terça-feira, 8 de abril de 2014

Professor explora curiosidade dos alunos e desperta gosto pela ciência

Educador busca incentivar a participação em competições estudantis, como as olimpíadas de Astronomia (OBA) e Física (OBF)



(Portal Brasil)  Professor de física no município cearense de Pires Ferreira, a 300 quilômetros de Fortaleza, Alex Farias reconhece que a disciplina assusta os estudantes do ensino médio. Por isso, durante as aulas na Escola Estadual Francisco Soares de Oliveira, ele procura despertar a curiosidade dos alunos. “A maioria não se identifica com a forma de os professores trabalharem com a física”, afirma. “Faz-se necessário, portanto, encontrar formas de atraí-los para que não se afastem ainda mais da ciência.”

Alex procura interligar a física com outras ciências, especialmente a astronomia. “Incentivo a participação em competições como as olimpíadas brasileiras de Astronomia (OBA), de Física (OBF) e de Física das Escolas Públicas (Obfep)”, revela. Os estudantes participam também da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), há quatro anos.

Com outros colegas professores, Alex promove aulas para os alunos participantes dessas olimpíadas no período do contraturno. “Assim, além de conquistarmos algumas medalhas na OBA, conseguimos despertar em alguns jovens o gosto pela ciência”, analisa. De acordo com o professor, isso pode ser comprovado pelo ingresso de estudantes da escola Francisco Soares em cursos de física no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará e na Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), em Sobral, Ceará.

Como o laboratório de ciências da escola ainda está em construção, o professor realiza experimentos simples na própria sala de aula. Outra medida adotada é a de levar os estudantes ao laboratório de informática para que tenham acesso a laboratórios virtuais na internet, como o Física Animada.

Pesquisa
Em 2011, ao perceber o interesse dos alunos pelas redes sociais, como Orkut e Facebook, Alex criou o blogue Física Fascinante. Ele usa o blogue como ferramenta pedagógica capaz de despertar nos estudantes o gosto pela ciência. “Assim, posso colocá-los em contato com a física, mesmo longe da sala de aula”, justifica. Além disso, o blogue é considerado pelo professor mais uma fonte de pesquisa e de informação, com acesso a qualquer momento e em qualquer lugar, por meio da internet.

Licenciado em física, com especialização em ciências físicas, químicas e biológicas, Alex deu aulas até dezembro de 2013. Hoje, exerce a função de diretor da escola.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Obmep 2014 tem 18,2 milhões de alunos inscritos, de 5.533 cidades

Número de municípios com escolas participantes aumentou: foram 5.533 neste ano (99,41% do total de cidades brasileiras) contra 5.529 em 2013

(Portal Brasil) A 10ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep 2014) teve um total de 18.187.971 alunos inscritos de 46.698 escolas. Em relação ao ano passado, aumentou o número de municípios com escolas participantes: foram 5.533 neste ano (99,41% do total de cidades brasileiras) contra 5.529 em 2013. As inscrições para a Obmep 2014 se encerraram no dia 21 de março, e a prova da primeira fase será em 27 de maio.

Os estados com maior número de alunos inscritos foram São Paulo e Minas Gerais. São Paulo teve 3.497.224 alunos inscritos por 5.755 escolas de 645 municípios. Em Minas são 1.936.366 alunos inscritos por 4.558 escolas situadas em 851 cidades.

A Obmep é uma atividade do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), com apoio da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) e recursos do Ministério da Educação e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Criada em 2005, tem como objetivos estimular o estudo da matemática nas escolas públicas e revelar talentos.

Níveis de participação
Os alunos que participam da Olimpíada são divididos em três níveis: alunos do 6º e 7º anos do ensino fundamental fazem a prova do nível 1; os alunos do 8º e do 9º anos fazem a prova do nível 2; e os alunos de 1º, 2º e 3º anos do ensino médio fazem a prova do nível 3.

A Obmep é realizada em duas fases: na primeira fase, todos os alunos do 6º ano do ensino fundamental (antiga 5ª série) até o 3º ano do ensino médio das escolas públicas brasileiras são incentivados a participar. A prova, composta de 20 questões objetivas (múltipla escolha), é realizada nas próprias escolas. Cabe a cada escola participante fazer a correção das provas dos níveis 1, 2 e 3 (com base em um gabarito enviado pela coordenação da Obmep) e selecionar cerca de 5% dos alunos com melhor pontuação.

Assim, os cerca de 5% dos alunos de cada escola com melhor desempenho na primeira fase se classificam para a segunda. Nesta fase, que define os medalhistas e ganhadores de menções honrosas, os alunos fazem uma prova com seis questões dissertativas, onde devem expor os cálculos e raciocínio utilizados. A prova da segunda fase acontece em cerca de 9 mil centros de aplicação espalhados pelo país e é corrigida por professores indicados pelas coordenações regional e nacional da olimpíada.

Premiações
A lista dos alunos premiados é divulgada no site da olimpíada. Em 2014, serão 6.500 medalhistas (500 medalhistas de ouro, 1.500 de prata e 4.500 de bronze), além de 46.200 ganhadores de menções honrosas. Os 6.500 medalhistas de 2014 serão convidados a participar do Programa de Iniciação Científica Jr. (PIC), que será realizado em 2015.

Também são premiados professores, escolas e secretarias de educação de municípios que se destacam em virtude do desempenho dos alunos. Os critérios podem ser consultados na página da Obmep.

sexta-feira, 28 de março de 2014

Alunos buscam vagas para olimpíadas de astronomia no exterior

(Mercado da Comunicação) Cerca de 60 alunos do ensino médio de todo o país, que participaram da XVI Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), em 2013, foram selecionados para participar de um encontro que vai escolher as equipes para representar o Brasil nas olimpíadas de astronomia no exterior. O exame será aplicado entre os dias 30 de março e 02 de abril em Barra do Piraí, no estado do Rio de Janeiro.

A primeira fase, que aconteceu depois da prova nacional, foi online. Nesse encontro, as provas serão presenciais e vão definir os representantes da delegação brasileira nas Olimpíadas Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA) e Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA) de 2014.

De acordo com o Dr. João Batista Garcia Canalle, coordenador nacional da OBA, os estudantes vão fazer provas teóricas de astronomia e prova teórica de céu, como, por exemplo, localizar em mapas constelações e estrelas. “Eles vão fazer uma prova de manuseio de telescópios e outra de reconhecimento do céu real, pois terão que identificar determinadas estrelas, constelações ou aglomerados de estrela”, comenta.

- Os jovens terão um treinamento prévio por meio do planetário digital inflável cedido pelo Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST). Caso o céu esteja nublado, vão fazer prova de reconhecimento do céu dentro da cúpula do planetário digital – explica.

Até hoje, a OBA já conta com quase 6 milhões de participantes. Em 2013, a olimpíada distribuiu 34 mil medalhas e reuniu 775 mil alunos de aproximadamente 9 mil escolas de todas as regiões do Brasil, envolvendo quase 63 mil professores .

Organização
A IOAA é reconhecida pela União Astronômica Internacional (IAU, na sigla em inglês) e exige que cada país se comprometa a sediar uma edição da olimpíada, arcando com todas as despesas relativas ao evento, que recebe apoio de diferentes setores da sociedade.

Fundada na cidade de Montevidéu, Uruguai, a OLAA acontece desde 2009 e é coordenada por astrônomos de vários países.

A OBA é coordenada por uma comissão formada por membros da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e da Agência Espacial Brasileira (AEB).

Mais informações:
Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA):
http://www.oba.org.br
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E mais:
Aluno de Rondônia recebe medalha de ouro em olimpíada de física e se destaca no cenário nacional (Rondonotícias)

Aplicativo Simulado OBA



Divirta-se enquanto estuda!

Simulado para a prova da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA).

As perguntas são adaptadas das provas reais realizadas nos anos de 2008 à 2013, organizadas em um Quiz emocionante, pra você se divertir e testar seus conhecimentos de astronomia e astronáutica.

O OBA Nível 2 Simulado é destinado aos alunos que vão participar da prova OBA nível 2.

EM BREVE no Apple Store, a VERSÃO COMPLETA com muito mais perguntas.

Acesse aqui

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Matéria similar no Física na Veia

quinta-feira, 27 de março de 2014

Olimpíada Brasileira de Matemática tem inscrições abertas até 9 de maio

Instituições de ensino das redes pública e particular podem participar. Os vencedores concorrem a vagas para representar o país em competições internacionais

(JC) Estão abertas, até 9 de maio, as inscrições para a 36ª Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM). A competição envolve a participação de professores e alunos das redes pública e privada de todo o país. As instituições interessadas devem fazer o cadastro mediante o preenchimento da ficha de inscrição, disponível na página (www.obm.org.br). As inscrições são gratuitas.

A competição, além de promover a melhoria do ensino de Matemática e contribuir para a descoberta precoce de talentos para as ciências em geral, seleciona os estudantes para formar as equipes que competirão em representação do Brasil em olimpíadas internacionais, que reúnem os melhores talentos de cada país na área.

Os alunos que participam da olimpíada são divididos em quatro níveis: alunos do 6º e 7º anos do Ensino Fundamental fazem a prova do nível 1; os alunos do 8º e 9º anos do Ensino Fundamental fazem a prova do nível 2; os alunos do 1º, 2º e 3º anos do Ensino Médio fazem a prova do nível 3, enquanto os estudantes de graduação participam do nível universitário.

Em 2013, a OBM envolveu a participação de mais de 200 mil estudantes e seus professores. Este ano a prova da primeira fase será realizada nas instituições cadastradas na terça-feira, 6 de junho, a segunda fase, também realizada nas instituições ocorrerá no sábado, 21 de setembro e a terceira e última fase nos dias sábado e domingo 26 e 27 de outubro, em locais a serem definidos. A divulgação dos resultados está prevista para dezembro.

Premiação
Como parte da premiação serão entregues medalhas de ouro, prata e bronze, além de certificados de menção honrosa. Os medalhistas ainda serão convidados a participar da 18ª Semana Olímpica, evento a ser realizado em janeiro de 2015, quando será realizada a cerimônia de premiação dos estudantes e se dará início ao processo de seleção de estudantes para as diversas olimpíadas internacionais.

Sobre a OBM
A realização da olimpíada tem aumentado o interesse dos jovens pelo estudo da matemática além do currículo escolar e pela resolução de problemas que estimulam o raciocínio e a criatividade. Além disso, a OBM envolve diretamente os professores das escolas na aplicação e correção das provas de 1ª e 2ª fases propiciando, por meio da discussão dos problemas com os alunos, o desenvolvimento de todos no trabalho com a matemática de forma mais rica e criativa.

Com o objetivo de ajudar os estudantes a se prepararem para as distintas fases da competição, a OBM disponibiliza material de estudo gratuito na sua página na internet.

Criada em 1979, a OBM é uma iniciativa conjunta do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa) e da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) e conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis), do Ministério de Educação (MEC) por intermédio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Matemática (INCT-Mat).

Para outras informações sobre a competição visite o site: www.obm.org.br
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E mais:
Olimpíadas do conhecimento (Agência Ciência Web)

quarta-feira, 26 de março de 2014

Olimpíada de Biologia prorroga inscrições

OBB pede ajuda, em site de doação coletiva, para treinamento e viagem de alunos que participarão de olimpíadas internacionais

(JC) Mesmo sem os recursos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a Olimpíada Brasileira de Biologia (OBB) será realizada esse ano e as inscrições vão até o dia 28 de março. Organizado pela Associação Nacional de Biossegurança (ANBio), o evento é voltado para todos os alunos do ensino médio de escolas públicas e particulares.

Para participar, é bem simples. Primeiramente, é preciso que um professor da escola se credencie pelo site da OBB (http://www.anbiojovem.org.br/). Depois, esse mesmo professor inscreve cada aluno na olimpíada. Ele ainda irá aplicar a prova e enviar as notas para a coordenação.

Podem participar da OBB estudantes que tenham, até o dia 1º de julho de 2014, inclusive, no máximo 19 anos de idade e que estejam com o ensino médio em curso. Em virtude de novas regras nas olimpíadas internacionais, jovens que já tenham completado o ensino médio não poderão participar do treinamento nem das olimpíadas internacionais e iberoamericanas de biologia.

A primeira fase acontece em caráter eliminatório. O exame é constituído por 30 questões de múltipla escolha. Esse ano, os professores vão poder escolher se desejam aplicar prova no dia 5 ou 6 de abril, conforme a necessidade dos estudantes.

E como a OBB está sem apoio, a coordenação realiza campanha de apoio coletivo na internet pelo site www.vakinha.com.br . Para realizar a doação, basta digitar OLIMPÍADA BRASILEIRA DE BIOLOGIA e seguir as instruções.

Os recursos serão utilizados para custear também o treinamento e a viagem dos alunos que vão participar das Olimpíadas Internacional de Biologia, que será realizada na Indonésia e da Ibero-Americana, no México. "Nessa duas olimpíadas, as nossas equipes já conquistaram mais de 30 medalhas para o Brasil", enfatiza Dra. Leila Macedo, presidente da ANBio.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Olimpíada de Matemática encerra inscrições na sexta-feira

Podem participar alunos do sexto ao nono ano do ensino fundamental e dos três anos do ensino médio de escola públicas federais, estaduais e municipais



Estudantes de escolas públicas federais, estaduais e municipais têm prazo até sexta-feira (21) para se inscrever na 10ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas. Podem participar da competição alunos do sexto ao nono ano do ensino fundamental e dos três anos do ensino médio, que devem ser inscritos pela escola, no site www.obmep.org.br.

A prova da primeira fase será feita na própria escola, no dia 27 de maio, e terá 20 questões de múltipla escolha. Em cada escola, 5% dos alunos com melhor desempenho classificam-se para a segunda fase, na qual devem ser expostos os cálculos e o raciocínio usados em seis questões dissertativas.

Este ano, 6.500 estudantes vão receber medalhas e 46.200, menção honrosa. Os ganhadores de medalhas serão convidados a participar de programas de iniciação científica, mestrado em matemática e também de programas de treinamento para participação em competições internacionais. Professores, escolas e secretarias de Educação de municípios que se destacam também são premiados.

A Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas é organizada pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada, com apoio da Sociedade Brasileira de Matemática e dos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação. A primeira edição da competição foi em 2005 e teve participação de 10,5 milhões de alunos de 31 mil escolas. No ano passado, foram 19 milhões de estudantes, de 47 mil escolas de 99,3% dos municípios brasileiros. O objetivo da olimpíada é estimular o estudo da matemática e descobrir talentos na área.

terça-feira, 18 de março de 2014

Prorrogadas as inscrições para XVII Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica

Alunos poderão participar também da Mostra Brasileira de Foguetes

(Mercado da Comunicação) Foram prorrogadas, até o dia 31 de março, as inscrições para a XVII edição da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) e para VIII Mostra Brasileira de Foguetes (MOBFOG). Os alunos mais bem classificados vão poder participar de eventos científicos, como, por exemplo, as olimpíadas internacional e latino-americana, além das Jornadas Espacial e de Foguetes e do Space Camp.

As instituições de ensino que não atuaram em edições anteriores podem se inscrever pelo site (http://www.oba.org.br) ou através das fichas de cadastros enviadas a todas as escolas.

A prova da OBA vai acontecer no dia 16 de maio. O exame é constituído de dez perguntas: sete de Astronomia e três de Astronáutica. A olimpíada é dividida em quatro níveis. Os três primeiros níveis são para alunos do fundamental. E o quarto, para o ensino médio. As medalhas serão distribuídas conforme a pontuação obtida na prova, separadas pelos respectivos níveis.

A MOBFOG avalia a capacidade dos estudantes de construir e lançar, o mais longe possível, foguetes feitos de garrafa pet, de tubo de papel ou de canudo de refrigerante. Os foguetes devem ser elaborados e lançados individualmente ou em equipe.

Após o dia 16 de maio (data da prova da OBA), a escola deverá informar os nomes dos participantes da Mostra e os alcances obtidos por seus foguetes. No final, todos, incluindo professores e diretores, recebem um certificado e os estudantes que alcançarem os melhores resultados receberão medalhas.

Ambas as iniciativas são voltadas para alunos dos ensinos fundamental e médio de escolas públicas e particulares de todas as regiões do país. Elas acontecem dentro da própria escola.

De acordo com o Dr. João Batista Garcia Canalle, astrônomo e coordenador nacional da OBA, o objetivo dos eventos é despertar o interesse nos jovens pelas ciências espaciais, além de levar a maior quantidade de informações sobre essas disciplinas para a sala de aula.

Canalle ressalta ainda que a intenção não é criar rivalidade entre escolas ou promover competição entre cidades ou estados: “Queremos disseminar os conhecimentos básicos de forma lúdica e cooperativa entre professores e alunos, além de mantê-los atualizados”.

Organização
A OBA é coordenada por uma comissão formada por membros da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e da Agência Espacial Brasileira (AEB). A coordenação da olimpíada ainda organiza, desde 2009, os Encontros Regionais de Ensino de Astronomia (EREAs). São promovidos de 10 a 12 encontros por ano. O programa é realizado com parcerias locais e principalmente com recursos obtidos junto ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Quem desejar organizar um EREA em sua região, basta entrar em contato com a secretaria (oba.secretaria@gmail.com).

Mais informações:
Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA):
http://www.oba.org.br

segunda-feira, 17 de março de 2014

Escola pública de cidade do Piauí tem alunos motivados e ótimos resultados

A escola Augustinho Brandão acumula dezenas de medalhas em Olimpíadas de Matemática e Química, e prêmios de astronáutica, astronomia e física.


(Fantástico) No Brasil, temos 40 milhões de alunos. Ou seja, um quinto da população está na escola. Somos a sexta maior economia do mundo, mas na educação, estamos em 88º lugar. Os professores ganham mal e os alunos não gostam das aulas. Por que tem que ser assim?

“A gente tem no Brasil uma tendência de arrumar culpado. E quando você vai no fundo, cadê o culpado? O culpado morreu há 30 anos e você está oprimido por aquele culpado. A gente tem que tomar conta do Brasil”, afirma Viviane Mosé, filósofa.

Algumas escolas já começaram a tomar conta do Brasil. O Fantástico pesquisou e encontrou escolas públicas em áreas pobres que possuem uma educação com qualidade de primeiro mundo, com médias melhores que as de escolas particulares e aprovando a maioria dos alunos no vestibular.

“Nós chegamos a ter instantes dentro dessa escola que tínhamos que expulsar os alunos, no bom sentido. Aqui parecia que era o melhor lugar. O menino estudava de manhã, mas ele queria ficar à tarde, queria ficar à noite, queria passar a madrugada estudando, porque aqui ele se sentia bem”, conta Narjara Benício, diretora regional.

A equipe do Fantástico viajou 12 mil quilômetros pelo Brasil, visitou escolas, conversou com pais, alunos, professores, especialistas na área de educação e com pessoas que vieram de escolas públicas.

Na série Educação.doc , viaje com o Fantástico e descubra o segredo dessas escolas públicas de alta qualidade.

O primeiro destino é Cocal dos Alves, no Piauí, uma pequena cidade, de economia rural, em um dos estados mais pobres do Brasil. Lá, a escola Augustinho Brandão já acumula dezenas de medalhas em Olimpíadas de Matemática e Química, e prêmios nacionais de astronáutica, astronomia e física. No Enem, está acima da média nacional.

“Em 2010, a escola aprovou todos os alunos que fizeram o vestibular. Todos”, destaca Aurilene Vieira, diretora.

“Se o pessoal se conscientizasse que a educação pode transformar, ia acontecer uma grande diferenciação. E foi o que aconteceu nesse colégio. Conscientizar tanto alunos quanto professores”, diz Franciele de Brito, aluna.

“Eu ouvi a vida toda que a educação pública é uma educação de péssima qualidade. Cresci ouvindo isso. E eu faço de tudo para mudar essa realidade. Eu acredito na escola pública. Não é possível que não dê certo em um país tão lindo, tão cheio de diversidades culturais, tão rico, não tem por que a educação não dar certo”, afirma Socorro Vieira, professora.

A mudança em Cocal dos Alves começou em 2003, quando a diretora Narjara e um grupo de professores receberam a missão de abrir a primeira escola de ensino médio da cidade.

“Aqui, nesse início de trabalho, vivenciamos as situações mais adversas que o público possa imaginar, de falta de tudo. Mesmo assim o trabalho aconteceu. Quando aconteceu, os apoios, aquilo que já era para estar sendo fomentado naturalmente, aconteceram”, revela Narjara Benício, diretora regional.

Para abrir a escola era necessário que os professores fizessem uma especialização na universidade. E isso foi feito.

“Na tentativa de ingressar os professores na universidade, tivemos nossos primeiros embates políticos. Aconteceu que no primeiro ano, nos esforçamos bastante para que todas as pessoas que ingressassem por Cocal dos Alves, para estar no ensino superior, fossem de Cocal dos Alves. E para isso, eu tive que fazer uma loucura. Porque aí tem: ‘Ah, queria beneficiar o fulano da cidade vizinha, porque é meu parente ou meu colega’. E eu tive meu primeiro embate. Disse: ‘Olha, eu não permito isso’. Se são os recursos de Cocal dos Alves que estão sendo usados, é para beneficiar o pessoal de Cocal dos Alves. E para isso tive que esconder papel timbrado, para não darem nenhuma declaração para as pessoas que não eram de Cocal dos Alves. Queriam fazer uma ‘farrinha’ com as declarações para aproveitar as vagas. Aí, foi minha primeira briga”, lembra a diretora.

Depois que ela conseguiu enfrentar o sistema e formar um grupo de professores de Cocal dos Alves, eles se reuniram e fizeram um pacto para tentar fazer uma escola de qualidade que conseguisse colocar os alunos nas melhores faculdades da capital do estado, Teresina.

“Nosso maior desafio foi fazer os alunos acreditarem nisso. Alunos filhos de pais analfabetos, da roça, que só tinham o que comer, que só dava para o sustento, a roupinha ruim. Então para fazer esses meninos viajarem nesse sonho, de que era possível sem ter dinheiro, sem ter uma roupa boa, ir lá para Teresina, para a capital, estudar lá. Foi necessário o sonho. Acreditar no sonho. Quando a gente conseguiu fazer esse povo acreditar mesmo que era possível estudar fora, se formar e mudar de vida, pronto. O aluno entra na escola Augustinho Brandão e já começa a sonhar: ‘o que eu vou querer ser?’”, afirmou Aurilene Vieira, diretora.

“Eu não vejo uma missão maior para a escola do que compartilhar esse conhecimento para que a pessoa consiga encontrar o lugar dela no mundo. Então, a escola, sim, é a grande mola propulsora que empurra as pessoas para a direção do sonho delas”, destaca Emicida, músico que estudou em escola pública.

Os alunos criaram um jornal que é distribuído por toda a cidade.

“Nós percebemos a necessidade de trazer a notícia para o povo”, diz uma das estudantes que criam o ‘Jornal Social’.

“Não tem nenhum intelectual que pode sentar, por mais genial que seja, e dizer: ‘eu sei a saída para a educação brasileira’. Porque não tem uma saída. São muitas. É assim que eu faço o diagnóstico, não só da educação, mas da sociedade. Tudo está no chão. Algumas coisas muito interessantes começam a brotar de modo novo, corajoso”, afirma Viviane Mosé.

“A escola tem recebido caravanas e caravanas com estudantes e estudiosos da educação para saber o que acontece aqui. Eu digo: ‘não precisa não’. Basta que cada um faça o seu papel e faça isso com engajamento. Seja professor que você quer ser professor e não porque lhe falta opção na vida. Seja gestor porque você quer conduzir aquela escola proporcionando o melhor para o aluno, e não porque você quer fugir de uma sala de aula. Seja sistema porque você tem ideias para contribuir e quebrar os paradigmas que forem necessários.

Então a partir do momento que cada um de nós enquanto sistema, enquanto professores, enquanto pai de aluno focarmos no principal do processo que é o aluno, isso pensando nele enquanto profissional, ser humano, criança, adolescente, respeitando suas peculiaridades, sua faixa etária. Nós pensarmos nisso com valores e não nos moldes que está se perpetuando: ‘cada um por si e deus por todos’”, ressalta Narjara Benício.

“Quando o pessoal cair na real e perceber que não tem outra forma de se ter um futuro melhor sem ser pela educação, aí vai acontecer a grande diferença, a grande melhoria”, destaca Franciele de Brito, aluna.
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Matéria com vídeo aqui

terça-feira, 11 de março de 2014

Foguetes em prol da ciência

OBA difunde conhecimento científico entre mais jovens

(Mercado da Comunicação) O futuro de um país depende muito de como seus jovens são incentivados na idade escolar. Sempre na vanguarda da difusão do conhecimento científico nessa faixa etária, a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) abre inscrições para a VIII Mostra Brasileira de Foguetes. O evento avalia a capacidade dos estudantes de construir e lançar, o mais longe possível, foguetes feitos de garrafa pet, de tubo de papel ou de canudo de refrigerante.

Voltada para alunos dos ensinos fundamental e médio de escolas públicas e particulares de todas as regiões do país, a iniciativa acontece dentro da própria escola e possui quatro níveis. Não há obrigatoriedade em relação ao número (mínimo ou máximo) de alunos por grupo.

As inscrições - para as instituições que ainda não participaram - vão até o dia 16 de março. Para participar, deve-se cadastrar primeiramente na OBA pelo site (http://www.oba.org.br). Os estudantes do ensino médio que conseguirem os melhores lançamentos serão convidados para jornadas científicas.

Em 2013, a MOBFOG contou com quase 53 mil alunos. Para essa edição, são esperados 60 mil. E no ano passado, 500 jovens participaram da quarta Jornada de Foguetes, que aconteceu na cidade de Barra do Piraí, interior do Rio de Janeiro.

Os foguetes devem ser elaborados e lançados individualmente ou em equipe. Após o dia 16 de maio (data da prova da OBA), a escola deverá informar os nomes dos participantes e os alcances obtidos por seus foguetes. No final, todos, incluindo professores e diretores, recebem um certificado e os estudantes que alcançarem os melhores resultados receberão medalhas.

Os alunos do nível 1 (do primeiro ao terceiro anos do ensino fundamental) lançam foguetes construídos com canudinhos de refrigerantes. Os do nível 2 (do 4º ao 5º anos do EF) elaboram foguetes com tubinhos de papel. Já os alunos do nível 3 (do 6º ao 9º anos) constroem foguetes com garrafas PET, mas usam somente ar comprimido para lançá-los.

Os alunos do ensino médio também fazem foguetes de garrafa PET, mas com um elemento mais complexo, o combustível líquido. Durante o trabalho, os participantes aprendem, na prática, a famosa Lei da Física da Ação e Reação, de Isaac Newton. Para tanto, será usado um combustível feito a partir da mistura de vinagre com bicarbonato de sódio (fermento em pó). Além de desenvolverem os foguetes, os estudantes terão que construir a base de lançamento.

No site da OBA, no tópico “Downloads”, encontram-se todos os detalhes para a construção dos projetos, além dos vídeos explicativos.

Os resultados serão obtidos através das distâncias medidas ao longo da horizontal entre a base de lançamento e o local de chegada dos foguetes. Os resultados deverão ser enviados junto com a prova da OBA. Os alunos do ensino médio que obtiverem mais de 100 metros no alcance devem enviar uma descrição sobre a construção do foguete e da base, incluindo fotos e filmes, se possível.

Os estudantes do ensino médio que se destacarem na MOBFOG serão convidados para a Jornada de Foguetes, que, esse ano, terá a participação especial de estudantes colombianos medalhistas. Além de palestras com especialistas, nesse evento, os participantes vão apresentar e lançar seus foguetes diante de uma comissão julgadora. Os vencedores receberão material didático e um troféu. Ainda serão distribuídas bolsas de Iniciação Científica Júnior com duração de um ano.

A MOBFOG conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), do Ministério da Educação (MEC) e da Coordenadoria de Pessoal do Ensino Superior (CAPES).

Mais informações:
VIII Mostra Brasileira de Foguetes
http://www..oba.org.br
Contato: coord.obfog@gmail.com

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Inscrições para a 10ª Obmep começam nesta segunda-feira

Na mesma data, Impa lança portal com videoaulas e exercícios interativos relativos ao conteúdo cobrado na competição

(JC) Começam nesta segunda-feira as inscrições para a 10ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) 2014. Responsável pela competição, o Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) lança na mesma data o Portal da Matemática, com vídeoaulas, exercícios interativos e outros materiais relativos ao conteúdo cobrado na competição.

Podem se inscrever na olimpíada todas as escolas públicas do país com alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental e do 1º ao 3º ano do ensino médio. O procedimento deve ser feito por meio do site da competição. As inscrições vão até 21 de março, e a prova da primeira fase será no dia 27 de maio.

Os alunos que participam da Olimpíada são divididos em três níveis: alunos do 6º e 7º anos do ensino fundamental fazem a prova do nível 1; já os alunos do 8º e 9º anos do ensino fundamental fazem a prova do nível 2; e os alunos do 1º, 2º e 3º anos do ensino médio fazem a prova do nível 3.

A OBMEP é realizada em duas fases: na 1ª fase, a prova é composta por 20 questões de múltipla escolha e é realizada nas próprias escolas. Cabe a cada colégio fazer a correção das provas dos níveis 1, 2 e 3 (com base em um gabarito enviado pela coordenação da OBMEP) e selecionar os 5% dos alunos com melhor pontuação.

Os 5% dos alunos de cada escola com melhor desempenho na 1ª fase se classificam para a 2ª fase. Nesta etapa, que define os medalhistas e ganhadores de menções honrosas, os participantes fazem uma prova com seis questões dissertativas, onde devem expor os cálculos e o raciocínio utilizados. A prova da 2ª fase acontece em cerca de nove mil centros de aplicação espalhados pelo país e é corrigida por professores indicados pelas coordenações regional e nacional da Olimpíada.

Também são premiados pela Olimpíada professores, escolas e secretarias de educação de municípios que se destacam em virtude do desempenho dos alunos.

De acordo com o Impa, a olimpíada mobiliza mais de 19 milhões de alunos de cerca de 47 mil escolas (localizadas em 99,3% dos municípios brasileiros). Em 2014, serão 6.500 medalhistas (500 medalhistas de ouro, 1.500 medalhistas de prata e 4.500 medalhistas de bronze), além de 46.200 ganhadores de menções honrosas.

Portal da Matemática
Nos dez anos da OBMEP, o Impa lança o Portal da Matemática com videoaulas de dez minutos sobre tópicos da grade curricular da educação nacional do 6º ano do ensino fundamental ao 3º do ensino médio.

- As videoaulas são ministradas por ótimos professores. É uma iniciativa para democratizar um ensino de excelência. A ideia é alcançar alunos, claro, e também inspirar os professores de todo o país - explica Claudio Landim, diretor-adjunto do instituto ligado ao Ministério da Ciência e da Tecnologia e conhecido por sua excelência em pesquisa e no ensino de pós-graduação (mestrado e doutorado).

O portal é dividido por séries. No espaço do 8º ano, por exemplo, há aulas sobre assuntos desta fase escolar, segmentados em módulos. Cada módulo lista pré-requisitos exigidos para se entender o tema e tem uma introdução. O portal oferece ainda exercícios e apostilas em PDF.
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Matéria similar no O Globo
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E mais:
Encontro prepara alunos de escolas públicas para olimpíadas de matemática (O Globo)

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica tem inscrições abertas

Escolas podem realizar a inscrição até o dia 16 de março. Prova será em 16 de maio na própria escola e terá dez perguntas.



(G1) Estão abertas até 16 de março as inscrições para a 17ª edição da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). No ano passado, o evento reuniu cerca de 775 mil estudantes brasileiros. Podem participar estudantes de escolas públicas ou privadas, e a prova será aplicada em 16 de maio nas escolas dos participantes.

De acordo com a organização da olimpíada, os professores participantes em cada escola são os responsáveis por cadastrar a escola no sistema e, então, inscrever seus alunos. O processo de inscrição é feito pelo site da OBA.

Para ver todas as escolas cadastradas, há uma página para consulta individual. Os alunos interessados em participar da olimpíada, mas que estudam em institutições não cadastradas, podem buscar outras escolas de sua região e pedir para serem inscritos no grupo dessa escola.

O objetivo da olimpíada é despertar nos jovens o interesse pelas disciplinas de ciências espaciais. Em 2013, 63 mil professores de 9 mil escolas brasileiras se envolveram no evento.

Para isso, a OBA será aplicada em quatro níveis, de acordo com o ano que os estudantes estão cursando: três para alunos do ensino fundamental e um para os estudantes do ensino médio. A prova terá dez perguntas, que seguem o currículo indicado para cada nível e são, em sua maioria, de raciocínio lógico. Sete questões são de astronomia e três de astronáutica.

Premiação
Ao todo, a OBA distribui 33 mil medalhas, o que representa cerca de 4% dos participantes. Os estudantes que tiverem as maiores notas no exame poderão representar o Brasil na Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica e na Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica que acontecerão em 2015. Além disso, entre os prêmios da OBA estão vagas em jornadas e acampamentos espaciais.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Para MEC e CNPq, Olimpíada de Biologia não é prioridade

Participação de brasileiros em eventos internacionais também está ameaçada



(JC) A X Olimpíada Brasileira de Biologia (OBB) corre o risco de não ser realizada em 2014. O motivo é a falta de recursos do Ministério da Educação (MEC) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), seus principais apoiadores. Por enquanto, apenas a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) se comprometeu em apoiar o evento. Mas os valores não representam nem 25% do que a organização precisa. Com isso, o Brasil não poderá participar nem das modalidades internacionais de biologia.

A situação preocupa Leila dos Santos Macedo, presidente da Associação Nacional de Biossegurança (Anbio) responsável pela coordenação da OBB. Segundo ela, o projeto encaminhado ao CNPq no edital de apoio as Olimpíadas foi negado pelo órgão com o argumento de mesmo tendo sido considerado com mérito não era de prioridade do Governo. "Recorremos ao presidente do CNPq imediatamente após recebermos o parecer em 17 de dezembro de 2013 e até a presente data não tivemos qualquer resposta", afirmou ela.

A participação do Brasil em competições internacionais em biologia também está ameaçada, pois o processo de seleção prévio no país ocorre por meio das três etapas da OBB. De acordo com a presidente da Anbio, existe um edital das olimpíadas internacionais que deve ser seguido pelos organizadores da olimpíada nacional. "Não podemos mudar as regras sob pena de desclassificar o país. Além disso, a Olimpíada Internacional este ano será realizada na Indonésia e a Ibero Americana no México o que representa elevado custo para envio das delegações composta por seis membros cada como regra da internacional. Sem recursos não teremos mesmo como enviar a delegação brasileira", preocupa-se Leila.

De acordo com a coordenação nacional da OBB, cerca de 60 mil alunos de ensino médio participam de uma série de provas a cada ano. Destes, os dez primeiros colocados são trazidos para uma semana de treinamento prático no Rio de Janeiro. O programa conta com o apoio de professores instituições como a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Universidade Federal Fluminense (UFF), Museu Nacional, Instituto ORT e Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO).

Para o biólogo José Carlos Pelielo de Mattos, professor adjunto do Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira (CAp-UERJ) e pesquisador do Instituto de Biologia Roberto Alcântara Gomes, a questão é grave. Ele participa da preparação das provas teóricas e das atividades práticas da OBB. Além disso, junto com o professor Rubens Oda, coordenador nacional da OBB, ele faz parte da delegação brasileira nas olimpíadas internacionais.

Segundo ele, sem o apoio financeiro do MEC e do CNPq não há como realizar o treinamento prático que já estava previsto no cronograma da X OBB para os primeiros colocados após as provas teóricas. "O custo com hospedagem, alimentação e transporte desses alunos é alto e depende do apoio financeiro desses órgãos. As etapas práticas correspondem a 40% da nota final do aluno. Vale ressaltar que as atividades experimentais das olimpíadas internacionais são cobradas em níveis de dificuldade e complexidade acima daqueles cobrados pela totalidade das escolas de ensino médio brasileiras, o que torna a etapa de treinamento fundamental para uma boa participação dos alunos nas fases internacionais", explicou Pelielo.

Mobilização - De acordo com a coordenação da OBB, em 2013 o evento custou cerca de R$ 200 mil, incluindo todos os gastos relacionados ao treinamento prático dos alunos em laboratórios, às viagens, aos uniformes da delegação brasileira com o software para gerenciar todo o sistema de provas, correções e classificação automática on line e correspondências. Com um gasto médio de R$ 3 por aluno inscrito, para Leila Macedo, a OBB não está entre as mais caras. "Considerando que mesmo olimpíadas que não exigem treinamento prático como a de Matemática recebe montantes bem superiores a 1 milhão, a de Biologia foi sempre a que recebeu menos recursos em relação as demais desde 2005", apontou.

Enquanto a resposta do CNPq não sai, a coordenação da OBB está mobilizando diferentes entidades que apóiam a olimpíada, como Conselhos de Biologia, empresas para possíveis patrocínios, universidades, alunos e escolas participantes. "Fizemos um abaixo assinado a ser encaminhado ao MEC e MCTI. Além disso, enviamos correspondência ao Comitê Olímpico Internacional relatando a situação do Brasil. O Comitê ficou de enviar cartas aos ministros informando a importância da nossa participação no evento", afirmou a presidente da Anbio.

O abaixo assinado está disponível em https://www.change.org/pt-BR/peti%C3%A7%C3%B5es/cnpq-e-governo-federal-pelo-apoio-a-olimp%C3%ADada-brasileira-de-biologia.

A Coordenação de Comunicação Social do CNPq informou que a seleção de propostas de olimpíadas científicas é realizada por meio de edital e as propostas são analisadas por um comitê integrado por pesquisadores especialistas da área de Divulgação e Popularização da Ciência. No julgamento são levados em consideração os seguintes aspectos: qualificação da equipe executora e experiência na organização de competições similares; abrangência territorial da competição; maior número de participantes em potencial; possibilidade de inserção dos vencedores em competições internacionais.

Ainda de acordo com a Coordenação de Comunicação, cada proposta é analisada de acordo com esses critérios e em comparação com as demais propostas submetidas. No julgamento ocorrido em dezembro de 2013, a proposta da X Olimpíada Brasileira de Biologia (OBB) recebeu parecer favorável, ficando na 11ª posição no ranking das propostas recomendadas. Tendo em vista limitações orçamentárias do CNPq, foram apoiadas as oito primeiras colocadas.

As olimpíadas de conhecimento, como a OBB, a de Matemática e de Astronomia, entre outras, são reconhecidas pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). Os defensores da OBB afirmam que a iniciativa vem buscando o interesse ativo em estudos através de soluções criativas a problemas biológicos, além da aproximação da universidade do ensino médio de Biologia, incentivando que os estudantes descubram nessa ciência e na educação a capacidade de crescimento intelectual, econômico e social.
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Matéria similar no O Globo

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Tome Ciência: Os jovens campeões da ciência

Programa de televisão reúne grupo representativo de medalhistas em olimpíadas científicas

(JC) De 21 a 27 de dezembro, o programa de televisão Tome Ciência exibirá o debate "Os jovens campeões da ciência". Medalha de ouro de brasileiro nas olimpíadas, seja qual for o esporte, produz uma enorme repercussão, com direito a foto na primeira página do jornal. A notícia que quase não sai nos jornais - ou sai escondidinha - é a quantidade de medalhas brasileiras em olimpíadas científicas para jovens. E não são poucas as medalhas e títulos.

O Brasil já participa em 10 disciplinas, sem falar que temos 12 nacionais - consideradas sempre como um estímulo para despertar talentos científicos. Se sabidamente temos deficiências educacionais, quem seriam estão esses gênios? Como são vistos pelos colegas - especialmente nos casos de física e matemática? E será que se transformam depois em cientistas. O programa reuniu um grupo representativo desses medalhistas de vários níveis educacionais. Em cena, 56 medalhas de ouro, prata e bronze.

Participantes:
Nicolau Corção Saldanha ganhou a primeira medalha de ouro brasileira na Olimpíada Internacional Matemática de 1981, um anos depois de, 16 de idade, conseguir a medalha de ouro do Brasil. Fez doutorado nos Estados Unidos e atualmente é professor do Departamento de Matemática da PUC-Rio e ajudou a coordenar várias das olimpíadas nacionais.

Ivan Tadeu Antunes Filho ganhou a primeira medalha 10 anos de idade. Depois ganhou outras 35 em olimpíadas nacionais e mais 10 em competições internacionais, entre elas, a Olimpíada Internacional de Física de 2012. Foi admitido na graduação do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, o famoso MIT.

Daniel Santana Rocha ganhou a primeira medalha de prata, aos 11 anos, na Olimpíada Brasileira de Matemática. Depois ganhou a de bronze e a de ouro, ainda no nível fundamental. Atualmente cursa ensino médio no Colégio Estadual Engenheiro Bernardo Sayão e, com uma autorização especial, já faz pós-graduação de matemática no Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada - o IMPA.

Bruna Malvar Castello Branco conquistou sua primeira medalha aos 12, quando foi ouro na Olimpíada Brasileira de Matemática. Já conquistou 3 medalhas de ouro, 3 de prata e uma menção honrosa em olimpíadas científicas. Está terminando o curso fundamental no Colégio Militar do Rio de Janeiro, um colégio público como o do Daniel.

Apresentado pelo jornalista André Motta Lima, o programa conta com a participação de um Conselho Científico integrado pelas entidades vinculadas à Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência - SBPC, permitindo que cientistas de várias especialidades debatam temas da atualidade. Os debates são exibidos em diversas emissoras com variadas alternativas de horários. A programação pode ser conferida pelo site do programa: www.tomeciencia.com.br.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

35ª edição da Olimpíada Brasileira de Matemática divulga vencedores

A competição reuniu este ano mais de 200 mil jovens estudantes e seus professores. Os vencedores concorrem a vagas para representar o país em competições internacionais

(JC) A Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM), organizada pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) e pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) divulgou nesta quarta-feira (18) o resultado da 35ª edição da competição. A relação dos estudantes premiados pode ser consultada no site oficial do evento (www.obm.org.br).

A competição, realizada em três fases, contou este ano com a participação de mais de 4 mil escolas da rede pública e privada de ensino e 155 instituições de ensino superior de todo o país, o que implicou na participação efetiva de mais de 200 mil jovens estudantes e seus professores.

Ao todo foram 266 estudantes premiados, sendo 82 do nível 1 (6º e 7º anos do ensino fundamental), 71 do nível 2 (8º e 9º anos do ensino fundamental), 61 do nível 3 (ensino médio) e 52 estudantes do nível universitário. Os vencedores de medalhas de ouro, prata e bronze serão convidados a participar da 17ª Semana Olímpica, em janeiro próximo, evento que dá início ao processo de seleção para concorrer a vagas nas equipes olímpicas que representam o país em competições internacionais. Os estudantes que conquistaram menção honrosa receberão o prêmio enviado pela Secretaria da OBM, além de serem contemplados no processo seletivo.

Todos os participantes da OBM podem ter acesso aos cursos gratuitos de matemática dos Polos Olímpicos de Treinamento Intensivo (Poti).

De acordo com o coordenador geral da competição, professor Carlos Gustavo Moreira, pode-se afirmar que a Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) tem tido sucesso marcante em seus objetivos de difusão da matemática, de influência significativa na melhoria do ensino, de descoberta e estímulo de grandes talentos, assim como na conquista de uma posição de destaque internacional para o país em competições internacionais da área para alunos do ensino fundamental, médio e universitário.

Criada em 1979, a Olimpíada Brasileira de Matemática conta atualmente com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis), do Ministério de Educação (MEC) por intermédio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Matemática (INCT-Mat).

Para outras informações visite: www.obm.org.br

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Professores comentam como melhorar a nota de ciências no PISA



(Mercado da Comunicação) Com a divulgação do resultado do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) 2012, foi revelado o desempenho dos alunos brasileiros nas provas de matemática, leitura e ciências. O pior resultado do Brasil foi o 59º lugar em ciências em um ranking de 65 países. Em 2009, ocupava, na mesma matéria, a 53ª posição.

Para o astrônomo João Batista Garcia Canalle, coordenador da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) e professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), para melhorar a colocação do Brasil no ranking é preciso valorizar a profissão no país. “As escolas devem ter docentes de todas as disciplinas. A autoridade em sala deve ser restaurada e o professor deve ter salário digno.”

De acordo com o professor Rubens Oda, coordenador da Olimpíada Brasileira de Biologia (OBB), os alunos na primeira infância se interessam por ciências ao estudar animais e plantas. Já nos anos finais dos ensinos fundamental e médio, a matéria se transforma em Biologia, Química e Física, surgindo assim o desinteresse. “Essa transformação se dá pela forma medieval de ensinar e pela fragmentação de conteúdos que parecem ser desconectados da vida cotidiana do estudante.”

- Como será a sala de aula nos próximos anos? Será que não é hora de trazermos a tecnologia para os cursos? O professor não pode se acomodar. Os ‘professorssauros’ estão fadados à extinção! Uma mudança na atuação e a extensão da sala de aula à casa do aluno são realidades da educação mundial – afirma Oda.

Para os estudantes terem motivação em aprender é necessária a experimentação, é o que ressalta João Canalle. Ele afirma ainda que quando o educador provê uma demonstração de maneira prática, ou seja, uma atividade lúdica que “vai além do quadro negro”, os jovens prestam mais atenção. “Nosso ensino é puramente livresco. O docente não sabe passar o conteúdo com ajuda de laboratórios quando os tem. Não sabe improvisar um experimento ou demonstração.”

- As olimpíadas científicas mostraram aos professores que há muito de experimental e prático. E isso tudo pode ser explorado em sala de aula, desde que se conheça, com certa profundidade, os conteúdos a serem ensinados. Essas iniciativas tentam levar para os professores conhecimentos, técnicas de ensino e informações. Torna assim a aprendizagem demonstrativa e divertida. – enfatiza Canalle.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Estudantes vão representar o Brasil em olimpíada de ciências na Índia

Grupo formado por seis alunos vai embarcar neste sábado (30). Competição terá prova em teste, dissertativa e parte prática.



(G1) Seis adolescentes vão representar o Brasil na 10ª Olimpíada Internacional de Ciências Júnior (International Junior Science Olympiad, ISJO, na sigla em inglês) que ocorre em Pune, na Índia, de 3 a 12 de dezembro, e contará com a participação de 40 países. O embarque da delegação brasileira será neste sábado (30).

A competição reúne jovens de todo o mundo com até 15 anos de idade, porém os conteúdos cobrados são de níveis de ensino mais altos do que eles cursam. Da equipe do Brasil, quatro alunos são do Estado de São Paulo: Matheus Henrique de Almeida Camacho, Leonardo Henrique Martins, Marina Maciel Ansanelli (a caçula do grupo, a única com 14 anos, o restante tem 15) e Letícia Pereira Souza que mora em Pindamonhangaba, no Vale do Paraíba. Há um representante do Ceará (Fortaleza), Lucca Morais de Arruda Siaudzionis, e outro de Alagoas (Maceió), José Rodolfo de Farias Neto.

Para chegar à equipe internacional, os brasileiros encararam várias provas como seletiva. Na última etapa, havia 200 candidatos, entre os quais os seis foram escolhidos. A concorrência acirrada deve se manter na Índia, onde eles vão participar de três dias seguidos de competições com alunos do mundo todo.

No primeiro dia há uma prova com 30 testes de química, física e biologia; no segundo uma prova dissertativa dessas disciplinas; e no terceiro e último há a etapa experimental. Nesta última fase, os adolescentes, divididos em dois trios, cumprem missões práticas. Como as provas são montadas pelo país-sede da competição, é possível que elas cobrem conhecimento sobre características locais como vegetação ou animais.

O Brasil participa da ISJO desde 2004. No ano passado, quando a competição foi realizada no Irã, o time brasileiro voltou para casa com seis medalhas. Também ficou em primeiro lugar na fase experimental.

"A expectativa é de que a equipe faça um excelente papel. Fizemos uma semana de treinamento intensivo, e eles foram muito bem nos simulados. Vamos disputar com países como China, Rússia, Coreia que têm níveis de ensino altíssimos e o Brasil tem conseguido competir à altura. Temos grandes chances de fazer bonito lá fora, e mostrar que o Brasil não é só o país do futebol", afirma Ronaldo Fogo, coordenador das turmas olímpicas de física do Objetivo.

O veterano da turma é Matheus Camacho, aluno do 9º do ensino fundamental do Colégio Objetivo, que disputou a ISJO no ano passado no Irã e levou medalha de prata na prova teórica e ouro na prática. "A equipe deste ano também está muito boa, vai ser legal, não costumo ficar muito nervoso, também vou ter a missão de passar calma para o grupo", diz.

Outro expert na equipe brasileira é Lucca, de Fortaleza, que já tem no currículo três medalhas de competições internacionais. Uma conquistada em Moçambique e duas na Argentina. "Estou um pouco ansioso, mas o time está bem preparado."

Rodolfo admite a ansiedade e a tensão perante os competidores asiáticos que tradicionalmente são excelentes em ciências exatas, mas afirma estar otimista por um bom desempenho brasileiro. O grande incentivador de Rodolfo, é seu pai, o professor de química José Rodolfo de Farias Filho, de 47 anos, vai acompanhar a equipe na viagem para a Índia.

Primeiro voo
Letícia e Leonardo farão neste sábado o primeiro voo de suas vidas, e por isso, tentam controlar a ansiedade. "Estou animada, esta vai ser uma oportunidade única", diz Letícia, que começou a participar de olimpíadas há três anos.

"Acho que a alimentação vai mudar bastante, veremos arquitetura, construções e costumes muito diferentes, vai ser interessante essa troca de cultura. Vai dar para conhecer gente de todo mundo", afirma Leonardo, aluno do Objetivo e bolsista do Ismart. Também vai ser sua estreia em competições internacionais - ele possui pelo menos 15 medalhas em olimpíadas, mas ainda não tinha tido a chance de disputar fora do Brasil.

"As olimpíadas trazem novos desafios, eu gosto de estudar e os conteúdos são mais avançados e instigantes. Fico com mais vontade de entender. Além disso nas competições dá para conhecer pessoas novas com interesses parecidos", diz Leonardo.