencher a escassez de publicações semelhantes em língua portuguesa.
Segundo o editor-chefe da revista, professor Carlos Gustavo Moreira, "O objetivo é proporcionar material de treinamento de alto nível para que professores e alunos de todo o país possam se preparar para a OBM e para outras olimpíadas de matemática, além de manter a comunidade olímpica atualizada sobre as várias olimpíadas internacionais nas quais o Brasil participa".
Nesta edição a revista traz enunciados de provas internacionais e os resultados obtidos pelas equipes brasileiras, artigos de matemática olímpica, seção de problemas propostos, soluções de problemas publicados em números anteriores, além de incluir as colaborações enviadas por seus leitores.
Além da versão impressa, a revista está também disponível de forma gratuita no site da Olimpíada Brasileira de Matemática (www.obm.org.br), onde é possível ter acesso a todos os números editados até hoje.
Sobre a Olimpíada Brasileira de Matemática
A OBM é uma competição realizada desde 1979, cujos objetivos são estimular o estudo da matemática, contribuir para a melhoria do ensino no país, identificar e apoiar estudantes com talento para a pesquisa científica e selecionar e preparar as equipes brasileiras que participam das diversas competições internacionais de matemática, onde competem os melhores estudantes de cada país na área.
O projeto é uma iniciativa conjunta do Instituto Nacional de Matemática Pura Aplicada (IMPA), da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) e conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis), do Ministério de Educação (MEC) por intermédio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Matemática (INCT-Mat).
Mais informações podem ser obtidas em: www.obm.org.br
(JC) A Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) publicou nesta terça-feira (5), o número 37 da revista Eureka!. A publicação é de distribuição gratuita para as instituições participantes na competição e pode ser consultada livremente pela internet.
Editada semestralmente, a revista tem como finalidade principal ampliar o acesso dos estudantes e professores a material teórico de qualidade, voltado especificamente para competições de matemática, além de preencher a escassez de publicações semelhantes em língua portuguesa.
Segundo o editor-chefe da revista, professor Carlos Gustavo Moreira, "O objetivo é proporcionar material de treinamento de alto nível para que professores e alunos de todo o país possam se preparar para a OBM e para outras olimpíadas de matemática, além de manter a comunidade olímpica atualizada sobre as várias olimpíadas internacionais nas quais o Brasil participa".
Nesta edição a revista traz enunciados de provas internacionais e os resultados obtidos pelas equipes brasileiras, artigos de matemática olímpica, seção de problemas propostos, soluções de problemas publicados em números anteriores, além de incluir as colaborações enviadas por seus leitores.
Além da versão impressa, a revista está também disponível de forma gratuita no site da Olimpíada Brasileira de Matemática (www.obm.org.br), onde é possível ter acesso a todos os números editados até hoje.
Sobre a Olimpíada Brasileira de Matemática
A OBM é uma competição realizada desde 1979, cujos objetivos são estimular o estudo da matemática, contribuir para a melhoria do ensino no país, identificar e apoiar estudantes com talento para a pesquisa científica e selecionar e preparar as equipes brasileiras que participam das diversas competições internacionais de matemática, onde competem os melhores estudantes de cada país na área.
O projeto é uma iniciativa conjunta do Instituto Nacional de Matemática Pura Aplicada (IMPA), da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) e conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis), do Ministério de Educação (MEC) por intermédio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Matemática (INCT-Mat).
Mais informações podem ser obtidas em: www.obm.org.br
terça-feira, 29 de outubro de 2013
Brasil bate recorde com três ouros em Olimpíada de Astronomia na Bolívia
É a 1ª vez que um país conquista três medalhas de ouro na mesma edição
(Terra) O Brasil conquistou três medalhas de ouro, uma de prata e uma de bronze na Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (V OLAA) 2013. Essa é a primeira vez que um país conquista três medalhas de ouro em uma mesma edição. O evento aconteceu esta semana na cidade de Cochabamba, na Bolívia, e reuniu estudantes do ensino médio da Argentina, do Brasil, da Bolívia, do Chile, da Colômbia, do Uruguai, do Paraguai e do México.
Os medalhistas de ouro foram Andrei Michel Sontag (Cândido Rondon, PR), Rubens Martins Bezerra Farias (Fortaleza, CE) e Weslley de Vasconcelos Rodrigues da Silva (Teresina, PI). A prata ficou com Ana Letícia dos Santos (Curitiba, PR). O bronze foi de Marton Paulo dos Santos Silva (Recife, PE).
Além disso, o estudante do Piauí, que foi ouro na OLAA no ano passado, ainda ganhou o prêmio de melhor companheiro de equipe, o paranaense fez a melhor prova observacional e o cearense fez a melhor prova em grupo. Com essa conquista, o Brasil já soma, até hoje, 13 medalhas de ouro, nove de prata e quatro de bronze.
A olimpíada foi dividida em três etapas: teoria, prática e reconhecimento do céu. A primeira, em duas partes, individual e em grupo, mesclando as delegações. Os estudantes ainda participaram de uma competição de lançamento de foguetes, construídos com garrafas pets, em grupos multinacionais. As últimas avaliações foram individuais e exigiram o reconhecimento do céu real e o manuseio de telescópio.
Para João Batista Garcia Canalle, coordenador nacional da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), a iniciativa promoveu a integração entre os países da América Latina, além de um intercâmbio cultural e de conhecimento entre alunos e professores. “O evento fomenta a união entre educadores e astrônomos. Desejamos popularizar a astronomia e a astronáutica não só no Brasil, mas também em países vizinhos”, disse ele.
Treinamento
Antes de viajarem à Bolívia, os estudantes da delegação brasileira participaram de dois treinamentos intensivos com astrônomos e acadêmicos na cidade de Passa Quatro, em Minas Gerais. O curso ainda contou com um planetário inflável da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Os instrutores envolvidos no projeto foram: Gustavo Rojas, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar); Eugênio Reis, do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST); e Julio Klafke, da Universidade Paulista (Unip), além do coordenador da OBA.
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E mais:
Da escola pública a Harvard: olimpíadas mudam destinos de campeões (infográfico Terra)
(Terra) O Brasil conquistou três medalhas de ouro, uma de prata e uma de bronze na Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (V OLAA) 2013. Essa é a primeira vez que um país conquista três medalhas de ouro em uma mesma edição. O evento aconteceu esta semana na cidade de Cochabamba, na Bolívia, e reuniu estudantes do ensino médio da Argentina, do Brasil, da Bolívia, do Chile, da Colômbia, do Uruguai, do Paraguai e do México.
Os medalhistas de ouro foram Andrei Michel Sontag (Cândido Rondon, PR), Rubens Martins Bezerra Farias (Fortaleza, CE) e Weslley de Vasconcelos Rodrigues da Silva (Teresina, PI). A prata ficou com Ana Letícia dos Santos (Curitiba, PR). O bronze foi de Marton Paulo dos Santos Silva (Recife, PE).
Além disso, o estudante do Piauí, que foi ouro na OLAA no ano passado, ainda ganhou o prêmio de melhor companheiro de equipe, o paranaense fez a melhor prova observacional e o cearense fez a melhor prova em grupo. Com essa conquista, o Brasil já soma, até hoje, 13 medalhas de ouro, nove de prata e quatro de bronze.
A olimpíada foi dividida em três etapas: teoria, prática e reconhecimento do céu. A primeira, em duas partes, individual e em grupo, mesclando as delegações. Os estudantes ainda participaram de uma competição de lançamento de foguetes, construídos com garrafas pets, em grupos multinacionais. As últimas avaliações foram individuais e exigiram o reconhecimento do céu real e o manuseio de telescópio.
Para João Batista Garcia Canalle, coordenador nacional da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), a iniciativa promoveu a integração entre os países da América Latina, além de um intercâmbio cultural e de conhecimento entre alunos e professores. “O evento fomenta a união entre educadores e astrônomos. Desejamos popularizar a astronomia e a astronáutica não só no Brasil, mas também em países vizinhos”, disse ele.
Treinamento
Antes de viajarem à Bolívia, os estudantes da delegação brasileira participaram de dois treinamentos intensivos com astrônomos e acadêmicos na cidade de Passa Quatro, em Minas Gerais. O curso ainda contou com um planetário inflável da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Os instrutores envolvidos no projeto foram: Gustavo Rojas, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar); Eugênio Reis, do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST); e Julio Klafke, da Universidade Paulista (Unip), além do coordenador da OBA.
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E mais:
Da escola pública a Harvard: olimpíadas mudam destinos de campeões (infográfico Terra)
Cadeirante supera desafio e ingressa no ensino superior
(Diário do Nordeste) O estudante Ricardo Oliveira, 24 anos, cadeirante, portador de amiotrofia espinhal e colecionador de quatro medalhas de ouro e uma de prata na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), há três meses realiza um novo sonho: cursar o ensino superior. O aluno campeão é um exemplo de superação e um incansável batalhador, apesar de enormes dificuldades que a vida lhe impõe.
Matriculado no curso de Mecatrônica Industrial, no campus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFCE) nesta cidade, na região Centro-Sul do Ceará, Ricardo Oliveira vivencia uma nova etapa nos estudos e já quer se preparar para um curso de mestrado em Matemática. A sua história de vida é um exemplo para tantos outros que têm condições de estudar, mas não valorizam a oportunidade.
Ricardo Oliveira ficou conhecido nacionalmente quando em 2006, recebeu a terceira medalha de ouro da 4ª Obmep, no Rio de Janeiro, das mãos do então presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva. O fato repercutiu em todo o país e despertou a atenção da mídia regional e das autoridades do município de Várzea Alegre para a história de vida do medalhista.
Apoio
Graças ao apoio da secretaria de Educação do município de Várzea Alegre, Ricardo Oliveira conseguiu concluir o Ensino Fundamental e Médio, quando passou a morar na cidade, em uma casa alugada pela Prefeitura. "O meu sonho inicial era concluir o 9º ano e depois veio o desafio do Ensino Médio", lembra Ricardo Oliveira. "Não imaginava cursar uma Faculdade, mas veio a oportunidade aqui em Cedro porque não tenho condições de morar em outro Estado ou cidade mais distante".
Depois de obter aprovação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), Ricardo Oliveira matriculou-se no campus do IFCE em Cedro. As aulas deveriam ter começado em fevereiro deste ano, mas por causa de paralisações foram adiadas para julho.
A decisão de cursar uma faculdade trouxe mudanças para a família. Não dava para Ricardo Oliveira viajar todos os dias entre Várzea e Cedro, um percurso de 40 quilômetros de ida e volta. "Vir todos os dias era cansativo, não iria suportar", disse. A família conseguiu adquirir uma casa pequena, instalada ao lado do IFCE. "Foi uma decisão em conjunto, mas não havia outra opção", avalia Ricardo Oliveira.
Todas as noites, o pai, Joaquim Oliveira, conduz o filho em uma cadeira de rodas para a sala de aula. Ricardo Oliveira precisa de um profissional cuidador e o desejo da família era que o pai fosse contratado pelo IFCE, por ter experiência com o filho. Provisoriamente, Oliveira trabalha em um depósito de material de construção.
Motivado
Em três meses de aula, Ricardo Oliveira mostra-se satisfeito. "Está tudo como desejava", diz. "Não é cansativo". A turma de 25 alunos e os professores têm carinho especial pelo colega. É um aluno dedicado. Em casa, prefere ficar no chão, sentado, estudando em um notebook. As mãos e os dedos tortos e a dificuldade em segurar caderno, livro e uma caneta é superada por esforço e muita força de vontade.
O professor do IFCE, Antonio Almir Bezerra, em recente visita à casa de Ricardo Oliveira já o orienta sobre a escolha de disciplina e de temas para o Programa de Iniciação Científica e Mestrado (PICME) para alunos que obtiveram medalha na OBMEP. "Sempre estou sonhando e desejo continuar estudando", reafirma Oliveira. "Quero seguir em frente, dar o melhor de mim e aproveitar a oportunidade. Mesmo com dificuldades, a gente pode vencer na vida".
Ricardo Oliveira lamenta que jovens não aproveitem o tempo disponível e tenham desinteresse pelos estudos. "Muitos só querem saber de forró e depois vão reclamar da vida", disse. "Estudar é difícil, cansativo, mas deve ser encarado com alegria".
A mãe de Ricardo, Francisca Antonia de Oliveira, é dedicada às tarefas domésticas e ao cuidado com o filho. Faz tudo com muito amor e é incansável. "É uma alegria vê-lo na faculdade", disse. "Se não fosse o apoio que ele teve da Prefeitura de Várzea Alegre, do ex-prefeito Zé Hélder, ainda estaria no sítio Vacaria", salienta.
Vitórias
As dificuldades são vencidas com trabalho e resignação entre a família, Ricardo, os pais, e o irmão Romildo Oliveira da Silva, 20 anos, que neste fim de semana faz provas do Enem. Ele pretende fazer curso superior na área de computação. Neste ano, ele concluiu o curso técnico em Informática no IFCE de Cedro.
A diferença de idade entre Ricardo e Romildo é de quatro anos. No começo da aprendizagem, Ricardo recebeu apoio do irmão mais jovem, que levava tarefas da escola para casa para ser resolvida.
"Fizemos uma parceria que deu certo e estou feliz e orgulhoso por ter tido a chance de ensinar e ajudar o meu irmão no começo de sua aprendizagem. Foi gratificante", disse Romildo.
Hoje os dois mantêm certo distanciamento e cada um segue o seu caminho na aprendizagem. Enquanto Ricardo começa cursar o nível superior, Romildo enfrenta a ansiedade e o desafio das provas do Enem. "Meu sonho é fazer faculdade na área de Informática e ser professor", disse. Certamente, será uma questão de tempo.
Além das medalhas da OBMEP, Ricardo Oliveira conquistou premiação na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica durante o Ensino Fundamental e Médio. Foram cinco medalhas de ouro e uma de prata. "Os alunos que se esforçam conquistam o seu espaço, conseguem êxito e cada um tem o seu talento que precisa ser explorado", disse Ricardo Oliveira. Na parede da casa, em Cedro, quadros com preitos de gratidão ao aluno vencedor, exemplo nacional de superação: ´Prêmio Personalidade Cenecista 2008´, ´Comenda Padre Vieira´, e ´Diploma de Honra ao Mérito da Prefeitura Municipal de Várzea Alegre.
Na parede da casa, em Cedro, quadros com preitos de gratidão ao aluno vencedor, exemplo nacional de superação: ´Prêmio Personalidade Cenecista 2008´, ´Comenda Padre Vieira´, e ´Diploma de Honra ao Mérito da Prefeitura Municipal de Várzea Alegre´.
Ele já realizou mais de 40 palestras. "Os alunos prestam atenção, ficam empolgados e percebem que as dificuldades que eles enfrentam são mínimas", diz Ricardo Oliveira.
Aluno acumula quadro com medalhas de ouro
A história do estudante campeão que acumula cinco medalhas de ouro e duas de prata da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) começou no sítio Vacaria, distrito de Ibicatu, zona rural de Várzea Alegre. Ricardo Oliveira nasceu com uma doença rara, amiotrofia espinhal, que limita sua locomoção. Por isso, permaneceu em casa por vários anos. Inicialmente, foi alfabetizado pela mãe, de quem recebeu as primeiras noções de português e matemática.
Em decorrência da doença do filho, a família mudou-se para São Paulo para buscar tratamento de saúde no Hospital das Clínicas. Na época, Ricardo tinha quatro anos. Lá, nasceu o segundo filho, Romildo da Silva. Após um período de assistência médica e diagnóstico da doença, o casal trouxe os dois filhos de volta a Várzea Alegre.
Retornaram para o sítio Vacaria. Aos quatro anos, Ricardo já estava alfabetizado pela mãe, que era professora das séries iniciais do Ensino Fundamental, mas permanecia estudando em casa, pois havia dificuldades para levá-lo até a escola. Romildo também foi alfabetizado pela mãe, mas logo foi matriculado na Escola de Ensino Fundamental Joaquim Alves de Oliveira, onde passou a frequentar a 2ª série do Ensino Fundamental.
"Comecei tarde, estudando em casa com minha mãe, as primeiras lições", recorda Ricardo Oliveira. Em 2005, Ricardo Oliveira foi descoberto pela Secretaria de Educação do Município, que realizava um programa de inclusão educacional. Fez prova de validação e mostrou-se apto a ingressar no 6º ano (antiga 5ª série).
Em 2006, obteve a primeira medalha de ouro na Obmep. A conquista foi repetida nos anos seguintes até 2009, quando concluiu o Ensino Fundamental na Escola Maria Afonsina, na cidade de Várzea Alegre.
Em 2010 e 2011, no Ensino Médio, obteve duas medalhas de prata e em 2012, a última de ouro. Acumula, portanto, cinco medalhas de ouro e duas de prata. A conquista exigiu esforço, foi pesada, mas os frutos são leves e lhe trazem alegria.
A escola ficava perto da casa dele, na localidade de Vacaria. Ricardo ia todos os dias levado pelo pai, o agricultor Joaquim Oliveira, em um carrinho de mão, daqueles usados em serviços da construção civil. Foram dias de dificuldade.
O campeão dos números e da vida também é palestrante e fala para alunos das escolas do Ceará sobre superação de vida e outros temas motivacionais. O ciclo de palestra ocorre ao longo do ano, por iniciativa do governo do Estado do Ceará.
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Estudante de São Vicente, SP, ganha a Olimpíada Brasileira de Astronomia
João Paulo Santos Gomes, de 13 anos, não tinha interesse pela matéria. Jovem que quer ser enxadrista no futuro trouxe título inédito para a cidade.
(G1) A medalha de ouro da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) foi para um estudante de São Vicente, no litoral de São Paulo. Dedicado aos estudos, o garoto João Paulo Santos Gomes, de 13 anos, mora em um bairro carente da cidade e fez a prova sem pretensão de ganhar. A conquista inesperada foi uma vitória para a escola e para a cidade.
O campeão descobriu que era bom em Astronomia apenas quando ganhou a competição. Ele frequenta o 8º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Doutor Mário Covas Júnior, na Área Continental de São Vicente, e sempre gostou de estudar, principalmente temas relacionados a exatas, mas nunca teve interesse específico por Astronomia.
Durante uma aula de Ciências, a professora começou a passar para a turma do 8º ano exercícios daquela disciplina pouco conhecida. Em uma semana, os alunos aprenderam mais sobre o sistema solar e a fazer exercícios de cálculos envolvendo o espaço. “Coisas sobre foguete, constelação. Ela pediu também para o pessoal olhar em casa o céu”, conta João Paulo. Em seguida, a professora decidiu inscrever os alunos mais interessados na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA).
João Paulo e os amigos decidiram encarar o desafio. A prova foi em maio deste ano e contou com questões dissertativas e de múltipla escolha. Os alunos tinham, no mínimo, 2h30 para terminar o exame. Segundo João Paulo, havia várias questões sobre matemática e raciocínio.
Em outubro, a escola recebeu a notícia de que João Paulo tinha conquistado a medalha de ouro da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) no nível 2, destinado a alunos do 8º e 9º ano do Ensino Fundamental. “A gente recebeu um e-mail. Foi um susto. É a primeira vez na história vicentina que isso acontece”, vibrou a assistente de direção da escola, Ana Cristina Roberto Homsi.
O menino também ficou muito contente com o resultado que, para ele, foi inesperado. “Eu não estava muito interessado em fazer a prova, mas eu acabei fazendo. Eu não estudei muito, só prestei atenção no que ela dizia. Quando eu olhei a prova, eu achei divertida. Tudo que ela passou caiu na prova”, conta ele.
Para Cristina, o resultado foi fruto do empenho de João Paulo, que já era reconhecido por ser um bom aluno na escola. Ele já conquistou diversas medalhas e troféus em campeonatos regionais e brasileiros, como o bronze na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) em 2012. “A gente procura encontrar alunos que se empenham, buscam, um diferencial porque é difícil. A maioria só quer zoar, tirar nota”, afirmou. Além disso, ela diz que as pessoas não acreditam que em uma escola pública irá sair um campeão de olimpíada de astronomia. “Existe um estigma que aluno de escola pública, que infelizmente vive em um bairro pobre, não conquista. Eu saí de escola pública, muitos professores também. Estar em uma escola pública não quer dizer que você não tenha futuro e ele está provando isso”, disse assistente de direção da escola.
O prefeito de São Vicente, Luis Claudio Billi, fez questão de entregar a medalha ao aluno, junto com o certificado e uma luneta. Mas a festa foi grande não apenas na escola. A mãe dele, Alessandra Santos, de 41 anos, não acreditou quando soube da notícia. “Eu fiquei em choque. Quando ele era bebezinho, eu o colocava na janela e falava para ele dar bom dia para o sol. E em lua cheia a gente ia ver. Eu me espantei, fiquei muito surpresa, até agora a ficha ainda não caiu”, conta a mãe do menino. Ela diz que o filho já recebeu medalhas pelos títulos em Olimpíadas de Matemática, mas que não conhecia o potencial dele para Astronomia. “Ele estuda muito no computador. Mas ele não é de ficar com a cara enfiada nos livros. É o que me espanta também”, disse ela.
A paixão de João Paulo é o xadrez. O estudante faz parte do Projeto Lindo Lance, realizado pela Secretaria de Educação, que tem como objetivo desenvolver a criatividade, o raciocínio, a imaginação e estimular o respeito ao próximo por meio do xadrez. Ele é destaque da cidade nessa modalidade e treina duas vezes por semana na escola. Se depender do jovem, ele dará 'xeque-mate' para matemática e para a astronomia e irá para se dedicar ao xadrez no futuro.
(G1) A medalha de ouro da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) foi para um estudante de São Vicente, no litoral de São Paulo. Dedicado aos estudos, o garoto João Paulo Santos Gomes, de 13 anos, mora em um bairro carente da cidade e fez a prova sem pretensão de ganhar. A conquista inesperada foi uma vitória para a escola e para a cidade.
O campeão descobriu que era bom em Astronomia apenas quando ganhou a competição. Ele frequenta o 8º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Doutor Mário Covas Júnior, na Área Continental de São Vicente, e sempre gostou de estudar, principalmente temas relacionados a exatas, mas nunca teve interesse específico por Astronomia.
Durante uma aula de Ciências, a professora começou a passar para a turma do 8º ano exercícios daquela disciplina pouco conhecida. Em uma semana, os alunos aprenderam mais sobre o sistema solar e a fazer exercícios de cálculos envolvendo o espaço. “Coisas sobre foguete, constelação. Ela pediu também para o pessoal olhar em casa o céu”, conta João Paulo. Em seguida, a professora decidiu inscrever os alunos mais interessados na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA).
João Paulo e os amigos decidiram encarar o desafio. A prova foi em maio deste ano e contou com questões dissertativas e de múltipla escolha. Os alunos tinham, no mínimo, 2h30 para terminar o exame. Segundo João Paulo, havia várias questões sobre matemática e raciocínio.
Em outubro, a escola recebeu a notícia de que João Paulo tinha conquistado a medalha de ouro da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) no nível 2, destinado a alunos do 8º e 9º ano do Ensino Fundamental. “A gente recebeu um e-mail. Foi um susto. É a primeira vez na história vicentina que isso acontece”, vibrou a assistente de direção da escola, Ana Cristina Roberto Homsi.
O menino também ficou muito contente com o resultado que, para ele, foi inesperado. “Eu não estava muito interessado em fazer a prova, mas eu acabei fazendo. Eu não estudei muito, só prestei atenção no que ela dizia. Quando eu olhei a prova, eu achei divertida. Tudo que ela passou caiu na prova”, conta ele.
Para Cristina, o resultado foi fruto do empenho de João Paulo, que já era reconhecido por ser um bom aluno na escola. Ele já conquistou diversas medalhas e troféus em campeonatos regionais e brasileiros, como o bronze na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) em 2012. “A gente procura encontrar alunos que se empenham, buscam, um diferencial porque é difícil. A maioria só quer zoar, tirar nota”, afirmou. Além disso, ela diz que as pessoas não acreditam que em uma escola pública irá sair um campeão de olimpíada de astronomia. “Existe um estigma que aluno de escola pública, que infelizmente vive em um bairro pobre, não conquista. Eu saí de escola pública, muitos professores também. Estar em uma escola pública não quer dizer que você não tenha futuro e ele está provando isso”, disse assistente de direção da escola.
O prefeito de São Vicente, Luis Claudio Billi, fez questão de entregar a medalha ao aluno, junto com o certificado e uma luneta. Mas a festa foi grande não apenas na escola. A mãe dele, Alessandra Santos, de 41 anos, não acreditou quando soube da notícia. “Eu fiquei em choque. Quando ele era bebezinho, eu o colocava na janela e falava para ele dar bom dia para o sol. E em lua cheia a gente ia ver. Eu me espantei, fiquei muito surpresa, até agora a ficha ainda não caiu”, conta a mãe do menino. Ela diz que o filho já recebeu medalhas pelos títulos em Olimpíadas de Matemática, mas que não conhecia o potencial dele para Astronomia. “Ele estuda muito no computador. Mas ele não é de ficar com a cara enfiada nos livros. É o que me espanta também”, disse ela.
A paixão de João Paulo é o xadrez. O estudante faz parte do Projeto Lindo Lance, realizado pela Secretaria de Educação, que tem como objetivo desenvolver a criatividade, o raciocínio, a imaginação e estimular o respeito ao próximo por meio do xadrez. Ele é destaque da cidade nessa modalidade e treina duas vezes por semana na escola. Se depender do jovem, ele dará 'xeque-mate' para matemática e para a astronomia e irá para se dedicar ao xadrez no futuro.
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Medalhistas Olímpicos de Astronomia e Astrofísica Visitam Estande da AEB
(AEB/Brazilian Space) A equipe brasileira que conquistou cinco medalhas na Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica, em agosto último, na Grécia, visitou, nesta terça-feira (22), o estande da Agência Espacial Brasileira (AEB) no pavilhão que abriga as atividades da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), em Brasília (DF).
Após participarem da abertura oficial da 10ª edição da Semana os estudantes Daniel Mitsutani e Luís Fernando Valle, ambos de São Paulo e medalhistas de prata, e Fábio Kenji Arai e Allan dos Santos Costa, os dois também paulistas, e Larissa Fernandes de Aquino, de Pernambuco, ganhadores de medalhas de bronze, foram recebidos pelo presidente da AEB, José Raimundo Braga Coelho.
Ele parabenizou o desempenho dos estudantes na competição e se disse orgulhoso em receber a visita da equipe no estande da Agência. “E muito importante recepcionar jovens interessados pelos estudos espaciais. São exemplos como o de vocês que nos ajudam a despertar cada vez mais nas pessoas o interesse pela astronomia”. O presidente desejou ainda que o empenho dos jovens “seja motivo de inspiração e estímulo para outros estudantes ingressarem na área cientifica”.
A estudante Larissa Fernandes de Aquino, de 18 anos, pretende iniciar o curso superior de Física em 2014. Ela disse ser seu objetivo dar continuidade aos estudos na área espacial. “Sempre tive bastante interesse em temas relacionados ao espaço. Participar de competições como a olimpíada internacional de astronomia e astrofísica e iniciar a faculdade de Física é apenas o começo da carreira que quero seguir”, destacou a estudante.
Antes de participarem da olimpíada internacional, os candidatos precisaram obter excelente pontuação na prova da Olimpíada Brasileira de Astronomia e de Astronáutica (OBA). Também foi preciso participar de etapas seletivas e conquistar boa classificação. Depois de todo esse processo, os finalistas ainda passaram por um treinamento intensivo com astrônomos profissionais. A próxima edição da competição internacional está prevista para ocorrer em agosto do próximo ano na cidade de Suceava, na Romênia.
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E mais:
Raupp Recebe Medalhistas da Olimpíada Internacional de Astronomia (Brazilian Space)
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Campeão de olimpíada, aluno de Noronha fará o Enem como treineiro (G1)
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Piauiense é bicampeão em Olimpíada de Astronomia e Astronáutica na Bolívia
Weslley representou o país juntamente com quatro estudantes, sendo dois de Pernambuco, um do Paraná e um do Ceará.
(Portal O Dia.com) O estudante do Instituto Federal do Piauí (Ifpi), Weslley de Vasconcelos Rodrigues, foi bicampeão na V Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA). O resultado foi divulgado na quarta-feira, 23, em Cochabamba (Bolívia), sede da competição.
No ano passado, Weslley conquistou medalha de ouro na mesma competição, que ocorreu em Barranquilla (Colômbia). Nas duas edições, o piauiense esteve acompanhado do seu orientador, professor Leudimar Uchôa, que participou de toda a preparação do medalhista.
A OLAA 2013 foi dividida em três etapas: teoria, prática e reconhecimento do céu. A primeira foi dividida em duas partes, individual e em grupo, mesclando as delegações. Os estudantes ainda participaram de uma competição de lançamento de foguetes, construídos com garrafas pets. As últimas avaliações foram individuais e exigiram o reconhecimento do céu real e o manuseio de telescópio.
Weslley representou o país juntamente com quatro estudantes, sendo dois de Pernambuco, um do Paraná e um do Ceará. Ele também foi premiado com um telescópio de pequeno porte, conhecido como "Galileoscopio", por ter sido considerado, dentre outros 39 estudantes, o mais companheiro e carismático.
(Portal O Dia.com) O estudante do Instituto Federal do Piauí (Ifpi), Weslley de Vasconcelos Rodrigues, foi bicampeão na V Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA). O resultado foi divulgado na quarta-feira, 23, em Cochabamba (Bolívia), sede da competição.
No ano passado, Weslley conquistou medalha de ouro na mesma competição, que ocorreu em Barranquilla (Colômbia). Nas duas edições, o piauiense esteve acompanhado do seu orientador, professor Leudimar Uchôa, que participou de toda a preparação do medalhista.
A OLAA 2013 foi dividida em três etapas: teoria, prática e reconhecimento do céu. A primeira foi dividida em duas partes, individual e em grupo, mesclando as delegações. Os estudantes ainda participaram de uma competição de lançamento de foguetes, construídos com garrafas pets. As últimas avaliações foram individuais e exigiram o reconhecimento do céu real e o manuseio de telescópio.
Weslley representou o país juntamente com quatro estudantes, sendo dois de Pernambuco, um do Paraná e um do Ceará. Ele também foi premiado com um telescópio de pequeno porte, conhecido como "Galileoscopio", por ter sido considerado, dentre outros 39 estudantes, o mais companheiro e carismático.
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