Equipe brasileira conquistou a primeira posição na classificação geral da competição.
(JC) O Brasil conquistou duas medalhas de ouro e duas de prata na 2ª Olimpíada de Matemática da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (OMCPLP), realizada de 20 a 28 de julho, na cidade de Salvador (BA).
Daniel Santana Rocha, do Rio de Janeiro (RJ) e Murilo Corato Zanarella, de Amparo (SP), obtiveram as medalhas de ouro com 41 pontos cada, a maior pontuação da competição. Daniel Lima Braga, de Eusébio (CE) e Victor Oliveira Reis, de Recife (PE) conquistaram as medalhas de prata com 40 e 38 pontos, respectivamente.
Com este resultado o Brasil ficou pelo segundo ano consecutivo com a primeira posição na classificação geral por países, com 160 pontos, seguido pela equipe de Portugal, que obteve 149 pontos.
Este ano participaram da olimpíada as delegações de Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste, representados por equipes de quatro estudantes de até 18 anos, totalizando 28 competidores. Como na edição anterior da Olimpíada de Matemática da CPLP todos os países participantes receberam medalhas.
Para a coordenadora-geral do evento, Luzinalva Miranda de Amorim, os resultados gerais da competição foram positivos. "Ficamos muito contentes com os resultados alcançados. Todos os países participantes foram premiados, o que sem dúvida reflete o esforço e dedicação de todos os estudantes e professores dos países envolvidos e demonstra que as metas propostas foram atingidas".
O evento tem a sua próxima edição agendada para julho de 2013 na cidade de Maputo, em Moçambique.
A olimpíada é um concurso que faz parte de uma estratégia da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que tem como objetivos fortalecer e estimular o estudo da matemática, contribuir para o desenvolvimento científico da comunidade, detectar jovens talentos e incentivar a troca de experiências entre os países lusófonos.
A olimpíada - Durante as provas, realizadas individualmente nos dias 24 e 25, os estudantes tiveram quatro horas e meia, em cada dia, para resolver três problemas de matemática, propostos pela banca e selecionados pelo júri internacional, formado pelos líderes dos países participantes. Os problemas abrangeram disciplinas como álgebra, teoria dos números, geometria e combinatória. Como parte das atividades do evento, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer aspectos históricos, culturais da Bahia.
A equipe brasileira foi selecionada por meio da Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM), iniciativa que desempenha um importante papel em relação à melhoria do ensino e descoberta de talentos para a pesquisa em matemática nas modalidades de ensino fundamental, médio e universitário nas instituições públicas e privadas de todo o país.
Promovida conjuntamente pelo Instituto de Matemática da Universidade Federal da Bahia (UFBA), a Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), e o Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), a olimpíada contou com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Fundação do Amparo a Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia da Matemática (INCT-Mat).
Para outras informações, acesse: www.2omcplp.com.br
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terça-feira, 31 de julho de 2012
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Brasil sedia Olimpíada Internacional de Astronomia pela primeira vez
(Revista Fator) De 06 a 13 de agosto, 160 estudantes de 32 países estarão no Rio de Janeiro para disputar a primeira competição científica de alcance mundial realizada no País.
De 06 a 13 de agosto, estudantes dos cinco continentes estarão no Rio de Janeiro para participar de uma olimpíada diferente. Em vez de quadras e aparelhos esportivos, os equipamentos serão telescópios, calculadoras, criatividade e aplicação. Trata-se da 6ª Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA), primeira competição científica de alcance mundial realizada no País. Nem mesmo a matemática, ciência tão popular, teve qualquer disputa desse porte promovida no Brasil.
A Olimpíada de Astronomia vai reunir 160 estudantes de 32 países, todos do ensino médio, com idade entre 14 e 18 anos. Entre as muitas nações representadas estão os Emirados Árabes, Irã, China, Polônia, Lituânia, Bangladesh, Bolívia, Chile, Grécia e Portugal. “Temos sempre em mente que estamos em uma competição, mas a oportunidade de conviver com pessoas de tantos lugares diferentes é uma experiência única. Conhecer culturas diversas é o primeiro passo para respeitarmos as diferenças”, diz Julio Campagnolo, primeiro estudante brasileiro a participar da Olimpíada Internacional de Astronomia, na Tailândia, em 2007. Na ocasião, ele conquistou a medalha de bronze. Além da disputa pelo lugar mais alto do pódio, a competição estimula a integração entre os diferentes povos representados.
Este ano, a equipe que irá defender o Brasil é formada por dez estudantes selecionados a partir da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), disputada anualmente no País desde 1998. São sete representantes de São Paulo, um de Minas Gerais, um do Ceará e um do Piauí.
A abertura oficial da 6ª IOAA será realizada na segunda-feira, 6 de agosto, às 10h, no Planetário da Gávea, que fica na Rua Vice-Governador Rubens Berardo, 100. Durante a cerimônia, que terá o desfile oficial das delegações, índios da tribo Desana farão uma apresentação especial para mostrar um pouco sobre como os povos que habitavam o Brasil antes da colonização observavam e identificavam as constelações.
No dia seguinte, começa a disputa pra valer em Vassouras, cidade que vai sediar todas as provas da Olimpíadas. De 7 a 12 de agosto, o município do inteiror do Rio, que nos tempos áureos do café, no século 19, era conhecido como a Cidade dos Barões, irá se transformar em uma espécie de capital da Astronomia. Além da competição, haverá eventos diários em diversos pontos da cidade. Todos gratuitos e abertos ao público geral. Entre os destaques está a palestra do astronauta brasileiro Marcus Pontes, no dia 7, às 18h, na Rua Otávio Gomes, 430, Centro de Vassouras. Haverá ainda Mostra de Filmes Científicos, Planetário Inflável, Exposição de Meteoritos, Apresentação de Orquestra Sinfônica Jovem, entre outras atrações
A cerimônia de encerramento e entrega de medalhas acontece no dia 13 de agosto, às 14h30, no Museu de Astronomia e Ciências Afins, que fica na Rua General Bruce, 586, Bairro Imperial de São Cristovão O evento contará com a presença do Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp.
Modalidades astronômicas -Todos os estudantes competem nas três modalidades da competição. Na prova observacional, além de usarem telescópios para identificar corpos celestes, os estudantes vão utilizar raios lasers que deixam rastros luminosos no céu para apontar a posição de estrelas e constelações. Na prova teórica, irão resolver problemas de astronomia e astrofísica. E por fim, na prova prática, terão que interpretar dados extraídos de observações astronômicas, assim como fazem os astrônomos profissionais.
Patrocínio -Uma particularidade da organização da Olimpíada de Astronomia é que cada país participante deve se comprometer com a realização de uma edição da competição, arcando com todas as despesas relativas à estadia dos participantes e organização geral do evento. Para tal, é necessário o apoio de diferentes setores da sociedade. A missão de apoiar o espírito olímpico e acolher equipes de 32 países no Brasil tem o envolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e de seus institutos de pesquisa e divulgação em astronomia: o Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast), o Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA) e o Observatório Nacional (ON). Também apoiam o evento o Ministério da Educação, o governo do estado do Rio e as prefeituras do Rio de Janeiro e de Vassouras (RJ).[www.ioaa2012.ufrj.br].
De 06 a 13 de agosto, estudantes dos cinco continentes estarão no Rio de Janeiro para participar de uma olimpíada diferente. Em vez de quadras e aparelhos esportivos, os equipamentos serão telescópios, calculadoras, criatividade e aplicação. Trata-se da 6ª Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA), primeira competição científica de alcance mundial realizada no País. Nem mesmo a matemática, ciência tão popular, teve qualquer disputa desse porte promovida no Brasil.
A Olimpíada de Astronomia vai reunir 160 estudantes de 32 países, todos do ensino médio, com idade entre 14 e 18 anos. Entre as muitas nações representadas estão os Emirados Árabes, Irã, China, Polônia, Lituânia, Bangladesh, Bolívia, Chile, Grécia e Portugal. “Temos sempre em mente que estamos em uma competição, mas a oportunidade de conviver com pessoas de tantos lugares diferentes é uma experiência única. Conhecer culturas diversas é o primeiro passo para respeitarmos as diferenças”, diz Julio Campagnolo, primeiro estudante brasileiro a participar da Olimpíada Internacional de Astronomia, na Tailândia, em 2007. Na ocasião, ele conquistou a medalha de bronze. Além da disputa pelo lugar mais alto do pódio, a competição estimula a integração entre os diferentes povos representados.
Este ano, a equipe que irá defender o Brasil é formada por dez estudantes selecionados a partir da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), disputada anualmente no País desde 1998. São sete representantes de São Paulo, um de Minas Gerais, um do Ceará e um do Piauí.
A abertura oficial da 6ª IOAA será realizada na segunda-feira, 6 de agosto, às 10h, no Planetário da Gávea, que fica na Rua Vice-Governador Rubens Berardo, 100. Durante a cerimônia, que terá o desfile oficial das delegações, índios da tribo Desana farão uma apresentação especial para mostrar um pouco sobre como os povos que habitavam o Brasil antes da colonização observavam e identificavam as constelações.
No dia seguinte, começa a disputa pra valer em Vassouras, cidade que vai sediar todas as provas da Olimpíadas. De 7 a 12 de agosto, o município do inteiror do Rio, que nos tempos áureos do café, no século 19, era conhecido como a Cidade dos Barões, irá se transformar em uma espécie de capital da Astronomia. Além da competição, haverá eventos diários em diversos pontos da cidade. Todos gratuitos e abertos ao público geral. Entre os destaques está a palestra do astronauta brasileiro Marcus Pontes, no dia 7, às 18h, na Rua Otávio Gomes, 430, Centro de Vassouras. Haverá ainda Mostra de Filmes Científicos, Planetário Inflável, Exposição de Meteoritos, Apresentação de Orquestra Sinfônica Jovem, entre outras atrações
A cerimônia de encerramento e entrega de medalhas acontece no dia 13 de agosto, às 14h30, no Museu de Astronomia e Ciências Afins, que fica na Rua General Bruce, 586, Bairro Imperial de São Cristovão O evento contará com a presença do Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp.
Modalidades astronômicas -Todos os estudantes competem nas três modalidades da competição. Na prova observacional, além de usarem telescópios para identificar corpos celestes, os estudantes vão utilizar raios lasers que deixam rastros luminosos no céu para apontar a posição de estrelas e constelações. Na prova teórica, irão resolver problemas de astronomia e astrofísica. E por fim, na prova prática, terão que interpretar dados extraídos de observações astronômicas, assim como fazem os astrônomos profissionais.
Patrocínio -Uma particularidade da organização da Olimpíada de Astronomia é que cada país participante deve se comprometer com a realização de uma edição da competição, arcando com todas as despesas relativas à estadia dos participantes e organização geral do evento. Para tal, é necessário o apoio de diferentes setores da sociedade. A missão de apoiar o espírito olímpico e acolher equipes de 32 países no Brasil tem o envolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e de seus institutos de pesquisa e divulgação em astronomia: o Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast), o Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA) e o Observatório Nacional (ON). Também apoiam o evento o Ministério da Educação, o governo do estado do Rio e as prefeituras do Rio de Janeiro e de Vassouras (RJ).[www.ioaa2012.ufrj.br].
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Começa a Olimpíada de Matemática da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa
Além do Brasil, participam as delegações da Angola, Cabo Verde, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.
(JC) Começa nesta sexta-feira (20) a 2ª. Olimpíada de Matemática da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. A competição, que vai até sábado (28), acontece na cidade de Salvador (BA) reunindo 28 estudantes de ensino médio da Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.
Cada país participante está representado por uma equipe de quatro estudantes de até 18 anos e dois professores líderes. O time brasileiro está formado pelos estudantes: Daniel Santana Rocha (RJ), Daniel Lima Braga (CE), Murilo Corato Zanarella (SP) e Victor Oliveira Reis (PE), todos premiados na 33ª. Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) em 2011. A equipe é liderada pelos professores Marcelo Mendes de Oliveira (CE) e Guilherme Philippe Figueiredo (SP).
O evento é um concurso que faz parte de uma estratégia da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que tem como objetivos fortalecer e estimular o estudo da matemática, contribuir para o desenvolvimento científico da comunidade, detectar jovens talentos e incentivar a troca de experiências entre os participantes.
Como país-sede, o Brasil é responsável pelas despesas relativas à estadia dos competidores durante a realização da olimpíada e a organização geral do evento. "É uma grande satisfação receber no país, e particularmente no Estado da Bahia, o grupo de talentosos jovens estudantes e seus professores. Esperamos que a estadia de todos os participantes seja a mais agradável possível", disse a coordenadora do evento, Luzinalva Miranda de Amorim.
As provas - Durante as provas, realizadas em dois dias consecutivos, os estudantes terão três horas e meia, em cada dia, para resolver três problemas de matemática, propostos pelos países participantes e selecionados por um júri internacional. Os problemas abrangem disciplinas como álgebra, teoria dos números, geometria e combinatória. Os estudantes deverão desenvolver soluções criativas na tentativa de resolvê-los para assim conquistar medalhas de ouro, prata ou bronze, as quais serão distribuídas segundo percentuais mínimos de acerto.
Além da olimpíada, será realizada nos dias (21) e (22) a 1ª. Jornada Internacional do Ensino de Matemática. Durante o evento serão oferecidas palestras e sessões de trabalho sobre problemas de matemática. A jornada é voltada para estudantes e professores das escolas do Estado da Bahia.
Breve histórico - A competição, realizada pela primeira vez em 2011, na cidade de Coimbra, Portugal, contou com a participação de 23 estudantes representantes de seis países de língua oficial portuguesa. Na oportunidade, o Brasil conquistou um total de quatro medalhas, sendo duas de ouro, uma de prata e uma de bronze, sendo o país mais bem colocado entre os participantes.
O evento é uma organização conjunta do Instituto de Matemática da Universidade Federal da Bahia (UFBA), da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), e conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), da Fundação do Amparo a Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia da Matemática (INCT-Mat).
Para outras informações sobre o evento, acesse: www.2omcplp.com.br
(JC) Começa nesta sexta-feira (20) a 2ª. Olimpíada de Matemática da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. A competição, que vai até sábado (28), acontece na cidade de Salvador (BA) reunindo 28 estudantes de ensino médio da Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.
Cada país participante está representado por uma equipe de quatro estudantes de até 18 anos e dois professores líderes. O time brasileiro está formado pelos estudantes: Daniel Santana Rocha (RJ), Daniel Lima Braga (CE), Murilo Corato Zanarella (SP) e Victor Oliveira Reis (PE), todos premiados na 33ª. Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) em 2011. A equipe é liderada pelos professores Marcelo Mendes de Oliveira (CE) e Guilherme Philippe Figueiredo (SP).
O evento é um concurso que faz parte de uma estratégia da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que tem como objetivos fortalecer e estimular o estudo da matemática, contribuir para o desenvolvimento científico da comunidade, detectar jovens talentos e incentivar a troca de experiências entre os participantes.
Como país-sede, o Brasil é responsável pelas despesas relativas à estadia dos competidores durante a realização da olimpíada e a organização geral do evento. "É uma grande satisfação receber no país, e particularmente no Estado da Bahia, o grupo de talentosos jovens estudantes e seus professores. Esperamos que a estadia de todos os participantes seja a mais agradável possível", disse a coordenadora do evento, Luzinalva Miranda de Amorim.
As provas - Durante as provas, realizadas em dois dias consecutivos, os estudantes terão três horas e meia, em cada dia, para resolver três problemas de matemática, propostos pelos países participantes e selecionados por um júri internacional. Os problemas abrangem disciplinas como álgebra, teoria dos números, geometria e combinatória. Os estudantes deverão desenvolver soluções criativas na tentativa de resolvê-los para assim conquistar medalhas de ouro, prata ou bronze, as quais serão distribuídas segundo percentuais mínimos de acerto.
Além da olimpíada, será realizada nos dias (21) e (22) a 1ª. Jornada Internacional do Ensino de Matemática. Durante o evento serão oferecidas palestras e sessões de trabalho sobre problemas de matemática. A jornada é voltada para estudantes e professores das escolas do Estado da Bahia.
Breve histórico - A competição, realizada pela primeira vez em 2011, na cidade de Coimbra, Portugal, contou com a participação de 23 estudantes representantes de seis países de língua oficial portuguesa. Na oportunidade, o Brasil conquistou um total de quatro medalhas, sendo duas de ouro, uma de prata e uma de bronze, sendo o país mais bem colocado entre os participantes.
O evento é uma organização conjunta do Instituto de Matemática da Universidade Federal da Bahia (UFBA), da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), e conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), da Fundação do Amparo a Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia da Matemática (INCT-Mat).
Para outras informações sobre o evento, acesse: www.2omcplp.com.br
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Atletas da lógica
(Ciência Hoje) “Agora é basicamente isso: largar ele na pista e torcer para que faça tudo certo”, cochichava um adolescente para sua equipe às vésperas do início da rodada de provas práticas da etapa estadual da 4ª Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR), realizada no dia 30 de junho na Escola Parque, na zona sul do Rio de Janeiro. Esse mesmo pensamento deve ter rondado a cabeça de crianças e jovens das 37 equipes de ensino fundamental e médio que participavam da competição. Mas, além da sorte, a OBR envolve muito esforço, trabalho em equipe e planejamento que começa em sala de aula.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Brasil conquista medalha de ouro na Olimpíada Internacional de Matemática
A competição internacional aconteceu na Argentina reunindo jovens talentos de 100 países.
(JC) O estudante Rodrigo Sanches Ângelo, de 16 anos, conquistou medalha de ouro na 53ª Olimpíada Internacional de Matemática (IMO). O evento, considerado o mais importante da área pela Unesco foi realizado entre os dias 4 e 16 de julho na cidade de Mar del Plata, na Argentina reunindo 551 estudantes de 100 países.
Além do ouro para Rodrigo, o Brasil também conquistou uma medalha de prata, obtida por João Lucas Camelo Sá (CE). Já os jovens Franco Matheus de Alencar Severo (RJ), Rafael Kazuhiro Miyazaki (SP) e Henrique Fiúza Gasparini Nascimento (DF) ficaram com a medalha de bronze, enquanto Maria Clara Mendes Silva (MG) recebeu uma menção honrosa. A equipe brasileira foi liderada pelos professores, Luciano Castro (RJ) e Carlos Shine (SP).
Com este resultado o Brasil se classificou em 19º lugar entre os países participantes. Realizada desde 1959, a olimpíada se destina a estudantes do ensino médio cujas idades variam entre os 14 e 19 anos e que não tenham ingressado na universidade. Cada país é representado por uma equipe composta por até seis estudantes e dois professores.
As provas foram realizadas nos dias 10 e 11 de julho. Em cada dia, os competidores resolveram três problemas, com valor de sete pontos cada, aplicados em quatro horas e meia de prova. Rodrigo obteve a medalha de ouro conquistando 28 pontos de um máximo de 42.
Os problemas da prova envolveram disciplinas do ensino médio como álgebra, teoria dos números, análise combinatória e geometria. "Os problemas da olimpíada internacional costumam ser mais criativos, não exigindo a aplicação de conhecimentos de matemática avançada, porém, muitas vezes apresentam um alto grau de dificuldade até para matemáticos profissionais", explica o coordenador-geral da OBM, Carlos Gustavo Moreira.
Como preparação para enfrentar a prova, os integrantes da equipe brasileira participaram de um treinamento intensivo com aulas específicas e simulados, realizado nas semanas que antecederam a competição.
Medalhas brasileiras na IMO - O Brasil participa do evento desde 1979, conquistando desde então o total de 101 medalhas, sendo 9 de ouro, 27 de prata e 65 de bronze o que o torna o país latino americano com maior número de medalhas na competição. No próximo ano o evento ocorrerá na Colômbia.
A equipe brasileira foi selecionada por meio da Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM), iniciativa que desempenha um importante papel em relação à melhoria do ensino e descoberta de talentos para a pesquisa em matemática nas modalidades de ensino fundamental, médio e universitário nas instituições públicas e privadas de todo o País.
A OBM é um projeto conjunto do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) e conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Matemática (INCT-Mat).
Para outras informações visite: www.obm.org.br.
(JC) O estudante Rodrigo Sanches Ângelo, de 16 anos, conquistou medalha de ouro na 53ª Olimpíada Internacional de Matemática (IMO). O evento, considerado o mais importante da área pela Unesco foi realizado entre os dias 4 e 16 de julho na cidade de Mar del Plata, na Argentina reunindo 551 estudantes de 100 países.
Além do ouro para Rodrigo, o Brasil também conquistou uma medalha de prata, obtida por João Lucas Camelo Sá (CE). Já os jovens Franco Matheus de Alencar Severo (RJ), Rafael Kazuhiro Miyazaki (SP) e Henrique Fiúza Gasparini Nascimento (DF) ficaram com a medalha de bronze, enquanto Maria Clara Mendes Silva (MG) recebeu uma menção honrosa. A equipe brasileira foi liderada pelos professores, Luciano Castro (RJ) e Carlos Shine (SP).
Com este resultado o Brasil se classificou em 19º lugar entre os países participantes. Realizada desde 1959, a olimpíada se destina a estudantes do ensino médio cujas idades variam entre os 14 e 19 anos e que não tenham ingressado na universidade. Cada país é representado por uma equipe composta por até seis estudantes e dois professores.
As provas foram realizadas nos dias 10 e 11 de julho. Em cada dia, os competidores resolveram três problemas, com valor de sete pontos cada, aplicados em quatro horas e meia de prova. Rodrigo obteve a medalha de ouro conquistando 28 pontos de um máximo de 42.
Os problemas da prova envolveram disciplinas do ensino médio como álgebra, teoria dos números, análise combinatória e geometria. "Os problemas da olimpíada internacional costumam ser mais criativos, não exigindo a aplicação de conhecimentos de matemática avançada, porém, muitas vezes apresentam um alto grau de dificuldade até para matemáticos profissionais", explica o coordenador-geral da OBM, Carlos Gustavo Moreira.
Como preparação para enfrentar a prova, os integrantes da equipe brasileira participaram de um treinamento intensivo com aulas específicas e simulados, realizado nas semanas que antecederam a competição.
Medalhas brasileiras na IMO - O Brasil participa do evento desde 1979, conquistando desde então o total de 101 medalhas, sendo 9 de ouro, 27 de prata e 65 de bronze o que o torna o país latino americano com maior número de medalhas na competição. No próximo ano o evento ocorrerá na Colômbia.
A equipe brasileira foi selecionada por meio da Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM), iniciativa que desempenha um importante papel em relação à melhoria do ensino e descoberta de talentos para a pesquisa em matemática nas modalidades de ensino fundamental, médio e universitário nas instituições públicas e privadas de todo o País.
A OBM é um projeto conjunto do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) e conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Matemática (INCT-Mat).
Para outras informações visite: www.obm.org.br.
terça-feira, 10 de julho de 2012
Estudantes vão disputar a Olimpíada Internacional de Matemática
Competição acontece até o dia 16 de julho na cidade de Mar Del Plata, na Argentina.
(JC) Seis estudantes brasileiros estão em Mar Del Plata, na Argentina, para disputar a 53º edição da Olimpíada Internacional de Matemática (IMO, na sigla em inglês). No ano passado, a equipe brasileira conquistou três medalhas de prata e três de bronze. O evento acontece até o dia 16 de julho.
A cada dia, os participantes terão que resolver três problemas em 4 horas e meia. Para a resolução das questões, eles necessitam muito mais de criatividade e habilidade matemáticas do que simplesmente conhecimentos e fórmulas aplicadas.
Franco Matheus Severo, de 16 anos, é um dos estudantes olímpicos. É a primeira vez que participa de uma competição internacional, mas é um veterano em olimpíadas de conhecimento. Ele coleciona medalhas em competições desde os 12 anos. Já são duas de ouro, duas de prata e uma de bronze conquistadas nas olimpíadas nacionais e estaduais de Matemática, de Física e de Astronomia.
Sua primeira façanha foi a medalha de prata na Olimpíada de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). Logo foi descoberto pelo Sistema Elite de Ensino, que ofereceu uma bolsa de 100% para o jovem talento e deu todo o suporte necessário para o rapaz galgar degraus ainda maiores.
Para Franco, pensar em problemas matemáticos, principalmente os olímpicos, é muito divertido. Para ele, essas questões não são uma mera aplicação de teorias: "É necessário ter ideias criativas e saber usar bem as técnicas. Além disso, a sensação de resolver um problema difícil é muito boa", ressalta.
Para Luciano Monteiro de Castro, coordenador regional da OBM, o segredo do desempenho desses jovens é o amor que têm pelo o quê fazem. Castro também é membro da comissão responsável pelo treinamento da equipe olímpica em competições internacionais envolvendo a matemática. Para ele, o segredo desses alunos é bem claro: "os campeões da matemática não abdicam da diversão para estudar. Eles se divertem estudando", enfatiza.
Sobre a IMO - A Olimpíada Internacional de Matemática é o maior evento educacional do gênero do mundo, realizada desde 1959, a competição envolve hoje a participação de cerca de 600 estudantes entre 14 e 19 anos de idade, que fazem provas em dois dias consecutivos. Em cada dia, os concorrentes resolvem provas com três problemas, com valor de sete pontos cada, aplicados em quatro horas e meia de prova, abrangendo as disciplinas de Álgebra, Teoria dos Números, Combinatória e Geometria. O Brasil participa do evento desde 1979, conquistando desde então o total de 96 medalhas, sendo 8 de ouro, 26 de prata e 62 de bronze.
A participação brasileira na competição é organizada pela Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM), iniciativa que tem desempenhado um importante papel em relação à melhoria do ensino e descoberta de talentos para a pesquisa em matemática nas modalidades de ensino fundamental, médio e universitário nas instituições públicas e privadas de todo o país.
A OBM é um projeto conjunto do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa) da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) e conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Matemática (INCT-Mat).
(JC) Seis estudantes brasileiros estão em Mar Del Plata, na Argentina, para disputar a 53º edição da Olimpíada Internacional de Matemática (IMO, na sigla em inglês). No ano passado, a equipe brasileira conquistou três medalhas de prata e três de bronze. O evento acontece até o dia 16 de julho.
A cada dia, os participantes terão que resolver três problemas em 4 horas e meia. Para a resolução das questões, eles necessitam muito mais de criatividade e habilidade matemáticas do que simplesmente conhecimentos e fórmulas aplicadas.
Franco Matheus Severo, de 16 anos, é um dos estudantes olímpicos. É a primeira vez que participa de uma competição internacional, mas é um veterano em olimpíadas de conhecimento. Ele coleciona medalhas em competições desde os 12 anos. Já são duas de ouro, duas de prata e uma de bronze conquistadas nas olimpíadas nacionais e estaduais de Matemática, de Física e de Astronomia.
Sua primeira façanha foi a medalha de prata na Olimpíada de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). Logo foi descoberto pelo Sistema Elite de Ensino, que ofereceu uma bolsa de 100% para o jovem talento e deu todo o suporte necessário para o rapaz galgar degraus ainda maiores.
Para Franco, pensar em problemas matemáticos, principalmente os olímpicos, é muito divertido. Para ele, essas questões não são uma mera aplicação de teorias: "É necessário ter ideias criativas e saber usar bem as técnicas. Além disso, a sensação de resolver um problema difícil é muito boa", ressalta.
Para Luciano Monteiro de Castro, coordenador regional da OBM, o segredo do desempenho desses jovens é o amor que têm pelo o quê fazem. Castro também é membro da comissão responsável pelo treinamento da equipe olímpica em competições internacionais envolvendo a matemática. Para ele, o segredo desses alunos é bem claro: "os campeões da matemática não abdicam da diversão para estudar. Eles se divertem estudando", enfatiza.
Sobre a IMO - A Olimpíada Internacional de Matemática é o maior evento educacional do gênero do mundo, realizada desde 1959, a competição envolve hoje a participação de cerca de 600 estudantes entre 14 e 19 anos de idade, que fazem provas em dois dias consecutivos. Em cada dia, os concorrentes resolvem provas com três problemas, com valor de sete pontos cada, aplicados em quatro horas e meia de prova, abrangendo as disciplinas de Álgebra, Teoria dos Números, Combinatória e Geometria. O Brasil participa do evento desde 1979, conquistando desde então o total de 96 medalhas, sendo 8 de ouro, 26 de prata e 62 de bronze.
A participação brasileira na competição é organizada pela Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM), iniciativa que tem desempenhado um importante papel em relação à melhoria do ensino e descoberta de talentos para a pesquisa em matemática nas modalidades de ensino fundamental, médio e universitário nas instituições públicas e privadas de todo o país.
A OBM é um projeto conjunto do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa) da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) e conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Matemática (INCT-Mat).
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Olimpíada pública de matemática já reúne 90% dos alunos aptos
(Valor Econômico / JC) Neste ano, as provas da primeira fase Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) contou com a participação de 19,1 milhões de jovens e mais de 46,5 mil escolas do País. Os números representam quase 90% do total de alunos de toda a rede pública aptos a fazer as provas.
A mineira Natália da Fonseca Barbosa, de 13 anos, fala da soma dos quadrados dos catetos do teorema de Pitágoras com desenvoltura e confunde a reportagem, que precisa de mais explicação para entender sua paixão por números. Ela aprendeu a relação matemática que calcula o comprimento do terceiro lado do triângulo retângulo quando ainda estava na quinta série do ensino fundamental - pelo currículo pedagógico do país, esse tema geométrico só aparece a partir de meados da sétima série.
Hoje na sétima série da Escola Estadual Adelaide Bias Fortes, em Barbacena, Natalia não é nenhum tipo de gênio ou prodígio. Aos 11 anos ela ganhou sua primeira medalha, de bronze, na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), foi premiada com uma bolsa mensal de R$ 100 e durante um ano participou de um programa de iniciação científica júnior na Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). No ano passado, a estudante teve nota boa na prova, levou o ouro e se prepara para mais uma temporada de estudos avançados de matemática na universidade. Além disso, tem garantida bolsa para iniciação científica quando chegar ao ensino superior, custeado pelo governo federal, apoiador da olimpíada.
Baseada numa tradição que nasceu na Hungria em 1894 para estimular o estudo da matemática entre crianças e jovens e identificar mentes brilhantes para as ciências exatas, a olimpíada dos números no Brasil começou em São Paulo, em 1977, e só teve a primeira edição nacional exclusivamente para alunos da rede pública em 2005, com a participação de 10,5 milhões de crianças e jovens do ensino fundamental e médio de 31 mil escolas. Neste ano, as provas da primeira fase contou com a participação de 19,1 milhões de jovens e mais de 46,5 mil escolas. Os números representam quase 90% do total de alunos de toda a rede pública aptos a fazer as provas.tiveram quase o dobro de inscrições: 19,1 milhões de jovens e mais de 46,5 mil escolas participantes. Os números representam quase 90% do total de alunos de toda a rede pública aptos a fazer as provas.
O País também conta com outra competição nacional de matemática, misturando escolas públicas e privadas, com cerca de 200 mil participantes por ano.
"O sucesso da olimpíada se deve ao impacto no aprendizado nas escolas públicas e ao envolvimento dos professores e diretores. O número crescente de participantes e de premiados com medalhas de ouro, prata e bronze dos lugares mais recônditos do país estimulam a participação e revelam que o talento para a matemática está uniformemente distribuído por toda a sociedade brasileira", avalia o peruano César Camacho, diretor do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), organização social ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação responsável pela condução da Olimpíada de Matemática.
Ele acrescenta que os jovens que se destacam na olimpíada pública ficam mais interessados em seguir carreiras de exatas na universidade. "É um fenômeno ainda mal estudado, mas estamos percebendo que lugares com muitos alunos premiados se estabelece uma corrente contínua até o ensino superior."
Embora não esteja preocupado em ganhar medalhas, Jonathan Cícero, de 14 anos, da 8ª série da Escola Estadual Olavo Pezzotti, na cidade de São Paulo, conta que entender melhor as equações e os problemas "com certeza" o ajudará na sua carreira. "Quero trabalhar com computação ou engenharia, e matemática é bem importante".
Já Leandro Freitas Pessoa escolheu seguir carreira acadêmica - bastante impressiva, por sinal. É bom com números desde criancinha. Na olimpíada, foi medalhista quando estava no ensino médio no Piauí. Atualmente, aos 23 anos, já cursa, com bolsa, o doutorado em matemática na Universidade Federal do Ceará (UFCE). "A olimpíada vem resgatar o sentimento de que a matemática é a mãe de todas as ciências. Descobre alunos que têm talento na disciplina, e geralmente quem é bom em matemática é bom também em outras matérias que hoje têm a ver com profissões de status no país, como medicina e engenharia", opina Leandro.
O jovem acadêmico lembra que a olimpíada não é somente uma competição. O Impa fornece livros didáticos e DVDs que são usados para complementar o currículo. As provas do campeonato, elaboradas por acadêmicos, têm uma proposta pedagógica diferente da matemática cotidiana vista em sala de aula. Com linguagem leve, priorizam a lógica e a resolução de problemas que despertam o interesse e a curiosidade de alunos e professores. Exemplo de questão de um teste do ano passado traz a história do Tio Mané, torcedor fanático do Coco da Selva Futebol Clube. Ele quer criar uma bandeira para o time. Um estandarte é apresentado com várias figuras geométricas em destaque, e a pergunta pede para o aluno calcular a área da parte pintada do desenho.
"A Obmep [Olimpíada] dá uma chacoalhada. São questões diferentes, instigantes. Tem aluno que diz não gostar da matemática da escola, mas da Obmep gosta. Acaba sendo uma alternativa mais interessante para ensinar", comenta a professora da Universidade de São Paulo (USP) Ana Catarina Hellmeister, coordenadora para o Sudeste da Olimpíada de Matemática. "É um desafio. Às vezes não precisa fazer muita conta para resolver o problema, é só entender bem o enunciado e usar a lógica", conta a mineira Natalia. Aluna da quinta série da Escola Estadual Olavo Pezzotti, Luana Helena Alves, de 11 anos, fez a prova pela primeira vez neste ano e achou difícil, mas gostou do formato. "Tem muito gráfico e tabelas para ler e perguntas sobre como contamos nosso dinheiro quando compramos alguma coisa."
Na escola de Luana, professores de matemática e estudantes montaram um grupo que se reúne em atividades extra classe para estudar os exercícios propostos no material didático da Obmep. "Nessa turma tratamos a matemática como uma filosofia que ensina a pensar, a fazer o aluno questionar mais. Assim ele vai melhorar na resolução de problemas matemáticos e também da vida", diz José Carlos Barreto, professor de matemática.
Na rede estadual de Minas Gerais, a olimpíada de matemática entrou no calendário escolar por determinação da Secretaria Estadual de Educação. Na prova deste ano, o índice de participação foi de quase 90% entre alunos do sexto ano do ensino fundamental e terceiro ano do ensino médio. Desde 2005, os estudantes mineiros são os que mais faturam medalhas de ouro - foram 113 em 2011. "Como o material didático da Obmep é muito bem elaborado decidimos incluí-lo no projeto pedagógico de cada escola. Ele complementa o processo de aprendizagem", explica Raquel Elizabete Souza Santos, subsecretária de Desenvolvimento da Educação Básica de Minas.
O Impa ainda não tem levantamento que mostre se, além do aumento do número de participantes, o rendimento nas provas da Olimpíada melhorou nos últimos anos. "A percepção que a direção da Obmep e os próprios corretores das provas têm é que o desempenho dos estudantes melhorou, mas não fizemos a estatística dessas informações por falta de tempo e recursos, talvez no ano que vem. Não é trivial compilar dados de 20 milhões de pessoas", justifica César Camacho.
O principal indicador educacional do país indica que, embora o país registre evolução, matemática é um calcanhar de aquiles dos estudantes brasileiros. Entre 2007 e 2009, as notas de matemática dos alunos de oitava série e do ensino médio na Prova Brasil cresceram, em média, 1,6 ponto, bem menos que o avanço médio de 8,4 pontos na avaliação de português.
Em recente reportagem, o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep-MEC), João Galvão Bacchetto, disse temer que a nota do País no Pisa - avaliação internacional que mede a qualidade da educação em mais de 60 países - fique abaixo do esperado porque a edição deste ano do exame enfatiza matemática.
A mineira Natália da Fonseca Barbosa, de 13 anos, fala da soma dos quadrados dos catetos do teorema de Pitágoras com desenvoltura e confunde a reportagem, que precisa de mais explicação para entender sua paixão por números. Ela aprendeu a relação matemática que calcula o comprimento do terceiro lado do triângulo retângulo quando ainda estava na quinta série do ensino fundamental - pelo currículo pedagógico do país, esse tema geométrico só aparece a partir de meados da sétima série.
Hoje na sétima série da Escola Estadual Adelaide Bias Fortes, em Barbacena, Natalia não é nenhum tipo de gênio ou prodígio. Aos 11 anos ela ganhou sua primeira medalha, de bronze, na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), foi premiada com uma bolsa mensal de R$ 100 e durante um ano participou de um programa de iniciação científica júnior na Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). No ano passado, a estudante teve nota boa na prova, levou o ouro e se prepara para mais uma temporada de estudos avançados de matemática na universidade. Além disso, tem garantida bolsa para iniciação científica quando chegar ao ensino superior, custeado pelo governo federal, apoiador da olimpíada.
Baseada numa tradição que nasceu na Hungria em 1894 para estimular o estudo da matemática entre crianças e jovens e identificar mentes brilhantes para as ciências exatas, a olimpíada dos números no Brasil começou em São Paulo, em 1977, e só teve a primeira edição nacional exclusivamente para alunos da rede pública em 2005, com a participação de 10,5 milhões de crianças e jovens do ensino fundamental e médio de 31 mil escolas. Neste ano, as provas da primeira fase contou com a participação de 19,1 milhões de jovens e mais de 46,5 mil escolas. Os números representam quase 90% do total de alunos de toda a rede pública aptos a fazer as provas.tiveram quase o dobro de inscrições: 19,1 milhões de jovens e mais de 46,5 mil escolas participantes. Os números representam quase 90% do total de alunos de toda a rede pública aptos a fazer as provas.
O País também conta com outra competição nacional de matemática, misturando escolas públicas e privadas, com cerca de 200 mil participantes por ano.
"O sucesso da olimpíada se deve ao impacto no aprendizado nas escolas públicas e ao envolvimento dos professores e diretores. O número crescente de participantes e de premiados com medalhas de ouro, prata e bronze dos lugares mais recônditos do país estimulam a participação e revelam que o talento para a matemática está uniformemente distribuído por toda a sociedade brasileira", avalia o peruano César Camacho, diretor do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), organização social ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação responsável pela condução da Olimpíada de Matemática.
Ele acrescenta que os jovens que se destacam na olimpíada pública ficam mais interessados em seguir carreiras de exatas na universidade. "É um fenômeno ainda mal estudado, mas estamos percebendo que lugares com muitos alunos premiados se estabelece uma corrente contínua até o ensino superior."
Embora não esteja preocupado em ganhar medalhas, Jonathan Cícero, de 14 anos, da 8ª série da Escola Estadual Olavo Pezzotti, na cidade de São Paulo, conta que entender melhor as equações e os problemas "com certeza" o ajudará na sua carreira. "Quero trabalhar com computação ou engenharia, e matemática é bem importante".
Já Leandro Freitas Pessoa escolheu seguir carreira acadêmica - bastante impressiva, por sinal. É bom com números desde criancinha. Na olimpíada, foi medalhista quando estava no ensino médio no Piauí. Atualmente, aos 23 anos, já cursa, com bolsa, o doutorado em matemática na Universidade Federal do Ceará (UFCE). "A olimpíada vem resgatar o sentimento de que a matemática é a mãe de todas as ciências. Descobre alunos que têm talento na disciplina, e geralmente quem é bom em matemática é bom também em outras matérias que hoje têm a ver com profissões de status no país, como medicina e engenharia", opina Leandro.
O jovem acadêmico lembra que a olimpíada não é somente uma competição. O Impa fornece livros didáticos e DVDs que são usados para complementar o currículo. As provas do campeonato, elaboradas por acadêmicos, têm uma proposta pedagógica diferente da matemática cotidiana vista em sala de aula. Com linguagem leve, priorizam a lógica e a resolução de problemas que despertam o interesse e a curiosidade de alunos e professores. Exemplo de questão de um teste do ano passado traz a história do Tio Mané, torcedor fanático do Coco da Selva Futebol Clube. Ele quer criar uma bandeira para o time. Um estandarte é apresentado com várias figuras geométricas em destaque, e a pergunta pede para o aluno calcular a área da parte pintada do desenho.
"A Obmep [Olimpíada] dá uma chacoalhada. São questões diferentes, instigantes. Tem aluno que diz não gostar da matemática da escola, mas da Obmep gosta. Acaba sendo uma alternativa mais interessante para ensinar", comenta a professora da Universidade de São Paulo (USP) Ana Catarina Hellmeister, coordenadora para o Sudeste da Olimpíada de Matemática. "É um desafio. Às vezes não precisa fazer muita conta para resolver o problema, é só entender bem o enunciado e usar a lógica", conta a mineira Natalia. Aluna da quinta série da Escola Estadual Olavo Pezzotti, Luana Helena Alves, de 11 anos, fez a prova pela primeira vez neste ano e achou difícil, mas gostou do formato. "Tem muito gráfico e tabelas para ler e perguntas sobre como contamos nosso dinheiro quando compramos alguma coisa."
Na escola de Luana, professores de matemática e estudantes montaram um grupo que se reúne em atividades extra classe para estudar os exercícios propostos no material didático da Obmep. "Nessa turma tratamos a matemática como uma filosofia que ensina a pensar, a fazer o aluno questionar mais. Assim ele vai melhorar na resolução de problemas matemáticos e também da vida", diz José Carlos Barreto, professor de matemática.
Na rede estadual de Minas Gerais, a olimpíada de matemática entrou no calendário escolar por determinação da Secretaria Estadual de Educação. Na prova deste ano, o índice de participação foi de quase 90% entre alunos do sexto ano do ensino fundamental e terceiro ano do ensino médio. Desde 2005, os estudantes mineiros são os que mais faturam medalhas de ouro - foram 113 em 2011. "Como o material didático da Obmep é muito bem elaborado decidimos incluí-lo no projeto pedagógico de cada escola. Ele complementa o processo de aprendizagem", explica Raquel Elizabete Souza Santos, subsecretária de Desenvolvimento da Educação Básica de Minas.
O Impa ainda não tem levantamento que mostre se, além do aumento do número de participantes, o rendimento nas provas da Olimpíada melhorou nos últimos anos. "A percepção que a direção da Obmep e os próprios corretores das provas têm é que o desempenho dos estudantes melhorou, mas não fizemos a estatística dessas informações por falta de tempo e recursos, talvez no ano que vem. Não é trivial compilar dados de 20 milhões de pessoas", justifica César Camacho.
O principal indicador educacional do país indica que, embora o país registre evolução, matemática é um calcanhar de aquiles dos estudantes brasileiros. Entre 2007 e 2009, as notas de matemática dos alunos de oitava série e do ensino médio na Prova Brasil cresceram, em média, 1,6 ponto, bem menos que o avanço médio de 8,4 pontos na avaliação de português.
Em recente reportagem, o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep-MEC), João Galvão Bacchetto, disse temer que a nota do País no Pisa - avaliação internacional que mede a qualidade da educação em mais de 60 países - fique abaixo do esperado porque a edição deste ano do exame enfatiza matemática.
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