quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Olimpíada Internacional de Astronomia termina com medalhas de prata e bronze para o Brasil

Cerca de 160 estudantes de 27 países passaram uma semana no Rio de Janeiro e em Vassouras disputando as provas.

(JC) Mais de 30 menções honrosas, outras 30 medalhas de bronze, quase 30 de prata e cerca de 20 de ouro, além de prêmios especiais individuais e de equipe. Esse foi o saldo geral da 6ª Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA, sigla em inglês), que aconteceu no Rio de Janeiro e na cidade fluminense de Vassouras de 4 a 13 de agosto. Foi a primeira vez que a América Latina recebeu o evento e a primeira vez que o Brasil hospedou uma olimpíada científica internacional.

O Brasil recebeu duas medalhas de prata, para Pedro Rangel Caetano e Ivan Antunes Filho; e uma de bronze, para Breno Levi Corrêa, além de menções honrosas para Juliane Fraga, Murilo Coelho, Mateus Rosado, Onias Silveira, Fabio Arai, Karoline Bürguer. Os estudantes que representaram o País foram selecionados a partir da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), que é realizada desde 1998.

Sobre sua experiência no IOAA, Ivan destaca a importância do intercâmbio cultural. "No ano passado, ganhei um bronze; agora conquistei uma prata. Termino a IOAA com a sensação de dever cumprido. Mas quero ressaltar uma coisa: aos olhos das outras pessoas, parece que o mais importante da competição é ganhar medalha. Mas, na prática, o que é mais valioso é a troca de cultura, o quanto aprendemos com os amigos que fizemos e os contatos que vamos manter daqui para frente, essenciais para o nosso futuro profissional", explica Ivan.

O mineiro Breno Leví Corrêa, por sua vez, estreou na competição, ganhando uma medalha de bronze. Único representante de Minas Gerais, Breno destacou a possibilidade de servir de exemplo em seu estado: "Eu não imaginava que ganharia uma medalha porque não achei que fiz tudo o que poderia nas provas. Foi uma surpresa e tanto, fiquei realmente muito feliz. Quem sabe eu possa ajudar a disseminar a IOAA em Minas e incentivar outros jovens", questiona.

Entre as duas dezenas de vencedores de medalhas de ouro, destacaram-se três estudantes que obtiveram as melhores notas: os tchecos Jakub Vosmera (3º lugar) e Stanislav Fort (2º lugar) e o lituano Montiejus Valiunas, que, além do primeiro lugar entre as medalhas de ouro, venceu na categoria melhor análise de dados e na de Campeão Absoluto. A China ganhou o prêmio de melhor equipe e também se destacou ao levar três medalhas de ouro e duas de prata, quase empatando em resultados com a Índia, que teve três de ouro, uma de prata e uma de bronze.

"Hoje nosso trabalho atinge seu ponto mais alto, o auge. E o resultado é um sucesso. Vocês se divertiram, alguns ficaram com saudades de casa, outros ficaram doentes com o frio, mas todos levarão lindas lembranças", relembra Chatief Kunjaya, presidente da IOAA, direcionando seu discurso aos estudantes.

Modalidades - 160 jovens alunos do ensino médio de 27 países competiram em três modalidades de prova: observacional, na qual demonstram seus conhecimentos sobre o céu; teórica, na qual resolvem problemas de astronomia e astrofísica; e prova prática, em que utilizam e interpretam dados como um astrônomo profissional.

A abertura e o encerramento aconteceram no Rio de Janeiro, mas as provas foram disputadas na cidade fluminense de Vassouras, interior do estado. O encerramento se deu ontem (13) à noite, no Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast). "O Brasil está orgulhoso de receber a IOAA. É o primeiro evento global dessa natureza realizado aqui e acontece quando estamos vivendo um momento frutífero na Ciência e Tecnologia", ressalta Glaucius Oliva, presidente do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CNPq), representando o ministro de C,T&I, Marco Antonio Raupp na solenidade.

Thais Mothé-Diniz, chefe do Comitê Organizador local, fez um agradecimento especial aos guias que "tomaram conta" dos estudantes, "trabalhando como mães e pais deles", além dos líderes de equipe e colaboradores. A diretora do Mast, Maria Margaret Lopes, parabenizou os estudantes "pelo trabalho maravilhoso" e lembrou que o evento deixará um "legado para Vassouras", já que os equipamentos utilizados serão doados para escolas públicas da região.

Futuro - "Não podemos perder a oportunidade de investir nos estudantes, que são nosso futuro na área. A IOAA foi uma grande realização para nós", recorda Oliva, lembrando também que o Rio de Janeiro receberá os Jogos Olímpicos de 2016 e que o governo pretende organizar uma Olimpíada do Conhecimento para o mesmo ano.

O presidente do CNPq foi uma das autoridades a entregar as medalhas e menções aos vencedores, junto a Luiz Edmundo da Costa Leite, secretário de C&T do estado do Rio de Janeiro; Ildeu de Castro Moreira, diretor do Departamento de Popularização e Difusão de C&T do MCTI; Sérgio Fontes, diretor do Observatório Nacional; Luiz Davidovich, diretor da Academia Brasileira de Ciências; e Diógenes de Almeida Campos, diretor do Museu de Ciências da Terra, entre outros.

"É o fim desta olimpíada, mas também é o começo de uma nova etapa, a de preparação para a de Olimpíada de Volos, na Grécia", lembra Kunjaya, anunciando a 7ª edição da IOAA em 2013. Durante a cerimônia de encerramento, foi realizada a passagem de bandeira à Grécia, que levou uma medalha de prata, duas de bronze e duas menções honrosas.

Participaram da Olimpíada no Brasil: Bangladesh, Bielorrússia, Bolívia, Brasil, Bulgária, China, Colômbia, Croácia, República Tcheca, Emirados Árabes, Grécia, Hungria, Índia, Indonésia, Irã, Coreia, Cazaquistão, Lituânia, Polônia, Portugal, Romênia, Sérvia, Singapura, Eslováquia, Sri Lanka, Tailândia, Ucrânia.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Estudante Matheus Marreiros traz menção honrosa para Portugal

É a segunda vez que uma equipa portuguesa participa na Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica



(Ciência Hoje - Portugal) A equipa portuguesa que competiu na 6ª Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA) regressa a Portugal com uma menção honrosa obtida pelo estudante Matheus Marreiros.

Participaram na competição 160 estudantes do ensino secundário de 32 países. Portugal esteve representado por dois estudantes: Mariana Paiva, da Escola Secundária da Ribeira Grande (Ribeira Grande) e Matheus Marreiros, da Escola Secundária Eça de Queirós (Lisboa). As IOAA 2012 decorreram de 4 a 14 de agosto, no Rio de Janeiro (Brasil).

Na avaliação de Cristina Fernandes, líder da equipa portuguesa, e acompanhante dos estudantes às IOAA, a obtenção desta menção honrosa tem “muito mérito tendo em conta que o Matheus estudou complemente sozinho e que a prova, a meu ver, era bastante difícil”.

Os estudantes competiram em diversas provas que incluíram testes teóricos, testes práticos e provas de observação astronómica. O vencedor absoluto das IOAA 2012 foi um estudante da Lituânia.

“Este é apenas o segundo ano em que uma equipa portuguesa participa nas IOAA e já se começou a alcançar um lugar de destaque. Por ser uma actividade tão recente para a SPA, aliás a própria SPA é uma sociedade jovem, a infraestrutura e apoios com que contamos para as Olimpíadas são ainda reduzidos. Daí termos podido levar apenas dois participantes e não os cinco que levam a maioria dos países participantes. Grande parte do mérito é, claro, dos estudantes. Mas não se pode deixar de dar ênfase ao papel dos professores do ensino secundário que têm vindo a apoiar e acompanhar os estudantes – não apenas estes finalistas - nas provas Nacionais”, afirma André Moitinho de Almeida, presidente da direção da Sociedade Portuguesa de Astronomia (SPA).

Segundo Joana Ascenso, vogal da direcção da SPA e responsável pelas Olimpíadas de Astronomia, o “excelente” resultado apenas na segunda edição das IOAA em que os alunos participam é “notável” e ilustra o “genuíno interesse pela ciência” que mais de uma centena de alunos portugueses por ano demonstra ao participar nas provas regionais e nacionais. Ao contrário de provas semelhantes em disciplinas diferentes, a Astronomia ainda não tem um programa de treino específico, o que acrescenta ainda mais valor à prestação da equipa portuguesa.

As IOAA realizam-se desde 2007. Trata-se de uma competição internacional de alto nível para os estudantes do ensino secundário, que promove o ensino e os conhecimentos de Astronomia e Astrofísica. Portugal participa nas IOAA desde 2011, ano em que a prova foi realizada em Katowice e em Krákov, na Polónia, e Portugal foi representado por Carolina Duarte.

Em 2013, a competição será realizada na Grécia.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Mais de um milhão de visitas nas páginas da 4ª Olimpíada Nacional em História do Brasil

Inscrições foram prorrogadas até a próxima segunda-feira (13).

(JC) Desde o início das inscrições, as páginas da 4ª Olimpíada Nacional em História do Brasil já receberam mais de um milhão de visitas, originadas de 990 diferentes municípios do país, além de 51 outros países dos cinco continentes. Já estão inscritos representantes de todos os Estados da União.

Os interessados em participar terão até as 21 horas da próxima segunda-feira (13), para completar sua inscrição.

A Olimpíada Nacional em História do Brasil é uma iniciativa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), por intermédio de seu Museu Exploratório de Ciências, destinada a estudantes e professores do Ensino Fundamental (8º e 9º anos) e Ensino Médio, organizados em equipes de três estudantes e um professor. A Olimpíada é constituída de cinco fases online e uma fase presencial. Cada uma das fases online dura uma semana, com tempo para os alunos estudarem os documentos disponibilizados no site e discutirem as questões, sendo assim uma verdadeira oportunidade de aprendizagem.

As inscrições devem ser realizadas pelo site do Museu Exploratório de Ciências - Unicamp (www.mc.unicamp.br).

Brasileiro é prata em Olimpíada Internacional de Química



(Agência FAPESP) O estudante paulista Daniel Arjona de Andrade Hara conquistou a medalha de prata na 44ª Olimpíada Internacional de Química (IChO, na sigla em inglês).

Hara já havia conquistado medalhas de ouro na Olimpíada de Química do Estado de São Paulo (OQSP-2012) e na Olimpíada Ibero-americana de Química de 2011.

A 44ª IChO 2012 foi disputada entre 21 e 30 de julho, em Washington, nos Estados Unidos, com a participação de jovens de 72 países.

Os demais membros da delegação brasileira, Gabriel Matheus Pinheiro, Ramon Gonçalves da Silva e Vitória Medeiros, todos do Ceará, retornam da 44ª IChO com medalhas de bronze.

Outros estudantes paulistas já haviam conquistado medalhas de bronze em edições anteriores: Tábata Pontes, na 43ª IChO 2011, na Turquia, e Jéssica Kazumi Okuma e André Silva Franco, na 42ª IChO 2010, no Japão.

Mais informações: www.icho2012.org

terça-feira, 7 de agosto de 2012

6 ª Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica Visa Convivência Harmônica



(MCTI) Um encontro de diferentes culturas, que têm a oportunidade de desfrutar de uma convivência harmônica. Assim definiu, aos participantes, o tom da 6 ª Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (International Olympiad on Astronomy and Astrophysics – IOAA), o presidente do evento Chatief Kunjaya, em sua abertura, nesta segunda-feira (6) no Planetário da Gávea. A olimpíada se encerra no dia 13 de agosto, no Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST), em São Cristovão, no Rio de Janeiro.

“Quero lembrá-los que o nosso propósito não é apenas o de ganhar medalhas, mas, principalmente, o de proporcionar uma convivência harmônica. Sugiro a todos que ofereçam o melhor de vocês, mas não se esqueçam de fazer amigos”, assinalou Kunjaya.

Logo após a apresentação de cada delegação, houve uma mostra de dança indígena que encantou a todos. Ao final, os estudantes dançaram, de mãos dadas, com os índios da etnia Desana, ao som de chocalhos e instrumentos rústicos fabricados manualmente pelos nativos.

Uma competição diferente, em que o mais importante, antes que a aquisição de medalhas, é a promoção da diversidade cultural. Dela participam representantes de vinte e sete nacionalidades, dos cinco continentes, como Bangladesh, Belarus, Bolívia, Brasil, Bulgária, China, Colômbia, Croácia, República Tcheca, Emirados Árabes, Grécia, Hungria, Índia, Indonésia, Irã, Cazaquistão, Coreia, Lituânia, Polônia, Portugal, Romênia, Sérvia, Singapura, Eslováquia, Sri Lanka, Tailândia e Ucrânia.

“Na Olimpíada, temos muito a aprender e também temos a oportunidade de mostrar o nosso valor para todos, afinal, o mundo inteiro está aqui”, destacou Manmohan Mandhana, jovem indiano de 18 anos, participante da competição.

O Céu do Brasil
Além da experiência única da diversidade cultural, outro fator foi unânime entre os visitantes estrangeiros é a curiosidade pelo céu brasileiro. “Eu estou empolgado e acho que este ano será melhor que o ano passado, na Polônia, porque o evento está acontecendo em um lugar muito distante da minha realidade. Espero encontrar nessa edição da IOAA, além de um bom programa de testes, uma boa observação, porque eu nunca tinha olhado para este céu antes, nunca vi constelações como as que existem aqui”, afirmou o estudante da Eslováquia Michal Racko.

O fato de não conhecer o céu do Brasil, no entanto, não será um diferencial para os visitantes estrangeiros, de acordo com o estudante de Sorocaba (SP), Pedro Rangel Caetano, que participa da IOAA pela segunda vez. “Se para os competidores internacionais a realização da IOAA no Brasil é um desafio, também é para os brasileiros. Nem nós mesmos conhecemos o céu do hemisfério sul. Como todas as Olimpíadas foram no norte até agora, nós estudamos apenas o céu de lá. Portanto, a competição será igual para todos”, concluiu.
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E mais:
Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (Fundação Planetário)

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Começa hoje a Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica no Brasil

É a primeira vez que o País sedia o evento, que terá a abertura no Planetário do Rio de Janeiro, e ocorrerá na cidade fluminense de Vassouras durante a semana.

(JC) Jovens de 32 países estarão reunidos a partir de hoje (6) para participar da Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA, na sigla em inglês), evento sediado pela primeira vez no País. As cidades anfitriãs serão Rio de Janeiro, onde ocorreu a abertura esta manhã no Planetário da Gávea, e Vassouras, no interior do estado do Rio, que concentrará as provas de 7 a 12 de agosto. O encerramento será na capital fluminense, dia 13 de agosto, no Museu de Astronomia (Mast).

Os participantes da 6ª IOAA, 160 estudantes do ensino médio de 14 a 18 anos de 32 países, vão competir em três modalidades: teórica, na qual resolvem problemas relacionados à Astronomia e Astrofísica; observacional, em que vão demonstrar seus conhecimentos sobre o céu; e prática; na qual deverão interpretar e utilizar dados como astrônomos profissionais.

Além da disputa pelo lugar mais alto do pódio, a Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica também tem como objetivo promover a integração entre a cultura dos diferentes povos representados. Emirados Árabes, Irã, China, Polônia, Lituânia, Bangladesh, Bolívia, Chile, Grécia e Portugal são alguns dos países que enviaram representantes.

Índios - A abertura contou com a presença do presidente da IOAA, Chatief Kunjaya, e com os índios da tribo Desana, com uma apresentação especial para o público presente. Isso porque o tema da Olimpíada no Brasil é Astronomia Indígena. Além do desfile oficial das delegações dos países participantes, foi exibido na Cúpula Carl Sagan o filme 'Céu Indígena', que conta como os povos que habitavam o Brasil antes da colonização observavam e identificavam as constelações.

O astrônomo do Museu da Amazônia, Germano Bruno Afonso, foi designado coordenador cultural da Olimpíada e foi o responsável pela ida dos 10 índios Desana ao Rio. Ele lembra que a abertura marca um momento histórico, "a primeira vez que o céu dos índios será apresentado para mais de 30 países". Germano estuda as constelações identificadas pelos índios e mais de vinte delas estavam na pauta da apresentação.

Mobilização em Vassouras - A cidade de Vassouras terá diversas atividades gratuitas durante o evento, com a ideia de integrar a população com a Olimpíada. Numa delas, o astronauta Marcos Pontes vai realizar, amanhã, às 18h, uma palestra na cidade. Haverá ainda Mostra de Filmes Científicos, Planetário Inflável, Exposição de Meteoritos, Apresentação de Orquestra Sinfônica Jovem, entre outras atrações gratuitas.

Este ano, a equipe que irá defender o Brasil é formada por dez estudantes selecionados a partir da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), disputada anualmente no País desde 1998. São sete representantes de São Paulo, um de Minas Gerais, um do Ceará e um do Piauí. "Temos sempre em mente que estamos em uma competição, mas a oportunidade de conviver com pessoas de tantos lugares diferentes é uma experiência única. Conhecer culturas diversas é o primeiro passo para respeitarmos as diferenças", diz Julio Campagnolo, primeiro estudante brasileiro a participar da Olimpíada Internacional de Astronomia, na Tailândia, em 2007. Na ocasião, ele conquistou a medalha de bronze.

A IOAA é a primeira competição científica de alcance mundial realizada no Brasil. Confira a programação da Semana de Astronomia de Vassouras http://www.mast.br/semana_de_astronomia_em_vassouras.pdf

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica Começa na Segunda-feira (6)



(MCTI / Brazilian Space) Começa na próxima segunda-feira (6) e vai até o dia 13 deste mês, a Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica, que se realiza, pela primeira vez no país, na cidade de Vassouras, na região sul fluminense. São esperados para o evento 160 estudantes do Ensino Médio de 32 países.

Para a olimpíada – que reúne os campeões de olimpíadas de cada país – foram selecionados os dez representantes brasileiros melhor colocados na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), dos quais, sete de São Paulo, um de Minas Gerais, um do Ceará e um do Piauí.

Paralela às Olimpíadas de Londres deste ano, a competição terá concorrentes munidos de telescópios, calculadoras, além do talento, criatividade e aplicação. Reconhecida pela União Astronômica Internacional (IAU), a edição brasileira da Olimpíada contará com a participação de países, como Bangladesh, Bielorrússia, Bolívia, Brasil, Bulgária, China, Chile, Colômbia, Croácia, República Tcheca, Egito, Emirados Árabes, Grécia, Hungria, Índia, Indonésia, Irã, Coreia, Cazaquistão, Lituânia, Paraguai, Polônia, Portugal, Romênia, Rússia, Sérvia, Singapura, Eslováquia, Sri Lanka, Tailândia, Ucrânia e Venezuela.

A abertura oficial do evento está prevista para ocorrer às 11h a próxima segunda-feira (6), no Planetário da Gávea, situado na rua Vice Governador Rubens Berardo, 100, Gávea. O encerramento, com entrega das medalhas, será no dia 13 de agosto, às 17h, no Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST), que fica na Rua General Bruce, 586, Bairro Imperial de São Cristóvão.

A missão de apoiar o espírito olímpico e acolher as equipes no Brasil tem o envolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e de seus institutos de pesquisa e divulgação em astronomia: o Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST), o Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA) e o Observatório Nacional (ON). Também apoiam o evento o Ministério da Educação, o governo do estado do Rio e as prefeituras do Rio de Janeiro e de Vassouras (RJ).

Modalidades
Todos os estudantes competem nas três modalidades de prova: observacional, além de usarem telescópios para identificar corpos celestes, os estudantes vão utilizar raios lasers que deixam rastros luminosos no céu para apontar a posição de estrelas e constelações. Na prova teórica, na qual resolvem problemas de astronomia e astrofísica; e, finalmente, a prova prática, em que utilizam e interpretam dados como um astrônomo profissional.

Patrocínio
Uma particularidade da organização da Olimpíada de Astronomia é que cada país participante deve se comprometer com a realização de uma edição da competição, arcando com todas as despesas relativas à estadia dos participantes e organização geral do evento. Para tal, é necessário o apoio de diferentes setores da sociedade.