A competição internacional aconteceu na Argentina reunindo jovens talentos de 100 países.
(JC) O estudante Rodrigo Sanches Ângelo, de 16 anos, conquistou medalha de ouro na 53ª Olimpíada Internacional de Matemática (IMO). O evento, considerado o mais importante da área pela Unesco foi realizado entre os dias 4 e 16 de julho na cidade de Mar del Plata, na Argentina reunindo 551 estudantes de 100 países.
Além do ouro para Rodrigo, o Brasil também conquistou uma medalha de prata, obtida por João Lucas Camelo Sá (CE). Já os jovens Franco Matheus de Alencar Severo (RJ), Rafael Kazuhiro Miyazaki (SP) e Henrique Fiúza Gasparini Nascimento (DF) ficaram com a medalha de bronze, enquanto Maria Clara Mendes Silva (MG) recebeu uma menção honrosa. A equipe brasileira foi liderada pelos professores, Luciano Castro (RJ) e Carlos Shine (SP).
Com este resultado o Brasil se classificou em 19º lugar entre os países participantes. Realizada desde 1959, a olimpíada se destina a estudantes do ensino médio cujas idades variam entre os 14 e 19 anos e que não tenham ingressado na universidade. Cada país é representado por uma equipe composta por até seis estudantes e dois professores.
As provas foram realizadas nos dias 10 e 11 de julho. Em cada dia, os competidores resolveram três problemas, com valor de sete pontos cada, aplicados em quatro horas e meia de prova. Rodrigo obteve a medalha de ouro conquistando 28 pontos de um máximo de 42.
Os problemas da prova envolveram disciplinas do ensino médio como álgebra, teoria dos números, análise combinatória e geometria. "Os problemas da olimpíada internacional costumam ser mais criativos, não exigindo a aplicação de conhecimentos de matemática avançada, porém, muitas vezes apresentam um alto grau de dificuldade até para matemáticos profissionais", explica o coordenador-geral da OBM, Carlos Gustavo Moreira.
Como preparação para enfrentar a prova, os integrantes da equipe brasileira participaram de um treinamento intensivo com aulas específicas e simulados, realizado nas semanas que antecederam a competição.
Medalhas brasileiras na IMO - O Brasil participa do evento desde 1979, conquistando desde então o total de 101 medalhas, sendo 9 de ouro, 27 de prata e 65 de bronze o que o torna o país latino americano com maior número de medalhas na competição. No próximo ano o evento ocorrerá na Colômbia.
A equipe brasileira foi selecionada por meio da Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM), iniciativa que desempenha um importante papel em relação à melhoria do ensino e descoberta de talentos para a pesquisa em matemática nas modalidades de ensino fundamental, médio e universitário nas instituições públicas e privadas de todo o País.
A OBM é um projeto conjunto do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) e conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Matemática (INCT-Mat).
Para outras informações visite: www.obm.org.br.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
terça-feira, 10 de julho de 2012
Estudantes vão disputar a Olimpíada Internacional de Matemática
Competição acontece até o dia 16 de julho na cidade de Mar Del Plata, na Argentina.
(JC) Seis estudantes brasileiros estão em Mar Del Plata, na Argentina, para disputar a 53º edição da Olimpíada Internacional de Matemática (IMO, na sigla em inglês). No ano passado, a equipe brasileira conquistou três medalhas de prata e três de bronze. O evento acontece até o dia 16 de julho.
A cada dia, os participantes terão que resolver três problemas em 4 horas e meia. Para a resolução das questões, eles necessitam muito mais de criatividade e habilidade matemáticas do que simplesmente conhecimentos e fórmulas aplicadas.
Franco Matheus Severo, de 16 anos, é um dos estudantes olímpicos. É a primeira vez que participa de uma competição internacional, mas é um veterano em olimpíadas de conhecimento. Ele coleciona medalhas em competições desde os 12 anos. Já são duas de ouro, duas de prata e uma de bronze conquistadas nas olimpíadas nacionais e estaduais de Matemática, de Física e de Astronomia.
Sua primeira façanha foi a medalha de prata na Olimpíada de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). Logo foi descoberto pelo Sistema Elite de Ensino, que ofereceu uma bolsa de 100% para o jovem talento e deu todo o suporte necessário para o rapaz galgar degraus ainda maiores.
Para Franco, pensar em problemas matemáticos, principalmente os olímpicos, é muito divertido. Para ele, essas questões não são uma mera aplicação de teorias: "É necessário ter ideias criativas e saber usar bem as técnicas. Além disso, a sensação de resolver um problema difícil é muito boa", ressalta.
Para Luciano Monteiro de Castro, coordenador regional da OBM, o segredo do desempenho desses jovens é o amor que têm pelo o quê fazem. Castro também é membro da comissão responsável pelo treinamento da equipe olímpica em competições internacionais envolvendo a matemática. Para ele, o segredo desses alunos é bem claro: "os campeões da matemática não abdicam da diversão para estudar. Eles se divertem estudando", enfatiza.
Sobre a IMO - A Olimpíada Internacional de Matemática é o maior evento educacional do gênero do mundo, realizada desde 1959, a competição envolve hoje a participação de cerca de 600 estudantes entre 14 e 19 anos de idade, que fazem provas em dois dias consecutivos. Em cada dia, os concorrentes resolvem provas com três problemas, com valor de sete pontos cada, aplicados em quatro horas e meia de prova, abrangendo as disciplinas de Álgebra, Teoria dos Números, Combinatória e Geometria. O Brasil participa do evento desde 1979, conquistando desde então o total de 96 medalhas, sendo 8 de ouro, 26 de prata e 62 de bronze.
A participação brasileira na competição é organizada pela Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM), iniciativa que tem desempenhado um importante papel em relação à melhoria do ensino e descoberta de talentos para a pesquisa em matemática nas modalidades de ensino fundamental, médio e universitário nas instituições públicas e privadas de todo o país.
A OBM é um projeto conjunto do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa) da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) e conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Matemática (INCT-Mat).
(JC) Seis estudantes brasileiros estão em Mar Del Plata, na Argentina, para disputar a 53º edição da Olimpíada Internacional de Matemática (IMO, na sigla em inglês). No ano passado, a equipe brasileira conquistou três medalhas de prata e três de bronze. O evento acontece até o dia 16 de julho.
A cada dia, os participantes terão que resolver três problemas em 4 horas e meia. Para a resolução das questões, eles necessitam muito mais de criatividade e habilidade matemáticas do que simplesmente conhecimentos e fórmulas aplicadas.
Franco Matheus Severo, de 16 anos, é um dos estudantes olímpicos. É a primeira vez que participa de uma competição internacional, mas é um veterano em olimpíadas de conhecimento. Ele coleciona medalhas em competições desde os 12 anos. Já são duas de ouro, duas de prata e uma de bronze conquistadas nas olimpíadas nacionais e estaduais de Matemática, de Física e de Astronomia.
Sua primeira façanha foi a medalha de prata na Olimpíada de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). Logo foi descoberto pelo Sistema Elite de Ensino, que ofereceu uma bolsa de 100% para o jovem talento e deu todo o suporte necessário para o rapaz galgar degraus ainda maiores.
Para Franco, pensar em problemas matemáticos, principalmente os olímpicos, é muito divertido. Para ele, essas questões não são uma mera aplicação de teorias: "É necessário ter ideias criativas e saber usar bem as técnicas. Além disso, a sensação de resolver um problema difícil é muito boa", ressalta.
Para Luciano Monteiro de Castro, coordenador regional da OBM, o segredo do desempenho desses jovens é o amor que têm pelo o quê fazem. Castro também é membro da comissão responsável pelo treinamento da equipe olímpica em competições internacionais envolvendo a matemática. Para ele, o segredo desses alunos é bem claro: "os campeões da matemática não abdicam da diversão para estudar. Eles se divertem estudando", enfatiza.
Sobre a IMO - A Olimpíada Internacional de Matemática é o maior evento educacional do gênero do mundo, realizada desde 1959, a competição envolve hoje a participação de cerca de 600 estudantes entre 14 e 19 anos de idade, que fazem provas em dois dias consecutivos. Em cada dia, os concorrentes resolvem provas com três problemas, com valor de sete pontos cada, aplicados em quatro horas e meia de prova, abrangendo as disciplinas de Álgebra, Teoria dos Números, Combinatória e Geometria. O Brasil participa do evento desde 1979, conquistando desde então o total de 96 medalhas, sendo 8 de ouro, 26 de prata e 62 de bronze.
A participação brasileira na competição é organizada pela Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM), iniciativa que tem desempenhado um importante papel em relação à melhoria do ensino e descoberta de talentos para a pesquisa em matemática nas modalidades de ensino fundamental, médio e universitário nas instituições públicas e privadas de todo o país.
A OBM é um projeto conjunto do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa) da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) e conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Matemática (INCT-Mat).
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Olimpíada pública de matemática já reúne 90% dos alunos aptos
(Valor Econômico / JC) Neste ano, as provas da primeira fase Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) contou com a participação de 19,1 milhões de jovens e mais de 46,5 mil escolas do País. Os números representam quase 90% do total de alunos de toda a rede pública aptos a fazer as provas.
A mineira Natália da Fonseca Barbosa, de 13 anos, fala da soma dos quadrados dos catetos do teorema de Pitágoras com desenvoltura e confunde a reportagem, que precisa de mais explicação para entender sua paixão por números. Ela aprendeu a relação matemática que calcula o comprimento do terceiro lado do triângulo retângulo quando ainda estava na quinta série do ensino fundamental - pelo currículo pedagógico do país, esse tema geométrico só aparece a partir de meados da sétima série.
Hoje na sétima série da Escola Estadual Adelaide Bias Fortes, em Barbacena, Natalia não é nenhum tipo de gênio ou prodígio. Aos 11 anos ela ganhou sua primeira medalha, de bronze, na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), foi premiada com uma bolsa mensal de R$ 100 e durante um ano participou de um programa de iniciação científica júnior na Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). No ano passado, a estudante teve nota boa na prova, levou o ouro e se prepara para mais uma temporada de estudos avançados de matemática na universidade. Além disso, tem garantida bolsa para iniciação científica quando chegar ao ensino superior, custeado pelo governo federal, apoiador da olimpíada.
Baseada numa tradição que nasceu na Hungria em 1894 para estimular o estudo da matemática entre crianças e jovens e identificar mentes brilhantes para as ciências exatas, a olimpíada dos números no Brasil começou em São Paulo, em 1977, e só teve a primeira edição nacional exclusivamente para alunos da rede pública em 2005, com a participação de 10,5 milhões de crianças e jovens do ensino fundamental e médio de 31 mil escolas. Neste ano, as provas da primeira fase contou com a participação de 19,1 milhões de jovens e mais de 46,5 mil escolas. Os números representam quase 90% do total de alunos de toda a rede pública aptos a fazer as provas.tiveram quase o dobro de inscrições: 19,1 milhões de jovens e mais de 46,5 mil escolas participantes. Os números representam quase 90% do total de alunos de toda a rede pública aptos a fazer as provas.
O País também conta com outra competição nacional de matemática, misturando escolas públicas e privadas, com cerca de 200 mil participantes por ano.
"O sucesso da olimpíada se deve ao impacto no aprendizado nas escolas públicas e ao envolvimento dos professores e diretores. O número crescente de participantes e de premiados com medalhas de ouro, prata e bronze dos lugares mais recônditos do país estimulam a participação e revelam que o talento para a matemática está uniformemente distribuído por toda a sociedade brasileira", avalia o peruano César Camacho, diretor do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), organização social ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação responsável pela condução da Olimpíada de Matemática.
Ele acrescenta que os jovens que se destacam na olimpíada pública ficam mais interessados em seguir carreiras de exatas na universidade. "É um fenômeno ainda mal estudado, mas estamos percebendo que lugares com muitos alunos premiados se estabelece uma corrente contínua até o ensino superior."
Embora não esteja preocupado em ganhar medalhas, Jonathan Cícero, de 14 anos, da 8ª série da Escola Estadual Olavo Pezzotti, na cidade de São Paulo, conta que entender melhor as equações e os problemas "com certeza" o ajudará na sua carreira. "Quero trabalhar com computação ou engenharia, e matemática é bem importante".
Já Leandro Freitas Pessoa escolheu seguir carreira acadêmica - bastante impressiva, por sinal. É bom com números desde criancinha. Na olimpíada, foi medalhista quando estava no ensino médio no Piauí. Atualmente, aos 23 anos, já cursa, com bolsa, o doutorado em matemática na Universidade Federal do Ceará (UFCE). "A olimpíada vem resgatar o sentimento de que a matemática é a mãe de todas as ciências. Descobre alunos que têm talento na disciplina, e geralmente quem é bom em matemática é bom também em outras matérias que hoje têm a ver com profissões de status no país, como medicina e engenharia", opina Leandro.
O jovem acadêmico lembra que a olimpíada não é somente uma competição. O Impa fornece livros didáticos e DVDs que são usados para complementar o currículo. As provas do campeonato, elaboradas por acadêmicos, têm uma proposta pedagógica diferente da matemática cotidiana vista em sala de aula. Com linguagem leve, priorizam a lógica e a resolução de problemas que despertam o interesse e a curiosidade de alunos e professores. Exemplo de questão de um teste do ano passado traz a história do Tio Mané, torcedor fanático do Coco da Selva Futebol Clube. Ele quer criar uma bandeira para o time. Um estandarte é apresentado com várias figuras geométricas em destaque, e a pergunta pede para o aluno calcular a área da parte pintada do desenho.
"A Obmep [Olimpíada] dá uma chacoalhada. São questões diferentes, instigantes. Tem aluno que diz não gostar da matemática da escola, mas da Obmep gosta. Acaba sendo uma alternativa mais interessante para ensinar", comenta a professora da Universidade de São Paulo (USP) Ana Catarina Hellmeister, coordenadora para o Sudeste da Olimpíada de Matemática. "É um desafio. Às vezes não precisa fazer muita conta para resolver o problema, é só entender bem o enunciado e usar a lógica", conta a mineira Natalia. Aluna da quinta série da Escola Estadual Olavo Pezzotti, Luana Helena Alves, de 11 anos, fez a prova pela primeira vez neste ano e achou difícil, mas gostou do formato. "Tem muito gráfico e tabelas para ler e perguntas sobre como contamos nosso dinheiro quando compramos alguma coisa."
Na escola de Luana, professores de matemática e estudantes montaram um grupo que se reúne em atividades extra classe para estudar os exercícios propostos no material didático da Obmep. "Nessa turma tratamos a matemática como uma filosofia que ensina a pensar, a fazer o aluno questionar mais. Assim ele vai melhorar na resolução de problemas matemáticos e também da vida", diz José Carlos Barreto, professor de matemática.
Na rede estadual de Minas Gerais, a olimpíada de matemática entrou no calendário escolar por determinação da Secretaria Estadual de Educação. Na prova deste ano, o índice de participação foi de quase 90% entre alunos do sexto ano do ensino fundamental e terceiro ano do ensino médio. Desde 2005, os estudantes mineiros são os que mais faturam medalhas de ouro - foram 113 em 2011. "Como o material didático da Obmep é muito bem elaborado decidimos incluí-lo no projeto pedagógico de cada escola. Ele complementa o processo de aprendizagem", explica Raquel Elizabete Souza Santos, subsecretária de Desenvolvimento da Educação Básica de Minas.
O Impa ainda não tem levantamento que mostre se, além do aumento do número de participantes, o rendimento nas provas da Olimpíada melhorou nos últimos anos. "A percepção que a direção da Obmep e os próprios corretores das provas têm é que o desempenho dos estudantes melhorou, mas não fizemos a estatística dessas informações por falta de tempo e recursos, talvez no ano que vem. Não é trivial compilar dados de 20 milhões de pessoas", justifica César Camacho.
O principal indicador educacional do país indica que, embora o país registre evolução, matemática é um calcanhar de aquiles dos estudantes brasileiros. Entre 2007 e 2009, as notas de matemática dos alunos de oitava série e do ensino médio na Prova Brasil cresceram, em média, 1,6 ponto, bem menos que o avanço médio de 8,4 pontos na avaliação de português.
Em recente reportagem, o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep-MEC), João Galvão Bacchetto, disse temer que a nota do País no Pisa - avaliação internacional que mede a qualidade da educação em mais de 60 países - fique abaixo do esperado porque a edição deste ano do exame enfatiza matemática.
A mineira Natália da Fonseca Barbosa, de 13 anos, fala da soma dos quadrados dos catetos do teorema de Pitágoras com desenvoltura e confunde a reportagem, que precisa de mais explicação para entender sua paixão por números. Ela aprendeu a relação matemática que calcula o comprimento do terceiro lado do triângulo retângulo quando ainda estava na quinta série do ensino fundamental - pelo currículo pedagógico do país, esse tema geométrico só aparece a partir de meados da sétima série.
Hoje na sétima série da Escola Estadual Adelaide Bias Fortes, em Barbacena, Natalia não é nenhum tipo de gênio ou prodígio. Aos 11 anos ela ganhou sua primeira medalha, de bronze, na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), foi premiada com uma bolsa mensal de R$ 100 e durante um ano participou de um programa de iniciação científica júnior na Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). No ano passado, a estudante teve nota boa na prova, levou o ouro e se prepara para mais uma temporada de estudos avançados de matemática na universidade. Além disso, tem garantida bolsa para iniciação científica quando chegar ao ensino superior, custeado pelo governo federal, apoiador da olimpíada.
Baseada numa tradição que nasceu na Hungria em 1894 para estimular o estudo da matemática entre crianças e jovens e identificar mentes brilhantes para as ciências exatas, a olimpíada dos números no Brasil começou em São Paulo, em 1977, e só teve a primeira edição nacional exclusivamente para alunos da rede pública em 2005, com a participação de 10,5 milhões de crianças e jovens do ensino fundamental e médio de 31 mil escolas. Neste ano, as provas da primeira fase contou com a participação de 19,1 milhões de jovens e mais de 46,5 mil escolas. Os números representam quase 90% do total de alunos de toda a rede pública aptos a fazer as provas.tiveram quase o dobro de inscrições: 19,1 milhões de jovens e mais de 46,5 mil escolas participantes. Os números representam quase 90% do total de alunos de toda a rede pública aptos a fazer as provas.
O País também conta com outra competição nacional de matemática, misturando escolas públicas e privadas, com cerca de 200 mil participantes por ano.
"O sucesso da olimpíada se deve ao impacto no aprendizado nas escolas públicas e ao envolvimento dos professores e diretores. O número crescente de participantes e de premiados com medalhas de ouro, prata e bronze dos lugares mais recônditos do país estimulam a participação e revelam que o talento para a matemática está uniformemente distribuído por toda a sociedade brasileira", avalia o peruano César Camacho, diretor do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), organização social ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação responsável pela condução da Olimpíada de Matemática.
Ele acrescenta que os jovens que se destacam na olimpíada pública ficam mais interessados em seguir carreiras de exatas na universidade. "É um fenômeno ainda mal estudado, mas estamos percebendo que lugares com muitos alunos premiados se estabelece uma corrente contínua até o ensino superior."
Embora não esteja preocupado em ganhar medalhas, Jonathan Cícero, de 14 anos, da 8ª série da Escola Estadual Olavo Pezzotti, na cidade de São Paulo, conta que entender melhor as equações e os problemas "com certeza" o ajudará na sua carreira. "Quero trabalhar com computação ou engenharia, e matemática é bem importante".
Já Leandro Freitas Pessoa escolheu seguir carreira acadêmica - bastante impressiva, por sinal. É bom com números desde criancinha. Na olimpíada, foi medalhista quando estava no ensino médio no Piauí. Atualmente, aos 23 anos, já cursa, com bolsa, o doutorado em matemática na Universidade Federal do Ceará (UFCE). "A olimpíada vem resgatar o sentimento de que a matemática é a mãe de todas as ciências. Descobre alunos que têm talento na disciplina, e geralmente quem é bom em matemática é bom também em outras matérias que hoje têm a ver com profissões de status no país, como medicina e engenharia", opina Leandro.
O jovem acadêmico lembra que a olimpíada não é somente uma competição. O Impa fornece livros didáticos e DVDs que são usados para complementar o currículo. As provas do campeonato, elaboradas por acadêmicos, têm uma proposta pedagógica diferente da matemática cotidiana vista em sala de aula. Com linguagem leve, priorizam a lógica e a resolução de problemas que despertam o interesse e a curiosidade de alunos e professores. Exemplo de questão de um teste do ano passado traz a história do Tio Mané, torcedor fanático do Coco da Selva Futebol Clube. Ele quer criar uma bandeira para o time. Um estandarte é apresentado com várias figuras geométricas em destaque, e a pergunta pede para o aluno calcular a área da parte pintada do desenho.
"A Obmep [Olimpíada] dá uma chacoalhada. São questões diferentes, instigantes. Tem aluno que diz não gostar da matemática da escola, mas da Obmep gosta. Acaba sendo uma alternativa mais interessante para ensinar", comenta a professora da Universidade de São Paulo (USP) Ana Catarina Hellmeister, coordenadora para o Sudeste da Olimpíada de Matemática. "É um desafio. Às vezes não precisa fazer muita conta para resolver o problema, é só entender bem o enunciado e usar a lógica", conta a mineira Natalia. Aluna da quinta série da Escola Estadual Olavo Pezzotti, Luana Helena Alves, de 11 anos, fez a prova pela primeira vez neste ano e achou difícil, mas gostou do formato. "Tem muito gráfico e tabelas para ler e perguntas sobre como contamos nosso dinheiro quando compramos alguma coisa."
Na escola de Luana, professores de matemática e estudantes montaram um grupo que se reúne em atividades extra classe para estudar os exercícios propostos no material didático da Obmep. "Nessa turma tratamos a matemática como uma filosofia que ensina a pensar, a fazer o aluno questionar mais. Assim ele vai melhorar na resolução de problemas matemáticos e também da vida", diz José Carlos Barreto, professor de matemática.
Na rede estadual de Minas Gerais, a olimpíada de matemática entrou no calendário escolar por determinação da Secretaria Estadual de Educação. Na prova deste ano, o índice de participação foi de quase 90% entre alunos do sexto ano do ensino fundamental e terceiro ano do ensino médio. Desde 2005, os estudantes mineiros são os que mais faturam medalhas de ouro - foram 113 em 2011. "Como o material didático da Obmep é muito bem elaborado decidimos incluí-lo no projeto pedagógico de cada escola. Ele complementa o processo de aprendizagem", explica Raquel Elizabete Souza Santos, subsecretária de Desenvolvimento da Educação Básica de Minas.
O Impa ainda não tem levantamento que mostre se, além do aumento do número de participantes, o rendimento nas provas da Olimpíada melhorou nos últimos anos. "A percepção que a direção da Obmep e os próprios corretores das provas têm é que o desempenho dos estudantes melhorou, mas não fizemos a estatística dessas informações por falta de tempo e recursos, talvez no ano que vem. Não é trivial compilar dados de 20 milhões de pessoas", justifica César Camacho.
O principal indicador educacional do país indica que, embora o país registre evolução, matemática é um calcanhar de aquiles dos estudantes brasileiros. Entre 2007 e 2009, as notas de matemática dos alunos de oitava série e do ensino médio na Prova Brasil cresceram, em média, 1,6 ponto, bem menos que o avanço médio de 8,4 pontos na avaliação de português.
Em recente reportagem, o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep-MEC), João Galvão Bacchetto, disse temer que a nota do País no Pisa - avaliação internacional que mede a qualidade da educação em mais de 60 países - fique abaixo do esperado porque a edição deste ano do exame enfatiza matemática.
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Esta é a última semana para professores e alunos de todo o Brasil inscreverem trabalhos na 6ª Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente
(JC) A Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (OBSMA), projeto educativo criado em 2001 pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com a Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (Abrasco), recebe inscrições até a próxima segunda-feira (2).
Antes as inscrições iriam até 12 de junho, mas as coordenações da OBSMA decidiram aumentar o prazo de recepção de trabalhos, para ajustar-se ao calendário escolar e respeitar o término do primeiro semestre letivo. "Além disso, junho é um mês muito importante para as questões ambientais, já que o Dia Mundial do Meio ambiente, 5 de junho, normalmente resulta em muitos trabalhos desenvolvidos em sala de aula", explica Páulea Zaquini, coordenadora da Regional Sudeste da OBSMA. "E neste ano, especificamente, temos a importância da Rio+20 e as reflexões que estão sendo levantadas antes, durante e depois do evento", complementa ela.
Para participar, os professores devem acessar o site www.olimpiada.fiocruz.br e inscrever os trabalhos realizados com seus alunos na temática da competição. A Olimpíada tem abrangência nacional e a cada dois anos recebe, avalia e divulga atividades desenvolvidas por professores e alunos em sala de aula. A OBSMA contempla os projetos realizados por alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e do 1º ao 4º ano do Ensino Médio - incluindo os ensinos profissionalizante e de jovens e adultos (EJA) -, nas modalidades Produção Audiovisual, Produção de Texto e Projeto de Ciências.
A OBSMA busca incentivar a realização de trabalhos que contribuam para a melhoria das condições ambientais e de saúde no Brasil, além de possibilitar que o conhecimento científico se torne próximo do cotidiano escolar e que as atividades pedagógicas de professores e escolas ganhem visibilidade. Estão entre os objetivos da OBSMA: incentivar a realização de atividades interdisciplinares relacionadas à saúde, ao meio ambiente e à qualidade de vida, nas escolas brasileiras de educação básica e; conhecer, valorizar e divulgar estas atividades.
Contabilizando cerca de quatro mil projetos inscritos em todas as edições, a Olimpíada recebeu trabalhos que chamaram a atenção para temas como preservação de recursos hídricos, problemas gerados pelo lixo, malefícios causados por agrotóxicos, entre outros, expressos em poesias, documentários, cordéis, pesquisas de campo, reportagens e projetos de reciclagem.
Confira mais informações no site: http://www.olimpiada.fiocruz.br.
Antes as inscrições iriam até 12 de junho, mas as coordenações da OBSMA decidiram aumentar o prazo de recepção de trabalhos, para ajustar-se ao calendário escolar e respeitar o término do primeiro semestre letivo. "Além disso, junho é um mês muito importante para as questões ambientais, já que o Dia Mundial do Meio ambiente, 5 de junho, normalmente resulta em muitos trabalhos desenvolvidos em sala de aula", explica Páulea Zaquini, coordenadora da Regional Sudeste da OBSMA. "E neste ano, especificamente, temos a importância da Rio+20 e as reflexões que estão sendo levantadas antes, durante e depois do evento", complementa ela.
Para participar, os professores devem acessar o site www.olimpiada.fiocruz.br e inscrever os trabalhos realizados com seus alunos na temática da competição. A Olimpíada tem abrangência nacional e a cada dois anos recebe, avalia e divulga atividades desenvolvidas por professores e alunos em sala de aula. A OBSMA contempla os projetos realizados por alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e do 1º ao 4º ano do Ensino Médio - incluindo os ensinos profissionalizante e de jovens e adultos (EJA) -, nas modalidades Produção Audiovisual, Produção de Texto e Projeto de Ciências.
A OBSMA busca incentivar a realização de trabalhos que contribuam para a melhoria das condições ambientais e de saúde no Brasil, além de possibilitar que o conhecimento científico se torne próximo do cotidiano escolar e que as atividades pedagógicas de professores e escolas ganhem visibilidade. Estão entre os objetivos da OBSMA: incentivar a realização de atividades interdisciplinares relacionadas à saúde, ao meio ambiente e à qualidade de vida, nas escolas brasileiras de educação básica e; conhecer, valorizar e divulgar estas atividades.
Contabilizando cerca de quatro mil projetos inscritos em todas as edições, a Olimpíada recebeu trabalhos que chamaram a atenção para temas como preservação de recursos hídricos, problemas gerados pelo lixo, malefícios causados por agrotóxicos, entre outros, expressos em poesias, documentários, cordéis, pesquisas de campo, reportagens e projetos de reciclagem.
Confira mais informações no site: http://www.olimpiada.fiocruz.br.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Cientistas propõem olimpíada do conhecimento paralela à de 2016
(Agência Brasil/JB) A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciência (ABC) propuseram ao governo federal promover paralelamente aos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, uma olimpíada internacional do conhecimento com competições em diversas disciplinas (astronomia, matemática, física, química, biologia, por exemplo) e em diferentes níveis de ensino.
“O que nós propusemos foi o Brasil aproveitar os jogos para fazer também uma olimpíada do conhecimento envolvendo diferentes áreas do saber. A ideia é envolver as escolas em um processo de difusão do conhecimento”, explicou a presidenta da SBPC, Helena Nader.
Ela quer que, desde o ensino fundamental, os estudantes se inspirem nos cientistas, bem como nos esportistas. “Como é que faz para que o jovem deseje não só queira ser igual ao Neymar, mas também queira subir ao pódio porque fez uma prova sensacional de matemática, português ou ciências?”, perguntou Helena> Para ela, a olimpíada do conhecimento pode ser um grande estímulo para a aprendizagem e até para a carreira científica.
A proposta dos cientistas foi bem recebida pelos Ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação, que reúnem em Brasília os organizadores das diversas olimpíadas que se realizam periodicamente no Brasil, tais como as de Matemática, da Língua Portuguesa e de Astronomia e Astrofísica.
“Essa será a melhor herança [da Rio 2016]: Criar espírito olímpico na sala de aula em busca do conhecimento”, disse o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Segundo ele, é preciso primeiro unificar o calendário das olimpíadas nacionais até 2015 e, “em 2016, tentar construir a primeira olimpíada do conhecimento e da juventude internacional para entrar no calendário olímpico”.
O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, também gostou da proposta. “As olimpíadas estão se transformando em plataforma educacional. Elas são estruturadas de tal maneira que vão muito além do concurso que promovem”, disse Raupp, ao lembrar que as olimpíadas integram a educação básica e o ensino superior. Os estudantes premiados são incentivados a continuar estudando (eles recebem bolsa de iniciação científica, ganham pontos para participar do Programa Ciência sem Fronteira e podem garantir bolsa de mestrado).
O secretário de Educação Básica do MEC, Antonio Cesar Russi Callegari, garantiu que as olimpíadas de cada disciplina não perderão a identidade. O propósito é criar “uma grande mostra premiativa” que dê destaque e projeção aos estudantes e professores. Ele lembrou que o Brasil já participa, com destaque, de olimpíadas internacionais de educação profissional, com alunos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).
Além de uma olimpíada do conhecimento paralela à Rio 2016, a SBPC e a ABC propuseram uma olimpíada de inovação e empreendedorismo e que sejam instalados museus de ciência nos estádios de futebol em construção ou reforma para a Copa do Mundo de 2014. “Podemos ensinar física com o movimento dos atletas; ou ensinar química e biologia com a contração dos músculos”, sugeriu a cientista.
As olimpíadas do conhecimento são consideradas grande sucesso pelo governo e pela comunidade científica. Este ano as Olimpíadas Brasileiras de Matemática contam com a participação de 19 milhões de estudantes de escola pública.
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“O que nós propusemos foi o Brasil aproveitar os jogos para fazer também uma olimpíada do conhecimento envolvendo diferentes áreas do saber. A ideia é envolver as escolas em um processo de difusão do conhecimento”, explicou a presidenta da SBPC, Helena Nader.
Ela quer que, desde o ensino fundamental, os estudantes se inspirem nos cientistas, bem como nos esportistas. “Como é que faz para que o jovem deseje não só queira ser igual ao Neymar, mas também queira subir ao pódio porque fez uma prova sensacional de matemática, português ou ciências?”, perguntou Helena> Para ela, a olimpíada do conhecimento pode ser um grande estímulo para a aprendizagem e até para a carreira científica.
A proposta dos cientistas foi bem recebida pelos Ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação, que reúnem em Brasília os organizadores das diversas olimpíadas que se realizam periodicamente no Brasil, tais como as de Matemática, da Língua Portuguesa e de Astronomia e Astrofísica.
“Essa será a melhor herança [da Rio 2016]: Criar espírito olímpico na sala de aula em busca do conhecimento”, disse o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Segundo ele, é preciso primeiro unificar o calendário das olimpíadas nacionais até 2015 e, “em 2016, tentar construir a primeira olimpíada do conhecimento e da juventude internacional para entrar no calendário olímpico”.
O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, também gostou da proposta. “As olimpíadas estão se transformando em plataforma educacional. Elas são estruturadas de tal maneira que vão muito além do concurso que promovem”, disse Raupp, ao lembrar que as olimpíadas integram a educação básica e o ensino superior. Os estudantes premiados são incentivados a continuar estudando (eles recebem bolsa de iniciação científica, ganham pontos para participar do Programa Ciência sem Fronteira e podem garantir bolsa de mestrado).
O secretário de Educação Básica do MEC, Antonio Cesar Russi Callegari, garantiu que as olimpíadas de cada disciplina não perderão a identidade. O propósito é criar “uma grande mostra premiativa” que dê destaque e projeção aos estudantes e professores. Ele lembrou que o Brasil já participa, com destaque, de olimpíadas internacionais de educação profissional, com alunos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).
Além de uma olimpíada do conhecimento paralela à Rio 2016, a SBPC e a ABC propuseram uma olimpíada de inovação e empreendedorismo e que sejam instalados museus de ciência nos estádios de futebol em construção ou reforma para a Copa do Mundo de 2014. “Podemos ensinar física com o movimento dos atletas; ou ensinar química e biologia com a contração dos músculos”, sugeriu a cientista.
As olimpíadas do conhecimento são consideradas grande sucesso pelo governo e pela comunidade científica. Este ano as Olimpíadas Brasileiras de Matemática contam com a participação de 19 milhões de estudantes de escola pública.
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sexta-feira, 22 de junho de 2012
Semec prepara alunos de Teresina para serem campeões nacionalmente
(PortalAZ)Os atletas que estudam em escolas municipais de Teresina estão sendo preparados pela Secretaria Municipal de Educação (Semec) para disputarem competições de conhecimentos com jovens de todo o Brasil com o objetivo de garantir que os campeões continuem conquistando títulos.
O programa Cidade Olímpica Educacional além de incentivar uma rotina mais intensa de estudos nas áreas de Português, Matemática, Física e Química, testa o nível de aprendizado dos jovens e revela talentos. Foram selecionados 120 alunos para assistirem aula aos sábados no Centro de Formação Odilon Nunes.
O secretário municipal de Educação, professor Paulo Machado, explica que as aulas são um reforço daquilo que já é ensinado em sala de aula e que o aluno selecionado escolhe a disciplina que pretende concorrer nas competições. Além disso, lembra o secretário, os alunos que participam do programa retornam para a escola com a responsabilidade de serem multiplicadores das informações que estão obtendo.
Reginaldo da Silva, 14 anos, usa uma farda com a frase “A distância entre o sonho e a conquista chama-se atitude”. O estudante da Escola Municipal H. Dobal está tendo o primeiro contato com a Química e a expectativa é de bom resultado logo na sua primeira competição. A Olimpíada Brasileira de Química Júnior envolve alunos de Ensino Fundamental e a primeira fase já acontece em agosto. “Nunca tinha visto conteúdos de Química, no início foi estranho, mas agora estou me preparando para conquistar medalha na Olimpíada”, conta Reginaldo.
Para o professor da disciplina no Cidade Olímpica, Fábio de Oliveira, a proposta é trabalhar com métodos mais dinâmicos para facilitar a compreensão dos conteúdos. “É uma aula diferente da escola, a Química foi muito bem aceita por eles e agora estamos praticando exercícios, respondendo provas de olimpíadas passadas e etc. A meta é que até agosto estejam preparados para a competição”.
Se o incentivo dos professores nas salas de aula do Programa já reforça a vontade de estudar cada vez mais, o estímulo de quem espera no pátio vale qualquer esforço. Esses são os pais, que surpreenderam até os coordenadores do Cidade Olímpica, mostrando que pretendem ser a maior força para a obtenção de resultados.
Um grupo de mais ou menos 10 mães e pais de alunos participa diretamente das aulas no sábado. Levam os filhos para o Centro de Formação, auxiliam na distribuição do lanche e aproveitam para dialogar sobre o futuro dos jovens. Para o Sr. Abraão, pai de Ádina, aluna da E. M. Joca Vieira, essa é a oportunidade de mostrar que reconhece o potencial da filha.
“Venho todos os sábados porque assim fico mais próximo dela. É uma forma de mostrar como é importante que ela faça esse esforço a mais para garantir um futuro melhor. Essa é a grande chance”, afirma o pai.
Assim como Abraão, Dona Gilene, que mora no município Chapadinha, se desloca 25 km para levar a filha Dayane às aulas de Português. Percebendo a necessidade de ter os pais próximos dos filhos nesse momento de preparação, a Semec incluiu na proposta do Cidade Olímpica o auxilio transporte também para os pais que desejam acompanhar os filhos.“Eu já vesti a camisa, estou acreditando no programa Cidade Olímpica”, declara Carmilene, mãe de três estudantes inscritos no programa.
A jovem Joana Dar'c Ferreia, 14 anos, é aluna da escola Casa Meio Norte e pretende participar de competições na área da Língua Portuguesa. "Essa é uma disciplina que sempre gostei muito e tenho facilidade de aprender. Minha família tem muito orgulho de mim por ter sido selecionada para participar do programa", comenta a estudante.
Teresina possui um excelente histórico em competições nacionais. Na última edição da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas – OBMEP, participaram cerca de 1.200 jovens de 62 escolas municipais. A competição premiou nove alunos teresinenses com medalhas de ouro, prata e bronze, além de menções honrosas. Para a Olimpíada Brasileira de Física das Escolas Pùblicas - OBFEP, estão preparados alunos do 9º ano de 20 escolas da Rede Municipal.
Já na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica, que aconteceu no mês de maio, essa foi a primeira participação das escolas municipais de Teresina. A cidade costuma apresentar competidores de apenas três grandes escolas particulares, esse ano, a Semec preparou e incentivou a participação dos estudantes, mostrando, inclusive uma miniatura de lançamento de foguete em campo aberto.
“Estamos orgulhosos com os resultados até agora. Percebemos um aprendizado significativo quando aplicamos uma prova de Matemática, por exemplo, com questões de alto grau de dificuldade e temos alunos com 90% de acerto. Melhor ainda, essas provas exigem respostas justificadas, ou seja, nossos alunos não estão acertando na sorte, estão elevando o nível de aprendizado. Na escola também percebemos a diferença, os alunos estão mais empolgados, auxiliam os professores e os demais colegas”, conclui Valdete Silva, coordenadora do Programa Cidade Olímpica Educacional.
Cada um dos 120 alunos da rede municipal de ensino que integram o programa Cidade Olímpica Educacional vai ganhar da Prefeitura de Teresina um computador que irá facilitar no processo de ensino-aprendizagem.
O programa Cidade Olímpica Educacional além de incentivar uma rotina mais intensa de estudos nas áreas de Português, Matemática, Física e Química, testa o nível de aprendizado dos jovens e revela talentos. Foram selecionados 120 alunos para assistirem aula aos sábados no Centro de Formação Odilon Nunes.
O secretário municipal de Educação, professor Paulo Machado, explica que as aulas são um reforço daquilo que já é ensinado em sala de aula e que o aluno selecionado escolhe a disciplina que pretende concorrer nas competições. Além disso, lembra o secretário, os alunos que participam do programa retornam para a escola com a responsabilidade de serem multiplicadores das informações que estão obtendo.
Reginaldo da Silva, 14 anos, usa uma farda com a frase “A distância entre o sonho e a conquista chama-se atitude”. O estudante da Escola Municipal H. Dobal está tendo o primeiro contato com a Química e a expectativa é de bom resultado logo na sua primeira competição. A Olimpíada Brasileira de Química Júnior envolve alunos de Ensino Fundamental e a primeira fase já acontece em agosto. “Nunca tinha visto conteúdos de Química, no início foi estranho, mas agora estou me preparando para conquistar medalha na Olimpíada”, conta Reginaldo.
Para o professor da disciplina no Cidade Olímpica, Fábio de Oliveira, a proposta é trabalhar com métodos mais dinâmicos para facilitar a compreensão dos conteúdos. “É uma aula diferente da escola, a Química foi muito bem aceita por eles e agora estamos praticando exercícios, respondendo provas de olimpíadas passadas e etc. A meta é que até agosto estejam preparados para a competição”.
Se o incentivo dos professores nas salas de aula do Programa já reforça a vontade de estudar cada vez mais, o estímulo de quem espera no pátio vale qualquer esforço. Esses são os pais, que surpreenderam até os coordenadores do Cidade Olímpica, mostrando que pretendem ser a maior força para a obtenção de resultados.
Um grupo de mais ou menos 10 mães e pais de alunos participa diretamente das aulas no sábado. Levam os filhos para o Centro de Formação, auxiliam na distribuição do lanche e aproveitam para dialogar sobre o futuro dos jovens. Para o Sr. Abraão, pai de Ádina, aluna da E. M. Joca Vieira, essa é a oportunidade de mostrar que reconhece o potencial da filha.
“Venho todos os sábados porque assim fico mais próximo dela. É uma forma de mostrar como é importante que ela faça esse esforço a mais para garantir um futuro melhor. Essa é a grande chance”, afirma o pai.
Assim como Abraão, Dona Gilene, que mora no município Chapadinha, se desloca 25 km para levar a filha Dayane às aulas de Português. Percebendo a necessidade de ter os pais próximos dos filhos nesse momento de preparação, a Semec incluiu na proposta do Cidade Olímpica o auxilio transporte também para os pais que desejam acompanhar os filhos.“Eu já vesti a camisa, estou acreditando no programa Cidade Olímpica”, declara Carmilene, mãe de três estudantes inscritos no programa.
A jovem Joana Dar'c Ferreia, 14 anos, é aluna da escola Casa Meio Norte e pretende participar de competições na área da Língua Portuguesa. "Essa é uma disciplina que sempre gostei muito e tenho facilidade de aprender. Minha família tem muito orgulho de mim por ter sido selecionada para participar do programa", comenta a estudante.
Teresina possui um excelente histórico em competições nacionais. Na última edição da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas – OBMEP, participaram cerca de 1.200 jovens de 62 escolas municipais. A competição premiou nove alunos teresinenses com medalhas de ouro, prata e bronze, além de menções honrosas. Para a Olimpíada Brasileira de Física das Escolas Pùblicas - OBFEP, estão preparados alunos do 9º ano de 20 escolas da Rede Municipal.
Já na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica, que aconteceu no mês de maio, essa foi a primeira participação das escolas municipais de Teresina. A cidade costuma apresentar competidores de apenas três grandes escolas particulares, esse ano, a Semec preparou e incentivou a participação dos estudantes, mostrando, inclusive uma miniatura de lançamento de foguete em campo aberto.
“Estamos orgulhosos com os resultados até agora. Percebemos um aprendizado significativo quando aplicamos uma prova de Matemática, por exemplo, com questões de alto grau de dificuldade e temos alunos com 90% de acerto. Melhor ainda, essas provas exigem respostas justificadas, ou seja, nossos alunos não estão acertando na sorte, estão elevando o nível de aprendizado. Na escola também percebemos a diferença, os alunos estão mais empolgados, auxiliam os professores e os demais colegas”, conclui Valdete Silva, coordenadora do Programa Cidade Olímpica Educacional.
Cada um dos 120 alunos da rede municipal de ensino que integram o programa Cidade Olímpica Educacional vai ganhar da Prefeitura de Teresina um computador que irá facilitar no processo de ensino-aprendizagem.
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Estudantes criam cursinhos gratuitos para formar campeões de olimpíadas
Estudantes criam cursinhos gratuitos para formar campeões de olimpíadas
(G1) Moradora do município de Santa Isabel, na Grande São Paulo, Marielle Camargo dos Santos, de 16 anos, é medalhista de olimpíadas estudantis. Filha única de uma aposentada e um comerciante, a garota ganhou ouro na Olimpíada de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) das mãos da presidente Dilma Rousseff, em 2010. Também tem no histórico bronze em competições de informática e astronomia. Tanto destaque rendeu uma bolsa de estudo no colégio Etapa, em São Paulo, onde cursa o 2º ano do ensino médio. De segunda a sexta-feira acorda às 3h30 para chegar ao colégio, e aos domingos dá aulas em um projeto chamado de Olímpicos de Santa Isabel (OSI).
(G1) Moradora do município de Santa Isabel, na Grande São Paulo, Marielle Camargo dos Santos, de 16 anos, é medalhista de olimpíadas estudantis. Filha única de uma aposentada e um comerciante, a garota ganhou ouro na Olimpíada de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) das mãos da presidente Dilma Rousseff, em 2010. Também tem no histórico bronze em competições de informática e astronomia. Tanto destaque rendeu uma bolsa de estudo no colégio Etapa, em São Paulo, onde cursa o 2º ano do ensino médio. De segunda a sexta-feira acorda às 3h30 para chegar ao colégio, e aos domingos dá aulas em um projeto chamado de Olímpicos de Santa Isabel (OSI).
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