Escolas podem realizar a inscrição até o dia 16 de março. Prova será em 16 de maio na própria escola e terá dez perguntas.
(G1) Estão abertas até 16 de março as inscrições para a 17ª edição da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). No ano passado, o evento reuniu cerca de 775 mil estudantes brasileiros. Podem participar estudantes de escolas públicas ou privadas, e a prova será aplicada em 16 de maio nas escolas dos participantes.
De acordo com a organização da olimpíada, os professores participantes em cada escola são os responsáveis por cadastrar a escola no sistema e, então, inscrever seus alunos. O processo de inscrição é feito pelo site da OBA.
Para ver todas as escolas cadastradas, há uma página para consulta individual. Os alunos interessados em participar da olimpíada, mas que estudam em institutições não cadastradas, podem buscar outras escolas de sua região e pedir para serem inscritos no grupo dessa escola.
O objetivo da olimpíada é despertar nos jovens o interesse pelas disciplinas de ciências espaciais. Em 2013, 63 mil professores de 9 mil escolas brasileiras se envolveram no evento.
Para isso, a OBA será aplicada em quatro níveis, de acordo com o ano que os estudantes estão cursando: três para alunos do ensino fundamental e um para os estudantes do ensino médio. A prova terá dez perguntas, que seguem o currículo indicado para cada nível e são, em sua maioria, de raciocínio lógico. Sete questões são de astronomia e três de astronáutica.
Premiação
Ao todo, a OBA distribui 33 mil medalhas, o que representa cerca de 4% dos participantes. Os estudantes que tiverem as maiores notas no exame poderão representar o Brasil na Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica e na Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica que acontecerão em 2015. Além disso, entre os prêmios da OBA estão vagas em jornadas e acampamentos espaciais.
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
Para MEC e CNPq, Olimpíada de Biologia não é prioridade
Participação de brasileiros em eventos internacionais também está ameaçada
(JC) A X Olimpíada Brasileira de Biologia (OBB) corre o risco de não ser realizada em 2014. O motivo é a falta de recursos do Ministério da Educação (MEC) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), seus principais apoiadores. Por enquanto, apenas a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) se comprometeu em apoiar o evento. Mas os valores não representam nem 25% do que a organização precisa. Com isso, o Brasil não poderá participar nem das modalidades internacionais de biologia.
A situação preocupa Leila dos Santos Macedo, presidente da Associação Nacional de Biossegurança (Anbio) responsável pela coordenação da OBB. Segundo ela, o projeto encaminhado ao CNPq no edital de apoio as Olimpíadas foi negado pelo órgão com o argumento de mesmo tendo sido considerado com mérito não era de prioridade do Governo. "Recorremos ao presidente do CNPq imediatamente após recebermos o parecer em 17 de dezembro de 2013 e até a presente data não tivemos qualquer resposta", afirmou ela.
A participação do Brasil em competições internacionais em biologia também está ameaçada, pois o processo de seleção prévio no país ocorre por meio das três etapas da OBB. De acordo com a presidente da Anbio, existe um edital das olimpíadas internacionais que deve ser seguido pelos organizadores da olimpíada nacional. "Não podemos mudar as regras sob pena de desclassificar o país. Além disso, a Olimpíada Internacional este ano será realizada na Indonésia e a Ibero Americana no México o que representa elevado custo para envio das delegações composta por seis membros cada como regra da internacional. Sem recursos não teremos mesmo como enviar a delegação brasileira", preocupa-se Leila.
De acordo com a coordenação nacional da OBB, cerca de 60 mil alunos de ensino médio participam de uma série de provas a cada ano. Destes, os dez primeiros colocados são trazidos para uma semana de treinamento prático no Rio de Janeiro. O programa conta com o apoio de professores instituições como a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Universidade Federal Fluminense (UFF), Museu Nacional, Instituto ORT e Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO).
Para o biólogo José Carlos Pelielo de Mattos, professor adjunto do Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira (CAp-UERJ) e pesquisador do Instituto de Biologia Roberto Alcântara Gomes, a questão é grave. Ele participa da preparação das provas teóricas e das atividades práticas da OBB. Além disso, junto com o professor Rubens Oda, coordenador nacional da OBB, ele faz parte da delegação brasileira nas olimpíadas internacionais.
Segundo ele, sem o apoio financeiro do MEC e do CNPq não há como realizar o treinamento prático que já estava previsto no cronograma da X OBB para os primeiros colocados após as provas teóricas. "O custo com hospedagem, alimentação e transporte desses alunos é alto e depende do apoio financeiro desses órgãos. As etapas práticas correspondem a 40% da nota final do aluno. Vale ressaltar que as atividades experimentais das olimpíadas internacionais são cobradas em níveis de dificuldade e complexidade acima daqueles cobrados pela totalidade das escolas de ensino médio brasileiras, o que torna a etapa de treinamento fundamental para uma boa participação dos alunos nas fases internacionais", explicou Pelielo.
Mobilização - De acordo com a coordenação da OBB, em 2013 o evento custou cerca de R$ 200 mil, incluindo todos os gastos relacionados ao treinamento prático dos alunos em laboratórios, às viagens, aos uniformes da delegação brasileira com o software para gerenciar todo o sistema de provas, correções e classificação automática on line e correspondências. Com um gasto médio de R$ 3 por aluno inscrito, para Leila Macedo, a OBB não está entre as mais caras. "Considerando que mesmo olimpíadas que não exigem treinamento prático como a de Matemática recebe montantes bem superiores a 1 milhão, a de Biologia foi sempre a que recebeu menos recursos em relação as demais desde 2005", apontou.
Enquanto a resposta do CNPq não sai, a coordenação da OBB está mobilizando diferentes entidades que apóiam a olimpíada, como Conselhos de Biologia, empresas para possíveis patrocínios, universidades, alunos e escolas participantes. "Fizemos um abaixo assinado a ser encaminhado ao MEC e MCTI. Além disso, enviamos correspondência ao Comitê Olímpico Internacional relatando a situação do Brasil. O Comitê ficou de enviar cartas aos ministros informando a importância da nossa participação no evento", afirmou a presidente da Anbio.
O abaixo assinado está disponível em https://www.change.org/pt-BR/peti%C3%A7%C3%B5es/cnpq-e-governo-federal-pelo-apoio-a-olimp%C3%ADada-brasileira-de-biologia.
A Coordenação de Comunicação Social do CNPq informou que a seleção de propostas de olimpíadas científicas é realizada por meio de edital e as propostas são analisadas por um comitê integrado por pesquisadores especialistas da área de Divulgação e Popularização da Ciência. No julgamento são levados em consideração os seguintes aspectos: qualificação da equipe executora e experiência na organização de competições similares; abrangência territorial da competição; maior número de participantes em potencial; possibilidade de inserção dos vencedores em competições internacionais.
Ainda de acordo com a Coordenação de Comunicação, cada proposta é analisada de acordo com esses critérios e em comparação com as demais propostas submetidas. No julgamento ocorrido em dezembro de 2013, a proposta da X Olimpíada Brasileira de Biologia (OBB) recebeu parecer favorável, ficando na 11ª posição no ranking das propostas recomendadas. Tendo em vista limitações orçamentárias do CNPq, foram apoiadas as oito primeiras colocadas.
As olimpíadas de conhecimento, como a OBB, a de Matemática e de Astronomia, entre outras, são reconhecidas pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). Os defensores da OBB afirmam que a iniciativa vem buscando o interesse ativo em estudos através de soluções criativas a problemas biológicos, além da aproximação da universidade do ensino médio de Biologia, incentivando que os estudantes descubram nessa ciência e na educação a capacidade de crescimento intelectual, econômico e social.
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Matéria similar no O Globo
(JC) A X Olimpíada Brasileira de Biologia (OBB) corre o risco de não ser realizada em 2014. O motivo é a falta de recursos do Ministério da Educação (MEC) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), seus principais apoiadores. Por enquanto, apenas a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) se comprometeu em apoiar o evento. Mas os valores não representam nem 25% do que a organização precisa. Com isso, o Brasil não poderá participar nem das modalidades internacionais de biologia.
A situação preocupa Leila dos Santos Macedo, presidente da Associação Nacional de Biossegurança (Anbio) responsável pela coordenação da OBB. Segundo ela, o projeto encaminhado ao CNPq no edital de apoio as Olimpíadas foi negado pelo órgão com o argumento de mesmo tendo sido considerado com mérito não era de prioridade do Governo. "Recorremos ao presidente do CNPq imediatamente após recebermos o parecer em 17 de dezembro de 2013 e até a presente data não tivemos qualquer resposta", afirmou ela.
A participação do Brasil em competições internacionais em biologia também está ameaçada, pois o processo de seleção prévio no país ocorre por meio das três etapas da OBB. De acordo com a presidente da Anbio, existe um edital das olimpíadas internacionais que deve ser seguido pelos organizadores da olimpíada nacional. "Não podemos mudar as regras sob pena de desclassificar o país. Além disso, a Olimpíada Internacional este ano será realizada na Indonésia e a Ibero Americana no México o que representa elevado custo para envio das delegações composta por seis membros cada como regra da internacional. Sem recursos não teremos mesmo como enviar a delegação brasileira", preocupa-se Leila.
De acordo com a coordenação nacional da OBB, cerca de 60 mil alunos de ensino médio participam de uma série de provas a cada ano. Destes, os dez primeiros colocados são trazidos para uma semana de treinamento prático no Rio de Janeiro. O programa conta com o apoio de professores instituições como a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Universidade Federal Fluminense (UFF), Museu Nacional, Instituto ORT e Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO).
Para o biólogo José Carlos Pelielo de Mattos, professor adjunto do Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira (CAp-UERJ) e pesquisador do Instituto de Biologia Roberto Alcântara Gomes, a questão é grave. Ele participa da preparação das provas teóricas e das atividades práticas da OBB. Além disso, junto com o professor Rubens Oda, coordenador nacional da OBB, ele faz parte da delegação brasileira nas olimpíadas internacionais.
Segundo ele, sem o apoio financeiro do MEC e do CNPq não há como realizar o treinamento prático que já estava previsto no cronograma da X OBB para os primeiros colocados após as provas teóricas. "O custo com hospedagem, alimentação e transporte desses alunos é alto e depende do apoio financeiro desses órgãos. As etapas práticas correspondem a 40% da nota final do aluno. Vale ressaltar que as atividades experimentais das olimpíadas internacionais são cobradas em níveis de dificuldade e complexidade acima daqueles cobrados pela totalidade das escolas de ensino médio brasileiras, o que torna a etapa de treinamento fundamental para uma boa participação dos alunos nas fases internacionais", explicou Pelielo.
Mobilização - De acordo com a coordenação da OBB, em 2013 o evento custou cerca de R$ 200 mil, incluindo todos os gastos relacionados ao treinamento prático dos alunos em laboratórios, às viagens, aos uniformes da delegação brasileira com o software para gerenciar todo o sistema de provas, correções e classificação automática on line e correspondências. Com um gasto médio de R$ 3 por aluno inscrito, para Leila Macedo, a OBB não está entre as mais caras. "Considerando que mesmo olimpíadas que não exigem treinamento prático como a de Matemática recebe montantes bem superiores a 1 milhão, a de Biologia foi sempre a que recebeu menos recursos em relação as demais desde 2005", apontou.
Enquanto a resposta do CNPq não sai, a coordenação da OBB está mobilizando diferentes entidades que apóiam a olimpíada, como Conselhos de Biologia, empresas para possíveis patrocínios, universidades, alunos e escolas participantes. "Fizemos um abaixo assinado a ser encaminhado ao MEC e MCTI. Além disso, enviamos correspondência ao Comitê Olímpico Internacional relatando a situação do Brasil. O Comitê ficou de enviar cartas aos ministros informando a importância da nossa participação no evento", afirmou a presidente da Anbio.
O abaixo assinado está disponível em https://www.change.org/pt-BR/peti%C3%A7%C3%B5es/cnpq-e-governo-federal-pelo-apoio-a-olimp%C3%ADada-brasileira-de-biologia.
A Coordenação de Comunicação Social do CNPq informou que a seleção de propostas de olimpíadas científicas é realizada por meio de edital e as propostas são analisadas por um comitê integrado por pesquisadores especialistas da área de Divulgação e Popularização da Ciência. No julgamento são levados em consideração os seguintes aspectos: qualificação da equipe executora e experiência na organização de competições similares; abrangência territorial da competição; maior número de participantes em potencial; possibilidade de inserção dos vencedores em competições internacionais.
Ainda de acordo com a Coordenação de Comunicação, cada proposta é analisada de acordo com esses critérios e em comparação com as demais propostas submetidas. No julgamento ocorrido em dezembro de 2013, a proposta da X Olimpíada Brasileira de Biologia (OBB) recebeu parecer favorável, ficando na 11ª posição no ranking das propostas recomendadas. Tendo em vista limitações orçamentárias do CNPq, foram apoiadas as oito primeiras colocadas.
As olimpíadas de conhecimento, como a OBB, a de Matemática e de Astronomia, entre outras, são reconhecidas pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). Os defensores da OBB afirmam que a iniciativa vem buscando o interesse ativo em estudos através de soluções criativas a problemas biológicos, além da aproximação da universidade do ensino médio de Biologia, incentivando que os estudantes descubram nessa ciência e na educação a capacidade de crescimento intelectual, econômico e social.
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Matéria similar no O Globo
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
Tome Ciência: Os jovens campeões da ciência
Programa de televisão reúne grupo representativo de medalhistas em olimpíadas científicas
(JC) De 21 a 27 de dezembro, o programa de televisão Tome Ciência exibirá o debate "Os jovens campeões da ciência". Medalha de ouro de brasileiro nas olimpíadas, seja qual for o esporte, produz uma enorme repercussão, com direito a foto na primeira página do jornal. A notícia que quase não sai nos jornais - ou sai escondidinha - é a quantidade de medalhas brasileiras em olimpíadas científicas para jovens. E não são poucas as medalhas e títulos.
O Brasil já participa em 10 disciplinas, sem falar que temos 12 nacionais - consideradas sempre como um estímulo para despertar talentos científicos. Se sabidamente temos deficiências educacionais, quem seriam estão esses gênios? Como são vistos pelos colegas - especialmente nos casos de física e matemática? E será que se transformam depois em cientistas. O programa reuniu um grupo representativo desses medalhistas de vários níveis educacionais. Em cena, 56 medalhas de ouro, prata e bronze.
Participantes:
Nicolau Corção Saldanha ganhou a primeira medalha de ouro brasileira na Olimpíada Internacional Matemática de 1981, um anos depois de, 16 de idade, conseguir a medalha de ouro do Brasil. Fez doutorado nos Estados Unidos e atualmente é professor do Departamento de Matemática da PUC-Rio e ajudou a coordenar várias das olimpíadas nacionais.
Ivan Tadeu Antunes Filho ganhou a primeira medalha 10 anos de idade. Depois ganhou outras 35 em olimpíadas nacionais e mais 10 em competições internacionais, entre elas, a Olimpíada Internacional de Física de 2012. Foi admitido na graduação do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, o famoso MIT.
Daniel Santana Rocha ganhou a primeira medalha de prata, aos 11 anos, na Olimpíada Brasileira de Matemática. Depois ganhou a de bronze e a de ouro, ainda no nível fundamental. Atualmente cursa ensino médio no Colégio Estadual Engenheiro Bernardo Sayão e, com uma autorização especial, já faz pós-graduação de matemática no Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada - o IMPA.
Bruna Malvar Castello Branco conquistou sua primeira medalha aos 12, quando foi ouro na Olimpíada Brasileira de Matemática. Já conquistou 3 medalhas de ouro, 3 de prata e uma menção honrosa em olimpíadas científicas. Está terminando o curso fundamental no Colégio Militar do Rio de Janeiro, um colégio público como o do Daniel.
Apresentado pelo jornalista André Motta Lima, o programa conta com a participação de um Conselho Científico integrado pelas entidades vinculadas à Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência - SBPC, permitindo que cientistas de várias especialidades debatam temas da atualidade. Os debates são exibidos em diversas emissoras com variadas alternativas de horários. A programação pode ser conferida pelo site do programa: www.tomeciencia.com.br.
(JC) De 21 a 27 de dezembro, o programa de televisão Tome Ciência exibirá o debate "Os jovens campeões da ciência". Medalha de ouro de brasileiro nas olimpíadas, seja qual for o esporte, produz uma enorme repercussão, com direito a foto na primeira página do jornal. A notícia que quase não sai nos jornais - ou sai escondidinha - é a quantidade de medalhas brasileiras em olimpíadas científicas para jovens. E não são poucas as medalhas e títulos.
O Brasil já participa em 10 disciplinas, sem falar que temos 12 nacionais - consideradas sempre como um estímulo para despertar talentos científicos. Se sabidamente temos deficiências educacionais, quem seriam estão esses gênios? Como são vistos pelos colegas - especialmente nos casos de física e matemática? E será que se transformam depois em cientistas. O programa reuniu um grupo representativo desses medalhistas de vários níveis educacionais. Em cena, 56 medalhas de ouro, prata e bronze.
Participantes:
Nicolau Corção Saldanha ganhou a primeira medalha de ouro brasileira na Olimpíada Internacional Matemática de 1981, um anos depois de, 16 de idade, conseguir a medalha de ouro do Brasil. Fez doutorado nos Estados Unidos e atualmente é professor do Departamento de Matemática da PUC-Rio e ajudou a coordenar várias das olimpíadas nacionais.
Ivan Tadeu Antunes Filho ganhou a primeira medalha 10 anos de idade. Depois ganhou outras 35 em olimpíadas nacionais e mais 10 em competições internacionais, entre elas, a Olimpíada Internacional de Física de 2012. Foi admitido na graduação do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, o famoso MIT.
Daniel Santana Rocha ganhou a primeira medalha de prata, aos 11 anos, na Olimpíada Brasileira de Matemática. Depois ganhou a de bronze e a de ouro, ainda no nível fundamental. Atualmente cursa ensino médio no Colégio Estadual Engenheiro Bernardo Sayão e, com uma autorização especial, já faz pós-graduação de matemática no Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada - o IMPA.
Bruna Malvar Castello Branco conquistou sua primeira medalha aos 12, quando foi ouro na Olimpíada Brasileira de Matemática. Já conquistou 3 medalhas de ouro, 3 de prata e uma menção honrosa em olimpíadas científicas. Está terminando o curso fundamental no Colégio Militar do Rio de Janeiro, um colégio público como o do Daniel.
Apresentado pelo jornalista André Motta Lima, o programa conta com a participação de um Conselho Científico integrado pelas entidades vinculadas à Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência - SBPC, permitindo que cientistas de várias especialidades debatam temas da atualidade. Os debates são exibidos em diversas emissoras com variadas alternativas de horários. A programação pode ser conferida pelo site do programa: www.tomeciencia.com.br.
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
35ª edição da Olimpíada Brasileira de Matemática divulga vencedores
A competição reuniu este ano mais de 200 mil jovens estudantes e seus professores. Os vencedores concorrem a vagas para representar o país em competições internacionais
(JC) A Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM), organizada pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) e pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) divulgou nesta quarta-feira (18) o resultado da 35ª edição da competição. A relação dos estudantes premiados pode ser consultada no site oficial do evento (www.obm.org.br).
A competição, realizada em três fases, contou este ano com a participação de mais de 4 mil escolas da rede pública e privada de ensino e 155 instituições de ensino superior de todo o país, o que implicou na participação efetiva de mais de 200 mil jovens estudantes e seus professores.
Ao todo foram 266 estudantes premiados, sendo 82 do nível 1 (6º e 7º anos do ensino fundamental), 71 do nível 2 (8º e 9º anos do ensino fundamental), 61 do nível 3 (ensino médio) e 52 estudantes do nível universitário. Os vencedores de medalhas de ouro, prata e bronze serão convidados a participar da 17ª Semana Olímpica, em janeiro próximo, evento que dá início ao processo de seleção para concorrer a vagas nas equipes olímpicas que representam o país em competições internacionais. Os estudantes que conquistaram menção honrosa receberão o prêmio enviado pela Secretaria da OBM, além de serem contemplados no processo seletivo.
Todos os participantes da OBM podem ter acesso aos cursos gratuitos de matemática dos Polos Olímpicos de Treinamento Intensivo (Poti).
De acordo com o coordenador geral da competição, professor Carlos Gustavo Moreira, pode-se afirmar que a Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) tem tido sucesso marcante em seus objetivos de difusão da matemática, de influência significativa na melhoria do ensino, de descoberta e estímulo de grandes talentos, assim como na conquista de uma posição de destaque internacional para o país em competições internacionais da área para alunos do ensino fundamental, médio e universitário.
Criada em 1979, a Olimpíada Brasileira de Matemática conta atualmente com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis), do Ministério de Educação (MEC) por intermédio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Matemática (INCT-Mat).
Para outras informações visite: www.obm.org.br
(JC) A Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM), organizada pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) e pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) divulgou nesta quarta-feira (18) o resultado da 35ª edição da competição. A relação dos estudantes premiados pode ser consultada no site oficial do evento (www.obm.org.br).
A competição, realizada em três fases, contou este ano com a participação de mais de 4 mil escolas da rede pública e privada de ensino e 155 instituições de ensino superior de todo o país, o que implicou na participação efetiva de mais de 200 mil jovens estudantes e seus professores.
Ao todo foram 266 estudantes premiados, sendo 82 do nível 1 (6º e 7º anos do ensino fundamental), 71 do nível 2 (8º e 9º anos do ensino fundamental), 61 do nível 3 (ensino médio) e 52 estudantes do nível universitário. Os vencedores de medalhas de ouro, prata e bronze serão convidados a participar da 17ª Semana Olímpica, em janeiro próximo, evento que dá início ao processo de seleção para concorrer a vagas nas equipes olímpicas que representam o país em competições internacionais. Os estudantes que conquistaram menção honrosa receberão o prêmio enviado pela Secretaria da OBM, além de serem contemplados no processo seletivo.
Todos os participantes da OBM podem ter acesso aos cursos gratuitos de matemática dos Polos Olímpicos de Treinamento Intensivo (Poti).
De acordo com o coordenador geral da competição, professor Carlos Gustavo Moreira, pode-se afirmar que a Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) tem tido sucesso marcante em seus objetivos de difusão da matemática, de influência significativa na melhoria do ensino, de descoberta e estímulo de grandes talentos, assim como na conquista de uma posição de destaque internacional para o país em competições internacionais da área para alunos do ensino fundamental, médio e universitário.
Criada em 1979, a Olimpíada Brasileira de Matemática conta atualmente com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis), do Ministério de Educação (MEC) por intermédio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Matemática (INCT-Mat).
Para outras informações visite: www.obm.org.br
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
Professores comentam como melhorar a nota de ciências no PISA
(Mercado da Comunicação) Com a divulgação do resultado do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) 2012, foi revelado o desempenho dos alunos brasileiros nas provas de matemática, leitura e ciências. O pior resultado do Brasil foi o 59º lugar em ciências em um ranking de 65 países. Em 2009, ocupava, na mesma matéria, a 53ª posição.
Para o astrônomo João Batista Garcia Canalle, coordenador da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) e professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), para melhorar a colocação do Brasil no ranking é preciso valorizar a profissão no país. “As escolas devem ter docentes de todas as disciplinas. A autoridade em sala deve ser restaurada e o professor deve ter salário digno.”
De acordo com o professor Rubens Oda, coordenador da Olimpíada Brasileira de Biologia (OBB), os alunos na primeira infância se interessam por ciências ao estudar animais e plantas. Já nos anos finais dos ensinos fundamental e médio, a matéria se transforma em Biologia, Química e Física, surgindo assim o desinteresse. “Essa transformação se dá pela forma medieval de ensinar e pela fragmentação de conteúdos que parecem ser desconectados da vida cotidiana do estudante.”
- Como será a sala de aula nos próximos anos? Será que não é hora de trazermos a tecnologia para os cursos? O professor não pode se acomodar. Os ‘professorssauros’ estão fadados à extinção! Uma mudança na atuação e a extensão da sala de aula à casa do aluno são realidades da educação mundial – afirma Oda.
Para os estudantes terem motivação em aprender é necessária a experimentação, é o que ressalta João Canalle. Ele afirma ainda que quando o educador provê uma demonstração de maneira prática, ou seja, uma atividade lúdica que “vai além do quadro negro”, os jovens prestam mais atenção. “Nosso ensino é puramente livresco. O docente não sabe passar o conteúdo com ajuda de laboratórios quando os tem. Não sabe improvisar um experimento ou demonstração.”
- As olimpíadas científicas mostraram aos professores que há muito de experimental e prático. E isso tudo pode ser explorado em sala de aula, desde que se conheça, com certa profundidade, os conteúdos a serem ensinados. Essas iniciativas tentam levar para os professores conhecimentos, técnicas de ensino e informações. Torna assim a aprendizagem demonstrativa e divertida. – enfatiza Canalle.
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