quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Estudantes do AM são destaque em Olimpíada Brasileira de Astronomia

Este ano, o Amazonas contou com a participação de 643 alunos de Coari. Provas da OBA continham questões de Astronomia, Astronáutica e Energia.



(G1) A coordenação da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), em Coari, premiou 21 estudantes do município, a 363 quilômetros de Manaus, com medalhas de ouro, prata e bronze em quatro categorias. O projeto foi patrocinado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e o resultado é proveniente do estímulo das escolas públicas do município em promover a participação de alunos, pela primeira vez na OBA, organizada pela Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Eletrobrás Furnas.

O evento, que este ano apresenta sua 15ª edição, serve como instrumento de aprendizagem para estudantes dos ensinos Fundamental e Médio e para identificar jovens talentos que possam seguir a carreira científico-tecnológica. A ideia de participação do município na OBA veio da mestra em Física, pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Andréa Baima do Lago Silva, servidora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas - Campus Coari (Ifam - CCO), durante uma iniciativa em conjunto com a Secretaria Municipal de Educação (Semed) de Coari que envolveu alunos desde a terceira série do Fundamental até o terceiro ano do Ensino Médio.

A professora também ressaltou que o objetivo da Olimpíada é fomentar o interesse dos jovens pela Astronomia, Astronáutica e ciências afins, além de promover a difusão dos conhecimentos básicos de uma forma lúdica e cooperativa.

OBA Nacional
As provas foram divididas em quatro níveis distintos, de acordo com a escolaridade dos alunos, e continham dez questões: cinco de Astronomia, três de Astronáutica e duas sobre Energia. As instituições que aceitaram o desafio de aplicar a OBA foram: Escola Professor Rui Souto de Alencar, Escola Raimunda Cruz e Silva, Escola Maria de Nazaré Pereira da Silva, Escola Ursulina Souza de Oliveira e Escola Domingos Agenor Smith.

Segundo Andréa Baima, um ponto positivo é que a atividade promoveu a interação da comunidade do município com as escolas. “A participação da comunidade coariense foi fundamental para que a Olimpíada obtivesse êxito entre as escolas. A junção dos pais e escolas participantes foi primordial para que o evento chegasse onde chegou", disse.

"Em 2012, o Amazonas contou com a participação de 643 alunos de Coari. Esta adesão foi notória na cidade. Os gestores das escolas participantes solicitaram que o projeto fosse ampliado e que, no próximo ano, haja atividades a partir do primeiro dia de aula”, destacou a mestra em Física.

Brasileiros participam da Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica

Evento será realizado na cidade de Barranquilla, na Colômbia




(O Dia) Estudantes de oito países da América Latina vão se reunir na cidade de Barranquilla, na Colômbia, para a Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA 2012). Cada delegação poderá levar até cinco alunos. O evento acontece entre os dias 9 e 15 de setembro. Alunos do Timor Leste também foram convidados, mas ainda não confirmaram a participação.

Até hoje, o Brasil conquistou oito medalhas de ouro, cinco de prata e três de bronze. Os jovens que vão nos representar foram selecionados pelos resultados obtidos na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). São eles: Amanda Seraphim Pedarnig (Valinhos, SP), Larissa Fernandes de Aquino (Olinda, PE), Luis Fernando Machado Poletti Valle (Guarulhos, SP), Victor Venturi (Campinas, SP) e Weslley de Vasconcelos Rodrigues da Silva (Teresina, PI). Os líderes da equipe brasileira serão os professores João Batista Garcia Canalle e Julio Cesar Klafke

Durante o evento, os participantes vão conhecer o Planetário de Barranquilla, o Centro Interativo de Ciência Combarranquilla, a Universidade Livre, a Berckley International School e o Museu do Caribe. Os estudantes ainda vão participar de conferências em duas escolas para motivar crianças e professores com o objetivo de incentivá-los a participar das olimpíadas científicas.

A olimpíada será dividida em parte teórica, prática e de reconhecimento do céu. A prova teórica será dividida em duas partes: individual e em grupo, mesclando as delegações. Os estudantes ainda participarão de uma competição de lançamento de foguetes em grupos multinacionais. As últimas avaliações serão individuais e vão exigir o reconhecimento do céu real e o manuseio de telescópio.

Para o Dr. João Canalle, coordenador nacional da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), a iniciativa vai promover o intercâmbio de conhecimentos entre os alunos e o de experiências didáticas entre os professores que lideram os grupos.

- Por meio desse evento, desejamos unir as nações, fomentar e popularizar a astronomia e a astronáutica nos países participantes. A olimpíada também tem o intuito de compartilhar o ensino das ciências espaciais com todos os membros, além de podermos conhecer melhor as diferentes culturas do nosso continente – ressalta Canalle.

Treinamento
Antes de viajarem à Colômbia, os estudantes da delegação brasileira participaram de um treinamento intensivo com astrônomos, ex-participantes de olimpíadas e acadêmicos na cidade de Passa Quatro, em Minas Gerais.

As aulas foram coordenadas pelos professores Gustavo Rojas, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR); Luciana Antunes Rios, do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), Julio Klafke, da Universidade Paulista (UNIP); Pâmela Marjorie C. Coelho, coordenadora da Mostra Brasileira de Foguetes (Mobfog); e pelos estudantes universitários Rafael Tafarello (USP) e Júlio César Campagnolo (Observatório Nacional).

Para participar das olimpíadas internacional e Latino-Americana, o candidato precisa de uma excelente pontuação na prova da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). Em seguida, participa das seletivas e ainda passa por mais uma etapa. Depois de todo esse processo, os classificados fazem um treinamento intensivo com vários astrônomos, como o que aconteceu na cidade de Passa Quatro.

Organização
A Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica foi fundada em outubro de 2008 na capital uruguaia, Montevidéu. O Brasil já foi sede da OLAA por duas vezes. E será a segunda vez que a Colômbia recebe o evento.

E a OBA é organizada por uma comissão formada por membros da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e da Agência Espacial Brasileira (AEB). O grupo responsável é constituído pelos astrônomos João Batista Garcia Canalle (UERJ), Thaís Mothé-Diniz (UFRJ), Helio Jacques Rocha-Pinto (UFRJ), Jaime Fernando Villas da Rocha (UNIRIO) e pelo engenheiro aeroespacial José Bezerra Pessoa Filho (IAE).

Mais informações:
Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica
www.oba.org.br
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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Jovem de 17 anos ganha provas internacionais de física, linguística e astronomia



(Circuito Matogrosso) Entre 13 de julho e 14 de agosto, emendando uma competição na outra, ganhou na Estônia a medalha de ouro na Olimpíada Internacional de Física, a prata na Olimpíada Internacional de Linguística, na Eslovênia, e no Rio, a prata na Olimpíada Internacional de Astronomia.

O garoto disputou com a elite dos estudantes do planeta. A prova individual de linguística, uma das mais interessantes, exigiu a resolução de problemas a respeito de cinco línguas: dyirbal, umbu-ungu, teop, rotuman (diferentes idiomas da Oceania) e basco (da região espanhola). A prova em grupo versou sobre o tai-kadai, do sudeste asiático e do sul da China.

Antes que alguém se assuste, Ivan já explica: "Não, eu não tinha de conhecer essas línguas previamente". Ah!

"É competição de lógica. Você tem de perceber os padrões do uso da língua." Uma questão clássica: fornecem-se ao estudante duas listas, uma com frases em uma língua desconhecida; outra, uma lista de traduções. "Só que elas não estão ordenadas e uma das traduções está errada", diz Ivan. O desafio é descobrir qual tradução está errada, fazer a correspondência das traduções e apontar o erro da tradução.

A medalha de prata que Ivan trouxe é a primeira conquistada pelo Brasil na história dessa competição.

Filho de médicos de Lins (429 km de São Paulo), Ivan começou a disputar olimpíadas na quinta série. Com 14 anos, foi sem os pais para o Azerbaijão participar de sua primeira prova internacional.

Visitou dez países graças às competições. A viagem para a Disney com a família estava marcada, mas, na mesma data, apareceu uma semana de matemática em São José do Rio Preto (443 km de São Paulo). Adeus, Disney.

SOLTEIRO
Hoje, Ivan vive em São Paulo, em uma pensão vizinha ao Colégio Objetivo Integrado, onde estuda. Está "solteiro", diz. A família mora em Lins.

Ivan não se acha superdotado. "Qualquer pessoa que se dedique como eu conseguirá resultados iguais." A memória também não é excepcional. "Costumo esquecer os nomes das pessoas."

O segredo do sucesso? "Ser um campeão olímpico depende de curiosidade, planejamento, interesse e dedicação verdadeira", afirma.

O dia começa às 7h10, quando entra na escola. Vai até as 12h50, saída das aulas. À tarde, o jovem estuda por até seis horas. Mas têm dias em que o esforço se limita a ler 20 páginas de algum livro.

Sem rotinas férreas, recomenda que se tracem objetivos claros. "Tipo: quero acabar esse livro até tal data. Algumas metas têm de ser de longo prazo. Para ir à Internacional de Física, comecei a estudar um ano e meio antes."

Para aqueles que se acham modelos de dedicação infrutífera, Ivan tem duas hipóteses: "Ou são pessoas que pensam que se dedicam, mas não se dedicam tanto, ou se dedicam usando estratégias de aprendizado inadequadas."

Ele dá um exemplo de "estratégia inadequada". Durante o treinamento para a Olimpíada de Linguística, Ivan percebeu que estava estagnado. "Os professores diziam que deveríamos conhecer as teorias antes, mas para mim não funcionou."

Em vez de desistir, o jovem criou seu próprio método. "Para mim, foi muito melhor fazer as provas passadas, lendo a resolução e anotando todos os pontos importantes."

A lição que extraiu: "Existem estratégias que funcionam para algumas pessoas, e outras que funcionam para outras. Você tem de descobrir a que funciona para você".

Ivan se preocupa com a fama de "egoístas" que cerca alunos "olímpicos" como ele. Há dois anos, mantém com amigos o endereço www.olimpiadascientificas.com, com dicas de estudos. "Também tiramos dúvidas", diz. "É nossa forma de ajudar."

O menino que pensa em estudar em Harvard, Oxford, Princeton, MIT ou Cambridge - "As suas chances de ser aceito aumentam muito se você vencer uma olimpíada internacional", escreveu ele no site- não tem ainda a menor ideia de qual carreira seguirá. "Eu gosto de tudo, não consigo decidir o que fazer."
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E mais:
Sete estudantes piauienses recebem medalhas de ouro na Olimpíada de Matemática (180graus)

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Brasil corre risco de não participar de Olimpíada de Biologia em Portugal

(JC) Estudantes de 20 países de línguas portuguesa e espanhola vão se reunir na cidade de Cascais, em Portugal, para a 6ª Olimpíada Ibero-Americana de Biologia (OIAB). Cada delegação tem o direito de levar até quatro alunos. O evento acontece entre os dias 2 e 8 de setembro. Mas o Brasil corre o risco de não participar por falta de recursos.

"O nosso país já conquistou na OIAB, até hoje, uma medalha de ouro, quatro de prata e oito de bronze. Mas, infelizmente, as instituições que tinham prometido nos ajudar com estadia e passagem informaram que não poderão nos apoiar. Será um fato muito triste para a ciência, em especial, para a biologia, caso não consigamos levar nossos estudantes a Portugal", lamenta Rubens Oda, coordenador nacional da Olimpíada Brasileira de Biologia (OBB) e líder da equipe brasileira na OIAB.

Para participar da OIAB ou da Olimpíada Internacional de Biologia (IBO, na sigla em inglês), o aluno deve antes participar da olimpíada nacional de biologia em seu país. Eles devem ainda ter no máximo 19 anos e não estar cursando uma faculdade.

Esse ano, a olimpíada brasileira reuniu 70 mil jovens. No intuito de preparar os estudantes para as competições no exterior, a Associação Nacional de Biossegurança (ANBio), responsável pela iniciativa no País, promoveu um treinamento intensivo com os dez primeiros colocados da OBB. Eles assistiram às aulas em laboratórios da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) e do Instituto de Tecnologia ORT.

Durante esse período, foram ensinados procedimentos técnicos como eletroforese, espectrofotometria, dissecção, microscopia, microbiologia, ecologia, bioestatística entre outros assuntos. "É fundamental a participação das universidades no processo de treinamento dos alunos, pois, além de torná-los mais bem preparados, garante que os participantes trabalhem como multiplicadores em suas escolas e estados".

"E para darmos continuidade ao trabalho de divulgação científica com os estudantes, é de suma importância que o governo e a população encarem as olimpíadas de ciências com tanta seriedade quanto as olimpíadas esportivas. O legado deixado pelo fomento à educação sem dúvida é um diferencial que, infelizmente, não vem sendo reconhecido pelos nossos governantes", ressalta Oda.

R$ 50 mil - Mas os custos com a preparação dos alunos aliados àqueles necessários para levar os estudantes a Portugal estão além dos recursos apenas da ANBio. Para a presidente da associação, Leila do Santos Macedo, não há suporte suficiente para bancar o projeto.

"Pedimos ao governo federal, em edital para as Olimpíadas, R$ 250 mil. A de biologia, que exige muitas despesas, recebeu do CNPq apenas R$ 50 mil para treinamento e, agora, mandar a delegação para Portugal. Nós, normalmente, pedimos apoio para diversas empresas, mas esse ano a situação se agravou. Nossos custos foram muito maiores por conta do treinamento de vários alunos no Rio de Janeiro. Não temos como pagar as passagens. As escolas estão vendo se conseguem apoiar os alunos. Estamos bastante desmotivados, mas não perdemos a fé em nossa missão", afirmou.

Rifa - Leonardo Afonso Costa, de 17 anos, foi um dos estudantes convocados a participar da comitiva brasileira. Ele é o primeiro aluno de um colégio público no País a ser selecionado para participar de uma olimpíada de biologia deste nível. Perante a possibilidade de não participar da competição, o aluno do Colégio de Aplicação Coluni, em Viçosa (MG), lamenta.

"Para mim, que sou de escola pública, fica mais difícil. Eu estou frustrado e chateado. Tivemos um treinamento intensivo para nada? Eu consegui R$ 2 mil do meu colégio e ganhei uma bicicleta da minha escola antiga para rifar para ver se consigo dinheiro para a olimpíada', afirmou.

Manifestação - A possibilidade de o Brasil estar fora das olimpíadas chocou o presidente do Comitê Organizador da 6ª Olimpíada Ibero-americana de Biologia em Portugal, professor José António Matos.

Em carta endereçada à embaixada do Brasil em Portugal, ao ministro da Educação, Aloizio Mercadante, e ao ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, Matos destacou que "é com profundo desgosto e perplexidade que constato que de todos os países Ibero-americanos que realizaram Olimpíadas no seu país este ano, o Brasil é o único que, a 10 dias do início das Olimpíadas, ainda não confirmou a sua presença".

Organização - A Olimpíada Ibero-Americana de Biologia surgiu há seis anos. Foi fundada pelo Brasil, México, Argentina e Espanha com o intuito de aproximar as nações ibero-americanas. Além dos idiomas (português e espanhol), os países têm muitas características em comum. "O intercâmbio de materiais e práticas de ensino de biologia é fundamental para que cresçamos juntos. E, a cada ano, novos países vêm se integrando, tornando o evento ainda mais grandioso".

A OIAB segue o mesmo modelo da olimpíada internacional. Neste ano, serão duas provas teóricas e três provas práticas com os temas: Biodiversidade e Conservação, Ecologia e Ambiente e Genética e Evolução. Além disso, os alunos também participam de um Rally (gincana) que visa aumentar o intercâmbio entre os participantes.

Além das provas realizadas nos laboratórios da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL), os estudantes também poderão visitar o Museu do Mar, o Oceanário, o Museu de Ciências, além de participar de várias outras atividades culturais.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Medalhistas de ouro da matemática recebem prêmio na segunda-feira

(MCTI/JC) Estudantes que conquistaram medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) de 2011 receberão o prêmio em cerimônia no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, às 15h.

Talentos da matemática têm compromisso marcado para a próxima segunda-feira (27). Nessa data, estudantes que conquistaram medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), em 2011, receberão o prêmio em cerimônia no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, às 15h.

São meninos e meninas que se destacaram na 7ª edição da Obmep, do ano passado, entre os mais de 18 milhões participantes de 44 mil escolas de todo o País. Do total de 500 estudantes premiados com ouro, 279 são da região Sudeste, 71 do Sul, 60 do Centro-Oeste, 77 do Nordeste e 13 da região Norte do País.

Criada com o objetivo de estimular o estudo da matemática entre alunos e professores de todo o país e identificar talentos, a olimpíada é promovida pelos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Educação (MEC), e realizada pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), com o apoio da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM).

Medalhas e iniciação científica - Participam alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental e estudantes do ensino médio de escolas públicas municipais, estaduais e federais, que concorrem a prêmios de acordo com a classificação nas provas. Os alunos com melhor desempenho recebem medalhas de ouro, prata e bronze e têm a oportunidade de participar de programas de iniciação científica e de mestrado. A premiação conta, ainda, como critério no Programa Ciência sem Fronteiras. Escolas, professores e secretarias mais atuantes também são reconhecidos com premiações como computadores, entre outros equipamentos.

A olimpíada tem mobilizado um número cada vez maior de participantes. O número de alunos inscritos aumentou de 10 milhões, em 2005 (primeira edição), para quase 19 milhões, em 2012. O percentual de municípios abrangidos aumentou de 93,50% em 2005 para 99,42% em 2012.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Lançada 4ª Olimpíada Nacional em História do Brasil

(JC) Na tarde desta segunda-feira (20), durante o lançamento da 4ª Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB), o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, declarou que a competição favorece o processo de aprendizagem e o trabalho coletivo entre os estudantes.

A cerimônia aconteceu na Sala de Atos do Ministério da Educação (MEC). "Eles estarão mergulhados na história do País, debatendo, criticando e construindo. Tenho certeza de que esse período ficará marcado na memória deles", disse o ministro. Na ocasião, Mercadante destacou o esforço do MEC em estimular a realização de olimpíadas estudantis em todo País e compatibilizar um calendário único para a toda a rede de ensino, de maneira a estimular a participação da comunidade escolar, programando as unidades com antecedência para evitar a concorrência entre as diferentes olimpíadas existentes.

Ao todo, 13 olimpíadas acontecem no País a cada ano, nas mais diversas modalidades: matemática, língua portuguesa, física, história e entre outras. Mercadante ainda referiu-se ao lançamento da Olimpíada Internacional do Conhecimento, prevista para acontecer em 2016, juntamente com os jogos olímpicos. E reforçou a presença de lideranças nas cerimônias de premiação das olimpíadas como forma de chamar a atenção da opinião pública para esse tipo de evento.

A presença do Mercadante na cerimônia de abertura da 4ª ONHB foi destacada pelo diretor do Museu Exploratório de Ciências da Unicamp, Marcelo Firer. Para ele, a participação do ministro é resultado do crescimento e do prestígio conquistado pela Olimpíada ao longo desses quatro anos de realização. "É o reconhecimento e a valorização do engajamento de alunos e professores na competição", disse.

Olimpíada - Organizada pelo Museu Exploratório de Ciências da Unicamp, a competição contará com a participação de mais de 50 mil estudantes de todos os estados brasileiros. Ao todo serão cinco fases online e uma presencial, disputadas por equipes formadas por três estudantes (a partir do 8º ano do Ensino Fundamental) e um professor de história.

A primeira fase online começou ontem (20), e encerra no sábado (25), às 23h59 (horário de Brasília). Nessa primeira semana, os participantes deverão responder a 10 questões de múltipla escolha, incluindo uma tarefa. Passam para a fase seguinte, cerca de 90% dos participantes inscritos.

Mais informações na página http://www.museudeciencias.com.br/4-olimpiada/.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Estudantes do DF participam de etapa da Olimpíada Brasileira de Robótica

Encontro seleciona participantes do DF para encontro nacional no Ceará. Alunos de colégio de Brasília ganharam em junho mundial de robôs, no México.



(G1) Brasília vai sediar neste sábado (18) a etapa da região Centro-Oeste da Olimpíada Brasileira de Robótica, ciência que estuda a construção de robôs. O encontro reúne estudantes com idades entre 12 e 17 anos de sete escolas do Distrito Federal.

Eles disputam duas vagas, uma delas para alunos do ensino médio e outra para os de ensino fundamental. Os vencedores vão representar o DF na VI Olimpíada Brasileira que marcada para outubro, em Fortaleza, no Ceará.

A Olimpíada Brasileira de Robótica é pública, gratuita, sem fins lucrativos, organizada pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), com o apoio da Comissão Organizadora da Olimpíada Brasileira de Astronomia e da Comissão Organizadora da Olimpíada Brasileira de Informática.

A proposta do torneio é revelar talentos de qualquer escola pública ou privada, dos ensinos fundamental, médio ou técnico.

Em junho de 2012, cinco estudantes de um colégio de Brasília conquistaram, na Cidade do México, o título mundial Robocup 2012 na categoria resgate. Os vencedores da Olimpíada Brasileira vão participar da disputa mundial que acontece na Holanda, no ano que vem. Em 2014, o evento será realizado no Brasil, em João Pessoa.