quinta-feira, 15 de março de 2012

Pesquisa incentiva estudo astronômico em escolas do interior do Estado


(Fapeam) Preparar os jovens estudantes da capital e do interior do Amazonas para o aprendizado da astronomia e prepará-los para a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), este é o principal foco de um projeto idealizado pelo professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e representante da OBA, Walter Esteves de Castro Junior.

Por meio de atividades teóricas e práticas, o professor faz com que estudantes do interior do Amazonas despertem o interesse e queiram estudar astronomia. Os trabalhos vêm sendo realizados desde o primeiro semestre de 2011 com previsão para término em 2013.

O projeto conta com recursos do Governo do Estado do Amazonas, sendo uma das atividades desenvolvidas no âmbito do Programa de Apoio a Núcleos de Excelência (Pronex), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM) em parceria com Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Olimpíadas no Interior
Segundo Júnior, a meta é fazer com que todos se interessem por uma área que ainda é pouco conhecida, que é a astronomia. “Os trabalhos estão sendo desenvolvidos em quatro níveis: o primeiro que atende do 1º ao 3º ano do Ensino Fundamental, o segundo nível, voltado ao 4º e 5º ano do Ensino Fundamental, o nível três para atender a estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e, por fim, o nível quatro voltado exclusivamente ao Ensino Médio.

Ainda no ano de 2011, o coordenador conseguiu fazer com que as provas da 14ª OBA fossem realizadas em escolas dos municípios de Autazes, Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Iranduba, Manicoré, Parintins, Santa Isabel do Rio Negro, Tabatinga e Manaus.

Por meio do projeto intitulado a ‘Interiorização da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA)’ estão previstas viagens ao interior para aplicação de minicursos e oficinas com práticas de observações astronômicas e o desenvolvimento de parceria entre escola e aluno, considerada fundamental para que o projeto se desenvolva e consiga atingir seus objetivos.

“Estou na torcida para que consiga realizar pelo menos mais duas viagens ao interior antes da 15ª OBA para ensinar os alunos a fazerem observações e fazer com que alunos, professores e o público despertem ainda mais o interesse pelo astronomia”, ressaltou.

Na prática, o estudo prevê a melhoria da qualidade do ensino de Ciências e a realização de pesquisas no interior, além de despertar a curiosidade e promover a aproximação do público em geral, trazendo novas ideias e despertando possíveis carreiras científicas.

Olímpiada Brasileira de Astronomia
A olimpíada é organizada anualmente pela Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB) e este ano, a OBA irá contemplar 15 anos de atividades ininterruptas.

A Olimpíada é um evento aberto à participação de escolas públicas e privadas, urbanas ou rurais, sem exigência de número mínimo ou máximo de alunos, os quais devem, preferencialmente, participar voluntariamente. Podem participar, alunos do primeiro ano do Ensino Fundamental até alunos do último ano do Ensino Médio. A OBA ocorre dentro da própria escola, tendo uma única fase.

Sobre o Pronex
Este programa tem a finalidade de apoiar a execução de projetos de cunho científico, tecnológico e de inovação. Dando suporte financeiro aos trabalhos dos grupos de pesquisa, vinculados às instituições de ensino e/ou pesquisa sem fins lucrativos, no Estado do Amazonas.
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terça-feira, 13 de março de 2012

Inscrições para Olimpíada Brasileira de Astronomia são prorrogadas

Coordenação do evento, voltado para alunos dos ensinos fundamental e médio, pretende reunir um milhão de estudantes este ano

(A Crítica) As inscrições para a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) foram prorrogadas até o dia 23 de março, em virtude ao grande número de escolas que ainda estão se cadastrando para participar do evento.

As provas acontecem no dia 11 de maio e serão divididas em quatro níveis. Podem participar estudantes dos ensinos fundamental e médio.

De acordo com o astrônomo e coordenador nacional da OBA, Dr. João Canalle, cada prova será constituída de dez perguntas: cinco de Astronomia, três de Astronáutica e duas de Energia.

“As questões serão, em sua maioria, de raciocínio lógico”, informa.

Os estudantes mais bem classificados vão integrar as equipes que representarão o país nas olimpíadas Internacional de Astronomia e Astrofísica e Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica, de 2013, além de participarem, nesse ano, das Jornadas Espacial, de Energia, de Foguetes e do Space Camp.

Mostra de Foguetes
Além da olimpíada, as escolas também poderão participar da VI Mostra de Foguetes (MOFOG). O evento avalia a capacidade dos jovens de construir e lançar, o mais longe possível, foguetes feitos de garrafa pet ou de canudo de refrigerante.

Para isso, as instituições devem se cadastrar primeiramente na OBA pelo site www.oba.org.br.

A MOFOG acontece dentro da própria escola e possui quatro níveis.

Não há obrigatoriedade em relação ao número, mínimo ou máximo, de alunos participantes. Os foguetes deverão ser elaborados e lançados individualmente ou em equipe.

Após o dia 11 de maio, a escola deverá informar os nomes dos participantes e os alcances obtidos por seus foguetes.

No final, todos, incluindo professores e diretores, recebem um certificado da OBA e os estudantes que alcançarem os melhores resultados receberão medalhas.

Os estudantes do ensino médio que se destacarem na MOFOG serão convidados para IV Jornada de Foguetes.

Além de palestras com especialistas, nesse evento os participantes vão apresentar e lançar seus foguetes diante de uma comissão julgadora.

Os vencedores receberão material didático e um troféu. Ainda serão distribuídas 70 bolsas de Iniciação Científica Júnior, com duração de um ano.

Sobre a OBA
As últimas 14 edições já somam mais de 4 milhões de participantes. Só em 2011, a olimpíada distribuiu 33.307 medalhas e reuniu 803.180 alunos de 9.153 escolas de todas as regiões do país, envolvendo 64.890 professores. A expectativa desse ano é atingir a marca de um milhão.

A olimpíada recebe o apoio da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) , do Ministério da Educação (MEC), Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), da Universidade Paulista (UNIP), do Instituto Nacional de Tecnologias e Ciências do Espaço (INespaço) e do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST).

A organização da OBA é formada por uma comissão composta por membros da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e da Agência Espacial Brasileira (AEB). O grupo responsável é constituído por: João Batista Garcia Canalle (UERJ), Thaís Mothé-Diniz (UFRJ), Helio Jacques Rocha-Pinto (UFRJ), Jaime Fernando Villas da Rocha (UNIRIO) e pelo engenheiro aeroespacial José Bezerra Pessoa Filho (IAE), representando a Agência Espacial Brasileira (AEB).

Brasil pode sediar primeira Olimpíada Educacional em 2016

Proposta é apresentada ao Governo Federal.

(JC) A realização dos Jogos Olímpicos, em 2016, no Brasil, deverá deixar como legado ao País não só a infraestrutura que tem sido construída - e, espera-se, algumas medalhas da delegação brasileira - mas também um marco na educação científica mundial. Uma proposta pioneira para a criação da primeira Olimpíada Educacional Internacional foi apresentada, na última semana, aos ministros da Educação, Aloizio Mercadante, e da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, que se entusiasmaram. Assinado pelo físico e professor do instituto de Estudos Avançados de São Carlos (USP), Sérgio Mascarenhas, e apoiada pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e pela Academia Brasileira de Ciências (ABC), o projeto prevê que a primeira edição da competição aconteça paralelamente ao evento esportivo, com a mesma periodicidade.

"Trata-se de uma oportunidade imperdível e que poderá ter grande poder transformador para a humanidade", explica Mascarenhas, que utilizou o próprio modelo dos Jogos Olímpicos tradicionais para idealizar a Olimpíada Educacional. Na proposta apresentada aos ministros e também à comunidade científica, o físico afirmou que a idéia é que as olimpíadas educacionais se revertam em recursos para a educação. "Ela dará retorno necessário não apenas para sua continuidade, mas também para adicionar recursos faltantes às atividades educacionais da humanidade". O próximo passo agora será apresentar a proposta ao ministro Aldo Rebelo, dos Esportes, pois apesar de ser um evento educacional, terá como motor propulsor o evento esportivo.

A inspiração veio do próprio modelo da Olimpíada Esportiva, que, segundo Mascarenhas, gera importantes progressos sócio-econômicos, incorporando inovações científicas e tecnológicas em diversas áreas, como transmissões por satélites, logística, organizações bancárias, infraestrutura de turismo, defesa e construção civil e modelos de gestão. Assim como no esporte, poderão ainda ser criadas a Para-Olimpíada Educacional, para crianças com problemas de aprendizagem, e uma Olimpíada Educacional para Idosos, pensando na educação continuada.

Um importante fator que facilita a realização da competição científica é a existência de Olimpíadas isoladas de Computação, Robótica, Química, Física e outras áreas ligadas à inovação. Só a Olimpíada Brasileira de Matemática mobilizou, na última edição, mais de 18 milhões de estudantes.

Para o professor, que também foi o idealizador e primeiro reitor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), será uma oportunidade para se aproveitar todas as iniciativas já existentes e dar a elas um caráter global e interdisciplinar, adicionando nova gestão, planejamento estratégico e caráter empresarial. "Assim, após os eventos, serão deixados não apenas piscinas, estádios e hotéis, mas redes de Centros Olímpicos Educacionais e Museus de Ciências, onde serão preparados e realizados os eventos em cada país-sede".

As etapas iniciais para a estruturação do evento são a constituição de um Comitê Olímpico Educacional Brasileiro (COEB), articulando ministérios da Educação, da Ciência, Tecnologia e Inovação, do Esporte e das Relações Exteriores, em cooperação com o Comitê Olímpico Brasileiro (COB); e a oficialização da Olimpíada Internacional Educacional pela Unesco e pela ONU. Além disso, seriam abertas licitações públicas para atividades empresariais de organização, exploração de produtos - como camisetas e bonés - e serviços necessários à organização.

Já as medidas legais e operacionais ficam a cargo da SBPC e da ABC, em parceria com o governo federal, que fornecerá os fundos iniciais necessários para a realização da primeira edição. Mascarenhas reforça também a importância de cativar grandes empresas para a viabilização do evento, por meio de patrocínios. Segundo o físico, grandes empresas, como Gerdau e Vale, podem lucrar com a iniciativa e ainda ajudar na criação de um fundo internacional para a educação.

"Além de corações, pulmões, membros, músculos, ossos e tendões, necessários aos esportes, o cérebro humano é o mais nobre atributo para a criação, através do processo educação-aprendizagem e do conhecimento universal", conclui Mascarenhas.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Inscrições para a Olimpíada Brasileira de Biologia

Os melhores estudantes poderão representar o País em olimpíadas internacionais.

(JC) O prazo de inscrições para a 8ª edição da Olimpíada Brasileira de Biologia (OBB) vai até o dia 31 de março. A competição é organizada pela Associação Nacional de Biossegurança (ANBio) e podem participar estudantes de ensino médio e pré-universitários. Os melhores classificados podem representar o Brasil na fase internacional, em Cingapura e Portugal.

A OBB acontece em duas etapas. As primeiras provas serão realizadas em abril. A segunda fase será em setembro, quando também será divulgado o resultado final. "Criaremos esse ano, ainda, um tutorial online na página da Olimpíada, que esclarecerá e oferecerá treinamento aos alunos, principalmente de escolas públicas, para diminuir a defasagem e permitir maior participação desses estudantes nas fases finais", esclarece o coordenador nacional da OBB, professor Rubens Oda.

Em 2011, mais de 500 escolas e 40 mil alunos participaram das duas fases da Olimpíada. Os oito primeiro colocados receberam treinamentos na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e no Instituto de Tecnologia ORT, no Rio de Janeiro. "A OBB é sempre uma grande oportunidade para divulgar e testar os conhecimentos em biologia de alunos brasileiros, inclusive, para representar o País nas etapas internacionais", enfatiza a presidenta da ANBio, Leila Macedo.

Apoio - A ANBio também busca apoio de empresas interessadas em contribuir com a OBB. A Olimpíada conta com o apoio do Ministério da Educação (MEC), do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), de Universidades e membros da ANBio.

Confira mais informações no site www.anbiojovem.org.br.

segunda-feira, 5 de março de 2012

AEB Escola Deverá Criar em Breve Olimpíada de CANSAT

(Brazilian Space) Durante a realização da palestra sobre o Programa Espacial Brasileiro na “Campus Party 2012”, o representante da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Eduardo Quintanilha, fez um anuncio que consideramos muito importante, mas que passou despercebido pela mídia que cobriu o evento.

Trata-se do anuncio de que o “Programa AEB Escola” da agência deverá criar em breve uma “Olimpíada de CANSAT (pequeno satélite no formato de uma latinha de refrigerante)", o que consideramos uma grande notícia para o PEB, realmente um avanço, mas ainda tímido se consideramos os eventos que poderiam ser criados paralelamente a essa iniciativa.

Convido ao leitor a assistir na íntegra a essa palestra através do vídeo abaixo.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Estudantes participam de lançamento de foguetes

(JC) Alunos de escolas públicas e privadas vão participar de uma verdadeira gincana científica. Estão abertas as inscrições para a 6ª Mostra de Foguetes (MOFOG). O evento avalia a capacidade dos jovens de construir e lançar, o mais longe possível, foguetes feitos de garrafa pet ou de canudo de refrigerante.

Realizada pela Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), a iniciativa é voltada para estudantes dos ensinos fundamental e médio. Para participar, as instituições devem se cadastrar primeiramente na OBA pelo site (http://www.oba.org.br).

A MOFOG acontece dentro da própria escola e possui quatro níveis. Não há obrigatoriedade em relação ao número, mínimo ou máximo, de alunos participantes. Os foguetes deverão ser elaborados e lançados individualmente ou em equipe. Após o dia 11 de maio, a escola deverá informar os nomes dos participantes e os alcances obtidos por seus foguetes. No final, todos, incluindo professores e diretores, recebem um certificado da OBA e os estudantes que alcançarem os melhores resultados receberão medalhas.

Os estudantes dos níveis 1 e 2 (do 1º ao 5º ano do ensino fundamental) terão de elaborar um foguete feito de um simples canudinho de refrigerante. Já os alunos do nível 3 (do 6º ao 9º ano) vão fazer um foguete constituído de um simples tubinho de papel. Em ambos modelos se usará o princípio da impulsão para mover os foguetinhos. Já os candidatos do ensino médio fazem uma atividade mais complexa: foguete de garrafa pet.

Com o trabalho, os participantes aprendem, na prática, a famosa Lei da Física da Ação e Reação, de Isaac Newton. Para isso, será usado um combustível feito a partir da mistura de vinagre com bicarbonato de sódio (fermento em pó). Além de elaborarem os foguetes, os estudantes terão que construir a base de lançamento. O site da OBA, no tópico "Downloads", há todos os detalhes para a construção dos projetos, além de vídeos explicativos.

As avaliações serão relacionadas às distâncias percorridas, na horizontal, pelos foguetes entre a base de lançamento e o local de impacto. Os resultados deverão ser enviados junto com a prova da OBA, sendo que o trabalho com foguete de garrafa pet deve ser enviado com a descrição do projeto, forma de lançamento e, se possível, incluir fotos ou vídeos.

Os estudantes do ensino médio que se destacarem na MOFOG serão convidados para 4ª Jornada de Foguetes. Além de palestras com especialistas, nesse evento os participantes vão apresentar e lançar seus foguetes diante de uma comissão julgadora. Os vencedores receberão material didático e um troféu. Ainda serão distribuídas 70 bolsas de Iniciação Científica Júnior, com duração de um ano.

A 6ª Mostra de Foguetes conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e é organizada por João Batista Garcia Canalle (UERJ), Pâmela Marjorie Correia Coelho (UERJ), Marcos Pontes, Eugênio Reis Neto (Mast), José Bezerra Pessoa Filho (IAE), Danton José Fortes Villas Boas (IAE), José Guido Damilano (IAE) e Juliana Cilento da Silva (UERJ).

Mais informações no site http://www.oba.org.br.
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Matéria similar na Agência Fapesp
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