terça-feira, 22 de março de 2011

Unicamp recebe estudantes olímpicos de química

(Unicamp / JC) Atividade envolve 16 estudantes selecionados pelo Programa Nacional Olimpíadas de Química e integra a programação do Ano Internacional da Química no Brasil.

Durante 15 dias os estudantes participam de atividades científicas no Instituto de Química da Unicamp. Além de visitas a laboratórios e museu de ciências eles participam do Curso de Aprofundamento e Excelência em Química ministrado por docentes do IQ. O curso tem por finalidade preparar e selecionar os estudantes que representarão o Brasil em duas olimpíadas internacionais que ocorrem este ano, a 43rd International Chemistry Olympiad programada para julho, na Turquia, e a 16ª Olimpíada Iberoamericana de Química, em setembro em Teresina (PI).

O grupo é composto por dois estudantes de São Paulo, um do Piauí e 13 do Ceará, todos eles do ensino médio, destes, cinco são mulheres. Esse curso constitui a Fase 5 da OBQ e é realizado anualmente em uma das universidades integrantes do Programa Nacional Olimpíadas de Química, em 2012 será ministrado por professores do Programa de Pós-graduação em Química da UFMG.

Os participantes do curso foram escolhidos em um processo seletivo nacional realizado em quatro fases a primeira envolvendo 165 mil estudantes do ensino médio e fundamental e na última, com os 40 estudantes mais bem classificados nas etapas anteriores, foram avaliadas as habilidades com experimentação química. As próximas duas fases finais estarão sob a responsabilidade do Instituto de Química da Unicamp.

A Olimpíada Brasileira de Química é uma iniciativa da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap) e da Universidade Federal do Ceará (UFC), organizada pela Associação Brasileira de Química, com o apoio do Ministério da Educação (MEC) e do CNPq.

Mais informações no site: www.obquimica.org

quarta-feira, 16 de março de 2011

33a. Olimpíada Brasileira de Matemática abre inscrições

A competição envolve a participação de professores e alunos das redes pública e particular de todo o País.

(JC) Já estão abertas, até o dia 30 de abril, as inscrições para a 33ª Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM). A competição envolve a participação de professores e alunos das redes pública e particular de todo o País. As instituições interessadas devem fazer o cadastro pelo site: www.obm.org.br. As inscrições são gratuitas.

A participação dos estudantes é dividida em quatro níveis. A primeira fase será realizada, 18 de junho, a segunda fase, 3 de setembro e a terceira e última fase nos dias 15 e 16 de outubro. Os resultados serão divulgados em dezembro e os vencedores serão convidados a participar da 15ª Semana Olímpica, evento a ser realizado em janeiro de 2012. Além das medalhas e prêmios, os vencedores participam do processo de seleção para formar as equipes que representam o Brasil nas diversas olimpíadas internacionais de Matemática.

A competição é uma iniciativa realizada nas modalidades de ensino fundamental, médio e universitário atingindo atualmente mais de 350 mil estudantes e que desempenha um importante papel relacionado à melhoria do ensino e descoberta de talentos para a pesquisa em matemática.

A Olimpíada Brasileira de Matemática é um projeto conjunto da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) e conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Matemática (INCTMat).

Mais informações pelo telefone (21) 25295077 ou pelo email: obm@impa.br.
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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Recordista em Medalhas é Recebido pelo Ministro Mercadante


(MCT / Brazilian Space) Incentivado pelos professores, ainda na quinta série do ensino fundamental, o estudante Marcelo Tadeu de Sá Oliveira Sales, começou cedo a acumular medalhas em razão de sua dedicação aos estudos. Foram muitas, mais de 20, entre competições nacionais e internacionais. Uma das provas que disputou por várias vezes foi a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). Hoje, ele está prestes a se tornar universitário. Passou no vestibular de duas universidades, da Universidade de Campinas (Unicamp) e da Universidade de São Paulo (USP). Segundo ele, preferiu optar pela segunda.

O histórico de estudos e de reconhecimentos adquiridos por Marcelo chamou a atenção do ministro da Ciência e Tecnologia (MCT), Aloizio Mercadante, que o recebeu nesta quarta-feira (16), em seu gabinete, em Brasília. O ministro ficou entusiasmado com o futuro promissor do jovem e o elogiou por gostar de concentrar seus esforços por horas e horas a finco em meio a livros. “Você tem um vida inteira pela frente com possibilidade de colher bons frutos. Precisa continuar estudando. Não pode se desvirtuar do que tem feito muito bem até agora. Considero que seu exemplo deve ser seguido pelos estudantes desse País”, reconheceu.

Mercadante desse também que a história de Marcelo inspirará o governo a criar juntamente com o governo dos Estados Unidos bolsas de estudos para que jovens talentos possam ter uma experiência em outro país. “A presidenta Dilma (Rousseff) deverá receber nos próximos dias o presidente dos Estados Unidos, Obama. Ela deverá propor a ele que façamos um acordo de cooperação para o intercâmbio de jovens. A intenção é que mais de mil estudantes de graduação e 500 de pós-graduação tenham direito a cada ano de estudar em escolas norte-americanas. Pode colocar no seu currículo que você nos ajudou a criar essa possibilidade”, declarou.

O calouro da USP vai cursar ciência da computação. Diante disso, o ministro aproveitou para apresentar as oportunidades que ele poderia ter pela frente e falou dos institutos ligados ao MCT na área e do potencial do país que cresce a cada dia em termos de pesquisas. Ainda tímido diante do chefe da pasta de C&T, ele reconheceu a oportunidade de estar ali e importante o incentivo do governo federal principalmente pela iniciativa de criação da Obmep. “É importante para o futuro do Brasil, o reconhecimento que estou tendo agora. Isso demonstra que o governo está preocupado com os jovens. E, mais do que isso, o interesse de investir em novas mentes”, concluiu

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Olimpíada para "malhar o cérebro"


(Física na Veia) Sempre digo para os meus alunos que, assim como podemos malhar os músculos, também é possível "malhar o cérebro". Se malhar o corpo aumenta a nossa massa muscular, malhar o cérebro nos deixa mais inteligentes!

Sim! Já vai longe o tempo em que se acreditava que inteligência era algo estanque. Hoje sabemos que existem múltiplas inteligências e, o melhor de tudo: podemos melhorá-las!

E como fazemos isso? Simples: estudando. E é preciso entender que estudar não é necessariamente uma coisa chata, um compromisso intragável e com hora marcada. É preciso mudar o modelo e aprender a aprender com prazer. Dá até para se divertir com os estudos e os novos conhecimentos.

Nesta linha de "malhar o cérebro", as olimpíadas estudantis são ferramentas que ajudam muito a estimular os estudos. Elas são atividades motivadoras. E no final, mesmo quem não conquistar nenhuma medalha, jamais sairá de mãos abanando. Todo mundo, sem exceção, ao participar de uma olimpíada do conhecimento, leva de brinde um upgrade cerebral, ou seja, fica mais inteligente!

Confira abaixo os dados e links de algumas importantes olimpíadas nacionais de Física, Astronomia, e outras disciplinas. Nos sites indicados há provas de anos anteriores para resolver, estudar e aprender mais.

:: OBF

A SBF - Sociedade Brasileira de Física, que promove a OBF - Olimpíada Brasileira de Física, porta de entrada para as olimpíadas internacionais desta disciplina, acaba de divulgar as datas oficiais das provas das três fases de 2011. Confira:

Primeira Fase: 21/05/2011
Segunda Fase: 13/08/2011
Terceira Fase: 08/10/2011

Para quem está acostumado com a OBF, em 2011 há uma novidade notável: primeira fase no primeiro semestre. Até o ano passado todas as fases aconteciam no segundo semestre.
A OBF, além do site, tem dois canais de comunicação na internet:

Blog
@OBFisica (Twitter)

:: OBA
A SAB - Sociedade Astronômica Brasileira, que organiza a OBA - Olimpíada Brasileira de Astronomia, também já divulgou a data da prova:
Fase única: 13 de maio de 2011.

Paralelamente à OBA acontece a OBFOG - Olimpíada Brasileira de Foguetes. Veja mais detalhes no site.

A OBA seleciona os estudantes brasileiros que vão defender nosso país na IAO - International Astronomy Olympiad.

:: Novidade 2011: Matemática Sem Fronteiras

A REDE POC - Programa de Olimpíadas do Conhecimento está trazendo para o Brasil em 2011 o Matemática Sem Fronteiras, a edição brasileira de Mathématiques Sans Frontières, competição criada em 1990 na França.

Ao contrário da OBF e da OBA, que são iniciativas públicas, o Matemática Sem Fronteiras é uma iniciativa privada. Mas, como parece-me um projeto bem bacana, estou divulgando-o aqui. Entre no site e saiba mais como participar deste evento.

Algumas outras olimpíadas:

OBQuímica - Olimpíada Brasileira de Química (2011 é o Ano Internacional da Química!)
OBM - Olimpíada Brasileira de Matemática
OBR - Olimpíada Brasileira de Robótica

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

No Brasil, evento para estudantes lembrarão o Ano Internacional da Química

(Correio Braziliense / JC) Unesco declara 2011 como o Ano Internacional da Química com o objetivo de popularizar o ramo do conhecimento e mostrar como ele está presente no cotidiano das pessoas

Para algumas pessoas, a palavra química se refere apenas a uma das matérias da escola, dessas complicadas que costumam manchar os boletins de notas baixas. E, depois que concluem o ensino médio, muitos acreditam ter se livrado dos cálculos, fórmulas e conceitos intrincados.

A verdade, porém, é que esses elementos nos acompanham por toda a vida - ainda que não percebamos. Para popularizar a ciência e divulgar os benefícios que ela traz, a Organização das Nações Unidas para a Educação a Ciência e a Cultura (Unesco) celebra 2011 como o Ano Internacional da Química (AIQ).

O lançamento oficial da data foi feito semana passada, na sede do órgão, em Paris, com o tema A química para um mundo melhor. A iniciativa é uma parceria com a União Internacional de Química Pura e Aplicada (Iupac) e prevê a realização de atividades em mais de 60 países, como exposições, concursos, palestras e exibições de experimentos. Os eventos também comemoram os centenários do prêmio Nobel recebido pela polonesa Marie Curie, primeira mulher a ser laureada, e da fundação da Associação Internacional de Sociedades de Química (IACS).

No Brasil, a programação está sendo definida por um comitê encabeçado pela Sociedade Brasileira de Química (SBQ) e pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). "As pessoas precisam parar de associar química a coisas ruins, como poluição. Nossas atividades devem ajudar a acabar com essa imagem negativa", defende a coordenadora do AIQ no país, Cláudia Rezende.

"A química pode ser um veículo para a destruição e o consumo excessivo, assim como pode contribuir para que a vida se prolongue. Cabe à sociedade escolher", complementa Cláudia, que é pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). "O AIQ coloca na vitrine do mundo a importância da química para tornar feliz e confortável a nossa vida. Promove uma mobilização de forças sociais, econômicas, políticas em torno desse aspecto", opina o presidente da Abiquim, Eduardo Bernini.

O lançamento oficial do AIQ no Brasil ainda não tem data definida e será feito na Academia Brasileira de Ciência, no Rio de Janeiro. Mas as ações começaram no ano passado, com o lançamento do livro A química perto de você, que descreve experimentos de baixo custo a serem realizados em escolas e pode ser lido no site http://www.quimica2011.org.br/

Para este ano a programação prevê a realização sistemática de visitas de alunos de escolas públicas a centros de pesquisa e indústrias e um concurso nacional de redação direcionado a estudantes dos ensinos básico e superior. A disciplina também deve ter destaque na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia deste ano, promovida pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, e há previsão ainda de uma exposição itinerante baseada em painéis produzidos pela Sociedade Americana de Química.

Várias universidades também se prepararam para comemorar a data. A Universidade de Brasília (UnB) dá partida a seus eventos em abril. "Estamos fechando uma programação bem intensa", antecipa o professor Gérson Mól, diretor da Divisão de Ensino de Química da SBQ e coordenador do Programa de Pós-graduação em Ensino de Ciências da UnB. A tradicional Semana de Química, que deve ocorrer em junho, tentará atrair o público externo. "Vamos fazer palestras e cursos mais voltados para a comunidade, sobretudo para os alunos do ensino médio. Buscaremos temas como química forense, que despertam bastante o interesse dos jovens", complementa Mól.

Um dos objetivos do AIQ é promover a discussão de questões como a produção científica em química no Brasil e a formação de professores. "Queremos chamar a atenção para esses problemas", afirma Cláudia Rezende. "Vamos promover reuniões e gerar documentos que avaliem a atual situação e apontem soluções, inclusive políticas. Desenvolvimento em pesquisa significa autonomia nacional", defende a coordenadora nacional do AIQ.

"O Brasil é um país que, por tradição, não investe muito em ciência, em educação", avalia Mól. "Aqui, só o governo investe em pesquisa, de uma forma geral. O que é feito fora da universidade se desenvolve em instituições governamentais. Pouca coisa é feita com recursos privados", lamenta. Segundo ele, a formação de professores de ciências avançou muito nas últimas três décadas. "Há uma área exclusiva na Capes que trata do ensino de ciências. As universidades têm melhorado as licenciaturas, a prática pedagógica tem sido mais valorizada."

No entanto, a quantidade de licenciados capacitados a ensinar nas escolas é insuficiente. "Aí, outras pessoas acabam assumindo as aulas de química, como engenheiros, farmacêuticos", critica Mól. No quadro nacional, o DF seria uma exceção. "É uma unidade da Federação pequena e tem um salário diferenciado em relação ao resto do país. Muita gente vem de fora fazer concurso aqui."

Os professores também costumam penar para fazer os jovens se empolgarem com a matéria. "A grande maioria dos alunos não gosta. Eu gosto de trabalhar muito com experimentos em laboratório, para aproximar a realidade concreta dos conceitos, mas mesmo assim é difícil", conta Verenna Barbosa Gomes, 26 anos, licenciada em química e mestranda em ensino de ciências na UnB.

Para combater o desinteresse de seus alunos, Grazielle Alves dos Santos, 28, colega de Verenna no mestrado da UnB, relacionava os conceitos de química com seriados policiais. "Eu explicava alguns assuntos a partir de testes mostrados em programas como CSI", explica.

O capitão Carvalho, professor de química do Colégio Militar, alcança bons resultados entre seus alunos. Dois deles, Henrique Gasparini, do 2º ano, e Guilherme Costa, do 3º, ficaram entre os primeiros colocados na Olimpíada Brasileira de Química (OBQ) de 2010 e disputam as quatro vagas da seleção brasileira que vai participar da competição mundial. "Se você trabalhar apenas a parte teórica, o aluno pode ter dificuldade em assimilar o conteúdo. Busco associar a teoria à vida cotidiana dos jovens, mostrar que a química está integrada a tudo", diz.

O estudante Guilherme, 16 anos, ganhou a medalha na OBQ do ano passado. Está se preparando para o primeiro teste por que passarão os candidatos à seleção brasileira, a ser realizado nessa semana. "Acho muito boa a celebração do Ano Internacional", elogia. "Um dos propósitos é incentivar o estudo de química, que está presente em materiais que todo mundo usa e pode contribuir para o desenvolvimento de materiais biodegradáveis, que preservem o meio ambiente", observa. Ele reconhece que a maioria dos alunos não se anima com a disciplina. "O vestibular não pede para refletirmos sobre o que estudamos", analisa.