quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Brasileiro ganha ouro em Olimpíada Internacional de Física

Estudante do 3º ano do Ensino Médio, o paulista Ivan Tadeu Ferreira Filho, supera mais de 400 concorrentes e conquista ouro na Olimpíada Internacional de Física, na Estônia.

(JC) Ivan Tadeu Ferreira Antunes Filho, aluno da 3ª série do Ensino Médio do Colégio Objetivo Integrado, em São Paulo, ganhou a medalha de ouro na 43ª Olimpíada Internacional de Física (IPhO - International Physics Olympiad), realizada na Estônia, entre os dias 13 e 25 de julho. Durante os dois anos que antecederam o evento, o estudante contou com apoio de uma equipe de treinadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Segundo o professor Euclydes Marega Júnior, um dos orientadores de Ivan, ele é um aluno brilhante, que já havia se destacado na Olimpíada Brasileira de Física, sendo, por isso, selecionado para o desafio internacional. Durante os dois anos de preparação, Ivan contou com o suporte do CNPq no que se refere ao transporte, estadia e alimentação para os certames. "Ivan foi um dos 35 estudantes que ganhou a medalha de ouro, numa competição muito difícil da qual participaram 460 concorrentes", assinalou Euclydes. O professor do IFSC explica que cada país tem o direito de enviar à olimpíada cinco representantes. Entre os 460 competidores, Ivan ficou no 38º lugar dos 45 da seleção final.

Essa é a segunda vez que o Brasil ganha ouro na competição, reconhecida mundialmente pelo alto grau de dificuldade, da qual participaram 80 países. A primeira foi em Bangkok, capital da Tailândia, no ano passado. Com a façanha, o Brasil consolida sua posição entre os dez países com melhores resultados na competição, ao lado de China, Coreia, Japão, Estados Unidos, Hungria e Alemanha.

Marega Júnior explica que o Brasil poderia estar em melhor colocação no cenário mundial, mas demorou a investir no esporte. "Começamos a treinar para o evento há mais ou menos 12 anos, enquanto outros países já fazem isso desde 1967", comentou. O próximo desafio será no ano que vem, igualmente em julho, quando a IPhO ocorre em Kopenhagen, Dinamarca.

A IPhO é uma das competições mais tradicionais e desafiadoras entre os torneios de Física. Para se ter uma idéia, a edição deste ano reuniu 81 países e cerca de 400 alunos, que foram avaliados por meio de exames teóricos e experimentais.

A prova - A prova teórica teve três questões, que exigiram cinco horas para resolução. Também com o mesmo tempo, a prova prática ofereceu dois experimentos: um de circuitos elétricos - que consistia de uma "caixa preta" com elementos de circuito que precisavam ser descobertos e analisados - e outro que misturava conceitos de óptica e propriedades magnéticas da água.

Segundo o coordenador dos cursos especiais de Física do colégio de Ivan, Ronaldo Fogo, as provas deste ano foram uma das mais complexas de todos os tempos, exigindo um enorme grau de conhecimento. Comparativamente aos últimos anos, a própria nota de corte foi muito baixa, o que representa o enorme grau de dificuldade da prova. Ivan Tadeu saiu-se bem em tudo isso. "Seu desempenho superou estudantes franceses, ingleses, italianos, holandeses, espanhóis e canadenses", comenta o professor Ronaldo.

Mas essa não foi a primeira bela atuação de Ivan na IPhO: no ano passado, junto com seu colega, o aluno Gustavo Haddad Braga, ele também fez parte do seleto grupo de medalhistas brasileiros, trazendo o bronze para casa. Gustavo, por sua vez, trouxe a primeira medalha de ouro para o Brasil, colocando o País à frente de nações como a Itália, Suíça, França e Alemanha.

"E agora, pela segunda vez consecutiva, conquistamos medalha de ouro. É sem dúvida um resultado inacreditável. Mais uma vez ficamos à frente de grandes potências no mundo da Física", comemora Ronaldo.

Para chegar à IPhO, Ivan contou com seu excelente desempenho em 2010 na Olimpíada Brasileira de Física, com a conquista de medalha de prata. Esse excelente resultado culminou na classificação do aluno a participar da seletiva para a Internacional, realizada na USP de São Carlos, de onde saiu rumo à Estônia.

Confira a lista dos 45 classificados na final do evento: http://www.ipho2012.ee/newsletter/2012/07/gold-medalists/
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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Brasileiros ganham ouro em olimpíada de matemática

(Folha) Em ritmo de Olimpíada, os brasileiros Renan Henrique Finder, Matheus Secco, Hugo Fonseca Araújo e Davi Lopes Alves de Medeiros conquistaram medalha de ouro. Mas, ao contrário do esporte, a Competição Internacional de Matemática para Estudantes Universitários não é realizada em Londres, mas em Blagoevgrad, na Bulgária.

A competição que reúne 318 estudantes de vários países começou no dia 26 e será encerrada amanhã (1°).

O Brasil também ganhou duas medalhas de prata e nove de bronze. A delegação brasileira, selecionada por meio da Olimpíada Brasileira de Matemática, contou com 23 participantes de dez universidades. Três dos vencedores do ouro são da PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro) e um da Universidade Federal do Ceará.

Eles foram liderados pelos professores Samuel Barbosa Feitosa, de Salvador (BA), e Fábio Dias Moreira, do Rio de Janeiro (RJ).

COMPETIÇÃO
Os estudantes têm cinco horas para responder cada uma das provas aplicadas em dois dias consecutivos. Os testes envolvem os campos da álgebra, análise real e complexa e combinatória. As questões devem ser respondidas em inglês.

Segundo o Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada, o Brasil já conquistou 99 medalhas desde 2003, quando entrou na competição mundial.

No total, o país tem uma medalha de ouro especial, 16 ouros, 31 de prata e 51 de bronze.
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Equipes olímpicas de astronomia treinam forte para subir ao pódio em olimpíadas



(O Dia) Os estudantes selecionados para as Olimpíadas Internacional (IOAA, na sigla em inglês) e Latino-Americana de Astronomia (OLAA) participaram de treinamento intensivo com astrônomos, ex-participantes de olimpíadas e acadêmicos na cidade de Passa Quatro, em Minas Gerais, durante uma semana inteira.

As aulas foram coordenadas pelos professores Gustavo Rojas, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR); Luciana Antunes Rios, do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), Julio Klafke, da Universidade Paulista (UNIP); Pâmela Marjorie C. Coelho, coordenadora da Mostra Brasileira de Foguetes (Mobfog); e pelos estudantes universitários Rafael Tafarello (USP) e Júlio César Campagnolo (Observatório Nacional).

O programa foi dividido em grupos de estudos, oficinas de atividades e observação do céu noturno com instrumento e de maneira panorâmica a olho nu. Os jovens aprenderam a montar e a manusear um telescópio newtoniano, fizeram simulados de provas anteriores e tiveram aulas de ciências espaciais, como, por exemplo, astronomia de posição e análise de dados.

Os alunos da OLAA ainda aprenderam a construir foguetes à base de garrafas pet. Além desse material, ainda foram usados papelão, para serem usados como aletas, bexiga e tecido TNT. A base de lançamento dos protótipos foi elaborada com cano de PVC, bico de bicicleta, mangueira de aquário e arame.

No início, os alunos tiveram dificuldade para preparar a base. Mas não demoraram a aprimorar a habilidade ao manusear o arame e o cano de PVC. Segundo a coordenadora da Mostra Brasileira de Foguetes (Mobfog), Pâmela Marjorie Coelho, o mais importante é que eles ajudassem uns aos outros: "Isso será fundamental no dia da avaliação. Os mais ágeis auxiliam os com mais dificuldades”, explica a coordenadora, que também é membro da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA).

O lançamento de foguetes é uma das provas da OLAA com bastante peso na pontuação. Exige muita concentração, habilidade e disponibilidade para o trabalho em equipe. Os participantes são avaliados em grupo e individualmente.

A Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA 2012) acontecerá na cidade de Vassouras (RJ), entre os dias 4 e 14 de agosto. O Brasil levará duas equipes, já que será a sede da competição. O país será representado pelos alunos Breno Leví Corrêa (Viçosa, MG), Fabio Kenji Arai (São Paulo, SP), Gabriela Fernandes Martins (São Carlos, SP), Ivan Tadeu Ferreira Antunes Filho (Lins, SP), Juliane Trianon Fraga (São Paulo, SP), Karoline Carvalho Burgüer (Limeira, SP), Matheus Saraiva Valente Rosado (Fortaleza, CE), Murilo Freitas Yonashiro Coelho (São Paulo, SP), Onias Castelo Branco Silveira (Fortaleza, CE) e Pedro Rangel Caetano (Votorantim, SP).

Já a Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA 2012) será na cidade de Barranquilla, na Colômbia, entre os dias 9 e 15 de setembro. O grupo será formado pelos estudantes Amanda Seraphim Pedarnig (Valinhos, SP), Larissa Fernandes de Aquino (Olinda, PE), Luis Fernando Machado Poletti Valle (Guarulhos, SP), Victor Venturi (Campinas, SP) e Weslley de Vasconcelos Rodrigues da Silva (Teresina, PI).

Para participar das duas olimpíadas, o candidato precisa de uma excelente pontuação na prova da OBA. Em seguida, participa das seletivas e ainda passa por uma outra etapa. Depois de todo esse processo, os classificados fazem um treinamento intensivo com vários astrônomos, como o que aconteceu na cidade de Passa Quatro.

Segundo o Dr. João Canalle, coordenador nacional da OBA, a iniciativa motiva os estudantes a despertar o interesse pela astronomia: “Nossa área é muito carente de profissionais especializados e dispomos de pouquíssimos professores formados. As olimpíadas científicas surgem com o objetivo de atrair não só os jovens, mas também os futuros mestres em astrofísica”.

Organização
A IOAA é reconhecida pela União Astronômica Internacional (IAU, na sigla em inglês). A organização da competição exige que cada país se comprometa a sediar uma edição da olimpíada, arcando com todas as despesas relativas ao evento, que recebe apoio de diferentes setores da sociedade.

Fundada na cidade de Montevidéu, Uruguai, a OLAA acontece desde 2009 e é coordenada por astrônomos brasileiros, argentinos, uruguaios e outros países da América Latina. Já a OBA é organizada por uma comissão formada por membros da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e da Agência Espacial Brasileira (AEB). O grupo responsável é constituído pelos astrônomos João Batista Garcia Canalle (UERJ), Thaís Mothé-Diniz (UFRJ), Helio Jacques Rocha-Pinto (UFRJ), Jaime Fernando Villas da Rocha (UNIRIO) e pelo engenheiro aeroespacial José Bezerra Pessoa Filho (IAE).
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E mais:
Portugueses competem nas Olimpíadas Internacionais de Astronomia e Astrofísica (Ciência Hoje - Portugal)
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Estudante do Piauí participa de treinamento com astrônomos (180 graus)

terça-feira, 31 de julho de 2012

Brasil é ouro e prata na Olimpíada de Matemática da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa

Equipe brasileira conquistou a primeira posição na classificação geral da competição.

(JC) O Brasil conquistou duas medalhas de ouro e duas de prata na 2ª Olimpíada de Matemática da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (OMCPLP), realizada de 20 a 28 de julho, na cidade de Salvador (BA).

Daniel Santana Rocha, do Rio de Janeiro (RJ) e Murilo Corato Zanarella, de Amparo (SP), obtiveram as medalhas de ouro com 41 pontos cada, a maior pontuação da competição. Daniel Lima Braga, de Eusébio (CE) e Victor Oliveira Reis, de Recife (PE) conquistaram as medalhas de prata com 40 e 38 pontos, respectivamente.

Com este resultado o Brasil ficou pelo segundo ano consecutivo com a primeira posição na classificação geral por países, com 160 pontos, seguido pela equipe de Portugal, que obteve 149 pontos.

Este ano participaram da olimpíada as delegações de Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste, representados por equipes de quatro estudantes de até 18 anos, totalizando 28 competidores. Como na edição anterior da Olimpíada de Matemática da CPLP todos os países participantes receberam medalhas.

Para a coordenadora-geral do evento, Luzinalva Miranda de Amorim, os resultados gerais da competição foram positivos. "Ficamos muito contentes com os resultados alcançados. Todos os países participantes foram premiados, o que sem dúvida reflete o esforço e dedicação de todos os estudantes e professores dos países envolvidos e demonstra que as metas propostas foram atingidas".

O evento tem a sua próxima edição agendada para julho de 2013 na cidade de Maputo, em Moçambique.

A olimpíada é um concurso que faz parte de uma estratégia da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que tem como objetivos fortalecer e estimular o estudo da matemática, contribuir para o desenvolvimento científico da comunidade, detectar jovens talentos e incentivar a troca de experiências entre os países lusófonos.

A olimpíada - Durante as provas, realizadas individualmente nos dias 24 e 25, os estudantes tiveram quatro horas e meia, em cada dia, para resolver três problemas de matemática, propostos pela banca e selecionados pelo júri internacional, formado pelos líderes dos países participantes. Os problemas abrangeram disciplinas como álgebra, teoria dos números, geometria e combinatória. Como parte das atividades do evento, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer aspectos históricos, culturais da Bahia.

A equipe brasileira foi selecionada por meio da Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM), iniciativa que desempenha um importante papel em relação à melhoria do ensino e descoberta de talentos para a pesquisa em matemática nas modalidades de ensino fundamental, médio e universitário nas instituições públicas e privadas de todo o país.

Promovida conjuntamente pelo Instituto de Matemática da Universidade Federal da Bahia (UFBA), a Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), e o Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), a olimpíada contou com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Fundação do Amparo a Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia da Matemática (INCT-Mat).

Para outras informações, acesse: www.2omcplp.com.br
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quarta-feira, 25 de julho de 2012

Brasil sedia Olimpíada Internacional de Astronomia pela primeira vez

(Revista Fator) De 06 a 13 de agosto, 160 estudantes de 32 países estarão no Rio de Janeiro para disputar a primeira competição científica de alcance mundial realizada no País.

De 06 a 13 de agosto, estudantes dos cinco continentes estarão no Rio de Janeiro para participar de uma olimpíada diferente. Em vez de quadras e aparelhos esportivos, os equipamentos serão telescópios, calculadoras, criatividade e aplicação. Trata-se da 6ª Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA), primeira competição científica de alcance mundial realizada no País. Nem mesmo a matemática, ciência tão popular, teve qualquer disputa desse porte promovida no Brasil.

A Olimpíada de Astronomia vai reunir 160 estudantes de 32 países, todos do ensino médio, com idade entre 14 e 18 anos. Entre as muitas nações representadas estão os Emirados Árabes, Irã, China, Polônia, Lituânia, Bangladesh, Bolívia, Chile, Grécia e Portugal. “Temos sempre em mente que estamos em uma competição, mas a oportunidade de conviver com pessoas de tantos lugares diferentes é uma experiência única. Conhecer culturas diversas é o primeiro passo para respeitarmos as diferenças”, diz Julio Campagnolo, primeiro estudante brasileiro a participar da Olimpíada Internacional de Astronomia, na Tailândia, em 2007. Na ocasião, ele conquistou a medalha de bronze. Além da disputa pelo lugar mais alto do pódio, a competição estimula a integração entre os diferentes povos representados.

Este ano, a equipe que irá defender o Brasil é formada por dez estudantes selecionados a partir da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), disputada anualmente no País desde 1998. São sete representantes de São Paulo, um de Minas Gerais, um do Ceará e um do Piauí.

A abertura oficial da 6ª IOAA será realizada na segunda-feira, 6 de agosto, às 10h, no Planetário da Gávea, que fica na Rua Vice-Governador Rubens Berardo, 100. Durante a cerimônia, que terá o desfile oficial das delegações, índios da tribo Desana farão uma apresentação especial para mostrar um pouco sobre como os povos que habitavam o Brasil antes da colonização observavam e identificavam as constelações.

No dia seguinte, começa a disputa pra valer em Vassouras, cidade que vai sediar todas as provas da Olimpíadas. De 7 a 12 de agosto, o município do inteiror do Rio, que nos tempos áureos do café, no século 19, era conhecido como a Cidade dos Barões, irá se transformar em uma espécie de capital da Astronomia. Além da competição, haverá eventos diários em diversos pontos da cidade. Todos gratuitos e abertos ao público geral. Entre os destaques está a palestra do astronauta brasileiro Marcus Pontes, no dia 7, às 18h, na Rua Otávio Gomes, 430, Centro de Vassouras. Haverá ainda Mostra de Filmes Científicos, Planetário Inflável, Exposição de Meteoritos, Apresentação de Orquestra Sinfônica Jovem, entre outras atrações

A cerimônia de encerramento e entrega de medalhas acontece no dia 13 de agosto, às 14h30, no Museu de Astronomia e Ciências Afins, que fica na Rua General Bruce, 586, Bairro Imperial de São Cristovão O evento contará com a presença do Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp.

Modalidades astronômicas -Todos os estudantes competem nas três modalidades da competição. Na prova observacional, além de usarem telescópios para identificar corpos celestes, os estudantes vão utilizar raios lasers que deixam rastros luminosos no céu para apontar a posição de estrelas e constelações. Na prova teórica, irão resolver problemas de astronomia e astrofísica. E por fim, na prova prática, terão que interpretar dados extraídos de observações astronômicas, assim como fazem os astrônomos profissionais.

Patrocínio -Uma particularidade da organização da Olimpíada de Astronomia é que cada país participante deve se comprometer com a realização de uma edição da competição, arcando com todas as despesas relativas à estadia dos participantes e organização geral do evento. Para tal, é necessário o apoio de diferentes setores da sociedade. A missão de apoiar o espírito olímpico e acolher equipes de 32 países no Brasil tem o envolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e de seus institutos de pesquisa e divulgação em astronomia: o Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast), o Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA) e o Observatório Nacional (ON). Também apoiam o evento o Ministério da Educação, o governo do estado do Rio e as prefeituras do Rio de Janeiro e de Vassouras (RJ).[www.ioaa2012.ufrj.br].

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Começa a Olimpíada de Matemática da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa

Além do Brasil, participam as delegações da Angola, Cabo Verde, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

(JC) Começa nesta sexta-feira (20) a 2ª. Olimpíada de Matemática da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. A competição, que vai até sábado (28), acontece na cidade de Salvador (BA) reunindo 28 estudantes de ensino médio da Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

Cada país participante está representado por uma equipe de quatro estudantes de até 18 anos e dois professores líderes. O time brasileiro está formado pelos estudantes: Daniel Santana Rocha (RJ), Daniel Lima Braga (CE), Murilo Corato Zanarella (SP) e Victor Oliveira Reis (PE), todos premiados na 33ª. Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) em 2011. A equipe é liderada pelos professores Marcelo Mendes de Oliveira (CE) e Guilherme Philippe Figueiredo (SP).

O evento é um concurso que faz parte de uma estratégia da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que tem como objetivos fortalecer e estimular o estudo da matemática, contribuir para o desenvolvimento científico da comunidade, detectar jovens talentos e incentivar a troca de experiências entre os participantes.

Como país-sede, o Brasil é responsável pelas despesas relativas à estadia dos competidores durante a realização da olimpíada e a organização geral do evento. "É uma grande satisfação receber no país, e particularmente no Estado da Bahia, o grupo de talentosos jovens estudantes e seus professores. Esperamos que a estadia de todos os participantes seja a mais agradável possível", disse a coordenadora do evento, Luzinalva Miranda de Amorim.

As provas - Durante as provas, realizadas em dois dias consecutivos, os estudantes terão três horas e meia, em cada dia, para resolver três problemas de matemática, propostos pelos países participantes e selecionados por um júri internacional. Os problemas abrangem disciplinas como álgebra, teoria dos números, geometria e combinatória. Os estudantes deverão desenvolver soluções criativas na tentativa de resolvê-los para assim conquistar medalhas de ouro, prata ou bronze, as quais serão distribuídas segundo percentuais mínimos de acerto.

Além da olimpíada, será realizada nos dias (21) e (22) a 1ª. Jornada Internacional do Ensino de Matemática. Durante o evento serão oferecidas palestras e sessões de trabalho sobre problemas de matemática. A jornada é voltada para estudantes e professores das escolas do Estado da Bahia.

Breve histórico - A competição, realizada pela primeira vez em 2011, na cidade de Coimbra, Portugal, contou com a participação de 23 estudantes representantes de seis países de língua oficial portuguesa. Na oportunidade, o Brasil conquistou um total de quatro medalhas, sendo duas de ouro, uma de prata e uma de bronze, sendo o país mais bem colocado entre os participantes.

O evento é uma organização conjunta do Instituto de Matemática da Universidade Federal da Bahia (UFBA), da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), e conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), da Fundação do Amparo a Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia da Matemática (INCT-Mat).

Para outras informações sobre o evento, acesse: www.2omcplp.com.br

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Atletas da lógica


(Ciência Hoje) “Agora é basicamente isso: largar ele na pista e torcer para que faça tudo certo”, cochichava um adolescente para sua equipe às vésperas do início da rodada de provas práticas da etapa estadual da 4ª Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR), realizada no dia 30 de junho na Escola Parque, na zona sul do Rio de Janeiro. Esse mesmo pensamento deve ter rondado a cabeça de crianças e jovens das 37 equipes de ensino fundamental e médio que participavam da competição. Mas, além da sorte, a OBR envolve muito esforço, trabalho em equipe e planejamento que começa em sala de aula.