segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Minas Gerais conquista maior número de medalhas na Olimpíada do Conhecimento

Os competidores, todos estudantes ou formados em cursos técnicos, tiveram que desenvolver atividades do dia a dia de suas profissões

(JC) Anfitrião da Olimpíada do Conhecimento de 2014, o estado de Minas Gerais foi o que ganhou o maior número de medalhas na competição – 46, entre ouro, prata e bronze. Os jovens foram premiados de acordo com o desempenho em provas que ocorreram até sábado (6). Os competidores, todos estudantes ou formados em cursos técnicos, tiveram que desenvolver atividades do dia a dia de suas profissões.

A premiação ocorreu nesse domingo (7) à noite. “A gente tinha grande expectativa e ela está sendo alcançada. Minas Gerais está em quase todas as categorias no pódio. Agora é preparar os meninos para o Mundial”, disse a chefe de equipe do estado, Gislene Vasconcelos.

Minas é seguido pela delegação paulista, com 36 medalhas, Santa Catarina, com 18, Alagoas, com 13, e o Paraná, com 11. Os demais estados e o Distrito Federal receberam menos de dez medalhas. A lista completa com os ganhadores está no site da Olimpíada. São Paulo tem o maior número de medalhas de ouro, 21. Minas aparece em segundo lugar, com 17.

Além de ser ouro na modalidade robótica móvel, a dupla de São Paulo, Guilherme Vale dos Santos e Lucas de Sousa Rodrigues, foi a que obteve a melhor média entre os mais de 700 participantes da competição. Foram também os campeões estaduais. Carregando, cada um, um troféu para casa e duas medalhas, eles estavam incrédulos.

“É muita emoção. Ganhar medalha de ouro, melhor do estado, melhor da competição, é muito bom. Esperávamos ganhar uma medalha, na categoria, mas três!”, diz, ainda ofegante, Rodrigues. Ele conta que a prova “estava muito difícil e poucos estados conseguiram concluí-la. Fomos uma das poucas duplas que conseguiram”.

“O desempenho deles foi muito bom, esperava medalha, mas não esperava tantas”, diz o chefe da equipe de São Paulo, Thiago Barbosa. “Esses garotos estão tão bem preparados que na hora de fazer um teste para entrar em uma empresa, dificilmente algum profissional consegue vencê-los, pela habilidade que ganharam no treinamento”, alega, referindo-se a toda a equipe.

O momento foi de grande emoção para competidores, treinadores e chefes de equipe de toda as delegações. Não faltavam gritos de guerra e bandeiras dos estados na plateia. Maurício Duarte foi o ganhador da única medalha de ouro do Amazonas, na modalidade vitrinismo. Estava entre os mais emocionados. Mal conseguiu chegar no palco, parou e ajoelhou-se em prantos antes de alcançar o pódio. “Quando finalizei o projeto, parei, olhei a minha vitrine e vi que ela estava linda, disse para mim mesmo que, independentemente de ganhar, a medalha já era minha”, conta.

Os mais bem colocados concorrerão a vagas na etapa mundial, a WorldSkills Competition, que, em 2015, será em São Paulo. Eles terão de passar por provas e atingir o índice técnico exigido em sua modalidade. No Mundial, 1,2 mil competidores de 60 países vão disputar medalhas em 49 ocupações do setor industrial e de serviços.

O diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Rafael Lucchesi, destaca a importância da educação profissional para o país. “Queremos que a educação profissional seja a agenda de afirmação para a juventude. Não queremos a geração onde mais de 5 milhões de jovens brasileiros não estudam e nem trabalham”, diz. E acrescenta: “A juventude brasileira, quando lhe dão oportunidade, vai agarrá-la com talento, perseverança e equidade. A excelência é apenas uma consequência disso”.

A Olimpíada do Conhecimento é a maior competição de educação profissional das Américas e é realizada de dois em dois anos pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Neste ano, ocorreu em Belo Horizonte. Mais de 800 jovens participaram da Olimpíada e de competições paralelas. Mais de 300 mil pessoas visitaram o espaço.
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E mais:
Olimpíada do Conhecimento chega ao fim e premia 180 jovens (JC)

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Olimpíada melhora o desempenho de estudantes

No ensino fundamental, o impacto do preparo para a Obmep é ainda maior

(JC) Estudo encomendado pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa) à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), mostra que alunos frequentam aulas preparatórias para a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) tiram, em média, 16 pontos a mais na prova de matemática do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

“O impacto do preparo no desempenho não é apenas do medalhista, mas de toda a escola”, explica o diretor adjunto do Impa e coordenador-geral da Obmep, Claudio Landim. “A prova da olimpíada é concebida de forma que se possa responder às perguntas sem conhecimento formal. É exigido raciocínio lógico e criatividade”, detalha, apontando esses requisitos como importantes para um bom desempenho também em outras avaliações.

No ensino fundamental, o impacto do preparo para a Obmep é ainda maior. Segundo o estudo, os alunos obtiveram, em média, 15,34 pontos a mais na Prova Brasil de matemática do 9° ano. Isso quer dizer que esses estudantes estão quase um ano mais avançados na disciplina que os das demais escolas, uma vez que um ano de aprendizado equivale a cerca de 18 pontos na prova.

Na avaliação da Prova Brasil, foram analisados dados de 5.681.424 alunos do 9º ano do ensino fundamental de 35 mil escolas públicas, entre os anos de 2005 e 2011. Na avaliação do Enem, foram 3.374.468 alunos de 68.604 escolas públicas. Os dados são de 2010 a 2012.

Desde a primeira edição, em 2005, a Obmep consolidou-se como política pública na área de educação matemática. Em 2013, foram 18,8 milhões de inscritos em 99,89% dos municípios brasileiros.

“A Obmep serve para despertar o interesse dos alunos. Muitos não achavam que podiam seguir na matemática. Na olimpíada encontram outros alunos que têm o mesmo interesse”, diz Landim.

Segundo ele, a olimpíada serve também para descobrir talentos escondidos nas mais diversas cidades e dos mais diversos níveis socioeconômicos. O incentivo àqueles que se destacam vai além da medalha. Os alunos são preparados para participar de competições internacionais e podem receber bolsas de iniciação científica em programa desenvolvido em parceria com o Impa.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Mais de 20 mil alunos fazem a prova da segunda fase da Olimpíada Brasileira de Matemática neste sábado

Concorrem estudantes do ensino fundamental e médio de escolas públicas e particulares em todo o país

(JC) Os mais de 20 mil classificados fazem, neste sábado (6), a segunda fase da 36ª Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM). Coincidindo com a realização da prova para os níveis fundamental e médio, se inicia a participação dos estudantes de graduação no nível universitário.

Na primeira fase da competição, a OBM alcançou um número histórico de inscritos com 564.234 participantes, o que significou um aumento de 180% em relação à última edição.

Nesta segunda etapa, a prova terá uma duração de 4h30 em todos os níveis e será aplicada nas mesmas instituições onde os competidores estudam. Os horários de aplicação das provas devem ser confirmados diretamente com os professores responsáveis nas instituições de ensino.

Após a prova, a correção dos exames será realizada pelos professores das instituições participantes, segundo o gabarito oficial, a ser publicado na terça-feira (9), no site da olimpíada (www.obm.org.br).

Classificam-se para a terceira e última fase os estudantes que atingirem a pontuação mínima exigida para cada um dos níveis, segundo o critério a ser estabelecido pela Comissão Nacional de Olimpíadas de Matemática da SBM, com base nos resultados nacionais alcançados nas fases anteriores da olimpíada.

As provas finais ocorrerão nos dias 25 e 26 de outubro em locais a serem definidos. A divulgação dos estudantes premiados com medalhas de ouro, prata e bronze, além de menções honrosas, está prevista para dezembro.

Os medalhistas da competição serão convidados a participar da 18ª Semana Olímpica, em janeiro de 2015, evento que dará inicio ao processo de seleção para representar o país em competições internacionais de matemática. Além das medalhas e do direito a representar o país no exterior, os premiados recebem livros didáticos da Sociedade Brasileira de Matemática.

Acesso à preparação
O aluno que deseje se preparar para a olimpíada, pode utilizar o material de estudo disponibilizado gratuitamente no site da competição (www.obm.org.br). No endereço o aluno encontra provas de anos anteriores, a revista Eureka!, além de aulas preparatórias on-line, que atendem a crescente demanda dos jovens por conteúdos digitalizados que estejam disponíveis para consulta.

Sobre a olimpíada
A OBM é uma competição realizada desde 1979, cujos objetivos são estimular o estudo da matemática, contribuir para a melhoria do ensino no país, identificar e apoiar estudantes com talento para a pesquisa científica e selecionar e preparar as equipes brasileiras que participam das diversas competições internacionais de matemática, onde competem os melhores estudantes de cada país na área.

O projeto é uma iniciativa conjunta do Instituto Nacional de Matemática Pura Aplicada (Impa), da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) e conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis), do Ministério de Educação (MEC) por intermédio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Matemática (INCT-Mat).

Outras informações podem ser consultadas no site: www.obm.org.br

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Unemat divulga resultado da XI Olimpíada Regional de Matemática

A prova será composta de oito questões discursivas. A premiação ocorrerá no dia 08 de novembro, no Auditório Edival dos Reis

(JC) O departamento de Matemática da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) divulgou esta semana o resultado da segunda etapa da XI Olimpíada Regional de Matemática (ORM). O resultado pode ser conferido no site da competição (http://www.unemat.br/proec/olimpiadamatematica/).

A competição é dividida em três níveis: o Nível I é direcionado aos alunos do 6º e 7º anos do Ensino Fundamental; os alunos do 8º e 9º anos do Ensino Fundamental participam no Nível II; e os alunos do Ensino Médio competem no Nível III.

Participam da competição o Centro de Educação Anália Franco; o Centro Educacional QI; os colégios Adventista de Cáceres e Imaculada Conceição; as escola estaduais Ana Maria das Graças de Souza Noronha, Criança Cidadã, Dr. José Rodrigues Fontes, Frei Ambrósio e União e Força; a Escola Municipal Santa Catarina; o Instituto Educacional de Cáceres e o Instituto Santa Maria, todos de Cáceres; além do Colégio Isaac Newton, de Cuiabá, e das Escolas Estaduais Pedro Galhardo Garcia e Padre Tiago, ambas de Mirassol D’Oeste.

Ao todo, 132 estudantes se classificaram para a próxima fase, sendo 62 alunos no Nível I, 32 do Nível II e 38 do Nível III. A terceira e última fase da Olimpíada acontece no dia 26 de setembro, na Unemat. A prova será composta de oito questões discursivas. A premiação ocorrerá no dia 08 de novembro, no Auditório Edival dos Reis.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Olimpíada do Conhecimento reúne em Belo Horizonte 800 estudantes de várias regiões

A competição reúne 800 jovens, que cursam o ensino técnico ou fazem aprendizagem profissional no Senai, Senac e de dez institutos federais

(JC) Estudantes de unidades do Sistema S e de institutos federais de educação, ciência e tecnologia de quatro regiões do país participam este ano da Olimpíada do Conhecimento, promovida pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). A oitava edição foi aberta no domingo, 31, em Belo Horizonte, no Expominas [Centro de Feiras e Exposições]. De terça-feira, 3 de setembro, até sábado, 6, os estudantes apresentarão as práticas que desenvolveram em suas unidades de ensino.

A competição reúne no total 800 jovens, com idade máxima de 21 anos, que cursam o ensino técnico ou fazem aprendizagem profissional em escolas do Senai, do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e de dez institutos federais. Nesta edição, concorrem alunos qualificados em 58 tipos de ocupações técnicas ligadas à indústria, ao setor de serviços e à agropecuária. No Expominas, uma área de 105 mil metros quadrados está preparada para receber as atividades.

De acordo com o coordenador técnico da olimpíada na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, Eder Sacconi, professor do Instituto Federal do Sul de Minas (IFSul), o estudante apresenta aos avaliadores aquilo ele aprendeu. “Cada candidato vai mostrar sua prática”, diz. Um concorrente que estudou irrigação, por exemplo, deve demonstrar na terra como o sistema é construído e como funciona. “É o processo e o produto.”

Para cada etapa, o aluno recebe uma nota, que será conhecida somente no fim da demonstração de todas as experiências concorrentes naquela área.

Robótica — Do Instituto Federal de Rondônia (IFRO), um estudante do curso de eletrotécnica integrado ao ensino médio, de 18 anos, e outro do curso técnico de informática integrado ao ensino médio, de 16 anos, vão apresentar experiência profissional com robótica móvel. Professor de informática e mestre em educação no instituto, Rafael Pitwark explica que o desafio de seus dois alunos será programar, diante dos avaliadores, um computador para acoplar, a um robô, uma empilhadeira de caixas para uso na indústria. A empilhadeira, com altura de 25 centímetros e capacidade para levantar até um quilo, foi construída pelos estudantes no laboratório do instituto. Os robôs, segundo Pitwark, permitem acoplar vários dispositivos.

O professor avalia que os estudantes, dedicados desde maio à construção da empilhadeira e à programação do computador para o uso do equipamento, superaram as expectativas. Para Pitwark, mesmo que eles não ganhem medalhas, já são destaque na área. O professor lembra que o curso de eletrotécnica do IFRO é recente e vai formar a primeira turma este ano. A turma de técnico em informática terá a formatura no final de 2015.

Agropecuária — Da região Nordeste, participam da olimpíada estudantes e professores dos institutos federais do Rio Grande do Norte, Ceará, Paraíba e Pernambuco. Do Norte, os de Rondônia e Tocantins. Do Sudeste, os do Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Do Centro-Oeste, o de Goiás. Dos 54 alunos de institutos federais que vão apresentar práticas, 40 fazem de cursos de agropecuária; os demais, de webdesigner, robótica móvel, mecânica automotiva, soluções de software de TI [tecnologia da informação], instrumentação e controle de processo.

De acordo com o professor Eder Sacconi, a maior concentração de alunos dos cursos de agropecuária — nesta edição, envolve irrigação, inseminação artificial e agrimensura — deve-se à participação desses estudantes na Olimpíada Brasileira de Agropecuária, que está na quarta edição.

Ampliação — A expectativa para as próximas edições da Olimpíada do Conhecimento é ampliar as áreas e o número de alunos dos institutos federais. Sacconi avalia que o jovem participante mostra o que sabe fazer e aperfeiçoa os conhecimentos. Ele destaca também a possibilidade de encontro com pessoas de várias áreas, colegas de outros cursos e avaliadores de alto nível de conhecimento.

A Olimpíada do Conhecimento é promovida pelo Senai desde 2001. Naquele ano, a etapa nacional teve 111 estudantes de 26 ocupações profissionais. Em 2002, a competição passou a ter calendário bianual e a aumentar gradativamente o número de selecionados e de áreas profissionais. Na edição de 2014, são 800 concorrentes de 58 ocupações, entre candidatos de cursos do Senai, do Senac e dos institutos federais.

Na fase nacional, o estudante mais bem colocado em cada modalidade concorre a vaga na WorlSkills Competition, que será realizada em São Paulo, em 2015. Na edição mundial de 2013, em Leipzig, Alemanha, o Brasil conquistou 12 medalhas. No ranking dos 53 países que participaram do evento, o Brasil ficou em quinto lugar em número de medalhas e obteve 52 pontos. Ficou atrás da Coreia do Sul (89 pontos), Suíça (73), Taiwan (65) e Japão (56).
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UPDATE:
Clima de emoção marca abertura da Olimpíada do Conhecimento (JC)

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Estudantes brasileiros conquistam mais medalhas para o país

Foram duas de ouro, uma de prata e uma de bronze na Olimpíada de Matemática do Cone Sul

(JC) Enquanto o país ainda comemora a conquista da Medalha Fields pelo matemático brasileiro, Artur Avila Cordeiro de Melo, uma jovem equipe de estudantes acaba de conquistar duas medalhas de ouro, uma de prata e uma de bronze na 25ª Olimpíada de Matemática do Cone Sul, que encerrou hoje (21) na cidade de Atlántida, a 47 km de Montevidéu, Uruguai. A delegação também obteve as primeiras posições na classificação individual.

As medalhas de ouro foram trazidas ao país pelos estudantes Pedro Henrique Sacramento de Oliveira, de 15 anos, de Vinhedo (SP) e Gabriel Toneatti Vercelli, de 16 anos, de Osasco (SP), enquanto João César Campos Vargas, de 16 anos, de Passa Tempo (MG) e Andrey Jhen Shan Chen, de 14 anos, de Campinas (SP), receberam as medalhas de prata e bronze respectivamente.

Pedro e Gabriel, medalhistas de ouro, conseguiram também a primeira e segunda colocação na classificação individual com 54 e 51 pontos respectivamente, seguidos por um estudante peruano com 50 pontos.

Os jovens foram liderados pelos professores Régis Prado Barbosa, de São Paulo (SP) e Luzinalva Miranda de Amorim, de Salvador (BA), membros da Comissão Nacional de Olimpíadas de Matemática da SBM.

A Olimpíada do Cone Sul é uma competição que acontece anualmente, desde 1988. A edição deste ano contou com a participação de 32 estudantes de oito países. Durante o evento os estudantes tiveram a oportunidade de expandir os próprios conhecimentos por meio da troca de experiências com os estudantes dos outros países, num ambiente alegre e descontraído.

As provas
A competição é individual e teve duas provas teóricas realizadas nos dias 18 e 19 de agosto, os participantes tiveram quatro horas, em cada dia, para resolver três problemas de matemática, propostos pelos países participantes e selecionados por um júri internacional, composto pelos professores líderes, um por cada país participante. Os problemas da prova envolveram disciplinas como álgebra, teoria dos números, geometria e combinatória. A soma dos pontos obtidos na solução de cada problema determinou os vencedores do certame.

Como participar da próxima Cone Sul
Os estudantes interessados em formar parte da equipe brasileira devem primeiro participar da Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM), competição que ocorre anualmente nas escolas públicas e privadas em todo o país. Após ter sido premiado no certame, os estudantes passam por um intenso processo de seleção, que considera a colocação conquistada na disputa nacional, além dos resultados obtidos em provas seletivas e de listas de exercícios que são resolvidas ao longo de seis meses. Os quatro estudantes mais bem colocados, e que satisfazem as exigências do regulamento da olimpíada, conquistam as vagas.

A OBM é uma iniciativa conjunta do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa) e da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM). A competição nacional alcança hoje mais de 560 mil estudantes e tem desempenhado um importante papel relacionado à melhoria do ensino, descoberta de talentos para a pesquisa em matemática e seleção de estudantes que participam em competições internacionais.

A OBM conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis), do Ministério de Educação (MEC) por intermédio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Matemática (INCT-Mat).

Para outras informações visite: www.obm.org.br
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Matéria similar na Agência Fapesp

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente prorroga inscrições até 01 de setembro

A OBSMA busca incentivar a realização de trabalhos que contribuam para a melhoria das condições ambientais e de saúde no Brasil

(JC) A coordenação geral da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (OBSMA) ampliou o prazo de inscrições da sétima edição até 1º de setembro de 2014. Com a prorrogação, professores e estudantes têm mais tempo para finalizar e enviar seus projetos.

Os interessados em participar com trabalhos realizados em sala de aula devem acessar o sistema de cadastro no site oficial da OBSMA. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail olimpiada@fiocruz.br

Sobre a OBSMA – A Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente é um projeto educativo criado, em 2001, pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz),em parceria com a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), e conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A Olimpíada contempla os projetos realizados por alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e do 1º ao 4º ano do Ensino Médio, incluindo os ensinos profissionalizante e de jovens e adultos (EJA), nas modalidades Produção Audiovisual, Produção de Texto e Projeto de Ciências.

A OBSMA busca incentivar a realização de trabalhos que contribuam para a melhoria das condições ambientais e de saúde no Brasil, além de possibilitar que o conhecimento científico se torne próximo do cotidiano escolar e que as atividades pedagógicas de professores e escolas ganhem visibilidade.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Brasil conquista medalha de prata em olimpíada internacional de astronomia

Brasileiros tiveram de calcular rota de asteroide em direção à Terra. Estudantes levaram ainda 2 medalhas de bronze e 3 menções honrosas.


(G1) O Brasil conquistou uma medalha de prata por equipes na 8ª Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA, na sigla em inglês), disputada em Suceava, na Romênia. Os estudantes do ensino médio ganharam ainda duas medalhas de bronze e três menções honrosas nas provas individuais.

A competição reuniu 208 estudantes, de 39 países. A equipe brasileira passou algumas semanas em Passa Quatro, no Sul de Minas, para se preparar para a competição. Os jovens estudaram o céu com e sem instrumentos, fizeram provas simuladas e ainda contaram com um planetário digital móvel para estudar o céu do hemisfério norte por meio de projeções.

Já na Romênia, a prova por equipe exigiu que os alunos calculassem a trajetória de dois mísseis que deveriam atingir um asteroide em uma suposta rota de colisão com a terra. Para isso era permitido apenas o uso de barbantes, massa de modelar e régua. A prova durava 90 minutos. A equipe do Canadá ficou com a medalha de ouro.

Nas provas indificuais, envolvendo exercícios práticos e teóricos de astronomia e astrofísica, os estudantes Allan dos Santos Costa, de Bauru (SP), e Daniel Mitsutani, de São Paulo, ganharam medalha de bronze. Daniel Charles Heringer Gomes, de Mogi das Cruzes (SP), Felipe Vieira Coimbra, de Teresina (PI), e Pedro Guimarães Martins (Belo Horizonte), receberam a menção honrosa. Os líderes da equipe foram os astrônomos Dr. Gustavo Rojas, da Universidade Federal de São Carlos (UFScar) e Eugênio Reis, do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST/MCTI).
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quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Brasil conquista 24 medalhas em mundial de Matemática

Competição na Bulgária teve participantes de 73 universidades

(Fapesp/JB) O Brasil conquistou 24 medalhas – duas de ouro, 12 de prata e 10 de bronze – na 21ª edição da Competição Internacional de Matemática para Estudantes Universitários (IMC, na sigla em inglês), realizada de 29 de julho a 4 de agosto, em Blagoevgrad, na Bulgária.

O evento, organizado pelo University College London em parceria com a American University in Bulgaria, é uma das maiores competições de estudantes universitários do mundo. A edição deste ano teve 324 participantes de 73 universidades de vários países.

A delegação brasileira contou com representantes da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), da Universidade Federal do Ceará (UFC), da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e do Instituto Militar de Engenharia (IME).

Os brasileiros que conquistaram medalha de ouro foram Henrique Gasparini Fiúza do Nascimento, do ITA, e André Macieira Braga, da UFMG, com 69 pontos cada, ficando na 36ª posição na classificação individual.

As avaliações da competição foram respondidas em inglês e contemplaram problemas de álgebra, análise real e complexa, geometria e combinatória.

Mais informações em www.imc-math.org.uk.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Final Estadual São Paulo da Olimpíada Brasileira de Robótica 2014

(Agência FAPESP) A etapa estadual da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR) será realizada no dia 9 de agosto Centro Universitário da FEI, em São Bernardo do Campo (SP).

No evento, organizado pela FEI e pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), robôs autônomos, construídos por estudantes dos ensinos médio e fundamental do Estado de São Paulo, terão o desafio de cumprir um percurso e resgatar uma vítima representada por uma lata de refrigerante. Participarão da competição 96 equipes.

A final estadual será realizada no ginásio poliesportivo da FEI, que fica na Avenida Humberto de Alencar Castelo Branco, 3.972, em São Bernardo do Campo. O evento é gratuito e aberto ao público.

Mais informações sobre a OBR em http://www.obr.org.br/

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Brasil conquista medalhas em olimpíadas internacionais


(Agência FAPESP) Estudantes brasileiros conquistaram medalhas em dois eventos internacionais ocorridos em julho. Na 45ª Olimpíada Internacional de Física, realizada entre os dias 14 e 21 em Astana, no Cazaquistão, a equipe brasileira voltou com cinco medalhas de bronze. Já na 46ª Olimpíada Internacional de Química, que reuniu entre 20 e 29 de julho 300 representantes de 75 países em Hanói, no Vietnã, os estudantes conquistaram três medalhas de bronze.

Na olimpíada de Física, o Brasil se classificou na 25ª posição entre os 85 países participantes. A seleção brasileira foi composta por Daniel Mitsutani, Matheus Carius Castro, Pedro Jorge Luz Alves Cronemberger, Gabriel Oliveira Martins e Victor da Rocha Sales.

O grande vencedor da olimpíada foi Xiaoyu Xu, da China, país que conquistou cinco medalhas de ouro. Os resultados podem ser conferidos em http://ipho2014.kz/blogs/view/1/42

Na olimpíada internacional de Química, obtiveram medalhas os estudantes Artur Souto Martins, Chan Song Moon e Kevin Eiji Iwashita.

Moon e Iwashita são egressos da Olimpíada de Química do Estado de São Paulo e já conquistaram medalhas de ouro em competições paulistas e de prata na Olimpíada Brasileira de Química. Agora eles tentarão obter o ouro na 19ª Olimpíada Ibero-americana de Química, que ocorrerá em outubro em Montevidéu, no Uruguai.

Mais informações sobre a olimpíada internacional de Física podem ser obtidas no site http://ipho2014.kz/index. Dados sobre a olimpíada internacional de Química estão em http://icho2014.hus.edu.vn/

terça-feira, 29 de julho de 2014

Alunos da OBMEP em encontro de Matemática

(Portal Brasil) Entre segunda-feira (28) e sexta (1º), o Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa/MCTI) realiza, pela primeira vez, em Florianópolis, um encontro que reúne os 200 alunos com melhor desempenho no Programa de Iniciação Científica Jr. (PIC) da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep).

Promovida desde 2005 pelo instituto, a olimpíada tem como objetivos incentivar o estudo da matemática e revelar talentos. O grupo foi selecionado dentre os 4.500 participantes do PIC.

Chamado de Encontro do Hotel de Hilbert (em homenagem a David Hilbert, um dos maiores matemáticos do século 20), o evento conta com palestras e oficinas, também minicursos, gincaninhas e jogos matemáticos.

Estudantes participam de Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica

A edição desse ano acontece na cidade de Suceava, na Romênia



(Mercado da Comunicação) Estudantes brasileiros vão viajar para a Romênia para participar da 8ª Olímpiada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA, na sigla em inglês). O evento acontece entre os dias 1º e 11 de agosto, na cidade de Suceava. Nesse ano, a edição vai reunir 183 estudantes de 42 países. Eles terão de fazer provas práticas e teóricas de astronomia e astrofísica.

O Brasil será representado pelos estudantes do ensino médio Allan dos Santos Costa (Bauru, SP), Daniel Charles Heringer Gomes (Mogi das Cruzes, SP), Daniel Mitsutani (São Paulo, SP), Felipe Vieira Coimbra (Teresina, PI) e Pedro Guimarães Martins (Belo Horizonte, MG).

Os líderes da equipe serão os astrônomos Dr. Gustavo Rojas, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR) e Dr. Eugênio Reis, do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST/MCTI).

Preparação
Antes da viagem para a Europa, os estudantes participaram de dois treinamentos intensivos com astrônomos e especialistas, na cidade de Passa Quatro, Sul de Minas Gerais. A programação foi dividida em grupos de estudos, oficinas de atividades e observação do céu noturno, com e sem instrumentos, resolução de exercícios e realização de provas simuladas.

O grupo também contou com um planetário digital móvel cedido pelo MAST para estudar o céu do hemisfério norte por meio de projeções. Ainda aprenderam a montar e a manusear dois diferentes tipos de telescópios. Antes de embarcarem, os estudantes revisarão lições importantes sobre o céu do Hemisfério Norte no Planetário de Santo André (SP).

Como participar
Para estar na IOAA, o candidato precisa de uma excelente pontuação na prova nacional da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). Em seguida, participar das provas seletivas realizadas online, na plataforma desenvolvida pelo Observatório Nacional (ON/MCTI) em parceria com o MAST. Os melhores classificados fazem, então, uma prova presencial que indicará a seleção final.

Organização
A OBA é organizada por uma comissão formada por membros da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e da Agência Espacial Brasileira (AEB). O Brasil já teve a oportunidade de sediar a Olimpíada Internacional em 2012, no Rio de Janeiro. A IOAA é reconhecida pela União Astronômica Internacional (IAU, na sigla em inglês), e sua organização exige que cada país membro comprometa-se a sediar uma edição da olimpíada, arcando com todas as despesas relativas ao evento, podendo receber apoio de diferentes setores da sociedade.

Site oficial da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) -
http://www.oba.org.br

IOAA 2014 - http://www.ioaa2014.ro/

terça-feira, 22 de julho de 2014

Brasil é ouro e prata na Olimpíada de Matemática da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa

Competição contou com equipes de seis países e foi realizada em Luanda, Angola

(JC) O Brasil conquistou uma medalha de ouro e três de prata na 4ª Olimpíada de Matemática da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, que terminou sexta-feira (18/07), na cidade de Luanda, Angola.

André Yuji Hisatsuga, de São Paulo (SP), garantiu a medalha de ouro para o país. A prata ficou com os estudantes João Guilherme Madeira Araújo, de Fortaleza (CE), Daniel Quintão de Moraes, do Rio de Janeiro (RJ) e Guilherme Goulart Kowalczuk, de Porto Alegre (RS). A equipe nacional foi liderada pelos professores Edmilson Luis Rodrigues Motta e Guilherme Philippe Figueiredo, ambos de São Paulo (SP).

Este ano participaram da olimpíada as delegações de Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe, representados por equipes de quatro estudantes de até 18 anos, totalizando 24 competidores.

Criada em 2011, a olimpíada é um concurso que faz parte de uma estratégia da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que tem por objetivos fortalecer e estimular o estudo da matemática, contribuir para o desenvolvimento científico da comunidade, detectar jovens talentos e incentivar a troca de experiências entre os participantes. Este ano o evento aconteceu sob o lema "Com o conhecimento da matemática compreendemos melhor o mundo globalizado".

A olimpíada- Durante as provas, realizadas individualmente nos dias 16 e 17, os estudantes tiveram quatro horas e meia, em cada dia, para resolver três problemas de matemática, propostos pela banca e selecionados pelo júri internacional, formado pelos líderes dos países participantes. Os problemas abrangeram disciplinas como álgebra, teoria dos números, geometria e combinatória.

A participação do Brasil na Olimpíada de Matemática da CPLP é organizada pela Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM), iniciativa que desempenha um importante papel em relação à melhoria do ensino e descoberta de talentos para a pesquisa em matemática nas modalidades de ensino fundamental, médio e universitário nas instituições públicas e privadas de todo o Brasil.

A OBM é uma iniciativa conjunta do Instituto Nacional de Matemática Pura Aplicada (IMPA), da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) e conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis), do Ministério da Educação (MEC) por intermédio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Matemática (INCT-Mat).

Para outras informações, acesse: www.obm.org.br

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Jovem português «bronzeia-se» na Física

Olimpíadas terminaram hoje no Cazaquistão


(Ciência Hoje - Portugal) Já são conhecidos os resultados das Olimpíadas Internacionais de Física -IPhO’2014 - que terminaram hoje em Astana, a nova capital do Cazaquistão. A equipa portuguesa regressa a Lisboa com uma medalha de bronze e quatro menções honrosas na mais difícil Olimpíada Internacional de Física de que há memória.

Participaram na competição 374 estudantes finalistas do ensino secundário de 85 países. Esta Olimpíada, que vai já na XLV edição, é uma competição anual onde jovens estudantes pré-universitários são convidados a demonstrar a sua preparação em Física em dois longos e difíceis exames (um teórico e um experimental).

O nível de conhecimentos requeridos para realizar estas provas vai muito para além do programa do secundário de Física, envolvendo por parte dos estudantes imenso esforço e dedicação durante a fase de preparação.

O vencedor absoluto desta olimpíada, que obteve a melhor classificação no conjunto dos dois testes, foi um estudante da República Popular da China, Xiaoyu Xu. Este ano, contrariamente ao habitual, os prémios para melhor prova teórica, melhor prova experimental e vencedor absoluto foram todos atribuídos a alunos diferentes, o que demonstra o grau de dificuldade da prova.

Os team-leaders que acompanharam a delegação, Fernando Nogueira e Rui Travasso, fazem um balanço muito positivo da prestação portuguesa: «A prestação global dos nossos estudantes foi melhor do que nos anos anteriores, havendo desta vez um bom equilíbrio entre as classificações na prova teórica e na prova experimental».

Os docentes da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) salientam que «as questões da prova teórica foram muito difíceis, exigindo muito à vontade em tópicos de Física a que os estudantes só foram expostos no processo, curto, de preparação para a IPhO. A prova experimental foi muito longa, e era necessário ter grande destreza experimental para conseguir recolher e analisar todos os dados em tempo útil».

«Aliás, as classificações gerais foram, de longe, as mais baixas de sempre. Foi o árduo trabalho individual de preparação ao longo do ano, para além da escola, que foi aqui posto em evidência. Os professores destes alunos tiveram também um papel de extrema importância, visto que a preparação experimental foi feita com eles, nas escolas e fora do horário normal. A deficiente preparação experimental ministrada no nosso ensino teria sido claramente insuficiente para realizar esta prova», concluem os docentes.

Selecionados na Olimpíada de Linguística buscam patrocínio para fase internacional

(Com Ciência) Todos os anos centenas de estudantes do país inteiro participam da Olimpíada Brasileira de Linguística, um evento que integra as Olimpíadas do Conhecimento, um importante instrumento para motivar estudantes em idade escolar para a pesquisa científica, além de fomentar uma cultura intelectual de alto nível entre jovens talentosos.

Mas, às vésperas da divulgação do resultado dos quatro finalistas da etapa nacional, que esse ano teve como tema a Alemanha no Brasil, a organização do evento ainda busca patrocínio para que esses jovens possam viajar para a China, aonde acontecerá a etapa internacional desse ano.

A olimpíada foi dividida em duas fases, a primeira foi uma prova escrita sobre o tema do ano que aconteceu no final de 2013 em todos os colégios inscritos. É a fase com maior alcance e potencial difusor. A intenção é despertar, na maior quantidade de alunos e professores, a consciência linguística e as habilidades relacionadas.

Os cinquenta melhores estudantes dessa fase participaram da Cyber Vina (nome que faz menção à forma como os curitibanos chamam a salsicha - um encurtamento de Wiener Wurst, Linguiça de Viena). Nessa outra etapa, além da prova escrita os alunos participaram de minicursos e palestras oferecidos pela Escola de Linguística Brasileira e de um debate on line sobre o assunto “Ainda falamos no Brasil a mesma língua de Portugal?”.

Sobre a Olimpíada de Linguística
A olimpíada de linguística é a mais jovem competição dentro das olimpíadas do conhecimento. A primeira olimpíada foi organizada em Moscou em 1965, por iniciativa do filólogo Alfred Zhurinsky. Mas o evento só se tornou internacional em 2003 e, desde então, cada vez mais países têm aderido ao movimento, criando suas próprias olimpíadas nacionais. No Brasil ela surgiu no início de 2011.

Desde então, todos os anos, estudantes brasileiros tem conseguido bom desempenho nas fases nacionais, o que proporcionou a esses estudantes a participação nas etapas internacionais. Em 2011, sete estudantes foram para Pittsburg (EUA); em 2012, quatro estudantes estiveram na Liubliana (Eslovênia); e, em 2013, mais quatro estudantes viajaram para Manchester (Reino Unido).

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Brasil participa da Olimpíada de Matemática da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa

Estudantes estão em Angola para mais uma competição

(JC) Depois do bom resultado alcançado pelos representantes brasileiros na Olimpíada Internacional de Matemática, realizada na África do Sul, uma nova delegação de estudantes representa o país na 4ª edição da Olimpíada de Matemática da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. A competição, que acontece em Luanda, Angola, vai até sexta-feira (18), reunindo estudantes de seis países de língua portuguesa: Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe.

Cada país participante está representado por uma equipe de quatro jovens de até 18 anos e dois professores líderes. O time brasileiro está formado por João Guilherme Madeira Araújo (CE), André Yuji Hisatsuga (SP), Daniel Quintão de Moraes (RJ) e Guilherme Goulart Kowalczuk (RS).

Os competidores brasileiros foram selecionados após enfrentar um rigoroso processo de seleção, que começou com a participação na Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM), realizada em 2013, que contou com a participação de mais de 200 mil estudantes e seus professores. A equipe é liderada pelos professores Edmilson Luis Rodrigues Motta e Guilherme Philippe Figueiredo, ambos de São Paulo.

Criada em 2011, a olimpíada é um concurso que faz parte de uma estratégia da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que tem por objetivos fortalecer e estimular o estudo da matemática, contribuir para o desenvolvimento científico da comunidade, detectar jovens talentos e incentivar a troca de experiências entre os participantes. Este ano o evento acontece sob o lema "com o conhecimento da matemática compreendemos melhor o mundo globalizado".

As provas
Os brasileiros irão competir em provas individuais realizadas em dois dias consecutivos, resolvendo problemas que abrangem disciplinas como álgebra, teoria dos números, geometria e combinatória. Os estudantes deverão desenvolver soluções criativas na tentativa de resolvê-los para assim conquistar medalhas de ouro, prata ou bronze, as quais serão distribuídas segundo percentuais mínimos de acerto.

Na última edição, realizada em 2013 em Maputo, Moçambique, o Brasil conquistou quatro medalhas, sendo duas de ouro, uma prata e uma de bronze, ficando por terceiro ano consecutivo com a primeira posição geral na competição.

A participação do Brasil na Olimpíada de Matemática da CPLP é organizada pela Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM), iniciativa que desempenha um importante papel em relação à melhoria do ensino e descoberta de talentos para a pesquisa em matemática nas modalidades de ensino fundamental, médio e universitário nas instituições públicas e privadas de todo o Brasil.

A OBM é uma iniciativa conjunta do Instituto Nacional de Matemática Pura Aplicada (IMPA), da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) e conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis), do Ministério de Educação (MEC) por intermédio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Matemática (INCT-Mat).

Portugueses conquistam duplo bronze nas Olimpíadas Internacionais de Biologia

Foi a primeira participação do País na competição


(Ciência Hoje - Portugal) Na sua primeira participação nas Olimpíadas Internacionais de Biologia - que já existem há 25 anos - Portugal conquistou duas medalhas de bronze atribuídas aos jovens Raquel Oliveira e Francisco Ramos.

As Olimpíadas decorreram este mês em na ilha de Bali, na Indonésia. A competição contou com a participação de 241 estudantes oriundos de 61 países, seleccionados através das respectivas Olimpíadas Nacionais.

A selecção Portuguesa era composta por 4 estudantes Laura Ramos (Agrupamento de Escolas do Fundão), Francisco Ramos (Esc. Sec. Quinta do Marquês, Oeiras); Raquel Oliveira (Esc. Sec. Esmoriz) e Ana Sofia Martins (Esc. Dr. José Casimiro Matias, Agrupamento de Escolas de Almeida) e por dois Delegados (José Matos, coordenador das Olimpíadas Portuguesas de Biologia) e Paula Castelhano (Professora de Biologia no Externato Cooperativo da Benedita).

É raro um país vencer medalhas logo na sua primeira participação, pelo que Portugal foi muito felicitado por todos os países. Esta conquista encheu de orgulho a delegação portuguesa e cria excelentes perspectivas para o futuro.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Equipe brasileira conquista cinco medalhas na Olimpíada Internacional de Matemática

As provas foram realizadas na Universityof Cape Town

(JC) O Brasil ganhou medalhas pelo menos em uma competição internacional no último fim de semana. Foi na 55ª Olimpíada Internacional de Matemática (IMO), realizada na Cidade do Cabo, África do Sul, com a conquista de cinco medalhas.

Murilo CoratoZanarella (16 anos), Rodrigo Sanches Ângelo (18 anos), de São Paulo, e Daniel Lima Braga (16 anos), do Ceará, ficaram com medalhas de prata. Victor Oliveira Reis (17 anos), de Pernambuco, e Alexandre Perozim de Faveri (17 anos), de São Paulo, voltaram com bronze. Alessandro de Oliveira Pacanowski (18 anos), do Rio de Janeiro, recebeu uma menção honrosa.

As provas foram realizadas na Universityof Cape Town. Os estudantes tiveram 4 horas e 30 minutos, em cada dia, para resolver três problemas de matemática com valor de sete pontos cada. Os problemas da prova, resolvidos individualmente, foram selecionados a partir de diferentes áreas da matemática do ensino médio, como álgebra, combinatória, geometria e teoria dos números. As provas da olimpíada são sempre definidas dessa forma para que todas essas áreas estejam representadas.

A Olimpíada Internacional de Matemática é realizada desde 1959 no mês de julho, cada ano em um país, e envolve a participação de jovens estudantes com até 19 anos e que não tenham ingressado na universidade.

Este ano o evento foi disputado pela primeira vez no continente africano registrando um recorde de participantes. Ao todo foram 560 estudantes de 101 países. Com as cinco medalhas, o Brasil ficou na 34ª posição. A olimpíada de 2015 será realizada em Chiang Mai, na Tailândia.

Desde 1979, o Brasil conquistou um total de 110 medalhas, sendo 9 de ouro, 33 de prata e 68 de bronze, o que o torna o país latino-americano com o melhor retrospecto na história da competição.

A escolha dos estudantes que representam o Brasil na IMO 2014 foi feita a partir dos vencedores da 35ª Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM), projeto conjunto do Instituto Nacional de Matemática Pura Aplicada (Impa) e da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM).

Mais informações: www.obm.org.br