sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Estudantes brasileiros disputam Olimpíada Latino-Americana de Astronomia


(Agência Brasil) Cinco estudantes brasileiros estão no Uruguai para representar o país na Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (Olaa), que começa hoje (10) e termina no dia 17 de outubro. A Olaa acontece desde 2009, em Montevidéu, e nesses cinco anos de competição, o Brasil já conquistou 13 medalhas de ouro, dez de prata e duas de bronze.

A equipe brasileira foi selecionada com baseado na pontuação obtida na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), de 2013. Os alunos Carolina Lima Guimarães, de Vitória (ES); Lucas Hagemaister, de Porto Alegre (RS); Rafael Charles Heringer Gomes, de Mogi das Cruzes (SP); Romero Moreira Silva, de Itabira (MG); e Wagner Fonseca Rodrigues, de Belo Horizonte (MG), serão liderados pelos astrônomos João Canalle, coordenador da OBA, e Júlio Klafke.

As provas da olimpíada serão divididas em três partes: teórica, prática e de reconhecimento do céu, com etapas individuais e em grupo. Os estudantes também participarão de uma competição de lançamento de foguetes em grupos multinacionais.

A preparação dos alunos aconteceu em Passa Quatro (MG). Eles tiveram uma programação intensiva, com grupos de estudos, oficinas de atividades e observação do céu noturno, com e sem instrumentos, resolução de exercícios e realização de provas simuladas, e aprenderam a montar e a manusear dois tipos de telescópios.

A OBA acontece anualmente, com alunos dos ensinos fundamental e médio de todo o país. Este ano, participaram 772.257 estudantes, de quase 9 mil escolas públicas e particulares, e 62 mil professores auxiliaram na aplicação das provas e competições de foguetes.

Foram distribuídas quase 43 mil medalhas, 10.412 de ouro, 14.451 de prata e 17.693 de bronze. E cinco desses medalhistas devem representar novamente o Brasil, na Olaa de 2015.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Brasil conquista medalhas de ouro e prata em competição para estudantes universitários

Davi Medeiros, de Fortaleza, foi o melhor da competição na Costa Rica

(JC) Quatro estudantes brasileiros, selecionados pela Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM), conquistaram 3 medalhas de ouro e 1 de prata na 6ª Competição Ibero-americana Interuniversitária de Matemática (CIIM), que se encerrou hoje (8/10) na cidade de San José, na Costa Rica.

Davi Lopes Alves de Medeiros, de Fortaleza (CE), terminou a competição com a primeira colocação na classificação individual, conquistando o ouro com um total de 39 pontos (de no máximo 60). André Macieira Braga Costa, de Belo Horizonte (MG) e Henrique Gasparini Fiúza do Nascimento, de Brasília (DF), também conquistaram medalhas de ouro com 32 pontos cada um, enquanto Rafael Kazuhiro Miyazaki, de São Paulo (SP), garantiu a medalha de prata com 31 pontos. A UFMG e o Instituto Militar de Engenharia (IME), também enviaram representantes.

A competição contou este ano com a participação de 53 estudantes, agrupados em equipes de até quatro competidores, provenientes do Brasil, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, México e Equador. O professor Emanuel Carneiro do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa) participou como líder do grupo.

A competição, criada em 2009, é realizada anualmente com o apoio de Sociedades de Matemática, universidades e centros de pesquisa, além de um importante grupo de professores e estudantes. O evento tem como objetivos incentivar o estudo da matemática e a excelência acadêmica na comunidade universitária ibero-americana, melhorando a capacidade científica através da motivação e competitividade internacional, contribuindo assim com o desenvolvimento social, cultural e econômico dos países participantes.

A participação brasileira na competição é organizada pela Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM), programa que desempenha um importante papel em relação à melhoria do ensino e descoberta de talentos para a pesquisa em Matemática nas modalidades de ensino fundamental, médio e universitário nas escolas e universidades públicas e privadas de todo o Brasil.

A OBM conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis), do Ministério da Educação (MEC) por intermédio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Matemática (INCT-Mat).

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Brasileiro fica em primeiro lugar na Olimpíada Ibero-americana de Matemática

Equipe nacional levou duas medalhas de ouro e duas de prata

(JC) Quatro estudantes brasileiros ganharam medalhas de ouro e prata na 29ª Olimpíada Ibero-Americana de Matemática (OIM), que encerra nesta sexta-feira (26), na cidade de San Pedro Sula, Honduras. Murilo Corato Zanarella, de São Paulo (SP), terminou a competição com a primeira colocação na classificação individual ao conquistar o ouro com a pontuação máxima da prova, 42 pontos.

Alessandro de Oliveira Pacanowski, do Rio de Janeiro (RJ), também conquistou o ouro com 38 pontos. Os estudantes Daniel Lima Braga e Ana Karoline Borges Carneiro, ambos de Fortaleza (CE), obtiveram medalhas de prata com 31 e 29 pontos respectivamente. O time brasileiro foi liderado pelos professores Carlos Gustavo Tamm de Araujo Moreira, do Rio de Janeiro (RJ) e Marcelo Tadeu de Sá Oliveira Sales, de São Paulo (SP).

A Taça Porto Rico, troféu outorgado desde 1990 pela delegação de Porto Rico ao país de maior progresso na competição, e que tem como objetivo estimular o desenvolvimento das equipes olímpicas, foi entregue ao México, país que conquistou o primeiro lugar na classificação geral por países com 149 pontos, seguido por Brasil, 140, Espanha, 124, Peru, 122 e Portugal com 107.

O evento contou com a participação de 82 jovens de 22 países ibero-americanos.

Sobre a competição
A Olimpíada Ibero-Americana de Matemática é a competição mais importante da área para os países da região. Trata-se de uma atividade de popularização da ciência, onde os estudantes participantes têm a oportunidade de demonstrar suas aptidões e potencial na disciplina. Além do Brasil, participaram do evento este ano as delegações da Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Espanha, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Portugal, Porto Rico, República Dominicana, Uruguai e Venezuela.

A competição, cuja finalidade é destacar a importância do estudo da matemática como ferramenta para o avanço técnico científico, consiste em resolver problemas que abrangem as disciplinas de álgebra, teoria dos números, geometria e combinatória.

As provas foram realizadas de forma individual nos dias 23 e 24 de setembro, sendo três problemas a cada dia, com valor de sete pontos cada, aplicados em quatro horas e meia. Durante o evento os participantes tiveram a oportunidade de conhecer aspectos históricos e culturais do país organizador.

O Brasil é o país com maior número de medalhas conquistadas na competição até hoje. Desde 1985, ano em que o país iniciou a participação no evento, seus representantes conquistaram um total de 105 medalhas, sendo 53 de ouro, 41 de prata e 11 de bronze.

Próxima edição
A 30ª edição da OIM terá como sede Porto Rico. Como pré-requisito para participar do evento os competidores precisam ter no máximo 18 anos de idade e não podem ter participado da competição em duas edições anteriores.

Os estudantes interessados em formar parte da equipe verde e amarela devem primeiro participar da Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM), competição que ocorre anualmente nas escolas públicas e privadas em todo o país. Após ter sido premiado no certame, os estudantes passam por um intenso processo de seleção, que considera a colocação conquistada na disputa nacional, além dos resultados obtidos em cinco provas seletivas e de listas de exercícios que são resolvidas ao longo de seis meses. Os quatro estudantes mais bem colocados, e que satisfazem as exigências do regulamento da olimpíada, conquistam as vagas.

A Olimpíada Brasileira de Matemática, que neste ano reuniu mais de 560 mil participantes, é um projeto conjunto do Instituto Nacional de Matemática Pura Aplicada (Impa) e da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), que visa estimular o estudo da matemática, contribuir para a melhoria do ensino no país, identificar e apoiar estudantes com talento para a pesquisa científica e selecionar e preparar as equipes brasileiras que participam das diversas competições internacionais de matemática.

A iniciativa conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis), do Ministério da Educação (MEC) por intermédio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Matemática (INCT-Mat).

Para outras informações, acesse: www.obm.org.br
----
E mais:
Aluno brasileiro obtém pontuação máxima em Olimpíada de Matemática (Agência Fapesp)

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Brasil disputa até sexta-feira Olimpíada Ibero-Americana de Matemática

A competição ocorre até sexta-feira (26) e tem a participação de 22 países

(JC) Estudantes brasileiros disputam, a partir de ontem (23/09), a 29ª Olimpíada Ibero-Americana de Matemática na cidade de São Pedro Sula, em Honduras. A competição ocorre até sexta-feira (26) e tem a participação de 22 países.

Ana Karoline Borges Carneiro e Daniel Lima Braga, do Ceará, Murilo Corato Zanarella, de São Paulo, e Alessandro de Oliveira Pacanowski, do Rio de Janeiro, integram o time brasileiro. A equipe é acompanhada pelos professores Carlos Gustavo Moreira e Marcelo Tadeu Sales, responsáveis por corrigir e defender o trabalho dos estudantes no tribunal internacional de coordenação.

A competição tem como objetivo destacar a importância do estudo da matemática como ferramenta para o avanço técnico-científico e consiste em resolver problemas que envolvem as disciplinas de álgebra, teoria dos números, geometria e combinatória.

Desde 1985, o Brasil reúne um total de 101 medalhas, sendo 51 de ouro, 39 de prata e 11 de bronze – país com maior número de conquistas em todas as edições da olimpíada.

Os brasileiros receberam ainda, em três oportunidades, a Taça Porto Rico – troféu outorgado desde 1990 pela delegação de Porto Rico ao país de maior progresso na competição. A premiação tem como objetivo estimular o desenvolvimento das equipes olímpicas.

A participação brasileira no evento é organizada pela Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM), projeto conjunto do Instituto Nacional de Matemática Pura Aplicada (Impa) e da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM).

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Brasil brilha em Olimpíada de Biologia no México

A delegação brasileira conquistou uma medalha de ouro, duas de prata e uma de bronze. . Foi o melhor resultado do país na história da competição

(JC) O Brasil brilhou intensamente na Olimpíada Ibero-Americana de Biologia (OIAB 2014), que terminou no último fim de semana no México. A delegação brasileira conquistou uma medalha de ouro, duas de prata e uma de bronze. Foi o melhor resultado do país na história da competição.

Durante a programação da OIAB, os jovens enfrentaram duas provas teóricas – envolvendo citologia, fisiologia vegetal, fisiologia animal, genética, evolução, biossistemática, e ecologia – e uma prática – sobre biologia molecular, ecologia, fisiologia e morfologia vegetal – que seguem o mesmo modelo da Olimpíada Internacional.

A medalha de ouro foi para a estudante Leticia Pereira de Souza (CE), enquanto as de prata ficaram com Gabriel Guedes (SP) e Ana Luiza Smith (BA). Mario Anderson levou o bronze (CE).

Daniel Berto, um dos professores que acompanharam os estudantes, exalta o feito inédito, destacando a coalizão de forças como fator fundamental. “O bom desempenho do Brasil deve-se ao esforço dos alunos e à ajuda de seus respectivos colégios, bem como das instituições que lhes ofereceram treinamento prático e, claro, da coordenação da Olimpíada Brasileira de Biologia”.

Antes de viajarem, a equipe participou de um treinamento intensivo com professores das Universidades do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), da Federal Fluminense (UFF) e Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Eles tiveram aulas teóricas e práticas de Bioquímica, Biotecnologia, Microscopia, Ecologia, Genética, Histologia vegetal e Dissecção de vertebrados e invertebrados.

Segundo a Dra. Leila Macedo, presidente da Associação Nacional de Biossegurança (ANBio), entidade responsável pela Olimpíada Brasileira de Biologia (OBB), as medalhas são fruto do empenho dos jovens nos estudos. “Além disso, foi importantíssima a colaboração de professores e pesquisadores na preparação da delegação brasileira. Com essa combinação de fatores, conseguimos fazer com que o nome do nosso país brilhasse na competição científica”.

Além da preparação promovida pelas universidades, a delegação ainda contou com o apoio do Conselho Federal de Biologia, do Conselho Regional de Biologia (CRBIO-02), do Instituto Butantan, do Instituto de Tecnologia ORT, da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ), doConselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), e da empresa Catalita Soluções.

Como participar
Para competir na OIAB – que, em 2015, será realizada na cidade de San Salvador, em El Salvador – ou na Olimpíada Internacional de Biologia (IBO, na sigla em inglês), o aluno deve antes participar da Olimpíada Brasileira de Biologia (OBB). Podem participar da OBB jovens que tenham, no máximo, 19 anos, até o dia 1º de julho do ano corrente, e que estejam no ensino médio em andamento ou completo e que ainda não tenham feito matrícula numa instituição de ensino superior.

Apoio à iniciativa
Apesar dos grandes resultados internacionais, a Olimpíada Brasileira de Biologia corre o risco de não acontecer no próximo ano por falta de recursos. Instituições e empresas que tenham interesse em incentivar a iniciativa da Associação Nacional de Biossegurança podem entrar em contato pelo e-mail olimpíadas@anbio.org.br ou pelos telefones (21) 2220-8678 e (21) 2215-8580. O apoio financeiro poderá ser abatido do imposto de renda.

Mais informações: http://www.anbiojovem.org.br/

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Divulgado o resultado da 20ª Olimpíada de maio de Matemática

Brasil conquistou a premiação máxima com medalhas de ouro, prata e bronze. Participaram estudantes de 14 países ibero-americanos

(JC) Foi divulgado hoje (17/09) o resultado brasileiro na 20ª Olimpíada de maio. O Brasil conquistou mais uma vez a premiação máxima possível com uma medalha de ouro, duas de prata, quatro de bronze e três menções honrosas em cada nível de participação. Este ano as provas foram realizadas no sábado, (10/05) de forma simultânea em 14 países ibero-americanos.

A Olimpíada de maio é uma competição organizada desde 1995 pela Federação Ibero-americana de Competições de Matemática (Ficom). A competição é disputada em dois níveis: Nível 1 para estudantes de até 13 anos e Nível 2 para estudantes de até 15 anos. Os objetivos da competição incluem estimular e desafiar estudantes com habilidade matemática nos países ibero-americanos, favorecer relações de amizade e cooperação internacional e criar oportunidades para o intercambio de informação entre os países participantes.

No Brasil a prova foi aplicada apenas aos alunos que foram premiados na 35ª Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM 2013) com medalhas de ouro, prata, bronze e menções honrosas ou que foram selecionados pelos coordenadores regionais da OBM.

Após a correção das provas, feita nas coordenações regionais, houve ainda a seleção das dez melhores provas de cada nível. O resultado brasileiro foi enviado por correspondência para a Ficom, na Argentina, onde foi dada a classificação final por país.

Segundo a organização, foram avaliadas as provas de 253 estudantes da Argentina, Bolívia, Brasil, Costa Rica, Equador, El Salvador, Espanha, México, Panamá, Paraguai, Portugal, Porto Rico, Uruguai e Venezuela. Os diplomas que registram os prêmios obtidos pelos participantes serão enviados pela Ficom, aos organizadores locais nos países participantes, durante os próximos dias.

A participação brasileira na competição é organizada pela Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM). A OBM é uma iniciativa conjunta do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa) e da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM). A competição nacional alcança hoje mais de 560 mil estudantes e tem desempenhado um importante papel relacionado à melhoria do ensino, descoberta de talentos para a pesquisa em matemática e seleção de estudantes que participam em competições internacionais.

A OBM conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis), do Ministério da Educação (MEC) por intermédio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Matemática (INCT-Mat).

Os resultados podem ser consultados na página web da OBM: www.obm.org.br

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Olimpíada de astronomia entrega mais de 42,5 mil medalhas em 2014

(Agência Brasil/JB) A Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA) vai distribuiu este ano mais de 42,5 mil medalhas a alunos de todo o país. O número de premiados é 26% maior do que em 2013. Foram distribuídas 10.412 medalhas de ouro, 14.451 de prata e 17.693 de bronze.

Segundo o professor João Batista Garcia Canalle, do Instituto de Física da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, astrônomo e coordenador nacional da OBA, o nível dos estudantes que prestaram a prova foi muito bom e as notas de corte ficaram muito altas. “Nos preocupamos em fazer uma prova acessível a todos, mas alunos que fazem olimpíadas por ano seguidos têm melhor desempenho e escolas que participam há mais tempo favorecem a obtenção de notas mais altas”, disse.

Canalle explicou que o objetivo principal da OBA é incentivar o aluno a ampliar o conhecimento científico. Segundo ele, as escolas e os professores acabam entendendo que a prova não é para medir esse conhecimento, mas para ajudá-los na prática em sala de aula. No site da olimpíada, estão disponíveis conteúdo didático e instruções simples de como construir os relógios de Sol e Estelar, o planisfério celeste rotativo, a montagem e o lançamento de foguetes feitos de garrafas pet.

Nesta 17ª edição da OBA, participaram 772.257 estudantes dos ensinos fundamental e médio de quase 9 mil escolas públicas e particulares de todos os estados. A olimpíada contou também com o auxílio de mais de 62 mil professores na realização das provas nas escolas.

Realizada pela Sociedade Astronômica Brasileira em parceria com a Agência Espacial Brasileira, a OBA inclui um conjunto de eventos para levar o maior número de informações sobre ciências espaciais à escola.

Paralelamente, foi realizada a 8ª edição da Mostra Brasileira de Foguetes, que recebeu projetos de aproximadamente 62 mil alunos de escolas públicas e particulares, quase 10 mil a mais do que em 2013. Foram entregues cerca de 5 mil medalhas e os 500 estudantes do ensino médio que lançaram o mais longe possível os seus foguetes terão a oportunidade de participar da Jornada de Foguetes no fim de outubro, em Barra do Piraí (RJ). O evento oferecerá palestras com astrônomos, além de troféus e bolsas de iniciação científica júnior, distribuídas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

Os estudantes com melhor classificação na prova também vão integrar as equipes para representar o Brasil em duas olimpíadas internacionais em 2016 e concorrer a vagas na Jornada Espacial e no Space Camp.

A Olimpíada também tem apoiado, desde 2009, os encontros regionais de Ensino de Astronomia para a atualização dos professores, o compartilhamento de práticas pedagógicas e a divulgação dessa ciência nos estados.

Para quem quer participar dos eventos, a OBA de 2015 abrirá suas inscrições para escolas não participantes a partir de janeiro.
----
Releases na MercadoCom
----
Matéria similar na Exame